quinta-feira, 16 de abril de 2015

Booking Through Thursday - Não Lidos

   Qual é a proporção de livros que tens não lidos?

   André: Depende de que "não-lidos" estamos a falar, se for daqueles que já peguei mas não o li sequer então é 1 em 400 e tal. Se falarmos de livros que ainda não comecei a ler mas que os tenho em casa então já são uns 10 em 400 e tal outra vez.

sábado, 11 de abril de 2015

Soul Eater Vol.5 - While Our Soul Lasts till the Limit - Atsushi Ohkubo

   "On the night of DWMA's anniversary celebration, every meister and weapon in Death City has gathered at the school for an evening of music and dancing. Little do they know that the witch Medusa is about to crash Shinigami-sama's party. Trapping the meisters inside, the witch makes her way to the chamber where the First Kishin is imprisoned. Will the few meisters who've escaped be enough to prevent Medusa from rousing the madness that slumbers far below in the Kishin's domain?"

   Hello readers!
   Já há muito tempo que não aparecia aqui esta excelente colecção! Desde Janeiro que não sabiam de nada de Soul Eater não era? Pois bem, aqui têm, o 5º volume dos vinte e cinco que existem (já vamos a 1/5 de toda a colecção!!).
   Vamos lá então dar a opinião sobre este volume. São só 4 capítulos, e o que eu congratulei no volume anterior tornou-se a maldição neste. Falo do quê? Do facto dos capítulos fazerem parte de todo um grande arco, ou seja não são histórias mais ou menos isoladas como no volume anterior, são continuações uns dos outros. Isto até nem teria mal nenhum se em quatro capítulos ficasse terminado esse arco, mas não aconteceu isso. Começou neste volume, mas não acabou por aqui, e cheira-me que irá até meio do próximo volume pelo menos.
   Não é que se torne uma grande seca, está muito interessante até, normalmente quando isto acontece é porque a história está a engrandecer para apanhar um pico da qualidade da história, mas por vezes prolonga-se mais do que o necessário, ou então (esta é uma parte boa) quando acabamos o volume só temos é vontade de ir comprar logo o próximo para podermos ler o resto.
   Falando agora noutra coisa que no volume anterior congratulei, mas acabou por acontecer neste em grande: fanservice. Em grande quer dizer, são apenas duas páginas, mas que acabam por fazer fanservice de forma tão intensiva que se torna ridículo.
   O resto não tem muito mais que se lhe diga. O enredo está interessante e a chegar a um climáx, não houve um grande desenvolvimento das personagens (e continuo a achar que a arte está já bastante próxima do anime). Acho que os dois pontos a falarem-se neste volume são mesmo aqueles dois. Agora é esperar para LER MAIS!!
   Se na espera quiserem saber mais dos volumes anteriores, sigam os links, começando por este: Crítica - Soul Eater vol.4 - Let Us Have Mercy On The Crying Soul
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

sexta-feira, 10 de abril de 2015

A Ilha das Trevas - José Rodrigues dos Santos

   "Paulino da Conceição é um timorense com um terrível segredo. Assistiu, juntamente com a família, à saída dos portugueses de Timor-Leste e a todos os acontecimentos que se seguiram, tornando-se um mero peão nas circunstâncias que mediaram a invasão indonésia de 1975 e o referendo de 1999 que deu a independência ao país.
   Só há uma pessoa a quem Paulino pode confessar o seu segredo - mas terá coragem para o fazer?

   A vida e a tragédia de uma família timorense servem de ponto de partida para aquele que é o romance de estreia de José Rodrigues dos Santos, precursor de grandes êxitos como A Filha do Capitão, O Codex 632 e A Fórmula de Deus.
   Um romance pungente onde a ficção se mistura com o real para expor, num ritmo dramático, poderoso e intenso, a trágica verdade que só a criação literária, quando aliada à narrativa histórica, consegue revelar."

   Olá leitores!!
   Já há algum tempo que não viam nada de opiniões por aqui, não era? Pois bem, aqui está uma nova de um autor que já não lia nada dele há imenso tempo. Ainda por cima um autor português! Pois bem, este é outro dos livros de José Rodrigues dos Santos e é como todos os outros, um livro isolado, que pode ser lido sem qualquer "pré-leitura".
   Apesar dos outros livros do autor não serem umas obras espectaculares ou más, não estava com grandes expectativas para esta. Talvez por saber que se tratava de algo histórico, um género que quase nunca leio e evito sempre ao máximo pela minha falta de interesse. Mas o certo foi que até gostei deste livro.
   Não só pela escrita interessante, a história que consegue pegar tanto em factos como em ficção e juntá-los harmoniosamente de tal forma que nem nos damos conta. As conversas entre figuras políticas, as estratégias dos países para fazerem o que quiserem, os massacres que ocorrem em Timor-Leste. Quando percebemos que se calhar não estamos a ler coisas que aconteceram realmente a vontade é a de ir pesquisar mais sobre o assunto e aumentar o nosso conhecimento.
   Só senti pena de não haver uma história contínua por toda a obra, o leitor segue uma personagem, depois é-lhe retirada e só volta a aparecer no fim do enredo, sem que por vezes se perceba para onde foi ou o que aconteceu entretanto.
   Foi por certo uma lufada de ar fresco tanto sobre o autor como sobre as obras histórico-fantasiosas. É uma obra muito boa! Aconselho a lerem se gostarem do género.
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Booking Through Thursday - Recomendado

   Lês livros recomendados pelos teus amigos? Ou preferes encontrar os teus próprios livros para ler.

   André: A maior parte dos livros que leio é claramente escolha minha, por isso é que muitas vezes me arrependo depois. Mas de vez em quando ainda sigo os conselhos de amigos meus, um caso desses até recente foi o livro Livro, aconselhado por muitos amigos meus.

sábado, 4 de abril de 2015

Uma Morte Súbita - J. K. Rowling

   "Pagford é uma idílica cidade inglesa, com uma praça principal em pedra de calçada e uma antiga abadia. No entanto, este belo cenário não passa de uma aparência que esconde uma cidade em guerra. Os ricos em guerra com os pobres, os adolescentes em guerra com os pais, as mulheres em guerra com os maridos, os professores em guerra com os seus alunos... Pagford não é o que parece à primeira vista. A história começa quando Barry Fairbrother, membro da Assembleia Comunitária, morre aos quarenta e poucos anos. Pagford entra em estado de choque e o lugar que ficou vazio torna-se o catalisador da guerra mais complexa que alguma vez ali se viveu. No final, quem sairá vencedor desta luta travada com tanto ardor, duplicidade e revelações inesperadas? É a partir de um enredo intrincado que J. K. Rowling cria um universo ficcional minucioso e consistente, a que não falta um toque de noir, caracterizando as personagens e respetivos estratos sociais com uma grande sensibilidade e a lucidez de quem sabe observar a partir de múltiplos pontos de vista."

   Boas Leitores!!
   Uma nova opinião no blogue! De uma das autoras que mais marcou a fantasia juvenil... J. K. Rowling, autora da saga Harry Potter! Sim, o certo é que este livro aqui não é de todo para quem gostou da saga juvenil.
   Este é um chamado "livro para adultos" o suposto livro escrito por Rowling para a geração que cresceu a ler Harry Potter e que queria continuar ao lado dela. Um livro isolado.
   Estava curioso para ler este livro, por variadas razões: para ver como seria uma história escrita por ela que não se centrasse na fantasia, para ver como seria a escrita dela comparado com a saga anterior, entre muitos outros pontos.
   Quanto à história, acho que saí um pouco desiludido. Teve um bom início, interessante, mas depois a imensidão de nomes e de personagens diferentes, introduzidas na história quase sem qualquer pausa achei muito confuso. Só após cerca de 150 páginas é que consegui perceber que personagens eram quais, e quais as respetivas famílias e enredos. O  final voltou a ganhar algum interesse mas apenas por ser o fim, acabando num climáx como seria de esperar.
   O certo é que podemos dizer que toda a obra é quase como uma novela que dá num canal de televisão. Vários dramas, várias personagens, todas acabando por ligar-se por algo em comum. Por vezes não havia profundidade nas histórias, outras vezes nas personagens.
   O ponto positivo foi que gostei da escrita dela. Notou-se bem a diferença, não só pelo decorrer do livro mas também ao tratar de certos assuntos apercebia-me que era como se estivesse a ler algo de um novo autor e não da mesma pessoa que escreveu a saga que li na minha infância.
   Não é de todo a melhor obra dela que por aí anda, Harry Potter está bem melhor, e claro que não devia compará-los por estarem em géneros diferentes, mas é impossível não compará-los quando a primeira saga se trata de algo que marcou imensa gente.
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

sexta-feira, 27 de março de 2015

Divergente - Veronica Roth

   "Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família... e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem.
   Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se apaixona por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo e que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama... ou acabar por destruí-la."

   Boas leitores!
   Eu sei, eu sei, mais uma nova colecção para se juntar aqui às inacabadas, mas é impossível... E também sei que vou um pouco atrasado que este livro teve sucesso e já saiu o filme há muito tempo, aliás aqui em Portugal está é o segundo filme nos cinemas.
   Pois bem, este é o primeiro de 3 volumes, existe ainda um quarto com histórias pré-Divergente, mas que não pertence obrigatoriamente à colecção.
   Que tenho a opinar sobre esta obra? Tinha uma boa premissa no início que até estava a gostar, pensei que tinha um grande potencial e uma boa base para estruturar a partir dali para algo ainda melhor. Até que as coisas começaram a piorar.
   Antes de falar no mau, falarei num pormenor que estava a agradar-me muito, a autora conseguiu pelo menos descrever e desenvolver bem a protagonista. Tal como Brandon Sanderson em O Império Final  o leitor consegue perceber a mudança gradual da personagem conforme vai crescendo e amadurecendo.
   Tinha-me esquecido de um pormenor, era um livro feito para ser vendido às massas, tinha portanto de ser comercial. Conseguiu isso. A meio da obra começa o romance cliché e sem qualquer piada de tão previsível, foi mais ou menos aí que começou a descer na minha consideração.
   E quando nos aproximamos do fim fica cada vez pior com cenários tão óbvios e sem qualquer surpresa ou algo que nos faça sentir emocionados que o leitor fica apenas apático a ler ou então como eu a revirar olhos e a pensar se aquilo não foi visto antes num filme de baixa classe.
   Conclusão que tenho a tirar: não sei se vale o vosso tempo, ainda darei outra oportunidade e lerei o 2º, visto que o tenho aqui e já não seria a primeira vez que uma obra melhora imenso depois do primeiro volume. Por isso é esperar e ler!
   Boas Leituras... ;)
4.5/10

André

quinta-feira, 26 de março de 2015

Booking Through Thursday - Carregador

   Carregas um livro contigo? Dentro de casa? Sempre que vais à rua? Sempre, em qualquer lugar, está praticamente colado aos teus dedos?

   (E sim, livros digitais contam desde que estejas a gastar tempo a lê-los no teu Kindle ou iPad e não apenas a carregá-los de livros que não leias realmente.)

   André: Sim, ando sempre com um livro atrás. Se ando de transportes tenho um livro comigo para me entreter. Se planeio passar mais do que meia hora numa divisão da casa, então lá vem o livro atrás. Por vezes é como se fosse mesmo uma extensão dos meus braços.