segunda-feira, 15 de agosto de 2016
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André Alves
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19:07
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"Thomas atravessou o Labirinto; sobreviveu à Terra Queimada. A CRUEL roubou-lhe a vida, as memórias, e até mesmo os amigos. Mas agora as Experiências acabaram e a CRUEL planeia devolver as memórias aos sobreviventes e completar assim a cura para o Fulgor. Só que Thomas recuperou ao longo do tempo muito mais memórias do que os membros da CRUEL julgam - o suficiente para saber que não pode confiar numa única palavra do que dizem. As mentiras acabaram, mas a verdade poderá revelar-se muito mais perigosa do que Thomas alguma vez imaginou. Conseguirá ele sobreviver à cura? A série Maze Runner, que já se tornou um clássico para os fãs de obras como Os Jogos da Fome, tem neste volume um desfecho surpreendente e explosivo."Boas Leitores!
Mais uma trilogia completa, menos uma colecção inacabada nas minhas estantes. Pois é, já foi lido o último volume da trilogia Maze Runner, uma corrida que foi como subir uma montanha, começou de forma difícil, chegou-se ao pico e depois caiu-se aos trabolhões por aí abaixo.
Se não entenderam a analogia então passo a explicar-vos de forma mais directa. Este último volume da trilogia foi uma tortura de ler. O autor teve uma crise existencial, pois decidiu inserir tudo o que pudesse neste livro dos mais variados géneros: temos sociedade distópica? Sim. Temos perseguição automóvel? Sim. Temos zombies? Sim. Temos "o amor resolve sempre tudo"? Claro que sim. E por aí fora.
O enredo poderia ter sido delineado e escrito de forma suave e fluída mas não, parece que estamos constantemente a embater com obstáculos que impedem a leitura de prosseguir. E isto se nem prestarmos atenção às personagens, algumas irritantes só por existirem (sem que esse tenha sido o seu propósito) outras que, tanto são uns zé-ninguém como quase salvadores do mundo. E o protagonista, que tem crises existenciais mas de um momento para o outro já as esquece. Não falei ainda da misteriosa personagem "Chanceler Paige" que não aparece nunca, só é referida duas vezes, mas no final é uma peça-chave para tudo ser explicado.
Talvez os pontos positivos vão para... pois nem sei bem. O final é de certa forma lógico (apesar de a longo-prazo possivelmente desastroso), mas como não nos interessamos muito sobre o que aconteceu 100 anos depois do final do livro posso aceitar como um final razoável.
Como disse o primeiro volume estava mais ou menos, o segundo até foi bom e uma leitura agradável, mas este terceiro foi o cair da montanha por completo. A sinopse refere esta obra como um clássico aos fãns de Os Jogos da Fome mas nem por sombras. O último volume dessa trilogia não foi brilhante, mas foi muito melhor que este. Caso queiram ver a opinião à obra anterior a esta, sigam o link: Crítica - Provas de Fogo
Boas Leituras... ;)
2.5/10
André
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Manténs uma base de dados da tua colecção de livros em algum lado? Num website? Numa página do excel? Num diário escrito em papel?
André: Quando era bem mais jovem escrevia realmente um diário com os livros que tinha lido. Mas isso foi até descobrir a maravilha que é o Goodreads. Desde aí que mantenho o meu registo de livros, mangás e contos que leio através deste site. Tem até umas estatísticas engraçadas e posso sempre desafiar-me com o desafio anual do site.
André: Quando era bem mais jovem escrevia realmente um diário com os livros que tinha lido. Mas isso foi até descobrir a maravilha que é o Goodreads. Desde aí que mantenho o meu registo de livros, mangás e contos que leio através deste site. Tem até umas estatísticas engraçadas e posso sempre desafiar-me com o desafio anual do site.
"Esta nova tradução de Animal Farm recupera o título original, contrariamente às edições anteriores, que adoptaram os títulos panfletários O Porco Triunfante e - o mais conhecido - O Triunfo dos Porcos.À primeira vista, este livro situa-se na linhagem dos contos de Esopo, de La Fontaine e de outros que nos encantaram a infância. Tal como os seus predecessores, Orwell escreveu uma fábula, uma história personificada por animais. Mas há nesta fábula algo de inquietante. Classicamente, atribuir aos animais os defeitos e os ridículos dos humanos, se servia para censurar a sociedade, servia igualmente para nos tranquilizar, pois ficavam colocados à distância, "no tempo em que os animais falavam", os vícios de todos nós e as sua funestas consequências. Em A Quinta dos Animais o enredo inverte-se. É a fábula merecida por uma época - a nossa época - em que são os homens e as mulheres a comportar-se como animais."
Boas Leitores...
Afinal o intervalo foi menor do que esperava. Cá está mais uma opinião e desta vez é de um grande clássico lido por muitos e aconselhado a todos!
Clássico, fábula, conto são tudo palavras com que se possa descrever esta história, no entanto nenhuma delas consegue definir o quão bom é este livro. Novamente George Orwell não desaponta e tem uma obra excelente com críticas à sociedade subtis mas inteligentes na sua forma de serem apresentadas.
Cada capítulo desta pequena obra, que, com os extras dos prefácios escritos pelo autor não chega às 160 páginas, está excelente. Aos poucos e poucos o leitor vai percebendo os mecanismos que são usados, não só na ficção mas também na nossa realidade para manipular as pessoas, ou animais neste caso, para os propósitos de quem comanda. Conseguimos rever cada personagem e transpô-la para a realidade, pois haverá sempre um Tagarela ou personagens como as ovelhas que sabem apenas repetir aquilo que lhes mandam repetir. E não é só o facto de haver um paralelismo entre personagens e realidade, é também o simbolismo que cada animal tem na sociedade.
Num pequeno resumo é um livro que está cheio de pistas boas que vão sendo aproveitadas à medida que o leitor avança. Se é um livro para crianças ou para adultos? Acho que para ambos, as crianças podem ler e acabarão por ver apenas um conto de animais, os adultos ao lerem verão algo mais, útil para todos no fundo.
Uma boa sátira que é aconselhada a todos. e que apesar de escrita há mais de meio século ainda representa parte da nossa realidade.
Boas Leituras... ;)
10/10
André
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Publicada por
André Alves
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17:51
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Saída de Emergência
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"Um império com perigosos aliados e demasiados inimigos. Quatro príncipes determinados a cumprir um destino. Uma rede de intrigas que atravessa gerações. Manter o trono de Acácia poderá revelar-se uma tarefa fatal.Corinn Akaran é a senhora suprema do Império Acaciano do Mundo Conhecido, e o poder parece suavizá-la, até mesmo fazê-la ceder aos jogos do amor. Mas, por todo o lado fervilha a traição e multiplicam-se as conspirações para a derrubar: dos seus alegados aliados numrek até às intrigas em torno da filha de Aliver, Shen, enquanto, do outro lado do mundo, um exército gigantesco se prepara para marchar sobre o Mundo Conhecido e a Liga dos Navios continua a jogar em dois perigosos tabuleiros, disposta a jurar servir qualquer senhor, desde que esse senhor sirva os seus próprios interesses.
Corinn nem pode contar com a sua própria família: a irmã Mena esconde-lhe segredos e Dariel, prisioneiro das Crianças Divinas vai enfrentar uma aventura - novamente contra a Liga dos Navios - que o transformará no corpo e no espírito. Mas Corinn aprendeu a lutar, e não vai hesitar em chamar a si todos os aliados que conseguir, até mesmo aqueles que ninguém imaginava que um dia pudessem voltar."
Boas Leitores!
Mais uma nova opinião, antes do pequeno intervalo que vai haver, esperemos que não de muito tempo. Este é o quarto livro em português da colecção Acácia dos seis existentes. Na edição original são apenas três, mas os nossos são divididos em dois. Ou seja, este é a segunda metade do segundo livro original.
E digo desde já que está bem melhor do que o anterior. Por um lado é normal visto que sendo a segunda metade é onde grande parte da ação se desenrola. Mas não foi só isso que me fez apreciar esta obra.
Houve imensas vezes em que fui surpreendido pela positiva quanto ao enredo. Quando julgava que algo previsível iria acontecer, o autor deu as voltas e espantou-me com as decisões tomadas, o que só por isto já torna melhor a obra no seu geral. O enredo em si, para além das surpresas, também consegue sustentar-se bem e criar várias camadas com vários enredos a acontecer mas sem que haja uma quebra entre eles.
Quanto a personagens, continuamos a ter três protagonistas que são os três irmãos e depois vamos vendo de vez em quando capítulos com outras personagens, por vezes da Liga dos Navios outras de Shen. No seu conjunto funcionam bem. Apesar disso há personagens que não se sente grande empatia. Acho que na edição original, talvez vejamos um desenvolver maior das personagens, visto que está a acontecer no equivalente a dois livros cá.
Estou curioso para saber como é que o autor irá acabar a trilogia, visto que este último volume acabou com o acrescento de mais uma camada de complexidade. Esperemos que consiga dar vazão a tudo e explicar as coisas como deve de ser.
Caso estejam curiosos para saber mais desta colecção, basta clicarem no link: Crítica - Acácia - Outras Terras
Boas Leituras... ;)
7.5/10
André
domingo, 7 de agosto de 2016
"Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
Is Moritaka and Akito's newest rival also their greatest fan?! The duo is asked to judge a manga contest and the best entry reminds them of their own creations. But who is this mysterious new artist and what are his controversial methods of creating manga?"
Hello bookaholics!
Voltamos aos mangás, e desta vez à saga de Bakuman que já não se lia nada há muito. Este é o décimo quarto volume e aproximamo-nos cada vez mais do fim.
Um volume que me deu vários mixed feelings. Em parte este volume tem alguma qualidade pela história que tem, no sentido que é como um novo arco que traz uma pitada de estratégia a este mundo de Bakuman. Os autores conseguiram, de forma genial, espevitar o lado de justiça e companheirismo dos leitores quando apresentam a nova personagem e o que ela faz.
Uma parte que não estava assim tão boa nisto foi a opinião de outras personagens quanto à actividade da personagem nova. Vemos claramente que existe uma resistência do Moritaka e do Akito, mas quanto aos outros artistas de mangás não se sabe praticamente nada e isso talvez tivesse sido um bom input para a história.
Por outro lado, ao olharmos para o plano geral do enredo, este volume não contribui grande coisa. E como continuará no próximo volume (espero que o arco não ocupe o volume todo, se não acho que acabarão por prolongar demasiado e estragar tudo) provavelmente só nesse volume é que irá dar uma contribuição maior para o plano principal desta saga.
Aconteceram também algumas surpresas agridoces. A aparição de uma personagem que não se via há algum tempo e o desenvolver da personagem nova foram surpresas boas e que fizeram também criar aquele ódio de estimação por elas, uma prova da qualidade destes autores.
Agora só resta esperar pelos próximos volumes e ver o que nos trarão. Caso queiram ver a opinião do volume anterior basta seguirem o link: Crítica - Bakuman vol.13 - Fans and Love at First Sight
Boas Leituras... ;)
7/10
André
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Publicada por
André Alves
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15:20
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Editorial Presença,
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"Felizes Viveram Uma Vez... Ou, pelo menos, assim quis Borralheiro acreditar após ter lido o Perraultimato, o legado da Mãe Gansa, a última voz da razão num mundo que aparenta ter perdido todo o tino. No entanto, Burra, Vasilisa, Capuchinho e Aprendiz, os quatro indivíduos que se juntaram ao jovem na sua demanda em busca da verdade, afiguram-se-lhe como a prova viva de que as coisas são como são e que o mundo é realmente tão ruim quanto parece ser - que não houve finais felizes e que não há nada a fazer para alterar o cruel destino que todos os intervenientes das estórias sofreram.Rodeado por companheiros que tanto o podem matar como ajudar, mas que representam a única protecção com a qual pode contar num mundo que se revela hostil ao virar de cada esquina, Borralheiro atém-se a uma réstia de esperança e faz os possíveis por seguir à risca as instruções enigmáticas que lhe foram deixadas por Mãe Gansa, que o conduzem ao palácio da Rainha da Neve, onde deverão procurar pelo Andersenal, a segunda peça do enigma do Perraultimato. Infelizmente para Borralheiro, não é ele o único que sente que algo de muito errado se passou: um ser misterioso está a matar as personagens folclóricas uma a uma, também ele decidido a retificar aquilo que de errado se terá passado, e os próprios eventos parecem conspirar para que Borralheiro e os seus companheiros encontrem um fim prematuro antes que possam sequer começar a descortinar a verdade. A verdade daquilo que aconteceu ao mundo e, talvez mais importante, a verdade sobre si mesmos..."
Boas Leitores!
Isto por estes lados parece que anda parado, mas não se preocupem, estão várias opiniões em andamento, só falta é o tempo para escrevê-las! Comecemos por esta, este é o segundo livro do que irá ser uma trilogia, segundo o autor, da saga Felizes Viveram Uma Vez.
Esta história é escrita pelo mesmo autor de As Crónicas de Allaryia uma saga com os seus altos e baixos mas no geral boa. O primeiro volume desta trilogia teve uma pontuação positiva, nada de mais e este segundo volume é bastante semelhante.
A edição desta saga mudou, e com ela desapareceram as ilustrações, com pena minha, achava que eram um ponto positivo numa obra que fala de contos infantis mas num mundo um pouco mais obscuro.
O enredo continua do mesmo género do livro anterior, grupo de aventureiros em busca de algo, encontram-no no fim, o que origina por sua vez a ida para a próxima aventura. Por isso não há grande originalidade, e aliás, para quem já leu os outros livros de Filipe Faria já está habituado a este esquema, porque a outra saga teve bastantes deste género.
Os pontos positivos aqui terão de ir para a subtileza com que o autor consegue introduzir as personagens dos contos infantis num mundo bastante distorcido e negro. Mesmo que não haja nomes óbvios como Borralheiro ou Capuchinho, conseguimos perceber outras personagens com ajuda de pequenas pistas que o autor dá.
O último livro será um pouco maior que este visto que os leitores não gostaram tanto desta saga, segundo o autor. Concordo com esta medida, prolongar esta história muito mais iria estragar tudo. Se ele conseguir arranjar a história como deve de ser pode ser que melhore.
Se estiverem curiosos sobre a saga, sigam o link da opinião anterior: Crítica - O Perraultimato
Boas Leituras... ;)
7/10
André
sábado, 30 de julho de 2016
Publicada por
André Alves
à(s)
17:28
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"Uma obra verdadeiramente monumental, justamente considerada património universal, descreve as guerras movidas por Napoleão contra as principais monarquias da Europa, dissecando as origens e as consequências dos conflitos e, principalmente, expondo as pessoas e suas vulnerabilidades com uma aguda percepção psicológica. Mais particularmente, o enredo deste romance decorre durante a campanha de Napoleão na Áustria, e descreve a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, compreendendo o período de 1805 a 1820. A partir deste fundo histórico e épico onde se movem mais de 550 personagens, além dos elementos das famílias aristocráticas principais, Tolstói visou criar um retrato realista da sociedade russa de inícios do século XIX, denunciando o preconceito e a hipocrisia da nobreza, ao lado da vida sofrida dos soldados e dos servos. Este quadro presta-se ainda a expor as ideias do autor sobre o sentido da vida e a desenvolver as suas reflexões filosóficas em favor de uma sociedade mais justa e fraterna. Através da sua escrita, sentimos que é o próprio Tolstói que se debate com as suas contradições interiores, que haveriam mais tarde de o levar a procurar na espiritualidade uma resposta aos seus anseios mais profundos. O seu legado literário figura a par do de outros escritores russos do século XIX entre os quais se destacam Dostoiévski, Pushkin, Turgueniev e Tchekov. A presente obra - publicada em quatro volumes - foi traduzida diretamente do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra que, pela excecional qualidade do seu trabalho, venceram o Grande Prémio de Tradução Literária APT/Pen Clube Português."Boas Leitores!
Aqui estamos nós, a avançar no terceiro de quatro livros em que esta edição da obra Guerra e Paz foi dividida.
O livro anterior focava-se mais na intriga de corte e como é que as pessoas interagem umas com as outras. Já este versou na invasão de Napoleão e os seus exércitos ao território russo. O autor deu-nos ambas as perspectivas, quer de várias personagens russas que os leitores já conheciam, quer do exército francês.
Algo ainda melhor foi os capítulos em que não havia uma perspectiva de alguma personagem mas sim do autor e de como é que as guerras acontecem, o que as causa ou quais são os factores que acabam por causar os incidentes posteriores. Estes capítulos eram algo que não só esclarecia a situação do momento (uma vez até com uma ilustração da disposição das tropas) como também faziam o leitor questionar-se sobre vários assuntos.
O desenvolvimento das personagens continua refinado. O autor consegue pegar em meia dúzia de personagens e desenvolvê-las e fazê-las passar por todas as transformações mas continuando a ser coerente, não só com a história mas também com a própria personagem, algo que falta a alguns autores.
Acho que o único ponto negativo a apontar são as grandes descrições, que por vezes conseguem aniquilar o interesse do leitor e cansá-lo. Não fosse isso e a confusão de falas noutras línguas que fazem com que a concentração da leitura se perca para ir ver no rodapé as traduções, e acho que o livro seria muito melhor. Não que as falas estrangeiras não sejam boas, acho que adiciona em parte uma camada de complexidade que fica bem, mas naquelas partes onde há imensas dessas falas acaba por criar uma certa confusão.
Este volume consegue manter a qualidade do anterior, agora só falta é saber se o último vai fazer jus a estes dois. Caso estejam curiosos quanto a opinião do livro anterior basta clicarem aqui: Crítica - Guerra e Paz - Livro II
Boas Leituras... ;)
7.5/10
André
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