quarta-feira, 21 de setembro de 2016
"Admita: você tem um romance brilhante, incrível, comovente e irresistível. Quer ele esteja ainda na sua cabeça ou guardado numa gaveta ou numa pasta do seu computador, a verdade é que você tem uma história para contar. E agora? O que fazer para partilhar com o mundo a sua imperdível narrativa?Bem, a melhor coisa a fazer é ter a certeza de que o seu brilhante esforço literário é mesmo brilhante. Quase todos os manuais de escrita criativa concordam que a escrita é uma vocação que se vai trabalhando ao longo do tempo e que não se pode simplesmente "aprender" a escrever bem. Pode-se, sim, aprender como não escrever - ou seja, que erros fatais de narrativa, enredo, caracterização e estilo se deve evitar a todo o custo (pelo menos o custo de vir a ser publicado).
Howard Mitterlmark e Sandra Newman, autores e críticos literários com muita experiência em leitura de manuscritos inéditos, revelam-lhe, com muitíssimo humor e perspicácia, precisamente o que não deve fazer se quiser escrever um romance elegante, equilibrado e eloquente. E, como bónus, apresentam ainda alguns conselhos preciosos sobre o processo de contratação e de contactos com editoras.
Quer o seu valioso inédito seja de terror, policial, romântico, histórico - ou até aquele raro fenómeno, o romance literário -, Como não Escrever um Romance é um guia indispensável para não se perder nos caminhos da escrita."
Boas Leitores!
Aqui temos um livro invulgar para o que costuma estar nesta página. Não é ficção científica, não é romance, não é mistério, mas sim um livro sobre que erros não cometer ao escrever um livro.
Qual a diferença entre este e tantos outros livros que dizem como escrever um romance? Bem acho que este tem a grande diferença de não dar a entender aos leitores que existe uma fórmula mágica para escrever livros e que devem seguir essa fórmula para conseguirem escrever o próximo bestseller. Aqui eles dizem-vos simplesmente "vocês têm a vossa maneira de escrever, boa ou má, nós não a julgaremos, ajudamo-vos sim a não cometerem os erros mais comuns.".
Erros que vão de descrever personagens (não só os protagonistas, mas também as menos importantes ou os vilões das histórias), manter o enredo coerente, escrever prólogos como deve de ser e manter a contextualização da história também coerente são algumas das coisas que podem encontrar nesta obra.
E parecendo que não, a maior parte dos erros apontados não devem ser assim tão fáceis de perceber para quem escreve. Uma boa ajuda para qualquer escritor que tenha em mente publicar uma obra sua. Após a leitura deste livro, essa mesma obra levará uma boa revisão que possivelmente torna-la-á uma obra ainda melhor.
Com isto, sendo o único livro que li na área, não tenho uma grande base por onde opinar, mas acho que sendo diferente merece o seu mérito e cumpre o objectivo, ajudar os escritores. Aconselho-o aos que tenham em mente escrever o próximo livro que mudará o mundo.
Boas Leituras... ;)
8/10
André
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
"Três anos após o Fim do Mundo, o silêncio reina ainda nas Catacumbas...Após a queda da Ordem, o mundo está a voltar lentamente à vida. Maddy sente-se finalmente em paz, agora que está livre das regras brutais da organização. Mas para Maggie, nascida e criada no seio da Ordem, este é um tempo de caos e desolação.
Maddy e Maggie vivem a mil quilómetros de distância uma da outra mas têm uma coisa em comum: ambas nasceram com a marca das runas na pele. Um símbolo que remonta ao tempo em que o mundo era governado por deuses que habitavam Asgard.
Asgard está agora em ruínas, e o poder dos deuses foi há muito destruído.
Pelo menos, é o que todos pensam...
Mas nada se perde para sempre. Os deuses ainda não desistiram. Eles cobiçam o poder das runas que as duas jovens detêm. Maddy e Maggie rapidamente se veem envolvidas numa luta sem tréguas que as aproximará uma da outra e na qual os seus limites serão postos à prova e as suas lealdades testadas ao limite."
Boas leitores...!
Aqui estamos com o segundo volume da duologia Crónicas das Runas, ambos publicados em português, felizmente.
Quatro anos depois de ter sido publicado o primeiro volume, na língua original, é publicado o segundo. E com estes quatro anos nota-se uma diferença na escrita. Um pouco mais adulta, com significados mais diferentes para um público um pouco mais crescido. A obra ainda se enquadra no género infanto-juvenil, mas diria que acompanhou o crescimento dos leitores ao longo dos quatro anos.
O enredo está diretamente relacionado com o livro anterior, e para quem não se lembra bem da história, isto pode tornar-se um problema, e rever o primeiro livro pode tornar-se uma opção recomendável. Tem uma boa qualidade, principalmente se formos a ver para quem o livro é dirigido. Os plot-twists estão bons, alguns mesmo imprevisíveis, fiquei admirado com alguns enquanto lia. E o final também é agradável, dando um término à história mas de tal forma que se a autora quiser um dia pode pegar novamente. Mas isso não foi feito à descarada como alguns livros, nesta obra se aquele for o fim não haverá mal nenhum.
As personagens estão bem pensadas e apesar da quantidade de páginas ser grande (cerca de 600 páginas) há uma certa falta de lentidão no desenvolvimento das mesmas, elas mudam demasiado rápido para conseguirem acompanhar o ritmo da história. Isto contribuiu para a pequena confusão que tive quando li sobre perceber quem era realmente o Cavaleiro do quê.
Para o público que tem é uma obra que aconselho, com a sua magia com runas, deuses nórdicos e mundos diferentes. Caso queiram saber mais sobre o primeiro volume, cliquem no link: Crítica - A Marca das Runas
Boas Leituras... ;)
7.5/10
André
domingo, 18 de setembro de 2016
"Maddy Smith nasceu com uma marca que ditou o seu destino. A runa inscrita na sua pele é um símbolo dos Antigos Deuses, uma marca mágica. E perigosa.Na pequena aldeia onde vive todos a receiam e excluem. Mas Maddy não renega a sua sorte. Pelo contrário, ela adora magia. Mesmo que isso a condene à solidão.
Quinhentos anos passaram desde Ragnarók - o flagelo que marcou o Fim dos Tempos -, e a Nova Ordem impôs regras que ditam o aniquilamento do Caos, da Magia, dos Sonhos e da Imaginação.
À medida que os seus feitiços ficam cada vez mais fortes, Maddy sabe que será apenas uma questão de tempo até os Examinadores da Ordem a identificarem e perseguirem. E tempo é algo que o Mundo não tem... agora que a ameaça de destruição é cada vez mais real.
Isolada, Maddy pode apenas contar com o ancião seu mentor, que lhe dá a conhecer as lendas nórdicas, com os seus deuses e criaturas maravilhosas. Invisível para a maioria das pessoas, este Mundo Subterrâneo encerra a chave do seu passado. Dela depende o destino do Mundo, mais uma vez..."
Boas Leitores...
Isto tem andado muito parado por estes dias, mas esta semana é a valer! Por enquanto temos este livro, que não foi lido recentemente, mas sim já há muitos anos. Como em breve acabarei de ler o segundo desta "duologia" achei por bem publicar uma pequena opinião acerca deste primeiro volume.
É um livro de fantasia que tem enraizado muita da mitologia nórdica, com os seus deuses, criaturas e escrita, as famosas runas. É uma junção curiosa mas que consegue surtir o seu efeito de forma positiva.
No seu ambiente meio infanto-juvenil, esta obra li-a perto dos meus quinze anos e depois mais tarde novamente, mas lembro-me que achava a história cheia de surpresas e magia. Era uma aventura numa das coisas que mais adoro que são mitologias. Lógico que, quando crianças, achamos muito mais piada às coisas, mas o certo é que mais tarde quando reli a história, continuou a ter aquele encanto juvenil e a ser uma aventura (um pouco menos imprevisível, mas mesmo assim com os seus plot twists muito bem pensados).
Não existe um grande desenvolvimento de personagens, mas também não sei até que ponto queremos desenvolver a personalidade de deuses. Mas isso não é perda nenhuma de qualidade.
Tem um enredo interessante e que nos leva a viajar por todos os mundos, descrito de formas muito boas.
O grande erro que tenho a apontar nesta obra é a capa. Acho que não tem absolutamente nada a ver com o que a história é. Esta capa dá apenas a sensação de mais um daqueles romances comerciais com uma história totalmente previsível. A capa anterior era melhor do que esta.
Para quem tem aquele interesse especial por mitologia nórdica então esta é uma obra que possivelmente gostarão visto que grande parte das personagens está fiel à mitologia, o que demonstra pelo menos o mínimo de esforço da autora de estudar sobre o que escreve.
Boas Leituras... ;)
7.5/10
André
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
"Neste novo romance, Ridley perdeu os poderes, Link é um Íncubo e as habilidades da família de Lena andam a falhar. Enxames de gafanhotos devoram todo o verde de Gatlin. Um calor sufocante deixa a relva castanha e os humores negros. Raios riscam o céu e tempestades assustam os animais. O equilíbrio foi destruído. Aparentemente, quando se Chamou, Lena pode ter dado o pontapé de saída para o Apocalipse."Boas Leitores!
Após anos e anos e anos, mais precisamente cinco, voltei a pegar nesta saga! Pois é, as Crónicas dos Encantadores voltaram. Em parte não foi culpa minha visto que a editora só decidiu continuar a publicar a saga há um ano ou dois. Mas pelo menos agora a tetralogia já tem todos os seus livros publicados em português, sendo que este aqui é o terceiro.
Se formos a ler a minha opinião da obra anterior, este volume parece estar um pouco melhor. Pelo menos não há tantos pontos iguais a outros livros, já está um pouco mais original. Mas isso não significa que esteja excelente, o enredo não é lá grande coisa, sendo que passamos as suas 400 páginas a andar de um lado para o outro, com pequenas rixas a acontecerem de vez em quando e depois um final dramático e sem conclusão para deixar o leitor ansioso pelo próximo livro.
O que acontece, porém, é que devido à lentidão da obra, o autor não fica assim tão entusiasmado no final para perceber o que acontece às personagens. Também esta é uma obra focada para um público mais jovem e daí não ter chamado tanta atenção, mas mesmo assim, acho que os dramas que há já estão imensamente explorados e as autoras beneficiariam de alterar a estratégia.
Por isso mesmo as personagens não têm desenvolvimento nenhum, ficamos a saber o mesmo sobre elas do que já sabíamos de antes. Quanto a personagens tenho de dar um ponto positivo pela originalidade na criação de três personagens chave, que acho que vão aparecer ainda no último volume, que representam o passado, o presente e o futuro, foram bem caracterizadas.
Não espero grandes mudanças nesta obra, mas pelo sim, pelo não, vamos manter a opinião neutra quanto ao último livro da saga, pode ser que, por ser o último, seja estrondoso. Caso queiram saber mais sobre a colecção, basta seguirem o link: Crítica - Trevas Maravilhosas
Boas Leituras... ;)
4.5/10
André
sábado, 3 de setembro de 2016
Leitores lêem, é verdade, mas também escrevem? E tu? Escreves?André: Acho que uma pequena parte dos leitores escreve também, eu estou incluído nessa parte. Escrevo por diversão, quem sabe se algum dia escreverei um bestseller. Por agora estou restringido aos contos que vou escrevendo no blogue Fantasy & Co.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
"Edição especial da famosa distopia de Aldous Huxley sobre uma sociedade totalitária do futuro, regida pela tecnologia e pelo materialismo e sob a máscara da democracia e da felicidade.Admirável Mundo Novo" é uma parábola fantástica sobre a desumanização dos seres humanos. Na utopia negativa descrita no livro, o Homem foi subjugado pelas suas invenções. A ciência, a tecnologia e a organização social deixaram de estar ao serviço do Homem; tornaram-se os seus amos. Desde a publicação deste livro, o mundo rumou a passos tão largos na direcção errada que, se eu escrevesse hoje a mesma obra, a acção não distaria seiscentos anos do presente, mas somente duzentos. O preço da liberdade, e até da simples humanidade, é a vigilância eterna.
Inclui um prefácio de Manuel Portela e a carta enviada pelo autor a George Orwell, aquando da publicação de 1984."
Boas Leitores!
Aqui temos uma outra obra excelente que está à espera para ser lida por muitos, quer os amantes de ficção científica, quer os amantes de obras clássicas. Um livro isolado, que tem uma espécie de sequela, mas que é um pouco independente do primeiro.
Uma obra que muitas vezes é comparada com 1984 de George Orwell é também muito boa, em certos aspectos são iguais, ambos retratam aspectos da nossa sociedade que, na verdade, são muito assustadores quando vistos desta perspectiva, mas noutros aspectos são muito diferentes, 1984 versa numa sociedade muito oprimida e negada de qualquer estímulo, já esta obra retrata uma sociedade livre para fazer tudo (daquilo que o alto escalão social deixa) e estimulada em demasia, tornando-se, em parte, dormente das verdadeiras emoções.
Esta obra também tem um maior enredo em torno da sociedade, com mais personagens a serem apresentadas e havendo maior interação entre elas. Não que em 1984 houvesse pouco, era mesmo da história em si que seria de supor haver pouco. Independentemente disso, as personagens de Admirável Mundo Novo estão interessantes e mostrando cada uma, uma faceta da sociedade actual.
Senti por vezes que, com a escrita, o próprio leitor era atingido com imensas descrições que nem sempre eram compreensíveis para uma pessoa não habituada aos termos de biologia. Pode parecer parte da estratégia, para o leitor sentir parte daquilo que as personagens deste livro sentem, mas se não for então é uma falha do autor por esticar descrições com pormenores que baralham o leitor.
É uma obra muito boa e aconselhada a todos, porque mais uma vez, retrata não só uma sociedade distópica de forma genial, como espelha também a nossa sociedade e o que de mal está com ela.
Boas Leituras... ;)
8.5/10
André
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Publicada por
André Alves
à(s)
10:24
Etiquetas:
Páginas Desfolhadas,
Saída de Emergência
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comentários
"Afastado de Roma devido a uma conspiração que envolve o próprio Imperador, o jovem Quintus Cato, amante das letras e da vida no palácio, chega à Germânia para se inscrever como recruta na Segunda Legião, a mais temida e afamada dos exércitos de Roma. E se a adaptação aos rigores da vida militar já se revela terrivelmente difícil, o jovem ainda tem de enfrentar o desprezo dos camaradas quando descobrem que, graças aos contactos que tem em Roma, Cato vai receber um posto superior ao deles: o de Lugar-Tenente de Macro, o mais experiente e destemido de todos os centuriões.Para recuperar o respeito dos camaradas, Cato vai ter de provar a sua coragem contra as sanguinárias tribos germânicas. E se sobreviver, o pior ainda está para vir: a Segunda Legião vai ser enviada para uma terra de barbaridade sem paralelo, a nebulosa e distante Britânia. E ele e Macro, escolhidos para uma missão secreta repleta de intrigas, que ameaçam não só as suas vidas, mas também o futuro império."
Boas Leitores!
Para compensar a quantidade enorme de coleções que tenho andado a terminar vou começar uma nova! Esta é de um autor muito conhecido por este género de livros mas que eu ainda não tinha experimentado nenhuma das suas obras. Esta saga denominada A Saga da Águia tem até agora quinze volumes na sua língua original, dos quais pelo menos catorze já estão publicados em português pela mesma editora!
Então e a questão que se põe agora é: vale a pena começar uma saga assim tão grande? Não posso dizer com todas as certezas, mas pelo menos este primeiro volume valeu a pena. Quanto aos outros catorze ainda terei de ler, porque tenho uma sensação que com tantos volumes vai chegar a um ponto que se torna um pouco repetitivo.
Não é uma grande obra clássica. Mas também não é daquelas típicas obras de fantasia. Por um lado o leitor que não gosta de fantasia mas gosta de guerras, pode aproveitar estes livros, que se passam na altura do império romano. E por esta mesma razão, os leitores ávidos de fantasia, que não gostam assim tanto de livros passados na actualidade ou no mundo real, podem também gostar desta obra por ser semelhante à fantasia e num mundo que não parece de todo o mesmo que o nosso.
O enredo é interessante, apesar de ser um pouco previsível, principalmente nas partes finais. Mas, por outro lado, as batalhas e cenários semelhantes são muito bem descritos, claramente o ponto forte do autor. Já as personagens e o respectivo desenvolvimento é algo que está intermédio, ao acabar de ler o livro sente-se que conhece-se um pouco mais as personagens mais importantes, no entanto não há assim um grande desenvolvimento, possivelmente porque esse desenvolvimento será mais gradual e passar-se-á ao longo dos livros desta saga, o que é bem pensado.
Fiquei curioso para ler a próxima obra, e saber se haverá mais intriga vinda de Roma ou se será mais vida militar. Tenho de ler o segundo volume para conseguir saber!
Boas Leituras... ;)
7/10
André
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