terça-feira, 8 de novembro de 2016
Publicada por
André Alves
à(s)
07:01
Etiquetas:
Editorial Presença,
Páginas Desfolhadas
0
comentários
"Considerado como um dos nomes maiores da literatura, este escritor, filósofo, pedagogo e até profeta, foi um defensor acérrimo das minorias e dos mais desfavorecidos, e um dos primeiros a insurgir-se contra a escravatura. Apesar das muitas perseguições a que foi sujeito, Tolstói encontrou na escrita um refúgio e foi de forma sábia que abordou temas tão inquietantes quanto complexos.Entre 1865 e 1869 escreveu e publicou aquela que é talvez a sua obra-prima e uma das maiores criações literárias de sempre: Guerra e Paz. Tendo como pano de fundo um cenário de guerra, com a invasão da Rússia por parte das tropas Napoleónicas, esta novela épica apoia-se em episódios ficcionais e históricos sobre aquele país, num momento de profunda convulsão. Tolstói deixou-nos um valiosíssimo legado literário e o seu nome perfila ao lado de outros grandes vultos como Shakespeare ou Homero."
Boas Leitores!
Aqui está o final de uma grande obra que é conhecida pelos quatro cantos do mundo. E apesar de ser considerado apenas um livro, esta edição está dividida em quatro, conclusão: demoro imenso tempo a acabar como todas as minhas colecções.
Mas já está terminada, e digo desde já que foi em estrondo. Apesar de ser um livro pequeno, tem mais de quatrocentas páginas, do qual diria 1/4 já não é propriamente história mas sim um epílogo da parte do autor em que explica e tenta dar a entender o que é o poder e como é que se deve ser recordada a história.
Mas falemos primeiro do restante da história que estava inacabada no terceiro volume. É excelente, não só pelas mudanças psicológicas das personagens como a explicação da queda do exército de Napoleão e a vitória da Rússia quando nada faria prever que assim aconteceria.
Claro que há certas descrições um pouco maiores que levam à perda de interesse do leitor, mas rapidamente esse interesse volta quando há as cenas emocionantes sempre a acontecer como aconteceu neste volume. A morte e a mudança são duas constantes da vida, e este livro representa-o bem!
O epílogo da história, apesar de ainda ser um pouco grande, traz uma certa conclusão à história que dá indícios do que poderá ter acontecido nos anos seguintes, coisa que o autor saberá ao perceber as datas que o autor dá e as datas de marcos históricos.
Quanto à segunda parte aparece num registo de tal forma diferente que nos deixa um pouco perplexos. Mas o divagar do autor e a sua forma de pensar agarra-nos e não nos deixa fugir, isso é certo. E faz o que deve fazer melhor, põe-nos a pensar sobre as suas palavras e a sua forma de ver o mundo naquela altura (e que ainda se aplica aos dias de hoje).
É uma conclusão acertada para a obra que é e que atinge as expectativas, apesar da extensa leitura que é a junção dos quatro volumes desta edição. Caso queiram saber mais sobre a minha opinião ao livro anterior, sigam o link: Crítica - Guerra e Paz - Livro III
Boas Leituras... ;)
8.5/10
André
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Qual é a melhor lição de vida que aprendeste de um livro quando eras criança?(Eu especifico criança porque muitas lições que aprendemos quando crianças ficam para toda a vida, mas as coisas que aprendemos quando adultos não ficam necessariamente tão internalizadas. O seguimento, claro, é perguntar se mudarias a tua resposta para algo que leste quando mais crescido.)
André: Uhh pergunta difícil esta... Acho que parte do porquê de eu gostar tanto de "As Crónicas de Narnia", principalmente o último livro é por transportarem a mensagem que não importa o que os outros pensem, desde que acreditemos naquilo que nós queremos. É uma questão de querer acreditar numa coisa e manter essa perspectiva e não mudá-la só porque os outros acham uma coisa diferente.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
"It is the driest, flattest, hottest, most
desiccated, infertile and climatically aggressive of all the inhabited
continents and still Australia teems with life – a large portion of it quite
deadly. In fact, Australia has more things that can kill you in a very nasty
way than anywhere else.
Ignoring such dangers – and yet curiously obsessed by them – Bill Bryson
journeyed to Australia and promptly fell in love with the country. And who can
blame him? The people are cheerful, extrovert, quick-witted and unfailingly
obliging: their cities are safe and clean and nearly always built on water; the
food is excellent; the beer is cold and the sun nearly always shines. Life
doesn’t get much better than this…"
Hey readers!
Aqui está uma surpresa de leitura que nem
vocês nem eu suspeitávamos que iria aparecer aqui. Aconselhado por uma pessoa
amiga, decidi lê-lo já que se tratava do país onde estou. Este é o mesmo autor
de “Breve História de Quase Tudo” um livro excelente e bom para todos aqueles
que alguma vez estiveram interessados em ciência.
Este é mais para todos aqueles que sempre
estiveram interessados na Austrália. Este livro tem um pouco de tudo, história,
descrição dos melhores pontos turísticos ou só mesmo de várias cidades deste
enorme país que também é um continente. Mas se pensam que será apenas um guia
turístico para quem viaja, estão bem enganados. Para quem já leu outros livros
do autor sabe bem que a sua escrita tem qualidade e é bastante divertida para
se ler.
Desde descrições das milhares maneiras de
se morrer neste país, o autor coloca-nos na sua pele quando ele viajou por
várias partes da Austrália e das experiências por que passou. É quase como se
estivéssemos lá, e embora este livro tenha sido escrito já há mais de uma
década, acho que parte das coisas que ele escreve são ainda actuais, o que é
fantástico.
Para além da parte de Aventura que este
livro tem, tem também uma parte histórica, sendo que o autor vai a muitos
museus, e pontos históricos, acaba por contar parte da história da Asutrália,
de forma engraçada, o que é um ponto positivo, mesmo que às vezes algumas
partes sejam um pouco maçudas, como aconteceu.
De qualquer das formas é um livro pequeno,
não chega às 400 páginas e que merece ser lido por quem vai visitar o país ou
quem tenha muita curiosidade sobre o mesmo. Aconselho-o a essas pessoas!
Boas Leituras… ;)
8/10
André
terça-feira, 25 de outubro de 2016
"Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
With Nanamine’s manga struggling, he makes an interesting challenge to Moritaka and Akito. But will the duo accept and risk what they’ve worked so hard to achieve? And when the news media puts the spotlight on their series for the wrong reasons, how will it affect Akito?"
Hey Readers!
Aqui está mais uma opinião! Ainda por cima de mais um mangá que ainda há pouco tempo apareceu uma... Pois bem esta é do décimo quinto volume, composto por nove capítulos, da saga Bakuman que tem vinte volumes no total, pois é, parece que estamos a chegar à reta final, só mais cinco e depois finito!
Este não foi dos melhores volumes da saga. Principalmente por estar outra vez a focar-se mais noutros assuntos que não o tema principal da história. Em mangás como Soul Eater que são compostos por vários arcos isolados uns dos outros entendemos a mudança de assunto, que, mesmo assim, continua a estar relacionado com o tema principal. Agora nesta saga só existe um arco principal e depois várias side-stories que devem acompanhar o arco principal. Mais de metade deste volume acompanha essas histórias paralelas, ou seja, a história que o leitor quer realmente ver não está quase representada aqui. Imagino quando este mangá saia nas revistas, durante imensos capítulos os leitores não avançaram nada no enredo, que frustração!
Por outro lado esta história paralela está bem feita e consegue captar bem algumas emoções para o leitor, nomeadamente, ansiedade e medo. A expectativa do que pode acontecer está presente durante grande parte dos capítulos, pena que não seja no arco principal. O desenvolvimento das duas personagens que falei no volume anterior continuam bem feitas, quer a nova, quer a antiga, o que dá alguns pontos positivos aos autores desta saga.
Quando por fim temos um gosto da história que nos interessa, parece que soube a pouco (talvez por ser mesmo pouco), mas o que temos tem alguma qualidade e acaba de tal forma que tanto pode ser o fim daquela parte da história, ou pode continuar e dar azo a novos caminhos que darão maior complexidade ao enredo. De qualquer das formas será nos próximos volumes que entraremos na reta final, e com ela as surpresas constantes!
Caso queiram saber mais sobre a saga e a opinião do volume anterior, sigam o link: Crítica - Bakuman vol.14 - Mind Games and Catch-Phrases
Boas Leituras... ;)
Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
With Nanamine’s manga struggling, he makes an interesting challenge to Moritaka and Akito. But will the duo accept and risk what they’ve worked so hard to achieve? And when the news media puts the spotlight on their series for the wrong reasons, how will it affect Akito?"
Hey Readers!
Aqui está mais uma opinião! Ainda por cima de mais um mangá que ainda há pouco tempo apareceu uma... Pois bem esta é do décimo quinto volume, composto por nove capítulos, da saga Bakuman que tem vinte volumes no total, pois é, parece que estamos a chegar à reta final, só mais cinco e depois finito!
Este não foi dos melhores volumes da saga. Principalmente por estar outra vez a focar-se mais noutros assuntos que não o tema principal da história. Em mangás como Soul Eater que são compostos por vários arcos isolados uns dos outros entendemos a mudança de assunto, que, mesmo assim, continua a estar relacionado com o tema principal. Agora nesta saga só existe um arco principal e depois várias side-stories que devem acompanhar o arco principal. Mais de metade deste volume acompanha essas histórias paralelas, ou seja, a história que o leitor quer realmente ver não está quase representada aqui. Imagino quando este mangá saia nas revistas, durante imensos capítulos os leitores não avançaram nada no enredo, que frustração!
Por outro lado esta história paralela está bem feita e consegue captar bem algumas emoções para o leitor, nomeadamente, ansiedade e medo. A expectativa do que pode acontecer está presente durante grande parte dos capítulos, pena que não seja no arco principal. O desenvolvimento das duas personagens que falei no volume anterior continuam bem feitas, quer a nova, quer a antiga, o que dá alguns pontos positivos aos autores desta saga.
Quando por fim temos um gosto da história que nos interessa, parece que soube a pouco (talvez por ser mesmo pouco), mas o que temos tem alguma qualidade e acaba de tal forma que tanto pode ser o fim daquela parte da história, ou pode continuar e dar azo a novos caminhos que darão maior complexidade ao enredo. De qualquer das formas será nos próximos volumes que entraremos na reta final, e com ela as surpresas constantes!
Caso queiram saber mais sobre a saga e a opinião do volume anterior, sigam o link: Crítica - Bakuman vol.14 - Mind Games and Catch-Phrases
Boas Leituras... ;)
6/10
André
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Alguém aproxima-se de ti e diz: "Eu preciso de um livro realmente bom para ler - qualquer género. O que é que me recomendas?"
Qual é o primeiro livro que vos vem à cabeça?
André: Claro que recomendaria que lesse o meu blogue! Aí encontraria o melhor! Agora fora de brincadeiras, o primeiro livro que me vem à cabeça é O Nome do Vento excelente livro, com excelente continuação. Só é pena ainda não estar acabada...
Qual é o primeiro livro que vos vem à cabeça?
André: Claro que recomendaria que lesse o meu blogue! Aí encontraria o melhor! Agora fora de brincadeiras, o primeiro livro que me vem à cabeça é O Nome do Vento excelente livro, com excelente continuação. Só é pena ainda não estar acabada...
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Agora, neste segundo tomo, Diana e Matthew viajam no tempo para a Londres de 1590, mas rapidamente se apercebem de que o passado pode não ser um lugar seguro. Matthew alia-se à Escola da Noite, um grupo radical de amigos e desregrados demónios, onde se encontram o dramaturgo Christopher Marlowe e o matemático Thomas Harriot e ao assumir as suas anteriores funções como espião de Isabel I, fica em contato com o submundo de uma Londres em ebulição e sedenta da caça às bruxas. Juntos, Matthew e Diana procuram nas velhas livrarias e nos laboratórios de alquimia o célebre Ashmole 782, sem o qual não poderão regressar ao tempo presente.
Diana descobre que os seus poderes são muito maiores do que imaginava mas precisa de uma bruxa que lhe ensine a acordar, desenvolver e controlar as suas forças de tecedeira, o que não é fácil para a fêmea de um vampiro!"
Olá
leitores!
Após
milhares de anos aqui estamos com uma nova opinião não é? Eu sei que já se
passou imenso tempo… A ver se agora acelera!
Que livro é
este que estou a ler? Bem não sei se recordam, mas este livro pretence a uma
trilogia, onde todos estão publicados em português, felizmente. O primeiro
volume desta trilogia li-o já há 5 anos (vai fazer cinco anos daqui a quarto
dias!), sim muito tempo. Agora devem-se passar o mesmo número de anos até ler o
último volume.
Por um lado
esse tempo todo sem ler nada da história não foi problema algum para
retomar a leitura. Em poucas páginas os
leitores conseguem apanhar o enredo de onde tinha parado no livro anterior e
lembrar-se das personagens todas (ou grande parte delas, pelo menos). E nada
deste relembrar é óbvio como um “foi assim que aconteceu antes”, a autora é
subtil e faz o leitor perceber por si mesmo o que aconteceu, o que merece uns
pontinhos.
Agora
quanto ao enredo é que os pontos começam a tremer. Por um lado, é um bom enredo
com algumas reviravoltas, não muito chocantes, mas que animam a leitura. Mas
para um livro com quase 700 páginas se passar todo na Inglaterra de 1600,
parece-me que a autora quis uma obra quase histórica em vez de fantástica,
porque foi num tom muito diferente da primeira obra. Podemos compreender que há
viagens no tempo e por isso a autora pôde fazer isso, mas aí entramos noutro
pormenor que é a rara alteração no presente que os protagonistas causam ao
mudarem coisas no passado. A autora investiu numa visão muito simplista do que
alterar o passado pode causar, o que tornou a história menos realista.
No sector
das personagens há uma certa dualidade, a personagem principal está bem
caracterizada psicologicamente e observa-se alguma evolução nela. Já o seu
parceiro (que é outra personagem principal nesta história) não tem o mesmo
desenvolvimento e é bem mais aborrecido e repetitivo na sua forma de ser. Isto
pode ser causado pela autora ser mulher e ter maior dificuldade nas personagens
masculinas como o oposto acontece muitas vezes. Ou talvez não quis dar tanto
ênfase a essa personagem.
De qualquer das formas é um livro ligeiramente melhor que o anterior, apesar de ainda continuar a ter vários pontos negativos. Só resta esperar pelo final a ver se a autora consegue melhorar. Caso queiram saber mais sobre o livro anterior, basta seguirem o link: Crítica - A Noite de Todas as Almas
Boas Leituras... ;)
6/10
André
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
"Deep in the belly of Baba Yaga Castle, Maka, Soul, and Medusa prepare to face Arachne in her own chambers. Arachne has grown even stronger since their last meeting, and even the crafty Medusa is caught in her sister's twisted web. As Arachne's intense madness threatens everyone in and around the castle, Soul must perform a string concerto that will move his audience to their very souls...or be caught in the witch's net himself!"
Olá
leitores!
Eu sei, há
imenso tempo que não havia notícias por aqui sem ser BTT… Esperemos que agora
isto volte a ficar como deve de ser! Comecemos então esta onda com a opinião de
mais um volume de Soul Eater!
Este é o
décimo quinto volume de vinte e cinco (só mais dez, já começo a sentir falta!)
todos publicados em inglês, pena esta não ser uma das sagas publicadas pela
Devir.
E foi neste
volume que finalmente acabou o arco que já durava a alguns volumes. Não que
estivesse farto do arco, mas agora chegou ao clímax foi quando se pôde aproveitar mais. A batalha final, juntamente com os plot-twists correctos conseguiram dar uma boa pontuação a este volume.
Para além do final do arco, que conta 3 capítulos dos cinco que existem neste volume, os dois capítulos seguintes formam uma espécie de transporte para outro arco, onde se vê ainda alguns rescaldos do que aconteceu antes, mas já se está a avançar para outra aventura, com a introdução de vários mistérios.
Como este volume foi dedicado a muita luta, não houve espaço para o fanservice (não que isso não tivesse impedido o autor antes) o que é um ponto positivo também.
Acho que um dos pontos negativos aqui foi a falta de visibilidade de algumas personagens. Não se viu nada sobre Chrona, uma das personagens que seria interessante ver onde estaria no meio de tudo o que se passava. Talvez isso seja explicado em volumes mais para a frente.
Caso queiram saber mais sobre esta saga, podem seguir o link do volume anterior clicando aqui: Crítica - Soul Eater vol.14
Boas Leituras... ;)
8/10
André
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Um seguimento da pergunta da última semana: Lês livros de lugares que NÃO conheces e nunca foste como um substituto de realmente viajares para lá?
André: Muitas vezes leio livros de outros sítios, que acabam por despertar a minha curiosidade para ir lá. Acho que nunca substituiria a ida a um sítio por lê-lo apenas por um livro. Mesmo que a descrição fosse muito boa, viver a experiência em si deve ser muito melhor.
André: Muitas vezes leio livros de outros sítios, que acabam por despertar a minha curiosidade para ir lá. Acho que nunca substituiria a ida a um sítio por lê-lo apenas por um livro. Mesmo que a descrição fosse muito boa, viver a experiência em si deve ser muito melhor.
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
No imobiliário, é tudo sobre localização, localização, localização. Mas e quanto a livros? Onde uma história se passa afecta as tuas escolhas de leitura? É mais provável ou menos leres livros que se passam em sítios que conheces ou gostas?
André: A localização em si não me afecta muito. Acho sempre muito engraçado quando Portugal é mencionado num livro de um autor estrangeiro, uma pequena vitória de reconhecimento. E a maior parte das vezes nem sei bem onde é que a história se passa antes de ler o livro, por isso é sempre uma aventura num sítio desconhecido.
André: A localização em si não me afecta muito. Acho sempre muito engraçado quando Portugal é mencionado num livro de um autor estrangeiro, uma pequena vitória de reconhecimento. E a maior parte das vezes nem sei bem onde é que a história se passa antes de ler o livro, por isso é sempre uma aventura num sítio desconhecido.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
"Admita: você tem um romance brilhante, incrível, comovente e irresistível. Quer ele esteja ainda na sua cabeça ou guardado numa gaveta ou numa pasta do seu computador, a verdade é que você tem uma história para contar. E agora? O que fazer para partilhar com o mundo a sua imperdível narrativa?Bem, a melhor coisa a fazer é ter a certeza de que o seu brilhante esforço literário é mesmo brilhante. Quase todos os manuais de escrita criativa concordam que a escrita é uma vocação que se vai trabalhando ao longo do tempo e que não se pode simplesmente "aprender" a escrever bem. Pode-se, sim, aprender como não escrever - ou seja, que erros fatais de narrativa, enredo, caracterização e estilo se deve evitar a todo o custo (pelo menos o custo de vir a ser publicado).
Howard Mitterlmark e Sandra Newman, autores e críticos literários com muita experiência em leitura de manuscritos inéditos, revelam-lhe, com muitíssimo humor e perspicácia, precisamente o que não deve fazer se quiser escrever um romance elegante, equilibrado e eloquente. E, como bónus, apresentam ainda alguns conselhos preciosos sobre o processo de contratação e de contactos com editoras.
Quer o seu valioso inédito seja de terror, policial, romântico, histórico - ou até aquele raro fenómeno, o romance literário -, Como não Escrever um Romance é um guia indispensável para não se perder nos caminhos da escrita."
Boas Leitores!
Aqui temos um livro invulgar para o que costuma estar nesta página. Não é ficção científica, não é romance, não é mistério, mas sim um livro sobre que erros não cometer ao escrever um livro.
Qual a diferença entre este e tantos outros livros que dizem como escrever um romance? Bem acho que este tem a grande diferença de não dar a entender aos leitores que existe uma fórmula mágica para escrever livros e que devem seguir essa fórmula para conseguirem escrever o próximo bestseller. Aqui eles dizem-vos simplesmente "vocês têm a vossa maneira de escrever, boa ou má, nós não a julgaremos, ajudamo-vos sim a não cometerem os erros mais comuns.".
Erros que vão de descrever personagens (não só os protagonistas, mas também as menos importantes ou os vilões das histórias), manter o enredo coerente, escrever prólogos como deve de ser e manter a contextualização da história também coerente são algumas das coisas que podem encontrar nesta obra.
E parecendo que não, a maior parte dos erros apontados não devem ser assim tão fáceis de perceber para quem escreve. Uma boa ajuda para qualquer escritor que tenha em mente publicar uma obra sua. Após a leitura deste livro, essa mesma obra levará uma boa revisão que possivelmente torna-la-á uma obra ainda melhor.
Com isto, sendo o único livro que li na área, não tenho uma grande base por onde opinar, mas acho que sendo diferente merece o seu mérito e cumpre o objectivo, ajudar os escritores. Aconselho-o aos que tenham em mente escrever o próximo livro que mudará o mundo.
Boas Leituras... ;)
8/10
André
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
"Três anos após o Fim do Mundo, o silêncio reina ainda nas Catacumbas...Após a queda da Ordem, o mundo está a voltar lentamente à vida. Maddy sente-se finalmente em paz, agora que está livre das regras brutais da organização. Mas para Maggie, nascida e criada no seio da Ordem, este é um tempo de caos e desolação.
Maddy e Maggie vivem a mil quilómetros de distância uma da outra mas têm uma coisa em comum: ambas nasceram com a marca das runas na pele. Um símbolo que remonta ao tempo em que o mundo era governado por deuses que habitavam Asgard.
Asgard está agora em ruínas, e o poder dos deuses foi há muito destruído.
Pelo menos, é o que todos pensam...
Mas nada se perde para sempre. Os deuses ainda não desistiram. Eles cobiçam o poder das runas que as duas jovens detêm. Maddy e Maggie rapidamente se veem envolvidas numa luta sem tréguas que as aproximará uma da outra e na qual os seus limites serão postos à prova e as suas lealdades testadas ao limite."
Boas leitores...!
Aqui estamos com o segundo volume da duologia Crónicas das Runas, ambos publicados em português, felizmente.
Quatro anos depois de ter sido publicado o primeiro volume, na língua original, é publicado o segundo. E com estes quatro anos nota-se uma diferença na escrita. Um pouco mais adulta, com significados mais diferentes para um público um pouco mais crescido. A obra ainda se enquadra no género infanto-juvenil, mas diria que acompanhou o crescimento dos leitores ao longo dos quatro anos.
O enredo está diretamente relacionado com o livro anterior, e para quem não se lembra bem da história, isto pode tornar-se um problema, e rever o primeiro livro pode tornar-se uma opção recomendável. Tem uma boa qualidade, principalmente se formos a ver para quem o livro é dirigido. Os plot-twists estão bons, alguns mesmo imprevisíveis, fiquei admirado com alguns enquanto lia. E o final também é agradável, dando um término à história mas de tal forma que se a autora quiser um dia pode pegar novamente. Mas isso não foi feito à descarada como alguns livros, nesta obra se aquele for o fim não haverá mal nenhum.
As personagens estão bem pensadas e apesar da quantidade de páginas ser grande (cerca de 600 páginas) há uma certa falta de lentidão no desenvolvimento das mesmas, elas mudam demasiado rápido para conseguirem acompanhar o ritmo da história. Isto contribuiu para a pequena confusão que tive quando li sobre perceber quem era realmente o Cavaleiro do quê.
Para o público que tem é uma obra que aconselho, com a sua magia com runas, deuses nórdicos e mundos diferentes. Caso queiram saber mais sobre o primeiro volume, cliquem no link: Crítica - A Marca das Runas
Boas Leituras... ;)
7.5/10
André
domingo, 18 de setembro de 2016
"Maddy Smith nasceu com uma marca que ditou o seu destino. A runa inscrita na sua pele é um símbolo dos Antigos Deuses, uma marca mágica. E perigosa.Na pequena aldeia onde vive todos a receiam e excluem. Mas Maddy não renega a sua sorte. Pelo contrário, ela adora magia. Mesmo que isso a condene à solidão.
Quinhentos anos passaram desde Ragnarók - o flagelo que marcou o Fim dos Tempos -, e a Nova Ordem impôs regras que ditam o aniquilamento do Caos, da Magia, dos Sonhos e da Imaginação.
À medida que os seus feitiços ficam cada vez mais fortes, Maddy sabe que será apenas uma questão de tempo até os Examinadores da Ordem a identificarem e perseguirem. E tempo é algo que o Mundo não tem... agora que a ameaça de destruição é cada vez mais real.
Isolada, Maddy pode apenas contar com o ancião seu mentor, que lhe dá a conhecer as lendas nórdicas, com os seus deuses e criaturas maravilhosas. Invisível para a maioria das pessoas, este Mundo Subterrâneo encerra a chave do seu passado. Dela depende o destino do Mundo, mais uma vez..."
Boas Leitores...
Isto tem andado muito parado por estes dias, mas esta semana é a valer! Por enquanto temos este livro, que não foi lido recentemente, mas sim já há muitos anos. Como em breve acabarei de ler o segundo desta "duologia" achei por bem publicar uma pequena opinião acerca deste primeiro volume.
É um livro de fantasia que tem enraizado muita da mitologia nórdica, com os seus deuses, criaturas e escrita, as famosas runas. É uma junção curiosa mas que consegue surtir o seu efeito de forma positiva.
No seu ambiente meio infanto-juvenil, esta obra li-a perto dos meus quinze anos e depois mais tarde novamente, mas lembro-me que achava a história cheia de surpresas e magia. Era uma aventura numa das coisas que mais adoro que são mitologias. Lógico que, quando crianças, achamos muito mais piada às coisas, mas o certo é que mais tarde quando reli a história, continuou a ter aquele encanto juvenil e a ser uma aventura (um pouco menos imprevisível, mas mesmo assim com os seus plot twists muito bem pensados).
Não existe um grande desenvolvimento de personagens, mas também não sei até que ponto queremos desenvolver a personalidade de deuses. Mas isso não é perda nenhuma de qualidade.
Tem um enredo interessante e que nos leva a viajar por todos os mundos, descrito de formas muito boas.
O grande erro que tenho a apontar nesta obra é a capa. Acho que não tem absolutamente nada a ver com o que a história é. Esta capa dá apenas a sensação de mais um daqueles romances comerciais com uma história totalmente previsível. A capa anterior era melhor do que esta.
Para quem tem aquele interesse especial por mitologia nórdica então esta é uma obra que possivelmente gostarão visto que grande parte das personagens está fiel à mitologia, o que demonstra pelo menos o mínimo de esforço da autora de estudar sobre o que escreve.
Boas Leituras... ;)
7.5/10
André
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
"Neste novo romance, Ridley perdeu os poderes, Link é um Íncubo e as habilidades da família de Lena andam a falhar. Enxames de gafanhotos devoram todo o verde de Gatlin. Um calor sufocante deixa a relva castanha e os humores negros. Raios riscam o céu e tempestades assustam os animais. O equilíbrio foi destruído. Aparentemente, quando se Chamou, Lena pode ter dado o pontapé de saída para o Apocalipse."Boas Leitores!
Após anos e anos e anos, mais precisamente cinco, voltei a pegar nesta saga! Pois é, as Crónicas dos Encantadores voltaram. Em parte não foi culpa minha visto que a editora só decidiu continuar a publicar a saga há um ano ou dois. Mas pelo menos agora a tetralogia já tem todos os seus livros publicados em português, sendo que este aqui é o terceiro.
Se formos a ler a minha opinião da obra anterior, este volume parece estar um pouco melhor. Pelo menos não há tantos pontos iguais a outros livros, já está um pouco mais original. Mas isso não significa que esteja excelente, o enredo não é lá grande coisa, sendo que passamos as suas 400 páginas a andar de um lado para o outro, com pequenas rixas a acontecerem de vez em quando e depois um final dramático e sem conclusão para deixar o leitor ansioso pelo próximo livro.
O que acontece, porém, é que devido à lentidão da obra, o autor não fica assim tão entusiasmado no final para perceber o que acontece às personagens. Também esta é uma obra focada para um público mais jovem e daí não ter chamado tanta atenção, mas mesmo assim, acho que os dramas que há já estão imensamente explorados e as autoras beneficiariam de alterar a estratégia.
Por isso mesmo as personagens não têm desenvolvimento nenhum, ficamos a saber o mesmo sobre elas do que já sabíamos de antes. Quanto a personagens tenho de dar um ponto positivo pela originalidade na criação de três personagens chave, que acho que vão aparecer ainda no último volume, que representam o passado, o presente e o futuro, foram bem caracterizadas.
Não espero grandes mudanças nesta obra, mas pelo sim, pelo não, vamos manter a opinião neutra quanto ao último livro da saga, pode ser que, por ser o último, seja estrondoso. Caso queiram saber mais sobre a colecção, basta seguirem o link: Crítica - Trevas Maravilhosas
Boas Leituras... ;)
4.5/10
André
sábado, 3 de setembro de 2016
Leitores lêem, é verdade, mas também escrevem? E tu? Escreves?André: Acho que uma pequena parte dos leitores escreve também, eu estou incluído nessa parte. Escrevo por diversão, quem sabe se algum dia escreverei um bestseller. Por agora estou restringido aos contos que vou escrevendo no blogue Fantasy & Co.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
"Edição especial da famosa distopia de Aldous Huxley sobre uma sociedade totalitária do futuro, regida pela tecnologia e pelo materialismo e sob a máscara da democracia e da felicidade.Admirável Mundo Novo" é uma parábola fantástica sobre a desumanização dos seres humanos. Na utopia negativa descrita no livro, o Homem foi subjugado pelas suas invenções. A ciência, a tecnologia e a organização social deixaram de estar ao serviço do Homem; tornaram-se os seus amos. Desde a publicação deste livro, o mundo rumou a passos tão largos na direcção errada que, se eu escrevesse hoje a mesma obra, a acção não distaria seiscentos anos do presente, mas somente duzentos. O preço da liberdade, e até da simples humanidade, é a vigilância eterna.
Inclui um prefácio de Manuel Portela e a carta enviada pelo autor a George Orwell, aquando da publicação de 1984."
Boas Leitores!
Aqui temos uma outra obra excelente que está à espera para ser lida por muitos, quer os amantes de ficção científica, quer os amantes de obras clássicas. Um livro isolado, que tem uma espécie de sequela, mas que é um pouco independente do primeiro.
Uma obra que muitas vezes é comparada com 1984 de George Orwell é também muito boa, em certos aspectos são iguais, ambos retratam aspectos da nossa sociedade que, na verdade, são muito assustadores quando vistos desta perspectiva, mas noutros aspectos são muito diferentes, 1984 versa numa sociedade muito oprimida e negada de qualquer estímulo, já esta obra retrata uma sociedade livre para fazer tudo (daquilo que o alto escalão social deixa) e estimulada em demasia, tornando-se, em parte, dormente das verdadeiras emoções.
Esta obra também tem um maior enredo em torno da sociedade, com mais personagens a serem apresentadas e havendo maior interação entre elas. Não que em 1984 houvesse pouco, era mesmo da história em si que seria de supor haver pouco. Independentemente disso, as personagens de Admirável Mundo Novo estão interessantes e mostrando cada uma, uma faceta da sociedade actual.
Senti por vezes que, com a escrita, o próprio leitor era atingido com imensas descrições que nem sempre eram compreensíveis para uma pessoa não habituada aos termos de biologia. Pode parecer parte da estratégia, para o leitor sentir parte daquilo que as personagens deste livro sentem, mas se não for então é uma falha do autor por esticar descrições com pormenores que baralham o leitor.
É uma obra muito boa e aconselhada a todos, porque mais uma vez, retrata não só uma sociedade distópica de forma genial, como espelha também a nossa sociedade e o que de mal está com ela.
Boas Leituras... ;)
8.5/10
André
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Publicada por
André Alves
à(s)
10:24
Etiquetas:
Páginas Desfolhadas,
Saída de Emergência
0
comentários
"Afastado de Roma devido a uma conspiração que envolve o próprio Imperador, o jovem Quintus Cato, amante das letras e da vida no palácio, chega à Germânia para se inscrever como recruta na Segunda Legião, a mais temida e afamada dos exércitos de Roma. E se a adaptação aos rigores da vida militar já se revela terrivelmente difícil, o jovem ainda tem de enfrentar o desprezo dos camaradas quando descobrem que, graças aos contactos que tem em Roma, Cato vai receber um posto superior ao deles: o de Lugar-Tenente de Macro, o mais experiente e destemido de todos os centuriões.Para recuperar o respeito dos camaradas, Cato vai ter de provar a sua coragem contra as sanguinárias tribos germânicas. E se sobreviver, o pior ainda está para vir: a Segunda Legião vai ser enviada para uma terra de barbaridade sem paralelo, a nebulosa e distante Britânia. E ele e Macro, escolhidos para uma missão secreta repleta de intrigas, que ameaçam não só as suas vidas, mas também o futuro império."
Boas Leitores!
Para compensar a quantidade enorme de coleções que tenho andado a terminar vou começar uma nova! Esta é de um autor muito conhecido por este género de livros mas que eu ainda não tinha experimentado nenhuma das suas obras. Esta saga denominada A Saga da Águia tem até agora quinze volumes na sua língua original, dos quais pelo menos catorze já estão publicados em português pela mesma editora!
Então e a questão que se põe agora é: vale a pena começar uma saga assim tão grande? Não posso dizer com todas as certezas, mas pelo menos este primeiro volume valeu a pena. Quanto aos outros catorze ainda terei de ler, porque tenho uma sensação que com tantos volumes vai chegar a um ponto que se torna um pouco repetitivo.
Não é uma grande obra clássica. Mas também não é daquelas típicas obras de fantasia. Por um lado o leitor que não gosta de fantasia mas gosta de guerras, pode aproveitar estes livros, que se passam na altura do império romano. E por esta mesma razão, os leitores ávidos de fantasia, que não gostam assim tanto de livros passados na actualidade ou no mundo real, podem também gostar desta obra por ser semelhante à fantasia e num mundo que não parece de todo o mesmo que o nosso.
O enredo é interessante, apesar de ser um pouco previsível, principalmente nas partes finais. Mas, por outro lado, as batalhas e cenários semelhantes são muito bem descritos, claramente o ponto forte do autor. Já as personagens e o respectivo desenvolvimento é algo que está intermédio, ao acabar de ler o livro sente-se que conhece-se um pouco mais as personagens mais importantes, no entanto não há assim um grande desenvolvimento, possivelmente porque esse desenvolvimento será mais gradual e passar-se-á ao longo dos livros desta saga, o que é bem pensado.
Fiquei curioso para ler a próxima obra, e saber se haverá mais intriga vinda de Roma ou se será mais vida militar. Tenho de ler o segundo volume para conseguir saber!
Boas Leituras... ;)
7/10
André
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Qual foi o livro que leste que foi mais "mind-blowing" e que virou o teu mundo do avesso? (Ou artigo, poema, o que quer que seja.)
André: Bem não sei se terei algum livro que me revolucionou assim tanto. Mas de certo existem vários livros que me surpreenderam, alguns dos mais recentes A Quinta dos Animais e 1984. Claro que algumas das obras de George R. R. Martin foram um "mind-blow" mas não no sentido de revolucionarem a minha maneira de ver e sim só por serem surpreendentes, mas já houve outros autores que o fizeram também, Brandon Sanderson e Robert Jordan alguns deles.
André: Bem não sei se terei algum livro que me revolucionou assim tanto. Mas de certo existem vários livros que me surpreenderam, alguns dos mais recentes A Quinta dos Animais e 1984. Claro que algumas das obras de George R. R. Martin foram um "mind-blow" mas não no sentido de revolucionarem a minha maneira de ver e sim só por serem surpreendentes, mas já houve outros autores que o fizeram também, Brandon Sanderson e Robert Jordan alguns deles.
terça-feira, 16 de agosto de 2016
"When "BREW" activates during his battle with Mosquito, Kid's soul wavelength is amplified to a whole new level! But once Mosquita has recovered from the shock of seeing the real "BREW" in action, he redoubles his efforts to destroy the young shinigami before the intruders from DWMA unlock the way to the Spider Queen Room. Will Kid's awakened power be enough to defeat Mosquito's deadly form?!"Hello readers!
Só faltam onze volumes para esta saga acabar. Não que seja muito ou pouco visto que em onze volumes muita coisa pode ser contada (ou não).
Podemos tomar como exemplo o arco que este volume continua. Os cinco capítulos que compõem este volume são todos ainda do mesmo arco, indo desde a parte 8 até à 12. E ainda não acabou, por isso o décimo quinto volume desta saga ainda terá capítulos deste arco, esperemos é que sejam os últimos.
Não está a ser assim tão mau como estou a fazer parecer. Quatro em cinco capítulos foram mesmo muito interessantes e foi por isso que esta obra foi lida tão rápida. E não houve aquelas partes que parece que o autor quer empatar a história e não sabe como, não. Estes capítulos continuaram a história, acabaram certas batalhas e começaram outras.
E já que se fala em batalhas, este volume está cheio delas, e tenho de comentar e parabenizar a qualidade do desenho no que toca a essas partes de batalha, pode-se pensar que ver as imagens de uma batalha não seja a mesma coisa que ver no anime, mas aqui consegue perceber-se tão bem quanto no anime e é fantástico na mesma.
Aliás algumas partes até são melhores visto que houve imensas partes que não apareceram no anime, por isso este volume está a entrar em grande no terreno desconhecido que tanto esperava. Foram apresentadas personagens novas e misteriosas que não conhecia e que agora só dão vontade de comprar os próximos volumes para ler mais e mais e mais.
Outro ponto positivo foi a falta das tiras acerca da adaptação para anime do mangá. Não existiram e ainda bem porque assim houve mais espaço para os capítulos da história. E quanto a pontos negativos, terei de referir a capa, induziu em erro. Eu a pensar que iria aparecer outra vez a mítica personagem Excalibur, mas não, serviu só de capa.
No geral está bom, só houve ali um capítulo que pareceu despachado um pouco à pressa e portanto com mais algumas falhas, mas aconselho a lerem! Se quiserem saber do volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater vol.13 - In the Name of "Soul"
Boas Leituras... ;)
8/10
André
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Publicada por
André Alves
à(s)
19:07
Etiquetas:
Editorial Presença,
Páginas Desfolhadas
0
comentários
"Thomas atravessou o Labirinto; sobreviveu à Terra Queimada. A CRUEL roubou-lhe a vida, as memórias, e até mesmo os amigos. Mas agora as Experiências acabaram e a CRUEL planeia devolver as memórias aos sobreviventes e completar assim a cura para o Fulgor. Só que Thomas recuperou ao longo do tempo muito mais memórias do que os membros da CRUEL julgam - o suficiente para saber que não pode confiar numa única palavra do que dizem. As mentiras acabaram, mas a verdade poderá revelar-se muito mais perigosa do que Thomas alguma vez imaginou. Conseguirá ele sobreviver à cura? A série Maze Runner, que já se tornou um clássico para os fãs de obras como Os Jogos da Fome, tem neste volume um desfecho surpreendente e explosivo."Boas Leitores!
Mais uma trilogia completa, menos uma colecção inacabada nas minhas estantes. Pois é, já foi lido o último volume da trilogia Maze Runner, uma corrida que foi como subir uma montanha, começou de forma difícil, chegou-se ao pico e depois caiu-se aos trabolhões por aí abaixo.
Se não entenderam a analogia então passo a explicar-vos de forma mais directa. Este último volume da trilogia foi uma tortura de ler. O autor teve uma crise existencial, pois decidiu inserir tudo o que pudesse neste livro dos mais variados géneros: temos sociedade distópica? Sim. Temos perseguição automóvel? Sim. Temos zombies? Sim. Temos "o amor resolve sempre tudo"? Claro que sim. E por aí fora.
O enredo poderia ter sido delineado e escrito de forma suave e fluída mas não, parece que estamos constantemente a embater com obstáculos que impedem a leitura de prosseguir. E isto se nem prestarmos atenção às personagens, algumas irritantes só por existirem (sem que esse tenha sido o seu propósito) outras que, tanto são uns zé-ninguém como quase salvadores do mundo. E o protagonista, que tem crises existenciais mas de um momento para o outro já as esquece. Não falei ainda da misteriosa personagem "Chanceler Paige" que não aparece nunca, só é referida duas vezes, mas no final é uma peça-chave para tudo ser explicado.
Talvez os pontos positivos vão para... pois nem sei bem. O final é de certa forma lógico (apesar de a longo-prazo possivelmente desastroso), mas como não nos interessamos muito sobre o que aconteceu 100 anos depois do final do livro posso aceitar como um final razoável.
Como disse o primeiro volume estava mais ou menos, o segundo até foi bom e uma leitura agradável, mas este terceiro foi o cair da montanha por completo. A sinopse refere esta obra como um clássico aos fãns de Os Jogos da Fome mas nem por sombras. O último volume dessa trilogia não foi brilhante, mas foi muito melhor que este. Caso queiram ver a opinião à obra anterior a esta, sigam o link: Crítica - Provas de Fogo
Boas Leituras... ;)
2.5/10
André
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Manténs uma base de dados da tua colecção de livros em algum lado? Num website? Numa página do excel? Num diário escrito em papel?
André: Quando era bem mais jovem escrevia realmente um diário com os livros que tinha lido. Mas isso foi até descobrir a maravilha que é o Goodreads. Desde aí que mantenho o meu registo de livros, mangás e contos que leio através deste site. Tem até umas estatísticas engraçadas e posso sempre desafiar-me com o desafio anual do site.
André: Quando era bem mais jovem escrevia realmente um diário com os livros que tinha lido. Mas isso foi até descobrir a maravilha que é o Goodreads. Desde aí que mantenho o meu registo de livros, mangás e contos que leio através deste site. Tem até umas estatísticas engraçadas e posso sempre desafiar-me com o desafio anual do site.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








