segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A Ilha - Aldous Huxley

   "O derradeiro romance de Aldous Huxley, e contraponto utópico de Admirável Mundo Novo, apresenta-nos Pala, uma ilha onde uma sociedade ideal, regida por crenças assentes no budismo e no hinduísmo, floresce há cento e vinte anos, atraindo inevitavelmente a inveja do mundo circundante. Está em curso uma conspiração para invadir Pala, rica em petróleo, e os acontecimentos precipitam-se quando Will Farnaby, inicialmente um dos conspiradores, chega à ilha. É talvez o livro mais desencantado de Huxley, e inscreve-se nele a firme convicção de que, entre ganância e a avidez dos homens, comunidades pacíficas como Pala estão condenadas. Publicada em 1962, A Ilha é um espelho que permite ao homem modesto ver tudo o que está podre em si próprio e na sociedade."

   Boas Leitores...
   Mais uma obra de um grande autor, Aldous Huxley, que criou obras como Admirável Mundo Novo, que aconselho a lerem.
   Esta obra é, como diz na sinopse, o contraponto da outra famosa obra dele. Fala-nos de uma sociedade pacífica e ideal. Com várias associações a religiões mais pacíficas e com grandes introspecções.
    Mas não se enganem, este livro quase não tem enredo. O leitor percebe que existe uma espécie de tema associado ao livro, mas esse tema não é seguido constantemente. Em vez disso temos divagações sobre os mais variados assuntos. Não que seja mau. Esses mesmos assuntos fazem sentido no livro, visto que são a sucessão de sítios dessa sociedade. Cada um dos sítios leva a uma discussão meio filosófica que faz o leitor pensar, e por vezes aperceber-se das verdades ditas, e assustadores, que apesar de terem sido escritas há uns bons anos, continuam presentes na nossa sociedade.
   Por não ter enredo, faria sentido também não haver desenvolvimento de personagens, porque no fundo não as queremos para nada além de discursar profundamente. Mas o engraçado é que reparamos numa certa evolução psicológica no protagonista, e isso torna não só a história mais cativante como os discursos mais interessantes por mostrarem um efeito, nem que seja numa personagem do livro.
   Como já disse, não achei que estivesse tão bom como o Admirável Mundo Novo, mas continua a ser uma boa obra para lerem, caso estejam interessados nas críticas à sociedade capitalista que observamos nos dias de hoje.
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Booking Through Thursday - Leitura Exigida

   Ohh - boa pergunta! Que livros foste exigido a ler e que acabaste por adorar?

   André: É realmente uma boa pergunta, porque acho que não houve nenhum. Os livros que mais adorei não fui obrigado a lê-los, li porque quis e estava interessado neles. Não é que não tenha gostado dos que fui exigido a ler como Os Maias ou Memorial do Convento, gostei de ambos os livros, mas não amei-os como se fossem as melhores obras do mundo. Mas aconselho na mesma!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

The Hero of Ages - Brandon Sanderson

   "Tricked into releasing the evil spirit Ruin while attempting to close the Well of Ascension, new emperor Elend Venture and his wife, the assassin Vin, are now hard-pressed to save the world.This adventure brings the Mistborn epic fantasy trilogy to a dramatic and surprising climax as Sanderson's saga offers complex characters and a compelling plot, asking hard questions about loyalty, faith and responsibility."

   Boas Leitores!
   Que grande gap que houve, sem nenhuma opinião, semanas e semanas sem qualquer actividade, mas é assim a vida de um cientista. O que interessa é que estou de volta e para dar a opinião de uma obra completamente fantástica.
   Já todos nós sabemos que, quando se trata de Brandon Sanderson, a qualidade das obras é garantida. Esta trilogia, Mistborn, começou de forma extraordinária, e depois teve um meio um pouco tremido, mas com a sua qualidade ainda em cima. Quanto a este, a qualidade disparou e voltou aos picos.
   Começar por onde? Enredo. Melhorou da 2ª obra em que estava meio novelado e aborrecido. Desta vez há não só ação, mas também mistério, surpresas, romance, tudo a acontecer enquanto o leitor vê. É arrebatado a toda a hora com novos factos. Eu deparava-me a salivar por mais daqueles pequenos excertos de texto que aparecem no início de cada capítulo, um pouco de história sobre o antigo imperador e o estado daquele mundo. Era como se fosse uma peça de um puzzle entregue de cada vez, cada capítulo mais próximo de perceber a imagem final.
   E até as personagens, o desenvolvimento intrincado que cria ligações emocionais com o leitor. Queremos que certa personagem viva, ou outras que morram, que se salvem nos maiores perigos e que destruam o que resta.
   E voltando às peças do puzzle, o autor consegue também dar uma razão para todas as dúvidas que possam aparecer relativamente ao universo onde a história se localiza, quer sobre o mundo em si, quer sobre a magia. E o melhor de tudo é quando ele nos dá as peças-chave desde o início, mas só no fim percebemos que sempre as tivemos connosco. BRUTAL!
   Aconselho vivamente a lerem, vale a pena. O fim é perfeito, não consegui arranjar qualquer defeito para o fim que quer a obra quer a trilogia tiveram. Leiam. Caso queiram saber mais sobre esta saga, basta seguirem o link: Crítica - The Well of Ascencion
   Boas Leituras... ;)
10/10

André

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Booking Through Thursday - Dia de Neve

   Que tipo de livros é que lês quando estás aconchegado num dia de neve?

   André: Bem, nunca tive muitos dias de neve na minha vida, por isso não posso dizer que tipo de livros leria nessa situação. Mas como normalmente não escolho livros dependendo da meteorologia, deveria ler apenas o que estivesse a ler antes ou escolheria apenas o próximo livro que estava na minha "pilha de livros por ler".

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Booking Through Thursday - Estilístico

   Qual é o teu estilo favorito num livro? Sério? Brincalhão? Cómico? Pensativo? Cheio de acção? Cheio de humores?

   André: Uma boa obra acho que tem de ter partes de todas estas opções, tem de ter as suas partes sérias e brincalhonas, tem de fazer o leitor pensar mas também sentir emoções quer na acção quer nas partes mais sérias... Se tiver demasiado dum, acaba por tornar-se menos "real" ou demasiado "falso".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Bakuman vol.16 - Newcomers and Veterans - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   Eiji Nizuma announces that if he can top the Weekly Shonen Jump survey results for ten straight weeks, he will have one of the manga series in the magazine canceled. But which series does Eiji want to cancel? And what will Ashirogi and the other manga creators do to stop him?!"

   Hello manga readers!
   Já tínhamos saudades por estes lados de ler um mangá e como tal aqui está ele, o décimo sexto volume de Bakuman que conta com vinte (sim, está mesmo quase a acabar).
   E tenho a dizer que este deve ter sido um dos melhores volumes da saga. Imensos capítulos que entretém o leitor durante imenso tempo. Continuação e finalização de uma espécie de "arco" da história e começo de outro. Mas se pensam "vamos ficar outra vez a meio de um arco", bem desta vez o arco está mesmo no início, por isso quando o volume acaba ainda ficam meio satisfeitos com o que têm. Por outras palavras, não é um capítulo que termina com um cliff-hanger que vos faz querer comprar de imediato o próximo volume.
   Quanto ao arco que terminou estava muito bom, emocionante, escrito e desenhado como se fosse uma batalha entre rivais cheia de ataques e defesas fabulosas (não nos esqueçamos que este é uma história sobre criadores de mangás), portanto essa parte está positiva! Os leitores sentiam-se divididos por certo, entre apoiar um lado ou apoiar o outro, mas qualquer que fosse o desfecho acho que me contentaria, de tal forma foi a qualidade da "batalha".
   Outro pormenor agradável foi aperceber-me da quantidade de anos que se passam entre o primeiro volume e este, e ainda melhor foi perceber que houve um crescimento, maturidade e desenvolvimento das personagens, não só dos protagonistas, mas também de alguns personagens secundários.
   É um volume que vale a pena ler. Caso queiram saber mais sobre os outros volumes, basta seguirem o link: Crítica - Bakuman Vol.15 - Encouragement and Feelings
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

sábado, 14 de janeiro de 2017

Redenção Maravilhosa - Kami Garcia & Margaret Stohl

   "«A morte é o fim... ou apenas o princípio?»
   Ethan Wate passou a maior parte da vida a desejar fugir da sufocante pequena cidade de Gatlin. Nunca pensou que iria conhecer a rapariga dos seus sonhos, Lena Duchannes, que lhe revelou um lado secreto, poderoso e amaldiçoado da cidade, escondido à vista de todos. E nunca teria esperado ser forçado a deixar para trás toda a gente e tudo aquilo que é importante. Então, quando Ethan acorda depois dos acontecimentos horripilantes de Caos Maravilhoso, tem apenas um objetivo: arranjar forma de voltar para Lena e para aqueles que ama.
   Em Gatlin, Lena está a trabalhar para o regresso de Ethan, prometendo fazer o que for preciso - mesmo que isso signifique confiar em velhos inimigos ou arriscar a vida da família e dos amigos que Ethan abandonou para proteger.
   Em mundos diferentes, Ethan e Lena devem voltar a trabalhar juntos para reescrever o seu destino neste final deslumbrante da série Criaturas Maravilhosas."

   Boas Leitores!
   E mais uma saga que está terminada! Após anos e anos (não por minha culpa, visto que esta saga esteve sem ser publicada em português durante um bom tempo) finalmente acabei-a! Os quatro volumes que compõem esta tetralogia foram publicados todos em português e podem ser obtidos em qualquer livraria.
   Agora a verdadeira questão é: vale a pena ou não obtê-los? Em modo geral, não. Este último volume que deveria ser, na falta de melhor, o climáx de toda a saga não foi mais do que uma história do género "Anita vai ao submundo", mas substituindo Anita por Ethan e pronto têm uma obra.
   Há pontos pela originalidade do submundo que as autoras criaram, era ligeiramente diferente dos outros, também podemos atribuir assim meio ponto às personagens, mas não a todas, algumas alteraram-se sem grandes fundamentos nem explicações deixando o leitor um pouco "à nora" com a situação.
   Os pontos negativos vão para o enredo, nada original, completamente previsível, Maus sofrem, bons saiem vitoriosos, yippie yippie yey. De vez em quando acrescentavam uma personagem ou outra que poderia tornar as coisas mais interessantes, contudo depressa matavam o interesse dessa personagem. Foi um pouco aborrecido ler sabendo que mesmo que as personagens estivessem em perigo iriam obviamente sobreviver.
   Como se não bastasse, foi quase como se este último volume não acrescentasse nada à história da saga. Poderia ter acabado no anterior e talvez aí ficasse impressionante, mas não, prolongaram mais um volume para dar o final feliz a tudo e atar todas as pontas soltas (desta última parte não reclamo, porque no final duma saga a maioria das pontas soltas devem ser atadas).
   Um final aborrecido, que não aconselho. No entanto, caso queiram ler mais sobre a saga, podem seguir o link: Crítica - Caos Maravilhoso
   Boas Leituras... ;)
3.5/10

André