quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
"Sob a Universidade há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem da sua existência: uma rede descontínua de túneis antigos, corredores serpenteantes e salas abandonadas. Ali, no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem.O seu nome é Auri, e é uma jovem cheia de segredos.
A Música do Silêncio é um vislumbre breve e agridoce da sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história oferece-nos a oportunidade de ver o mundo pelos olhos de Auri. E dá-nos a oportunidade de conhecer algumas coisas que só ela sabe...
Neste livro, Patrick Rothfuss leva-nos ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série "A Crónica do Regicida". Repleto de segredos e mistérios, A Música do Silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida a tentar viver num mundo destruído."
Boas Leitores!
Hoje trago-vos uma obra que me surpreendeu de maneira diferente. Não posso dizer que foi uma surpresa daquelas que fazem-nos explodir de emoções como uma criança que acaba de saber as melhores novidades de sempre. Não, este livro foi uma surpresa agradável que de alguma forma consegue tocar-nos em partes da alma que desconhecíamos e que não julgávamos existirem, de uma forma simples e suave.
Estou a falar duma obra que só por ser de Patrick Rothfuss já esperava que fosse uma grande obra! Assumo que pensei várias vezes que este livro fosse só para empatar a sua escrita da saga original, mas fico muito contente por tê-lo feito. É um livro que só acrescenta complexidade à história, que ajuda o leitor a compreender uma das personagens mais estranhas/peculiar.
A escrita foi feita de uma forma que no início estranhei e lia a pensar "mas que raio?". Depois, passadas umas páginas foi como se sempre tivesse lido e entendido do que Auri falava. Sim porque esta obra só tem uma personagem, Auri, não há diálogo entre ela e outras personagens. Apenas ela e a Subcoisa.
Se estão curiosos para saber quem ela era, ou o que levou-a a chegar àquele estado então não vão obter muito nesta obra. É certo que houve uns pormenores discretos que possam ter desvendado muito mais do que se fosse ela a dizer a alguém, deu até uma sensação de que estávamos a entrar demasiado na privacidade dela sem querer, mas logo o leitor pode recuar para a vida normal de Auri.
As ilustrações que acompanham o livro ajudam imenso a visualizar todas as cenas que são descritas, para além de darem um toque de melancolia e mistério ao ambiente.
É um livro pequeno que conta uma semana. Tal como o autor diz na nota, a maior acção que há neste livro é a protagonista estar a fazer sabão. No entanto, tal como autor diz também, esta história é para todas as pessoas ligeiramente quebradas que existem por aí. Não aconselho a sua leitura para quem nunca leu os outros livros do autor, e só por isso não digo que é de leitura obrigatória (apesar dos livros da saga A Crónica do Regicida serem!
Boas Leituras... ;)
9.5/10
André
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
"Um livro mágico. Dois gémeos que podem salvar o mundo. Alquimistas, magos, heróis e vilões. Figuras históricas e mitológicas. A maior aventura de sempre.Na quinta parte desta bem sucedida série, os gémeos da profecia foram separados, e o fim está a começar.
Com Scatty, Joana d'Arc, Saint Germain, Palamedes e Shakespeare em Danu Talis, Sophie está sozinha com Nicholas, cada vez mais fraco, e com Perenelle Flamel. Tem de contar com a ajuda de Niten para encontrar um imortal que lhe ensine Magia da Terra.
A surpresa é que ela irá encontrar o seu professor no mais comum dos lugares."
Boas leitores!
Após anos e anos e anos, aqui está o quinto volume desta saga com o nome Os Segredos de O Imortal Nicholas Flamel. Desde 2011 que tinha sido quando li o volume anterior que não li mais nada desta colecção, em parte não foi por minha culpa, só o ano passado é que esta editora decidiu voltar a publicar a saga, por isso só me atrasei uns meses.
Esta saga é composta por 6 volumes, sendo que este é o quinto como já referi anteriormente. Quando é que o último volume estará disponível cá em Portugal? Uma muito boa questão, mas eu desejo fervorosamente que seja rápido, porque esta saga precisa de ser acabada.
Comecei a lê-la há imensos anos, como tal acompanhou-me durante vários anos da minha vida, sendo que devo ter começado a ler pelo menos desde 2007. E com os anos a minha perspectiva para com a saga foi mudando.
Antes era uma das sagas mais espectaculares, com magia e personagens conhecidas. Conforme os volumes foram saindo acho que deixou tanto de ser sobre magia para ser mais sobre mitologia. Neste volume, a magia era um resquício de que se falava de vez em quando e a mitologia algo central e importante.
As personagens estão moderadamente bem desenvolvidas. Quero dizer com isto que, por um lado, o leitor entende facilmente as razões de cada um e consegue identificar-se com os protagonistas, mas por outro há certos pormenores que não parecem conjugar e que são como pedaços de areia numa engrenagem.
Outro grande medo meu foi o final desta obra. Acabou de forma que se não for explicada como deve de ser no último volume pode dar uma das maiores contradições de sempre. Esperemos que o autor não se desenrasque desse problema com um simples "a personagem estava a mentir".
Enfim, para os jovens acho que é um livro que deviam apostar, se foram como eu e estiverem com saudades da saga, o livro está até barato na Wook! Para verem o volume anterior aqui no blogue, sigam o link: Crítica - O Necromante
Boa Leitura... ;)
6.5/10
André
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
"Este livro reúne várias novelas do Ciclo dos Demónios que podem ser lidas como histórias independentes, mesmo por quem não conhece a obra de Peter V. Brett. Cada uma é a sua própria entrada para um mundo terrível em que os demónios deambulam pela noite, à caça de seres humanos. No entanto, para aqueles já familiarizados com o mundo do Ciclo dos Demónios, estas novelas serão um mimo especial, pois acrescentam profundidade e textura ao universo da série.As duas primeiras, O Ouro de Brayan e O Grande Bazar, têm lugar a meio dos acontecimentos de O Homem Pintado, contando histórias sobre as aventuras de Mensageiro de Arlen Bales, antes de ele se tornar o Homem Pintado. O Ouro de Brayan fala da primeira viagem a solo de Arlen como Mensageiro, uma viagem perigosa em que ele leva explosivos para uma remota cidade mineira de montanha. O Grande Bazar foi escrito para preencher a lacuna entre O Homem Pintado e A Lança do Deserto, dando uma nova perspectiva sobre a forma como Arlen encontrou a mítica Lança de Kaji.
A terceira novela, O Legado de Mensageiro, abrange uma década apresentando algumas personagens conhecidas e introduzindo uma nova que irá desempenhar um papel central no livro 4 do Ciclo dos Demónios: O Trono dos Crânios."
Boas Leitores!
Aposto que os grandes leitores da saga Ciclo dos Demónios já leram este livro há muito tempo (para aqueles que ainda não o fizeram, mas que adoram esta saga então aproveitem!) e que livro é exactamente este? Como diz na sinopse é apenas um compêndio com variados contos e extras que complementam um pouco a história dos três livros já lançados.
É verdade que qualquer pessoa poderia ler este livro, no entanto acho um pouco arrojado dizerem que as pessoas que não estão dentro deste mundo conseguiriam dar-se bem ao ler apenas este volume. Há muitos pormenores que para um leitor inexperiente ficariam perdidos.
Há três contos principais, o primeiro não achei nada de espantoso, é mais para um público mais jovem. Já o segundo, apesar de pequeno, é como uma peça que faltava no puzzle da história e que assim é completada, ou seja é um ponto positivo por existir. O terceiro conto deixou-me meio indeciso, por um lado é mais pormenores não muito relevantes para a história principal, no entanto o autor refere que uma das personagens terá um papel importante no quarto volume da saga, o que desperta logo a curiosidade, pois normalmente o protagonista de cada livro tem o seu passado muito bem retratado.
Os extras como um dicionário de uma das línguas ou até mesmo um compêndio das guardas são daqueles mini-doces que os leitores adoram para poderem entranhar-se cada vez mais na história, ainda para mais uma história como esta. Não poderia deixar de falar nas ilustrações, também muito bem conseguidas! Alguns dos demónios não imaginava bem daquela maneira, mas isso é que é o espantoso da imaginação, é ilimitada.
Concluo dizendo que os leitores da saga deveriam arriscar e dar uma vista de olhos neste volume, pelo menos assim não ressacam tanto da espera que estamos a ter pelo quarto volume da saga O Trono dos Crânios (que ainda nem uma data de lançamento em Portugal tem, apesar de já ter saído há 10 meses no estrangeiro).
Boas Leituras...
7/10
André
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
"With Doctor Stein unable to carry on, Maka, Kid, and Black Star enter the magnetic field to take up the mission and locate the tempestuous demon tool known as "BREW". Time is quickly running out as the three face off against Mosquito struggling to harmonize their wavelengths within the magnetized vorte. They'll be luck to escape with their lives, let alone the demon tool!"Hello readers!
Para dar um pequeno boost à vossa semana aqui está outro volume da saga Soul Eater, desta vez o décimo!
O que tem este volume? Apenas quatro capítulos (outra vez voltámos aos quatro capítulos de cada vez) em que dois deles são a continuação do arco inacabado no volume anterior e os dois capítulos seguintes são um novo arco. Ou seja, não houve nenhum capítulo solto para dar uma pequena pausa aos leitores. E claro que ao final do quarto capítulo foi-nos deixada uma cena em cliff-hanger para que os leitores fiquem com a vontade toda de ler o próximo volume (que é o meu caso).
Nesta parte do mangá, já não sei bem quais eram as partes que também estavam no anime ou que são completamente novas, o que é bom, porque aposto que houve diversas vezes que tive a mesma reacção da primeira vez que vi certa parte. Quanto mais ler, menos vou sabendo da história e portanto mais novidade será para mim, o que é ainda melhor!
Um pormenor curioso foi que o fanservice neste volume foi quase inexistente, talvez por estar em arcos e ser parte da história importante (apesar de isso não ter impedido o autor antes de inserir personagens semi-nuas noutros arcos) e acho até que se houve algum, foi bem inserido, não se tornando óbvio demais.
O sector das personagens ficou aquém do esperado. Algumas das personagens tiveram mais foco, a maior parte delas não são dos protagonistas e depois um ou outro protagonista teve alguns painéis sobre eles mas nada de mais, o autor deveria ter-se focado mais nesta parte.
Este volume não está melhor que o anterior, mas também não diria que está muito pior, mas que poderia ser bem melhor, isso poderia. Se quiserem saber sobre o volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater Vol.9 - Dukes Blaze, Soul Ignite
Boa Leitura... ;)
6/10
André
domingo, 10 de janeiro de 2016
Publicada por
André Alves
à(s)
16:24
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Saída de Emergência
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"Kushiel barra o caminho de Phèdre, severo e ameaçador. Numa mão, segura uma chave de bronze, e na outra... um diamante, enfiado num cordão de veludo.Phèdre nó Delaunay, a eleita dos deuses para suportar um indizível sofrimento com infinita compaixão é a vítima perfeita, a "oferenda sem igual" cuja profanação assegurará a ascendência de Angra Mainyu, O Senhor das Trevas.
A morrer, pensa Phèdre, será às mãos do amor. Mas o amor é uma força assombrosa, e amor há que desafia todas as probabilidades...
E o Amor reina em força neste volume pungente, a encerrar a saga de Kushiel. O amor de Joscelin por Phèdre, seu Companheiro Perfeito que tudo dá por ela. O amor de Phèdre pela sua rainha, que quer Imriel de la Courcel de volta, o amor de Phèdre por Hyacinthe, seu único e verdadeiro amigo, amor de Phèdre por Imriel, apenas amor simples e destituído de adornos.
O Lungo Drom de Phèdre e Joscelin continua, por um lendário rio abaixo até uma terra esquecida de todo o mundo. E até um poder tão imenso que ninguém ousa proferir o seu nome.
Ousará Phèdre? Ousará Phèdre receber o Nome de Deus e com ele obrigar a que libertem Hyacinthe? "Para receber o Seu Nome", instruiu o místico yeshuíta Eleazar ben Enokh, "d'Ele nos devemos acercar em perfeita confiança e amor, do nosso ser fazer um receptáculo onde o nosso ser não esteja." Logrará Phèdre fazê-lo?"
Boas Leitores!
Chegamos finalmente ao último livro d'A Saga de Kushiel! O sexto volume acaba agora esta grande colecção que esteve em aberto no blogue por vários anos.
Felizmente esta obra melhorou muito em comparação com o anterior que li há mais de um ano e que me tinha desiludido sobremaneira. Neste a acção desenrola-se mais depressa (mas mesmo assim não há grande acção). Grande parte do livro é passado com descrições sobre onde estiveram e como eram as paisagens, principalmente do homólogo de África.
No entanto a autora conseguiu dar por terminados todos os pontos soltos que havia. Quer fossem aventuras inacabadas, ou simplesmente pormenores das personagens que tinham ficado ainda por desvendar aconteceram neste livro. Claro que houve pormenores que foram delicadamente deixados em aberto para uma possível futura saga.
Contudo, continuou a haver certas partes que não faziam qualquer sentido para mim, nomeadamente partes que critiquei também no volume anterior, mas essa é a minha modesta opinião, que aposto que será contrária à de tantas outras pessoas.
É uma leitura rápida, não só por ter cerca de 280 páginas mas também pela escrita da autora ser de fácil leitura que não esgota o leitor num ápice. As partes sexuais continuaram com a qualidade que já tinha afirmado que a autora tem (milhares de vezes superiores a E. L. James), mas curiosamente não houve partes de violência que eram comuns nestas obras, não que devesse haver, acho que a história como está contada neste último volume está bem assim.
Se tiverem curiosidade nesta saga, e quiserem saber mais, é só irem clicando nos links de cada opinião: Crítica - Avatar de Kushiel
Boas Leituras... ;)
7/10
André
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Publicada por
André Alves
à(s)
21:16
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Páginas Desfolhadas,
Saída de Emergência
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"Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo. Um império dominado por um povo austero e intolerante. Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino. Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências devastadoras.Há muito tempo que o Reino de Acácia deixou de ser governado em paz a partir de uma ilha Idílica por um rei pacificador e pela dinastia Akaran. O cruel assassinato do rei trouxe muitas mudanças e grande sofrimento. Com a conquista do Trono do Mundo Conhecido por parte de Hanish Mein, os filhos de Leodan Akaran são forçados a refugiarem-se em zonas longínquas que desconhecem. Sem tempo para fazer o luto pelo seu pai, os jovens príncipes são separados e jogados à sua sorte num mundo cada vez mais hostil. E é entre piratas, deuses lendários, povos guerreiros e espíritos de feiticeiros que encontram a sua força e a sua verdadeira essência. Entretanto, Hanish continua empenhado na sua missão de libertar os seus antepassados e finalmente entregar-lhes a paz depois da morte. Mas para isso, os Tunishnevre precisam de derramar o sangue dos príncipes herdeiros...
Conseguirá Hanish capturar os filhos do falecido rei Akaran? Voltarão a cruzar-se os caminhos dos quatro irmãos? Estará o coração de Corinn corrompido e rendido à paixão por Hanish ou dormirá com o inimigo apenas para planear a reconquista do Trono de Acácia? E se, de olhos postos na vitória, os herdeiros de Akaran voltarem a sofrer o mais duro dos golpes?"
Boas Leitores!
A saga Acácia está de volta ao blogue! Após mais de três anos e meio decidi dar uma hipótese à saga e continuar a lê-la, desta vez com o seu segundo volume dos seis existentes em Portugal. Esta obra é a segunda metade do livro em inglês, visto que cá em Portugal os livros estão separados em dois.
Comparando com o volume anterior este tem os pontos um pouco trocados. Está melhor que o primeiro, decididamente, no entanto a escrita do autor não me agrada muito. Acho que entre os capítulos, que são perspectivas de diferentes personagens (o que me agrada como sempre), passa-se imenso tempo sem que haja qualquer referência a tal. Tanta informação que poderia ser explorada de forma a enriquecer o livro e dar uma melhor experiência ao leitor e no entanto, as acções passam-se rápido de mais.
O problema disto é que vão coisas de arrasto como o desenvolvimento das personagens, que num momento são crianças e logo de seguida são adultos com ideais e princípios próprios e o leitor fica apenas com pistas do que poderá ter dado origem a tal.
Mesmo assim conseguiu surpreender-me em algumas partes, mais perto do fim, onde pensei que o livro não conseguiria ter seguimento para mais quatro obras (ou duas em inglês) mas acabou por conseguir-se prolongar. Agora estou curioso para ler essa terceira obra e ver onde é que irá levar, a história ganhou o seu potencial. E também se a escrita melhora ao longo das obras.
Caso estejam curiosos pelo primeiro volume podem sempre clicar no link seguinte: Crítica - Acácia - Ventos do Norte
Boas Leituras... ;)
6.5/10
André
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Publicada por
André Alves
à(s)
15:17
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Editorial Presença,
Páginas Desfolhadas
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"Uma obra verdadeiramente monumental, justamente considerada património universal, descreve as guerras movidas por Napoleão contra as principais monarquias da Europa, dissecando as origens e as consequências dos conflitos e, principalmente, expondo as pessoas e suas vulnerabilidades com uma aguda percepção psicológica. Mais particularmente, o enredo deste romance decorre durante a campanha de Napoleão na Áustria, e descreve a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, compreendendo o período de 1805 a 1820. A partir deste fundo histórico e épico onde se movem mais de 550 personagens, além dos elementos das famílias aristocráticas principais, Tolstói visou criar um retrato realista da sociedade russa de inícios do século XIX, denunciando o preconceito e a hipocrisia da nobreza, ao lado da vida sofrida dos soldados e dos servos. Este quadro presta-se ainda a expor as ideias do autor sobre o sentido da vida e a desenvolver as suas reflexões filosóficas em favor de uma sociedade mais justa e fraterna. Através da sua escrita, sentimos que é o próprio Tolstói que se debate com as suas contradições interiores, que haveriam mais tarde de o levar a procurar na espiritualidade uma resposta aos seus anseios mais profundos. O seu legado literário figura a par do de outros escritores russos do século XIX entre os quais se destacam Dostoiévski, Pushkin, Turgueniev e Tchekov. A presente obra - publicada em quatro volumes - foi traduzida diretamente do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra que, pela excecional qualidade do seu trabalho, venceram o Grande Prémio de Tradução Literária APT/Pen Clube Português."Boas Leitores!
Antes de mais nada, que tenham umas boas entradas no ano de 2016, cheios de boas obras literárias!
Agora quanto a esta obra. Segundo volume de quatro da obra mundialmente conhecida Guerra e Paz.
Este volume versa mais sobre as intrigas da corte, com imensos bailes, serões e festas em casas da aristocracia russa. Não é mau de todo, é um romance histórico que está acima de muitas obras que tentam simular intrigas de cortes de fantasia. Fiquei atraído muito mais por este volume do que pelo anterior, que teve pouca desta intriga (e também por ser a introdução de centenas de personagens diferentes com nomes demasiado complexos para serem decorados rapidamente).
Mas este volume não se foca apenas nas intrigas, há muitos capítulos dedicados completamente a discursos de certa forma filosóficos sobre o objectivo do ser humano, e o seu alcance para a felicidade e para a plenitude interior sempre em batalha com as coisas exteriores que o mundo atira. Não são aborrecidas pois vão em conjunto com o enredo construído pelo autor.
O desenvolvimento das personagens também está muito bom, vamos vendo o evoluir de certas características de algumas das personagens, que muitas vezes são acompanhadas pelos tais pensamentos filosóficos ou metafísicos e que se relacionam com o leitor muitas das vezes.
Fiquei deveras curioso para ler o terceiro volume desta grande obra. Entretanto se quiserem saber sobre o volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Guerra e Paz - Livro I
Boas Leituras... ;)
7.5/10
André
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