quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Soul Eater vol.16 - This Is The New Soul Resonance - Atsushi Ohkubo

   "Like the other members of the newly formed Spartoi unit, Maka and Soul undergo rigorous training, probing the boundaries of Soul's hard-won new potential as a weapon. Maka's soul perception ability has made her the enemy's next target, and she and Soul will have to kick it up to a whole new level-and fast! Noah and his followers are coming, ready or not!!"

   Hey leitores!
   Aqui estamos, quase quase no Natal! À espera de muitas prendas? Apenas livros ou mangás também? Que tal este? O décimo sexto volume de Soul Eater (de 25, sim já entrei na contagem decrescente) já está finalmente no blogue.
   Não esperem um novo arco mega brilhante, porque não é isso que vão ter. Em vez disso vai haver um pouco de confusão ao perceberem que a história avançou um pouco no tempo. Tal como a sinopse sugere, os protagonistas estão agora mais poderosos, evoluíram quer nas suas capacidades quer mentalmente (talvez nesta última parte só alguns o tenham feito).
   Isto não impede nada de começar a criar-se uma nova trama, com personagens que já vimos em volumes anteriores. Trama essa que parece prometer muita nova ação. Pelo menos relacionada com o duo Maka/Soul e Kid.
   E isso leva-nos ao próximo ponto que é o desenvolvimento das personagens. Normalmente num mangá não se espera muito nesta vertente, mas considerando que este volume mostrava um avançar no tempo seria bom se mostrasse mais sobre as personagens, e não só "o que estão a fazer agora".
   Outro ponto fraco foi o número de capítulos no volume, apenas três. Novamente para este tipo de transição poderiam ter posto mais um capítulo, nem que fosse o início de um arco, que explorasse um pouco mais da evolução das personagens.
   É um volume mediano que tinha potencial para ser muito melhor do que foi. Caso queiram ler mais sobre esta saga, sigam o link: Crítica - Soul Eater vol.15
   Boas Leituras...
6/10

André

domingo, 18 de dezembro de 2016

Os Jardins da Lua - Steven Erikson

   "Quebrado pela guerra, o vasto império Malazano ferve de descontentamento. Os Queimadores de Pontes do Sargento Whiskeyjack e Tattersail, a feiticeira sobrevivente, nada mais desejam do que chorar os mortos do cerco de Pale. Mas Darujhistan, a última das Cidades Livres, ainda resiste perante a ambição sem limites da Imperatriz Laseen. Todavia, parece que o Império não está sozinho neste grande jogo.
   Sinistras forças das trevas estão a ser reunidas à medida que os próprios deuses se preparam para entrar na contenda… Concebido e escrito a uma escala panorâmica, Jardins da Lua é uma fantasia épica da mais elevada qualidade, uma aventura cativante da autoria de uma excecional nova voz. Verdadeiramente épico, Erikson não tem igual quando o assunto é ação e imaginação, e junta-se à classe de Tolkien e Stephen Donaldson na sua visão mítica."

   Boas Leitores!
   Após este tempo todo sem notícias nenhumas (parece que estou constantemente a dizer o mesmo), eis que surge uma nova opinião de uma obra brilhante! Os Jardins da Lua é o primeiro volume da tão aclamada Saga do Império Malazano, que já conta com dez livros na língua original e este é o primeiro publicado em português (esperemos que não falte muito para que os próximos nove se sigam)!
   As opiniões que surgem desta saga são mistas, há quem diga que é uma confusão sem nexo, que não vale a pena ler, há quem diga que é uma excelente obra de fantasia. Quis tirar as dúvidas, e agora vejo-me no segundo grupo. É certo que há imensas variáveis nesta história, personagens, paisagens, mundos, magias, até o próprio tempo é confuso na obra. MAS, foi como li antes, se conseguirem passar o primeiro terço do livro, então espera-vos uma das melhores aventuras que possam ler deste g
género.
   Primeiro são atirados para o meio duma história que não sabem nada, centenas de nomes para tentar desvendar o que significam, ou quem são, contudo, com o seguimento da obra a familiaridade vai sendo cada vez maior e a leitura cada vez mais fácil até se tornar viciante. Uma segunda leitura a esta obra não faria mal nenhum, é daqueles livros que pode ler-se um sem número de vezes que continuaremos a perceber pormenores novos.
   Quanto às personagens, são tantas que seria difícil falar do seu desenvolvimento geral. Um punhado delas é claramente mais importante e teve um desenrolar de personalidade bom e robusto, sem que fossem criados vazios no seu carácter.
   O enredo... Que dizer do enredo? Complexo? Decerto. Fabuloso? Também. É uma mistura enorme de tudo. Mistério, magia, romance (no seu q.b. certo), ação, e muito mais. Não há paragens nesta narrativa, estamos constantemente a sofrer com novas notícias que o autor nos dá, sem ter piedade do nosso cansaço. Mas não é isso que o leitor quer? Entrar numa aventura e voltar à superfície ofegante, como se tivesse estado mesmo lá?
   É uma grande obra que aconselho a lerem e a ultrapassarem o primeiro terço do livro para desfrutarem em grande. E após o fazerem, lá teremos de esperar que o segundo volume chegue.
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

sábado, 10 de dezembro de 2016

Booking Through Thursday - Prazer Culpado

   Qual é que é o teu prazer culpado, relativo a leitura?

   André: O meu "guilty pleasure" será provavelmente romances lamechas. Não os leio muito, mas de vez em quando gosto de pegar num e lê-lo. Na minha opinião, desde que esteja bem escrito, pode ser uma obra tão boa quanto uma de fantasia ou ficção.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Ponte de Sonhos - Anne Bishop

   "Quando os magos ameaçam Belladonna e o seu trabalho para manter Efémera em equilíbrio, o seu irmão Lee sacrifica-se para a salvar — e acaba por ser internado num Asilo na cidade de Visão, longe de tudo o que conhece. Ao mesmo tempo, umas estranhas trevas parecem estar a espalhar-se — uma escuridão que esconde a natureza dos Xamãs que cuidam da cidade e da sua população. Danyal, um dos Xamãs, é o responsável pelo Asilo. Mas talvez por estar a tentar descobrir os seus próprios sonhos, Danyal sente-se intrigado pelos aparentes delírios de Lee. Com a ajuda de Zhahar, uma mulher com os seus próprios segredos tenebrosos, a mente e o corpo de Lee melhoram, e as suas palavras começam a fazer sentido. Em breve, Danyal e Zhahar começam a vislumbrar o mundo como nunca haviam imaginado. Quando Danyal, Lee e Zhahar se unem para descobrir o que ameaça a cidade, serão obrigados a olhar para além de si mesmos — e para dentro de si mesmos — para descobrir quem são… e até que ponto podem ser demasiado perigosos."

   Boas Leitores!
   Aqui temos uma nova opinião, de uma saga não lida há muito, quer dizer houve um livro intermédio que não fazia bem parte da saga em si, mas a 2ª obra desta trilogia foi lida já em 2013, ou seja há 3 anos atrás, demasiado tempo. Mas felizmente o último volume da Saga do Mundo Efémera já está aqui! Temos de ter em conta que este último pode não o ser exactamente. A autora pode de repente dar-lhe na cabeça e decidir escrever mais um livro... E eu não me importava nada!
   A verdade é que Anne Bishop tem uma grande qualidade e um grande talento na criação de mundos. Na sua trilogia mais famosa os mundos eram estranhos e fantásticos, algo que o leitor demorava a habituar-se mas ficava encantado assim que percebia o seu funcionamento. Com esta saga é a mesma coisa, estranha-se no início, mas quando se percebe é fantástico e original. Qualidade ao nível de Brandon Sanderson quanto a esse aspecto. Desde a forma como o mundo funciona até ao facto de o próprio mundo ter identidade! Um universo rico em boas histórias, e tenho até curiosidade para saber mais de como é que esse universo de Anne Bishop chegou àquele estado.
   As personagens também estão bem desenvolvidas e acho que o pormenor de referir as personagens pelo nome ou pelo seu cargo faz mesmo diferença no modo como as vemos.
   Talvez o único ponto negativo do livro seja a previsibilidade de algumas partes. O enredo é bom, e parece que vai terminar por várias vezes antes da última página, mas a autora consegue reavivar a história como se fossem brasas numa fogueira o que impede o leitor de perder o interesse. A previsibilidade vem nas partes que envolvem o romance, acho que esse é o ponto fraco, alguns diálogos previsíveis, mas mesmo assim a autora consegue dar a volta por vezes.
   O final da obra está bom, apesar de parecer que algumas partes ficam em branco, sem grande explicação. De qualquer das formas os protagonistas obtém o seu final, que é algo que os leitores mais esperam.
   É uma obra boa de uma autora que já provou há muito o seu valor, aconselho vivamente a lerem. Caso queiram saber mais sobre a saga, basta seguirem o link: Crítica - Belladonna   Boas Leituras... ;)

8/10

André

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Guerra e Paz - Livro IV - Lev Tolstói

   "Considerado como um dos nomes maiores da literatura, este escritor, filósofo, pedagogo e até profeta, foi um defensor acérrimo das minorias e dos mais desfavorecidos, e um dos primeiros a insurgir-se contra a escravatura. Apesar das muitas perseguições a que foi sujeito, Tolstói encontrou na escrita um refúgio e foi de forma sábia que abordou temas tão inquietantes quanto complexos.
   Entre 1865 e 1869 escreveu e publicou aquela que é talvez a sua obra-prima e uma das maiores criações literárias de sempre: Guerra e Paz. Tendo como pano de fundo um cenário de guerra, com a invasão da Rússia por parte das tropas Napoleónicas, esta novela épica apoia-se em episódios ficcionais e históricos sobre aquele país, num momento de profunda convulsão. Tolstói deixou-nos um valiosíssimo legado literário e o seu nome perfila ao lado de outros grandes vultos como Shakespeare ou Homero."

   Boas Leitores!
   Aqui está o final de uma grande obra que é conhecida pelos quatro cantos do mundo. E apesar de ser considerado apenas um livro, esta edição está dividida em quatro, conclusão: demoro imenso tempo a acabar como todas as minhas colecções.
   Mas já está terminada, e digo desde já que foi em estrondo. Apesar de ser um livro pequeno, tem mais de quatrocentas páginas, do qual diria 1/4 já não é propriamente história mas sim um epílogo da parte do autor em que explica e tenta dar a entender o que é o poder e como é que se deve ser recordada a história.
   Mas falemos primeiro do restante da história que estava inacabada no terceiro volume. É excelente, não só pelas mudanças psicológicas das personagens como a explicação da queda do exército de Napoleão e a vitória da Rússia quando nada faria prever que assim aconteceria.
   Claro que há certas descrições um pouco maiores que levam à perda de interesse do leitor, mas rapidamente esse interesse volta quando há as cenas emocionantes sempre a acontecer como aconteceu neste volume. A morte e a mudança são duas constantes da vida, e este livro representa-o bem!
   O epílogo da história, apesar de ainda ser um pouco grande, traz uma certa conclusão à história que dá indícios do que poderá ter acontecido nos anos seguintes, coisa que o autor saberá ao perceber as datas que o autor dá e as datas de marcos históricos.
   Quanto à segunda parte aparece num registo de tal forma diferente que nos deixa um pouco perplexos. Mas o divagar do autor e a sua forma de pensar agarra-nos e não nos deixa fugir, isso é certo. E faz o que deve fazer melhor, põe-nos a pensar sobre as suas palavras e a sua forma de ver o mundo naquela altura (e que ainda se aplica aos dias de hoje).
   É uma conclusão acertada para a obra que é e que atinge as expectativas, apesar da extensa leitura que é a junção dos quatro volumes desta edição. Caso queiram saber mais sobre a minha opinião ao livro anterior, sigam o link: Crítica - Guerra e Paz - Livro III
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Booking Through Thursday - Lições de Vida

   Qual é a melhor lição de vida que aprendeste de um livro quando eras criança?

(Eu especifico criança porque muitas lições que aprendemos quando crianças ficam para toda a vida, mas as coisas que aprendemos quando adultos não ficam necessariamente tão internalizadas. O seguimento, claro, é perguntar se mudarias a tua resposta para algo que leste quando mais crescido.)

   André: Uhh pergunta difícil esta... Acho que parte do porquê de eu gostar tanto de "As Crónicas de Narnia", principalmente o último livro é por transportarem a mensagem que não importa o que os outros pensem, desde que acreditemos naquilo que nós queremos. É uma questão de querer acreditar numa coisa e manter essa perspectiva e não mudá-la só porque os outros acham uma coisa diferente.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Down Under - Bill Bryson

   "It is the driest, flattest, hottest, most desiccated, infertile and climatically aggressive of all the inhabited continents and still Australia teems with life – a large portion of it quite deadly. In fact, Australia has more things that can kill you in a very nasty way than anywhere else.
   Ignoring such dangers – and yet curiously obsessed by them – Bill Bryson journeyed to Australia and promptly fell in love with the country. And who can blame him? The people are cheerful, extrovert, quick-witted and unfailingly obliging: their cities are safe and clean and nearly always built on water; the food is excellent; the beer is cold and the sun nearly always shines. Life doesn’t get much better than this…"

   Hey readers!
   Aqui está uma surpresa de leitura que nem vocês nem eu suspeitávamos que iria aparecer aqui. Aconselhado por uma pessoa amiga, decidi lê-lo já que se tratava do país onde estou. Este é o mesmo autor de “Breve História de Quase Tudo” um livro excelente e bom para todos aqueles que alguma vez estiveram interessados em ciência.
   Este é mais para todos aqueles que sempre estiveram interessados na Austrália. Este livro tem um pouco de tudo, história, descrição dos melhores pontos turísticos ou só mesmo de várias cidades deste enorme país que também é um continente. Mas se pensam que será apenas um guia turístico para quem viaja, estão bem enganados. Para quem já leu outros livros do autor sabe bem que a sua escrita tem qualidade e é bastante divertida para se ler.
   Desde descrições das milhares maneiras de se morrer neste país, o autor coloca-nos na sua pele quando ele viajou por várias partes da Austrália e das experiências por que passou. É quase como se estivéssemos lá, e embora este livro tenha sido escrito já há mais de uma década, acho que parte das coisas que ele escreve são ainda actuais, o que é fantástico.
   Para além da parte de Aventura que este livro tem, tem também uma parte histórica, sendo que o autor vai a muitos museus, e pontos históricos, acaba por contar parte da história da Asutrália, de forma engraçada, o que é um ponto positivo, mesmo que às vezes algumas partes sejam um pouco maçudas, como aconteceu.
   De qualquer das formas é um livro pequeno, não chega às 400 páginas e que merece ser lido por quem vai visitar o país ou quem tenha muita curiosidade sobre o mesmo. Aconselho-o a essas pessoas!
   Boas Leituras… ;)
8/10

André