quarta-feira, 28 de junho de 2017
"Charlie Gordon, IQ 68, is a floor sweeper, and the gentle butt of everyone's jokes, until an experiment in the enhancement of human intelligence turns him into a genius. But then Algernon, the mouse whose triumphal experimental transformation preceded his, fades and dies, and Charlie has to face the possibility that his salvation was only temporary."Hey readers!
Para variar um pouco, agora vamos opinar sobre um livro em inglês. Flowers for Algernon é uma obra isolada (nada de trilogias, sagas ou continuações malucas), que ganhou não só o Prémio Nébula para melhor romance, como também o Prémio Hugo para melhor conto. E bem merece esses prémios!
Escrito de uma forma brilhante, num formato de entradas dum relatório ou diário, onde o leitor percebe perfeitamente como é o protagonista desta história, essa mesma escrita vai sendo alterada à medida que o enredo avança, acompanhando assim o desenvolver da personagem principal. A estratégia agarra quase de forma imediata quem lê e cria aquele elo emocional entre o leitor e o protagonista, onde sentimos parte do que ele sente.
O enredo pode não ser dos mais complexos que andam por aí, é até bastante simples. Mas acho que é por essa mesma simplicidade que o livro ganhou mais pontos. É uma história simples, um rapaz que quer ser mais inteligente para que todos à sua volta possam orgulhar-se dele. E o que acontece quando ele assim se torna, não só com ele mesmo, mas também o que acontece com as pessoas à sua volta.
Achei que fosse também um bom livro de alerta para pessoas que sofrem do mesmo e são alvo de muitos dos actos que acontecem ao longo do livro. Sem qualquer dúvida que vale a pena ler esta obra.
Boas Leituras... ;)
8.5/10
André
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Publicada por
André Alves
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08:35
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Saída de Emergência
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"No terrível Inverno de 44 D.C., vinte mil legionários estacionados na Britânia aguardam impacientemente que a Primavera chegue para retomarem a conquista da ilha. A resistência bretã está cada vez mais aguerrida e os nativos não perdem uma oportunidade de minar os esforços da poderosa Roma. Quando os mais selvagens resistentes, os druídas da Lua Negra, capturam a mulher e os filhos do General Aulo Pláucio, é necessário recorrer a uma medida drástica: dois voluntários da Segunda Legião que se infiltrem em território inimigo numa tentativa desesperada de resgatarem os prisioneiros. Essa sorte cabe ao centurião Macro e ao jovem Cato. Na calada da noite, abandonam o acampamento com a missão de encontrarem a família do general antes que seja sacrificada aos deuses negros dos druídas. Os dois homens sabem que se encaminham para uma morte quase certa. E a sua única esperança é que, com coragem e engenho, possam ludribiar os inimigos mais selvagens e cruéis que alguma vez combateram."Boas Leitores!
Estamos de volta com mais uma opinião, da mesma editora que o último livro lido, mas desta vez é a continuação da saga Águia. Sim, estamos no 3º volume (de cerca de 13), estamos a bom ritmo (muito melhor do que outras sagas da mesma editora).
Comparemos primeiro com os dois primeiros volumes: melhor do que o anterior, de certeza, ao menos este não teve a imensidão de batalhas que a obra anterior teve, acabando por não criar intensidade nenhuma. Apesar de, mesmo assim, haver demasiadas batalhas para um único livro, ao menos estas não foram tão repetidas e tiveram mais lógica. As descrições mais sangrentas foram os pontos altos na área de descrições, mas essas mesmas caracterizações não se encontravam em batalhas muitas vezes.
O enredo nesta também mudou ligeiramente, ainda tivemos o enredo principal de conquista da Grã-Bretanha, mas ao menos tivemos uma mudança de ares quanto aos inimigos que os romanos batalhavam. E essa parte tenho de atribuir alguns pontos, até agora sempre tinha lido livros onde os druídas eram os bons da história e os romanos com as suas religiões que vinham impor nas tribos eram os maus da fita. Mas este autor fez trocar os papeis, e o certo é que foi estranho no início e passado um pouco percebi que até teve a sua qualidade.
Quanto a personagens, foi uma mistura de bom e mau. Houve desenvolvimento duma personagem, ou pelo menos, começámos a conhecer melhor uma das personagens, enquanto que a outra, quanto a psique, foi como se estivesse em estado letárgico, não variou nada.
Resumindo e concluindo, este volume está entre o primeiro e o segundo no que toca a qualidade, um pouco mais perto do primeiro do que o segundo. Veremos se a qualidade melhora aos poucos e poucos. Caso queiram saber mais sobre a saga (e os volumes que já opinei anteriormente), basta seguirem os links: Crítica - O Voo da Águia
Boas Leituras... ;)
6.5/10
André
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Publicada por
André Alves
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05:47
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Páginas Desfolhadas,
Saída de Emergência
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"Em Anarres, um planeta conhecido pelas extensas áreas desérticas e habitado por uma comunidade proletária, vive Shevek, um físico brilhante que acaba de fazer uma descoberta científica que vai revolucionar a civilização interplanetária. No entanto, Shevek cedo se apercebe do ódio e desconfiança que isolam o seu povo do resto do universo, em especial, do planeta gémeo, Urras.Em Urras, um planeta de recursos abundantes, impera um sistema capitalista que atrai Shevek, decidido a encontrar mais liberdade e tolerância. Mas a sua inocência começa a desaparecer perante a realidade amarga de estar a ser usado como peão num jogo político letal.
Que esperança e idealismo restam a Shevek, aprisionado entre dois mundos incapazes de ultrapassar as diferenças? E ao desafiar ambos os regimes políticos, conseguirá ele abrir caminho para os ventos da mudança?"
Boas Leitores!
E aqui temos uma opinião surpresa! Os Despojados, obra recente da editora Saída de Emergência, de Ursula K. Le Guin. Esta obra venceu os prémios Hugo e Nebula, os melhores prémios para fantasia e ficção científica, o que já dá algumas dicas de quão bom é. Este é considerado o primeiro volume do chamado Ciclo Hainish que consiste em dez livros se não estou enganado.
E após ter lido o primeiro... Onde é que anda o segundo? Quero lê-lo imediatamente! Os Despojados é uma obra brilhante, cheia de inteligência e cultura. Cansados dum enredo típico de ficção científica ou fantasia? Esta obra não é dessas, com um enredo diferente, onde os capítulos são alternados entre o presente e o passado que levou ao presente, a obra não nos cansa, pois está constantemente a levar o leitor para mundos literalmente diferentes.
O desenvolvimento do protagonista é também dos melhores que já vi. É como se tivesse duas personagens diferentes conforme o planeta onde está, mas no fundo o do passado acaba por transformar-se no do presente e o do presente em algo mais. E o leitor acompanha ambas as transformações, sentimos como que uma ligação especial com Shevek, por vermos o quanto ele faz e o quanto as perspectivas dele mudam conforme o avançar do tempo.
E se estão a pensar "este livro parece ser demasiado inteligente para mim.", estão completamente errados! O único critério é gostar de ficção científica, de resto vão entender tão bem os diversos assuntos que a autora aborda quanto qualquer outra pessoa. Até acho que se lerem mais do que uma vez vão perceber novas coisas.
É um livro que aconselho vivamente a lerem. Até a capa fez imenso sentido para mim quando comecei a ler. No início só pensei "eh esta capa não me chama muito a atenção." Mas após ler o livro FAZ TODO O SENTIDO. Estão com medo de começar uma colecção tão grande? Não tenham, esperem que seja tão boa quanto esta primeira obra!
Boas Leituras... ;)
9/10
André
sábado, 27 de maio de 2017
"Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world? Moritaka and Akito complete their new story, Reversi, and hope it will finally lead to their getting an anime. But standing in their way is Eiji Nizuma with his new story, Zombie Gun. This intense head-to-head battle may have ramifications for the entire manga industry!"
Boas Leitores...
Antepenúltimo volume. Décimo oitavo dos vinte que já sigo há bastante tempo. E no entanto, não parece que está para terminar nos próximos dois volumes.
Quer dizer, por um lado o enredo está a avançar bem, a um ritmo estável, mas quando o leitor pensa "realmente, é desta que vai ser, eles vão conseguir" um contratempo aparece e dá a sensação que vai prolongar até mais não. E esta não me parece a melhor altura para empatar, visto que faltam apenas 2 volumes, se eles empatam então depois vai ser a correria para conseguirem acabar de uma forma coerente.
E isto sem focar no romance, que mais uma vez não aparece nada quanto aos protagonistas. Houve romance, sim, mas foi em personagens secundárias que já prometiam há dez volumes atrás, quase. Como se os autores quisessem introduzir algum romance, mas não conseguem dar o romance principal porque o enredo não deixa, então foi essa a solução deles.
Nos pontos positivos tenho de referir a emoção transmitida na história, ainda para mais quando começa a aproximar-se do fim e tudo parece iminente. Agarra os leitores firmemente e não os deixa descansar entre páginas. Claro que a arte e a maneira como os diálogos são feitos é tudo pequenos pormenores que ajudam, e delineados muito bem!
Foi um volume bem melhor que o anterior, vendo agora, mas mesmo assim ainda havia muito por onde poderiam ter melhorado. Vamos ver como estará o próximo, visto que será o penúltimo, e como espero que no último seja o grande troço do romance da saga, o décimo nono volume terá de explicar 50% do resto da história. Caso queiram saber do volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Bakuman vol.17 - One-Shot Deal and Complete Story
Boas Leituras... ;)
7.5/10
André
quarta-feira, 24 de maio de 2017
"Rand al'Thor, the Dragon Reborn, is slowly succumbing to the taint that the Dark One has placed upon the saidin - the male half of the True Source. His Asha'man followers are also showing signs of the insanity that once devastated the world and brought the Age of Legends to an end.And as Rand falters, the Shadow falls across a stricken land. In the city of Ebou Dar the Seanchan, blind to the folly of their cause, marshal their forces and continue their relentless assault. In Shayol Ghul the Forsaken join together to destroy the Dragon.
Rand's only chance is to hazard the impossible and remove the taint from the saidin. But to do so he must master a power from the Age of Legends that none have ever dared to risk - a power that can annihilate Creation and bring an end to Time itself."
Hello readers!
Mais umas temporadas sem aparecer aqui perto, mas pelo menos já temos mais uma opinião! E outra chegará na próxima semana! Quanto a esta, nono livro da famosa saga Wheel of Time, faltam apenas mais cinco e terminará (o que será da minha vida depois disso?).
O que esperava que continuasse a acontecer neste volume (como aconteceu no anterior, que foi as várias partes começarem a desenrolar os actos e consequências e a acção acontecer a ritmos acelerados) não aconteceu. O ritmo foi muito mais lento, a premissa que inicia este volume foi arrastada até ao fim onde de repente em dois ou três capítulos foi descrita num ápice. Foi isso que achei o maior ponto fraco, toda a ideia do que um dos protagonistas iria fazer poderia ter sido descrita com mais cuidado, explicar os comos, os porquês (estes já são bem descritos por acaso) e no momento em vez de prolongar capítulos como os do Mat, que neste volume foi muito dele mas a fazer a mesma coisa por metade do livro, poderia ter descrito a "batalha final" (não houve batalha final nenhuma, não estou a colocar spoilers aqui).
Por outro lado algumas personagens foram bem descritas e algumas situações (aquelas que já contava que iriam acontecer eventualmente). E depois temos personagens que só aparecem nos primeiros capítulos ou esporadicamente na perspectiva de um dos protagonistas mas que queria ter muito mais desses.
O que salva este autor é que ele escreve muito bem e, portanto, mesmo a engonhar um pouco é entretenimento por certo ler estas obras.
Este não foi, por certo, um dos melhores livros do autor, e com a contagem decrescente espero que um dos próximos seja de arrombar para ficar embasbacado a querer devorar os seguintes! Caso queiram ler mais sobre esta série, basta seguirem o link: Crítica - The Path of Daggers
Boas Leituras... ;)
7/10
André
domingo, 30 de abril de 2017
Publicada por
André Alves
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05:06
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Editorial Presença,
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"Baseada numa nova história de J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada- a nova peça de teatro de Jack Thorne -, cuja estreia mundial decorreu no West End, em Londres, no passado dia 30 de julho, é a primeira história oficial de Harry Potter a ser apresentada na versão teatral.Foi sempre difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele se tornou num muito atarefado funcionário do Ministério da Magia, casado e pais de três crianças em idade escolar.
Enquanto Harry luta com um passado que se recusa a ficar para trás, o seu filho mais novo, Albus, tem de se debater com o peso de um legado que nunca desejou. Quando o passado e o presente se cruzam, pai e filho confrontam-se com uma desconfortável verdade: por vezes as trevas vêm de lugares inesperados."
Boas Leitores!
Aqui temos uma obra fantástica, que possivelmente muitos de vós já leram, mas eu só tive oportunidade de a ler agora. Para os que não leram, então podem ler esta opinião com mais avidez para tomarem a derradeira decisão de ler ou não.
Pequeno briefing: esta é a obra de Harry Potter que muitos fãs andavam à espera. Considerada a oitava obra da saga, apesar deste ponto ser um pouco discordante entre os leitores, eu mesmo não sei se consideraria como um oitavo volume. Para mim, seria mais um spin-off. Outro pequeno pormenor deste livro é que não é uma prosa, mas sim um guião da peça de teatro com o mesmo nome, ou seja, vão ver aqueles típicos detalhes deste tipo de texto "Harry disse", "Caminharam para o outro lado, enquanto as luzes piscavam" ou algo deste género.
Não é um ponto negativo, ou melhor, talvez seja um ponto negativo para alguns, mas para mim não o foi. De início claro que foi estranho, raros foram os guiões que li, mas é como o ditado "primeiro estranha-se depois entranha-se" e quando dei por mim já nem notava esses pequenos detalhes. E o certo é que um texto assim é mais rápido de se ler.
Quanto a enredo, e a razão pela qual digo que devia ser considerado um spin-off, é um bom enredo, envolvendo questões boas. Claro que personagens como Harry, Ron e Hermione tinham de aparecer, mas os protagonistas desta obra são os filhos deles, com um objetivo diferente de matar Voldemort. Daí não ser "Harry Potter e" mas sim "Os filhos deles fazem x".
O que importa é que os autores conseguiram entregar uma obra que deu para recordar um pouco o mundo de Hogwarts e ser divertida de se ler ao mesmo tempo que tem os seus momentos mais sérios, e outros um pouco clichés (esta última parte teria de ser essencial ao teatro, mas como o livro não existiria sem a peça, teremos que aceitar tudo o que vem nela).
As personagens estão até bem desenvolvidas num livro relativamente curto. E deve ter sido complicado, considerando que existem imensas personagens a aparecerem.
Para os fãs de Harry Potter, aqueles poucos que ainda não leram, go ahead e leiam esta obra, não se vão arrepender. Os que não são fãs do rapaz feiticeiro, talvez gostem do livro por outras questões que poderão surgir, vale a pena.
Boas Leituras... ;)
8/10
André
segunda-feira, 24 de abril de 2017
"The enemy of my enemy is...still my enemy?! As the madness of the Kishin continues to threaten the world, Noah and Medusa race to find Asura and ally themselves with him. With Noah reliant on demon tools and Medusa on her experimental black blood, DWMA must devise ways to combat both evils while trying to seek and destroy Asura themselves!"Boas Leitores!
E esta semana temos a opinião de mais um mangá de Soul Eater, o 17º volume! Mais oito e acabará esta saga.
Volume composto por cinco capítulos, sendo que o último deles é o início de um arco que parece ser bem comprido, até porque centra-se numa parte muito importante do enredo. No entanto, é só o último capítulo, os outros quatro vão dando pistas sobre o que estará para acontecer das várias frontes que existem. Quer do lado das bruxas, quer do lado da DWMA ou ainda do lado do Kid. Isso é, certamente, um ponto positivo para os leitores terem uma noção de tudo o que está para acontecer na história.
Apesar disso, sinto que não há um foco nos protagonistas, mas sim nos desenrolar da história, não a um ritmo acelerado. Ou seja, os protagonistas aparecem, mas não fazem grande coisa, consequentemente não me faz querer saber mais deles ou querer ver a sua evolução. Há maior ribalta para personagens não-principais, mas que não me despertam tanto o interesse.
A arte continua com o seu estilo estranho, mas bom para o género que é. Com toque especial em tudo o que se relaciona com loucura. Pontos extra por isso.
A ver quantos capítulos durará o próximo arco e se valerá a pena a sua extensão. Até lá, caso queiram saber mais sobre esta saga, basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater vol.16
Boas Leituras... ;)
6.5/10
André
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