quinta-feira, 28 de maio de 2015

Booking Through Thursday - Livros em Filmes

   Que livro gostarias de ver tornar-se um filme?

(Sim, com o conhecimento de que seria tudo aquilo que esperavas que fosse, fazendo justiça à história, às personagens, à visão do autor e por aí fora. Não um horror muito mal feito.)

   André: Tantos, tantos... Primeiro acho que pedia para fazerem um remake do Eragon e seguintes da saga, já que agora seriam bem feitos. Logo de seguida se pudesse ser, em vez de formato filme, mas sim de série (visto que uma colecção com 14 livros seria difícil por em filmes, a não ser que fossem 14) seria a saga Wheel of Time. E ao mesmo tempo mais filmes com O Homem Pintado e O Nome do Vento. Seriam épicos! Passava o tempo todo no cinema a ver filmes excelentes!

domingo, 24 de maio de 2015

Soul Eater vol. 6 - Let My Heart Come in Touch With Your Soul - Atsushi Ohkubo

   "Death the Kid and Black Star race after Free and Eruka, ready to do whatever it takes to stop the Black Blood before it is used to revive the slumbering First Kishin.
   Meanwhile, Maka has allowed herself to slip into madness in an effort to reach Crona's troubled soul. In addition to being horribly embarrassing, her actions carry a great risk. If Maka can't find Crona fast, she too will be consumed by madness!"

   Hello readers!
   Vamos a uma nova opinião antes de mais uma semana tortuosa começar? Pois bem, temos um novo mangá no blogue. O sexto volume de Soul Eater dos vinte e cinco que existem.
   É neste volume que se dá por terminado este arco que começou no volume anterior (acho eu, pelo menos pareceu-me que teve um fim e que agora seria outra etapa). E se eu disse na minha opinião sobre a obra The Fires of Heaven de Robert Jordan que o início da loucura estava a ficar muito bem descrita, aqui a loucura já se apossou das personagens (e pelos vistos ando a ler muitas coisas diferentes relacionadas com loucura, será que significa algo?).
   É uma maneira totalmente diferente de se ver a loucura. Descrita por várias palavras ou por poucas imagens. O certo é que o autor deste mangá teve a capacidade para introduzi-la em dois capítulos diferentes dos quatro que compõem este volume. Esta parte era bastante impressionável no anime e aqui não ficou atrás, assustadora, arrepiante e inquietante!
   Outro ponto positivo foi que o desastre que os protagonistas tentavam evitar acabou por concretizar-se. Não é como na maior parte dos livros que no fim acabam sempre por salvar tudo. Aqui o mal aconteceu e libertou-se, agora terão de lidar com isso nos próximos volumes.
   Mas como nem tudo está bom neste mangá, claro que o autor teve de introduzir fanservice. Estava a ficar muito bom o volume, mas no último capítulo lá tiveram de aparecer imagens em que o fanservice estava ali espetado à força toda. Estragou por completo, até porque não trouxeram informações novas para a história.
   Mas agora estou curioso para o próximo volume... Como será? Para verem a opinião do volume anterior basta seguirem este link: Crítica - Soul Eater vol.5 - While Our Soul Lasts till the Limit
   Boas Leituras... ;)
8,5/10

André

The Fires of Heaven - Robert Jordan

   "There is a world of light and shadow, where good and evil wage eternal war. It is the world of the Wheel of Time, the greatest fantasy epic ever written.
   The bonds and wards that hold the Great Lord of the Dark are slowly failing, but still his fragile prison holds. The Forsaken, immortal servants of the Shadow, weave their snares and tighten their grip upon the realms of men, sure in the knowledge that their master will soon break free...
   Rand al'Thor, the Dragon Reborn, knows that he must strike at the Enemy, but his forces are divided by treachery and by ambition. Even the Aes Sedai, ancient guardians of the Light, are riven by civil war.
   Betrayed by his allies, pursued by his enemies and beset by the madness that comes to the male wielders of the One Power, Rand rides out to meet his foe.
   And the Fires of Heaven scour the world."

   Hello readers!
   Três semanas se passaram sem qualquer sinal de vida por este blogue, não foi? Acredito que deva ter sido uma seca, mas já cá está uma nova opinião (e quem sabe se as próximas não vão ser mais rápidas?). Já devem estar fartos de saber que este é outro livro de Robert Jordan e da sua famosa coleção The Wheel of Time dos quais há 14 livros sendo este o quinto. Em Portugal infelizmente só temos publicado até ao 4º volume.
   Isso significa que este foi o primeiro livro da saga que eu li em inglês e que ainda não sabia o que aconteceria, logo as minhas expectativas estavam muito em alta. Ansioso por todos aqueles enredos e plot-twists e desenvolvimento de personagens.
   Não aconteceu. Esta obra foi muito mais parada que as outras. Senti que em 70% do livro estava só a vê-los a viajar de um lado para o outro a visitar sítios diferentes, poucas eram as vezes que havia algum desenvolvimento sério para a história.
   A não ser o fim, claro. Esse foi intenso cheio de batalhas, desenvolvimento no enredo, um único plot-twist, mas foram apenas cem páginas em praticamente 900. Espero mesmo que o próximo livro da coleção não seja assim e que desenvolva muito mais.
   Além disso neste livro não entrou sequer uma personagem o que achei um pouco triste. Não era a personagem que mais adorava, no entanto nas obras anteriores sabia-se sempre um pouco de todos, e neste essa personagem não apareceu nunca. O que sugere que o autor não sabia o que fazer com ela então basicamente meteu em pausa durante um livro.
   Um pormenor que começa a ter cada vez mais relevância e que está a ficar muito bem caracterizado é a loucura de Rand al'Thor, os leitores começam a sentir o desespero e a aflição de se começar a ficar louco e sem saber a sua verdadeira identidade. Pontos positivos por isto!
   Mas enfim, este desceu um pouco na pontuação relativamente aos outros, esperemos que o próximo volte a subir! Se quiserem ver a opinião do anterior, basta passarem por este link: Crítica - The Shadow Rising
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Booking Through Thursday - Poesia

   Parece que eu estou sempre a perguntar sobre livros em si... mas então e a poesia? Também lês? Escreves? Gostas? Não gostas? Preferes as letras das músicas? (Porque todos nós podemos concordar que existe uma relação entre poemas e letras de música, certo?)

   André: Não tenho muito costume de ler poesia, apesar de gostar do estilo e de muitos autores por aí. Como tal, não, não escrevo poesia, porque se calhar nunca dei uma grande tentativa a isso, quiçá um dia. Quanto às letras das músicas, normalmente o que me prende a uma música é mais a letra do que o ritmo ou o som, portanto sim, para mim são muito importantes.

domingo, 3 de maio de 2015

Maze Runner - Correr ou Morrer - James Dashner

   "Quando desperta, não sabe onde se encontra. Sons metálicos, a trepidação, um frio intenso. Sabe que o seu nome é Thomas, mas é tudo.
   Quando aquela caixa metálica para, uma luz surge no teto como se este estivesse a abrir-se. Thomas percebe então que se encontra num elevador e não tarda a descobrir que chegou a um lugar estranho, um espaço que se abre entre muros altíssimos e que o enche de pânico.
   Lá fora, como se estivessem à sua espera, uma pequena multidão de adolescentes como ele. Os rapazes puxam-no para fora e as suas vozes saúdam-no com piadas juvenis, proferidas numa linguagem que lhe parece estranha. Dizem-lhe que aquele lugar se chama a Clareira e ensinam-lhe o que sabem a respeito daquele mundo. Tal como Thomas, não sei lembram da sua vida anterior, mas ali estão perfeitamente organizados, cumprindo preceitos que ninguém deve quebrar.
   E existe o Labirinto, para além dos muros da Clareira, lugar em que ninguém quer permanecer depois do anoitecer... Mas no fim do seu primeiro dia naquele lugar, acontece algo inesperado - a chegada da primeira e única rapariga, Teresa. E ela traz uma mensagem que mudará todas as regras do jogo."

   Boas pessoal!
   Sim finalmente acabei de ler um livro que adquiri há meses atrás que foi também do filme respectivo que vi há meses atrás. Esta é uma trilogia e já estão todos os livros publicados em português (pelo menos é uma boa notícia). Só o primeiro é que tem a capa cinematográfica, os dois seguintes ainda têm as capas originais (que são ligeiramente melhores na minha opinião).
   É um livro pequeno/mediano, tem cerca de 400 páginas que se lêem bem devido à escrita fácil e dirigida ao público dos adolescentes/jovens adultos. Comparando com o filme achei, surpreendentemente, que estava pior do que a sua adaptação ao grande ecrã.
   E isto porquê? Umas das fortes razões foi a primeira metade do livro, ou seja cerca de 200 páginas serem apenas o rondar da deprimência do protagonista e o quanto ele sofre naquele sítio. Não há qualquer avanço na história que faça o leitor agarrar-se afincadamente àquilo.
   Para além disso há certos pormenores que não fazem muito sentido e tornam-se incoerentes naquele mundo com o avanço da história. Algumas das únicas coisas que gostei mais no livro do que no filme foi o final, e a forma como eles conseguem "resolver" o Labirinto. No filme era algo um pouco aleatório e na obra literária teve mais sentido (apesar do caminho para lá chegarem ter sido um pouco atribulado em termos de coerência).
   Não é um livro por aí além nem em termos de escrita nem em termos de enredo. Tinha uma boa ideia mas que se tornou mediana. Talvez o público jovem goste mais, é caso para experimentarem. E se calhar o seguimento da história vai tornar-se melhor, quem sabe?
   Boas Leituras... ;)
5/10

André

domingo, 26 de abril de 2015

O Olho da Lua - Anónimo

   "Até um assassino em série deve pensar na sua reforma. Especialmente depois de 18 anos de carnificina e uma data de bourbon.
   E assim acontece que o infame Bourbon Kid quer parar de matar. Mas isso não é tão simples. O monge Peto está na sua peugada, para vingar a morte de todos os seus confrades. Além disso, outras pessoas andam a tentar matá-lo: uma série de vampiros e mercenários, uma múmia, um novo Senhor das Trevas... a lista parece interminável."

   Boas leitores!!
   O mês está quase a acabar, e sabem o que é que isso significa? Que estamos a entrar no mês em que a Feira do Livro de Lisboa começa!! Mas até lá ainda teremos de esperar um mês e dois dias.
   Foquemo-nos então na minha opinião acerca da obra que acabei de ler. É o segundo de uma tetralogia, cujo nome é Bourbon Kid e cujo autor permanece anónimo até agora (a não ser que o nome dele seja mesmo "Anónimo"). Por enquanto só o primeiro e o segundo volume é que estão publicados em Portugal.
   Não sei se têm memória mas quando li a primeira obra, achei que fosse um policial, e estava muito bom para tal, até que no último quarto do livro a fantasia entrou em força e de forma barata. Pois bem, neste livro essa fantasia barata e comercial continuou durante toda a obra, o que tornou-a bastante cliché e sem sentido.
   A construção daquele mundo não é explicada na sua totalidade o que torna os acontecimentos um pouco incoerentes. Não há nada que diga se o mundo sempre foi daquela forma ou se foi sendo mudado ao longo dos tempos. Este é um dos grandes pontos negativos.
   Um ponto positivo é dado à escrita. O autor tem uma grande capacidade de escrita no que toca ao exagero. Na capa tem um comentário que diz e passo a citar "O equivalente literário aos explosivos filmes de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez" e tenho de concordar com isto. Senti que estava a ler algo digno de Tarantino. E não me admirava nada que este último pegasse neste livro e fizesse uma adaptação cinematográfica. São estilos muito semelhantes.
   Gostei do último capítulo, foi um bom cliffhanger que me deu imensa vontade de saber mais, apesar do livro não ser nada de especial, deu-lhe um toque de ironia/comédia/suspanse.
   Agora é esperar para saber se sairá o próximo volume no nosso país... Até lá podem aproveitar e ficar com o link do livro anterior: Crítica - O Livro Sem Nome
   Boas Leituras... ;)
5.5/10

André

domingo, 19 de abril de 2015

Titus, O Herdeiro de Gormenghast - Mervyn Peake

   "No castelo de Gormenghast, uma vasta construção labiríntica e grotesca, nasce Titus, o filho herdeiro de Lorde Sepulchrave. O mundo de Gormenghast é predeterminado por rituais obscurecidos pela passagem do tempo e, ao longo dos corredores sombrios do castelo, a criança encontra algumas das estranhas personagens que irão moldar a sua vida: o taciturno e cadavérico Mr. Flay, o vulgar e obeso Swelter, mas, acima de todos, o ambicioso Steerpike que irá marcar a diferença na sociedade estagnada de Gormenghast com a sua mente maquiavélica e talento para manipulação.
   Prepare-se para uma história de vingança, conspiração e violência, mas também lágrimas e risos, sonhos e desencanto contidos no surreal labirinto de pedra que encerra a vida de Titus."

   Boas leitores!!
   Vou-me defender já e dizer que não sabia que este livro pertencia a uma trilogia quando o obtive! Sempre pensei que fosse um livro isolado, mas afinal não. É uma trilogia onde os dois primeiros volumes estão publicados em português.
   Tem um prefácio interessante que ilustra um pouco a vida e o ambiente onde o autor desenvolveu a sua obra e para além disso os desafios que teve de ultrapassar, nomeadamente a doença de Alzheimer quando esta ainda não tinha sido descrita.
   Pensei que estivesse a enlouquecer com esta leitura, quando li as primeiras cinquenta páginas. Só pensava "O que estou eu a ler? Eu li isto bem?" e outros pensamentos do género. A escrita leva-nos de um lado para outro sem qualquer suspeita, tanto estamos com uma personagem como ela encontra-se com outra e quando nos damos conta já estamos com a personagem que entrou depois. Um pouco confuso a início mas que depois apanha-se o seu jeito.
   Quanto ao ambiente da obra também ele é sempre meio obscuro, estranho e alternativo. Descrições profundas que dão um ambiente a Gormenghast um local que ninguém visitaria no seu estado pleno.
   Não posso dizer que exista um enredo em concreto nesta obra, temos a passagem do tempo e tudo o que isso envolve na convivência numa fortaleza como aquela. Mas isso não tira de todo a excelência da obra, qualquer pessoa pode acompanhar os dias a passarem e os acontecimentos a precipitarem-se uns sobre os outros. Por vezes a leitura pode tornar-se um pouco mais pesada por não termos algo de enredo em concreto e só coisas aleatórias.
   Mesmo assim aconselho a lerem não só por ser de um autor pouco conhecido mas muito bom, mas também porque é algo "alternativo" que todos os leitores deveriam ter um pouco de experiência.
   Boas Leituras... ;)
8/10

André