quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A Jornada do Assassino - Robin Hobb

   "Depois do desafio lançado ao Príncipe Respeitador pela narcheska das Ilhas Externas, só lhe resta embarcar para o país de Eliânia em busca do dragão de Aslejval que tanto pode existir como não passar de uma lenda antiga.
   Fitz, o mais famoso e temido assassino do reino, irá com ele. Mas a partida do herdeiro do trono dos Seis Ducados para uma atribulada viagem marítima até uma terra de antepassados e inimigos não é algo que se faça de ânimo leve.
   Que desafios irão ter de enfrentar os nossos heróis? As magias que ambos manejam imperfeitamente, serão uma ajuda ou um empecilho? E o que acontecerá aos Seis Ducados se o herdeiro desaparecer para sempre nessa terra misteriosa e distante?"

   Boas Leitores!
   E Robin Hobb está de volta ao blogue, quase meio ano depois do último livro lido desta autora, continuamos a saga "O Regresso do Assassino" com o quarto e penúltimo volume, intitulado A Jornada do Assassino. Esta obra é a primeira metade do terceiro livro em inglês.
   Uma vez mais somos apanhados na escrita maravilhosa de Robin Hobb. Esta autora demonstra em todas as suas obras o porquê de ser considerada uma das grandes escritoras de fantasia. A escrita fluída captura-nos desde o início e guia-nos por uma história interessante, com um desenvolvimento de personagens extraordinariamente cativante.
   O enredo é lento, não há grandes acções ou batalhas a acontecer, baseando-se muito mais em preparação para uma grande viagem e a viagem em si. No entanto, a autora consegue utilizar estes momentos para desenvolver as personagens e criar mistério e intriga que mantém o leitor sempre atento. E isto é válido não só para Fitz, o protagonista, mas também para muitas das personagens que o rodeiam. Ao longo desta obra conseguimos ver o desenvolver e amadurecer de Respeitador e Urtiga, Obtuso e até mesmo o Bobo.
   E ao verem isto talvez pensem "eh, então é só uma obra com muito falatório e muito andar dum lado para o outro?". Inicialmente pode parecer assim, mas continua a haver uma espécie de nervosinho miúdo que cresce à medida que nos aproximamos do destino final. Há um acumular de tensão quando as pontas soltas vão aproximando-se cada vez mais umas das outras. Quando acabei esta obra senti-me extenuado. Acho até que os editores decidiram uma boa altura onde dividir a obra, se continuasse a ler a outra metade poderia assumir que a obra seria demasiado extensa e esta primeira parte um pouco desnecessária. Assim acho que ficou ideal.
   Continuo a estar desejoso de ler o próximo livro, que é, aliás, o último desta saga, e descobrir como é que as coisas vão acabar, afinal qual será o destino de algumas das personagens que acompanhamos nesta obra, e que mistérios ainda estão para nos ser ditos? Caso queiram saber mais sobre esta saga, basta seguirem o seguinte link: Crítica - Sangue do Assassino
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Histórias de Aventureiros e Patifes - Vários Autores

   "Há personagens malandras e sem escrúpulos cujo carisma e presença de espírito nos faz estimá-las mais do que devíamos. São patifes, mercenários e vigaristas com códigos de honra duvidosos mas que fazem de qualquer aventura uma delícia de ler.
   George R. R. Martin é um grande admirador desse tipo de personagens - ou não fosse ele o autor de A Guerra dos Tronos. Nesta monumental antologia, não só participa com um prefácio e um conto introduzindo uma das personagens mais canalhas da história de Westeros, como também a organiza com Gardner Dozois. Se é fã de literatura fantástica, vai deliciar-se!"

   Boas Leitores!
   Desta feita há vários autores a entrar em cena! E com eles grandes contos. Contamos com dez autores diferentes: Neil Gaiman, David W. Ball, Gillian Flynn, Paul Cornell, Scott Lynch, Phyllis Eisenstein, Joe R. Lansdale, Patrick Rothfuss, Connie Willis e George R. R. Martin. Esta é uma antologia que gira à volta de aventureiros e patifes (tal como o título sugere), e apesar de haver outras obras organizadas por George R. R. Martin e Gardner Dozois com títulos semelhantes como Histórias de Vigaristas e Canalhas estas obras não estão relacionadas umas com as outras.
   Como seria de esperar há contos que sobressaem muito mais ao leitor (ou pelo menos a mim) e que me conseguem capturar de forma fascinante, entre eles, os meus favoritos foram Neil Gaiman, Scott Lynch e Patrick Rothfuss. Este foi o meu pódio, sendo que o primeiro lugar seria muito difícil de dar. São contos extraordinários, Neil Gaiman com o mundo de Neverwhere, e Patrick Rothfuss com o seu mundo de As Crónicas do Regicida são contos que já têm uma base, mas podem perfeitamente ser lidos isoladamente. Já Scott Lynch dá um conto num qualquer universo que é só fantástico! A capacidade de escrita destes três leitores é extraordinária que conseguem capturar o leitor em menos de nada, mesmo com conceitos abstractos como estes três autores fizeram.
   Há muitos outros que estão bons mas, a meu ver, não ao nível destes três, e esses são George R. R. Martin, Gillian Flynn, Phyllis Eisenstein e Connie Willis. O primeiro por ser apenas pequenos doces de história de Westeros, um relato apenas, não tem um grande enredo ou novidade em si. Os outros são todos autores que ainda não li, mas que foi certo terem criado uma faísca de curiosidade em mim, e estarei atento a livros deles.
   Por fim, vêm os piores, David W. Ball, Paul Cornell e Joe R. Lansdale. Foram os contos que menos me apelaram e que estava em constante pensamento de "quero passar para o próximo, rápido.", por vezes era o enredo que não apelava, outros casos as personagens não pareciam ter nenhum impacto no leitor, e outras tantas quase não entendia o porquê daquela história estar incluída no livro.
   Em suma, é uma boa obra para conhecer novos autores e, em casos como Patrick Rothfuss, Neil Gaiman ou George R. R. Martin, ter mais conhecimento sobre os grandes universos que eles criaram, o que é sempre prazeroso.
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Os Contos de Beedle o Bardo - J. K. Rowling

   "Os contos de Beedle o Bardo oferecem-nos cinco histórias de feitiçaria, cada uma com a sua magia muito própria, que prometem deliciar, divertir e até arrepiar os leitores.
   Cada conto é acompanhado de notas da autoria do Professor Albus Dumbledore, que agradarão tanto a Muggles como a feiticeiros. O Professor reflecte sobre as questões morais levantadas nos contos, ao mesmo tempo que revela pequenos detalhes sobre a vida em Hogwarts.
   Este é um livro mágico, único e intemporal, escrito e ilustrado por J. K. Rowling, autora da famosa série Harry Potter."

   Boas Leitores!
   Mais uma vez aqui estamos, desta vez com uma obra pequeníssima, pouco mais de cem páginas, mas de uma autora famosa por todo o mundo, J. K. Rowling. Não estamos a falar das suas obras policiais nem nada do género, sim, voltamos uma vez mais ao mundo de Harry Potter, com pequenos contos infantis.
   Para quem não conhece, esta obra é uma colectânea de cinco contos infantis, supostamente contados às crianças feiticeiras, entre eles o "Conto dos Três Irmãos" que já apareceu antes na saga Harry Potter. Não é de todo a grande obra da autora, mas com toda a certeza servirá para adoçar os fãs da saga, com pequenos bombons sobre o mundo de Hogwarts.
   Como obra de contos, não há um seguimento de personagens nem um grande enredo de que se possa falar. Há, no entanto, algo que possamos apreciar tendo um background no mundo de Harry Potter: as anotações de Dumbledore. São estas que fazem a ponte entre os contos que lemos e como eles se adaptam ao mundo da feitiçaria, quer na altura que foram escritos, quer na actualidade de Hogwarts.
   Estes contos de carácter infantil trazem com eles sempre uma moral, tal como os contos infantis para Muggles e embora não tenham normalmente princesas a serem salvas por príncipes, conseguiria ver este tipo de histórias a serem contadas a crianças.
   É uma obra que, dentro do género e público-alvo a que é sujeito cumpre os objectivos. Não sendo de todo uma grande obra-prima, como seria de esperar.
   Boas Leituras... ;)
6.5/10
André

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O Terceiro Desejo - Andrzej Sapkowski

   "O seu nome é Geralt de Rivia. Dizem que é um bruxo e um assassino sem misericórdia que vagueia pelo mundo à caça de monstros e predadores. Mas na verdade vive de acordo com o seu próprio código de conduta. A sua espada serve, em troca de uma recompensa, poderosos reis amaldiçoados, mas também os mais desfavorecidos.
   Ao longo das suas viagens, Geralt encontra todo o tipo de criaturas - algumas saídas da mitologia eslava e dos contos populares dos irmãos Grimm - como vampiros e lobisomens, elfos, quimeras e estriges, trolls e génios que o tentam, satisfazendo todos os seus desejos.
   Mas este é apenas o início das suas aventuras como viajante e feiticeiro que irá desafiar o destino num mundo em que as criaturas de todas as raças coabitam numa paz precária prestes a despedaçar-se..."

   Boas Leitores!
   O primeiro mês do ano já começou e estamos a começar o ano a começar variadas sagas. Esta é uma delas, a saga The Witcher que conta já com três volumes em português e muitos mais na língua original. Para quem jogou o famoso jogo The Witcher 3 tenham em atenção que esta obra não é a total adaptação do jogo. É certo que o jogo utilizou alguns destes contos e incorporou-os na história, mas não seguem a mesma "linha temporal", digamos assim.
   Esta obra tem um formato ligeiramente diferente. É uma obra de contos (até aqui nada de novo) só que todos os contos são sobre a mesma personagem, Geralt de Rivia. É quase como se o leitor apanhasse pequenos vislumbres da sua vida, pequenos episódios das suas aventuras. E parecendo que não, esta é uma forma excelente de se ir conhecendo um protagonista aos poucos e poucos. Dá-nos os pormenores aos poucos, de forma coerente e sem que seja forçado de maneira alguma. Quanto a esta característica tenho de dar o meu aval positivo.
   Agora quanto a enredo. Como disse antes, a obra está dividida em contos, não existe propriamente um enredo à volta deste livro. Temos um conto que é estendido ao longo de todos os outros contos, o que dá uma espécie de continuidade à história, mas nada de muito complexo. Mesmo assim há várias partes dos variados contos que são propositadamente deixadas em aberto, para que possam ser desenvolvidas nos futuros livros. E por outro lado, alguns dos contos souberam demasiado aos irmãos Grimm, a mais uma tentativa de distorcer os contos para ficarem mais sombrios. Mas atenção, não estou a dizer que tenha ficado mal feito, pelo contrário, alguns destes contos estão geniais. Apenas esperava uma novidade por toda a obra em vez de serem apenas alguns dos contos a novidade, talvez este meu problema seja resolvido no próximo volume onde teremos mais contos.
   Com o final desta obra, é certo que o leitor ficará curioso para saber mais sobre as personagens apresentadas, especialmente com o facto de haver várias questões deixadas em aberto. Veremos se o próximo volume conseguirá responder a pelo menos algumas delas.
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Attack on Titan Vol.1 - Hajime Isayama

   "For the past century, what's left of mankind has hidden in a giant, three-walled city, trapped in fear of the bizarre, giant humanoids known as the Titans. Little is known about where they came from or why they are bent on consuming humankind, but the sudden appearence of an enormous Titan is about to change everything..."

   Boas Leitores!
   Começamos uma nova saga de mangá! Attack on Titan é uma das novas sagas em que apostámos para poder ter grandes momentos de leitura! Esta saga tem actualmente vinte e quatro volumes publicados e já há mais dois com datas previstas para 2018.
   Como muitos de vós devem saber, esta saga tem já um anime que teve imenso sucesso. Eu vi esse tal anime e foi graças a ele que a minha curiosidade pelo mangá foi despertada. Ao fim de ler o primeiro volume tenho a dizer que foi em parte bem sucedida e noutra parte nem tanto.
   Quanto à fidelidade da história entre mangá e anime é fantástico como estão idênticas. Diria até fala por fala. Ao ler este volume senti que estava a assistir aos primeiros episódios da série e toda aquela emoção foi trazida de volta. Desde o suspense, passando pelo horror ao ver algumas das imagens mais sangrentas e até àquela esperança que o protagonista nos traz e por fim ao grande cliff-hanger/surpresa desoladora que surge.
   O enredo é deveras interessante, o primeiro volume consegue agarrar um leitor de forma rápida, mas isso também seria de esperar. É o momento decisivo entre começar uma nova saga ou não. O autor tem de agarrar os leitores logo de início. Quanto a personagens, percebemos já que os protagonistas têm bons backgrounds que eventualmente serão explorados e há várias personagens secundárias que são também apresentadas, dando já um ambiente confortável ao leitor.
   Algo de que não apreciei muito foi a arte dos titãs. No anime apesar de estranha é algo que traz o seu quê de estranheza que nos faz comichão no nosso interior, algo muito errado. No mangá isso não acontece. Quero dizer, alguns deles continuam a estar muito bem, mas o desenho dos titãs a mexerem-se está algo cartoonizado, o que não esperava. Talvez seja algo que vá melhorando ao longo dos volumes, logo veremos.
   Foi um bom início no geral, agora é vermos como é que a viagem corre daqui em diante.
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Terrarium - João Barreiros e Luís Filipe Silva

   "Bem-vindos ao futuro e ao colapso de todas as utopias por nós sonhadas.
   Estamos a meio do novo milénio e a Fortaleza Europa acabou de vez. Bruxelas não é mais do que uma cratera radioactiva, as zonas costeiras foram alagadas pela subida das águas e a temperatura ambiente aqueceu até o clima ser quase tropical. Quem olhar para o alto, nos raros dias onde ainda se podem ver as estrelas, vai descobrir um anel gigantesco composto pelas carcaças das naves de exóticos migrantes.
   Mas isso não é o pior. A verdade é que entre esses exóticos que nos vieram pedir guarida, existem criaturas ainda mais monstruosas que resolveram transformar o planeta num lugar de consumo: num TERRARIUM, a bem dizer...
   Preparem-se para viver num mundo prestes a ser assimilado, para o bem ou para o mal, numa nova e efémera utopia... Agora só nos resta resistir."

   Boas Leitores!
   Aqui estamos nós com mais uma obra de autores portugueses ou brasileiros, Terrarium é uma obra isolada e muitas vezes descrita como uma obra em mosaico. E esta obra de ficção-científica tem muito que lhe diga.
   Comecemos exactamente pela explicação do porquê uma obra em mosaico. Esta obra é uma colectânea de contos escritos por ambos os autores. Apesar de serem contos distintos, alguns deles publicados antes em revistas, quando lidos pela ordem desta obra formam uma imagem mais completa, como que uma história com um princípio, meio e fim. É quase como se cada conto fosse uma peça de um puzzle, e enquanto lemos vamos obtendo mais peças até que completamos a imagem e temos uma noção de todo aquele universo. Como se não bastasse os autores dão-nos até uma escolha: três finais distintos, onde o leitor pode ler os três finais e decidir-se por qual gosta mais. Algo pouco usual, mas que fez completo sentido ao ler a obra.
   No entanto, nem tudo é um mar de rosas nesta obra. No início desta leitura estava a gostar e a sentir como que uma aventura naquele universo. O primeiro contou foi lido num ápice, e o segundo e o terceiro. Até que chegou a um ponto que os contos começaram a ficar mais aborrecidos. Parte disso deveu-se à imensidão de personagens, cada conto alterava os protagonistas, e se no início isso era divertido, acabou por tornar-se saturante e confuso nos últimos contos. Se a obra fosse um pouco menor (talvez ao rondar as 350 ou 400 páginas) teria sido um bom compromisso, visto que terminaria no ápice do entusiasmo do leitor. E aliado a esta característica, uma melhor exploração dos finais alternativos seria a cereja no topo do bolo
   Continua a ser uma obra fantástica, e que orgulha ainda mais a língua portuguesa, que não se conhece assim tanto neste género, tem apenas uns pontos fracos que se devem à própria propriedade que lhe é fantástica, ser uma obra em mosaico. É um exemplo de literatura portuguesa a ler.
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

A Ascensão de Arcana - Rafael Loureiro

   "Neste segundo volume da Trilogia Nocturnus entramos uma vez mais num universo intenso de romance, aventura e emoções fortes. Passaram-se quase seis anos desde a derrota do tirano Alexandre Phoenix, Arcana floresce agora sob a regência de Janus MoonHunter. Mas, no seu íntimo, Daimon ouve ainda o sussurro que lhe segreda que algo está errado. Será que os 328 anos da sua existência estão a enlouquecê-lo lentamente? Um terrível acontecimento abate-se sobre os vampiros de Arcana: a Lei do Silêncio - «Não revelarás a tua verdadeira Natureza ao Homem» - é quebrada! A Daimon, Janus, Andrew, Lilia, Pandora e Ascelli juntam-se agora três outros vampiros, enviados a Arcana para ajudar a encontrar e punir aqueles que desafiaram quebrar a Lei. Mas também estes forasteiros guardam segredos, e estranhos acontecimentos levam Daimon a desconfiar que o culpado poderá estar mesmo a seu lado..."

   Boas leitores!
   Voltamos à trilogia de Rafael Loureiro, com o segundo volume, A Ascensão de Arcana. Esta trilogia está completamente publicada, em português pela Editorial Presença.
   Esta obra continua a história de Daimon. E embora o primeiro volume trouxesse uma sensação de reconhecimento (por serem vampiros, again) e ao mesmo tempo de novidade (pela sociedade ser ligeiramente diferente) que, em conjunto, alegravam um pouco a leitura, essa alegria foi perdida com o segundo volume.
   O enredo foi simplificado numa história de nem duzentas páginas, onde o mistério seria o foco principal, mas que saiu apenas uma aventura digna de filmes de domingo à tarde. Não houve qualquer suspense ou nervosismo ao ler. As personagens pareciam que passeavam pelos cenários a cumprir tarefas sem qualquer emoção que as identificasse com o leitor. E já que falamos em personagens, esse foi um ponto de desilusão também. Embora a obra seja pequena, era de esperar que, para que haja alguma ligação entre personagens e leitores, que as personagens evoluam, que cresçam num bom ou mau sentido, desde que haja mudanças nelas. Isso não aconteceu, aliás, para além do protagonista parece que mais nenhuma personagem existe naquele mundo, são todos bonecos ou fantoches sem qualquer personalidade.
   E parte disso deve-se a um factor muito importante: a escrita. A escrita do autor não evoluiu do primeiro para o segundo volume. À escrita simples e demasiado directa associada a uma primeira obra de um autor, pensei que fosse eventualmente haver uma evolução onde o autor fosse melhorando com a trilogia. Isso não aconteceu, este segundo volume continuou com uma escrita demasiado simples, recorrendo a apoios de escrita demasiado básicos, e se antes isso era desculpável num primeiro volume, deixou de o ser quando se chegou ao segundo. Ainda tenho esperança de que no terceiro e último volume, a escrita melhore, e com ela a história, mas para já terei de dar uma pausa a este autor e avançar com outras obras.
   É um livro que deixou muito a desejar, mas que felizmente não era grande e, portanto, foi lido num ápice. Veremos como o terceiro volume estará... Caso queiram saber mais sobre o primeiro volume, basta seguirem o link: Crítica - Memórias de um Vampiro
   Boas leituras... ;)
3/10

André