quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Na Casa do Rei Dragão - Stephen Lawhead

   "Um guerreiro mortalmente ferido cai desfalecido no pórtico do templo onde Quentin servia como acólito do deus Ariel. Agora, o jovem Quentin tem de fazer a sua escolha; entre uma vida tranquila e confortável e um caminho desconhecido carregado de perigos. Em companhia de um punhado de amigos leais, Quentin parte para uma aventura que irá mudar o seu destino e arrasté-lo para um conflito mortal com Jasper, o usurpador, e o sinistro necromante Nimrood."

   Boas Leitores...
   Nova opinião aqui no blogue, de uma nova trilogia (mais uma). Felizmente estão todos publicados cá em Portugal e baratinhos até!
   Quanto a este primeiro volume o que tenho a dizer... Não muito. É estranho porque o livro parece cair mais numa categoria infanto-juvenil, no entanto a escrita não está assim tão adaptada para essa faixa etária, mas para leitores mais velhos tem imensas incongruências que não passariam despercebidas facilmente.
   O enredo é simples, idade média, reis em batalhas, inimigos a querer o trono, um grande vilão, um rapaz vindo de um sítio inóspito que se torna numa espécie de "escolhido", etc... Como percebem não é nada de novo nem para mim nem para a maior parte dos leitores.
   Se adicionarmos ao que disse acima algumas inconsistências que não direi a bem dos spoilers o livro perde grande parte do seu interesse e torna-se uma leitura monótona, apesar de pequena (não chega às 400 páginas o livro).
   As personagens poderiam ser melhor desenvolvidas. Só o protagonista é que teve um bom desenvolvimento. Outra parte que achei interessante foi a parte mitológica e espiritual da obra, foi uma perspectiva diferente e que acabou por ficar bem feita.
   Em breve lerei a continuação, aí veremos se melhorou e se posso aconselhar-vos a lê-los, ou se a pontuação diminuiu.
   Boas Leituras... ;)
4/10

André

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Soul Eater Vol.4 - Let Us Have Mercy On The Crying Soul - Atsushi Ohkubo

   "Maka and Soul meet with Doctor Stein for an intensive tutoring session. Though Stein warns that they may not be able to resonate if they fail to complete the training, Maka insists, desperate to become stronger so that Soul is never hurt again. But Soul's strange nightmares have made him reluctant to seek power, and his unwillingness to share his fears only frustrates his partner. With their soul wavelengths pulling apart, will the pair manage to come together when danger emerges on their next mission?"

   Hey guys!
   A primeira crítica do ano não demorou muito a chegar, veremos se isto é um bom presságio para o resto do ano. Aqui temos o quarto volume de Soul Eater de pelo menos vinte e cinco (mas o 24º e o 25º ainda não estão disponíveis em inglês).
   Hoje começo por falar na arte, que tem vindo a melhorar desde o 1º volume onde achava as personagens muito infantis. Até pode ser só ilusão minha mas acho que já estão mais semelhantes ao anime (excepto numa ou outra página onde desenham com mais pormenor e aí as personagens ficam só esquisitas).
   Quanto ao desenvolvimento da história neste volume, em cinco capítulos quatro deles foram decisivos para a continuação da história e um foi um capítulo de comédia basicamente (e que serviu bem o propósito porque era das cenas que me lembrava melhor do anime e adorei ler essa parte). O positivo deste mangá é que os capítulos que desenvolvem a história não são longos nem enrolam muito, são normalmente pequenas histórias de dois capítulos que acabam a saber-se bem mais do que antes.
   Neste volume o enredo já não se centra tanto num único par principal, agora todas as personagens têm os seus momentos de "fama", o que é positivo para quem prefere umas a outras.
   O fanservice também foi quase inexistente, bom sinal para quem não acha piada nenhuma a esse tipo de estratégia.
   Um dos únicos problemas neste mangá, é que depois de lê-lo, sabe-me sempre a pouco. Gostava sempre de ler mais um pouquinho, mas acho que isso é inevitável se algo que se lê é bom e gostamos.
   Um mangá brilhante e que estou desejoso de chegar a partes onde o anime não chegou, para saber de mais coisas emocionantes. Se quiserem ver a opinião do volume anterior basta clicarem no seguinte link: Crítica - Soul Eater vol.3 - Rip off the Pitch-Black Soul
   Boa Leitura... ;)
8/10

André

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Booking Through Thursday - 2014

   Qual foi o teu livro (ou livros) favorito de 2014? Que leitura realmente captou a tua atenção? Faíscou o teu interesse? Mudou o teu mundo? Fez-te rir?

   André: Acho que no ano de 2014 os livros que me surpreenderam mesmo muito foram poucos, podia contá-los pelos dedos de uma mão. Apenas 3 tiveram essa característica, The Dragon Reborn, Jóia Perdida e O Perfume. Mas o certo é que valeram imenso a pena, foram leituras espectaculares que tanto me fizeram rir como ler de forma voraz como se não houvesse amanhã. Esperemos que 2015 traga ainda mais livros desses.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Desculpa, Mas Quero Casar Contigo - Federico Moccia

   "Alex e Niki, mais apaixonados do que nunca, regressam do farol na Ilha Azul, onde passaram dias inesquecíveis.
   Niki reencontra as amigas, mas o seu grupo - as Ondas - vai deparar-se com grandes mudanças que irão pôr à prova a sua amizade.
   Alex retorna a sua antiga vida e os seus velhos amigos. Flavio, Enrico e Pedro passaram de maridos tranquilos e seguros a ter de enfrentar muitas dificuldades que têm vindo a abalar os seus casamentos.
   E todas estas pessoas - homens e mulheres de diferentes idades -, cada uma à sua maneira, vão reflectir sobre o amor. O amor existe? A crise dos sete anos será mesmo verdade? Aqueles que dizem que o amor não pode durar mais de três anos têm razão? E a pergunta mais difícil: O amor pode durar para sempre?
   É então que Alex decide arriscar e pedir Niki em casamento..."

   Boas leitores...
   Antes de começar a escrever sobre o livro deixem-me desejar-vos umas boas entradas no ano que aí vem e que 2015 seja um ano brilhante em leituras, não só para mim, mas também para todos vós!
   Agora sim, livros. Outro do autor italiano Federico Moccia, sim parece que ando a ler muitos livros dele, mas agora vai parar e vou direccionar-me para outros livros. Este é a continuação de uma primeira obra, que no final da crítica vai estar um link da opinião que tive sobre esse livro que podem espreitar à vontade.
   Já se tinham passado quatro belos anos desde que li o livro anterior pelo que a história já estava meia difusa na minha cabeça, lembrava-me vagamente do romance e dos pontos-chave da história. O que bastou porque facilmente consegui recordar-me das coisas, com grande ajuda da escrita simples do autor (apesar de de vez em quando ter uns parágrafos um pouco grandes que podiam ser divididos em mais, mas isso é um problema geral da escrita dele, já reparei).
   Relativamente a enredo, nada de especial, continua a ser um livro equivalente a um "filme de domingo à tarde" (apesar de cá em Portugal já não passarem muitos infelizmente). Uma comédia romântica quase, onde sabemos que tudo acaba por acabar bem.
   O interessante foi Federico Moccia ter ao mesmo tempo conseguido introduzir diversas histórias diferentes mas que no fundo se relacionam sempre com a mesma coisa, o amor. Vários pontos de vista que gerariam por certo imensa discussão, mas isso deixo ao vosso critério.
   Para o género, é um romance bem actual, sempre com imensas referências a músicas, marcas e outras coisas do século XXI, e que está razoável. Se quiserem saber mais sobre o livro anterior, sigam este link: Crítica - Desculpa, Mas Vou Chamar-te Amor
   Boas Leituras e boa passagem-de-ano! ;)
5.5/10

André

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Booking Through Thursday - Presentes Festivos


   Recebeste alguns bons livros como presentes de Natal este ano? Já os leste?
   Se não, eram alguns dos que esperavas receber?
   André: De todo, recebi dois livros sim, mas foram completamente aleatórios e nada do que esperava receber (não que esperasse receber muitos livros). E ainda nem comecei a lê-los, só daqui a muito tempo, provavelmente. 
  

A Conspiração - Dan Brown

   "Quando um satélite da NASA descobre um estranho objecto enterrado nas profundezas do Árctico, a agência espacial vangloria-se de uma descoberta de que muito necessita. Para verificar a autenticidade da mesma, a Casa Branca chama Rachel Sexton, especialista dos serviços secretos, que se vai deparar com a maior conspiração de que há memória."

   Boas leitores...
   O Natal está quase a acabar e estamos a aproximar-nos a passos largos do Ano Novo. Em princípio ainda haverá mais duas críticas a contar com esta, por isso estejam atentos.
   Falando desta obra, outra do famoso escritor Dan Brown, que já conta com muitos livros (e nem todos com boa qualidade).
   Este não foi dos melhores dele digo já. Após ler todo o livro achei-o demasiado exaustivo e comprido para uma premissa que era bastante simples. Foi basicamente esticar a história até não poder mais.
   Outro problema foi que quando o enredo chega a meio, acaba por dar cabo de toda a história anterior fazendo com que perca toda a credibilidade possível. Considerando o background das personagens que aparecem, nenhuma delas consideraria fazer as coisas daquele modo se fossem cientistas especialistas. Como uma das personagens afirma mesmo, o Princípio da Parcimónia deve ser sempre aplicado, mas não neste livro pelos vistos.
   Mesmo tendo o autor uma escrita simples (neste livro foi por vezes um pouco cansativa nas descrições) os capítulos são sempre estruturados de forma a incentivar a leitura para se saber mais, mesmo que, com isso, o livro tenha mais de 130 capítulos.
   O "encontro final" como gosto de chamar, quando se descobre quem é o cabecilha por detrás de tudo, não pareceu de todo um encontro final. Só percebi que o era quando comecei a perceber que faltavam poucas páginas para o livro acabar. Claro que isso resultou numa coisa: fim apressado e sem muito nexo.
   Decididamente este não é dos melhores livros dele, não o aconselho muito.
   Boa Leitura... ;)
4/10

André

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A Guerra É Para os Velhos - John Scalzi

   "John Perry fez duas coisas no dia do seu septuagésimo quinto aniversário, primeiro visitou a campa da mulher e a seguir alistou-se no exército.
   A boa notícia é que a humanidade finalmente é capaz de viagens interestelares. A má notícia é que planetas capazes de sustentarem vida são escassos e que raças alienígenas, dispostas a lutarem para ficar com os planetas, são comuns. Sendo assim, nós lutamos para defender a Terra e para manter o direito aos planetas que descobrimos. Longe da Terra, a guerra dura há décadas. É brutal, sangrenta e não dá tréguas.
   A Terra é um planeta atrasado em termos de desenvolvimento. O grosso da tecnologia e do desenvolvimento da humanidade está nas mãos das Forças de Defesa Coloniais. O que todos sabem é que, quando se atinge a idade da reforma, pode-se juntar às FDC. Não querem gente jovem, mas quem tem os conhecimentos e a experiência de décadas de vida.
   O candidato será levado da Terra, onde nunca mais lhe é permitido voltar. Irá servir dois anos na frente de batalha. E, se sobreviver, receberá um pedaço de terra numa das, arduamente conquistadas, colónias novas.
   John Perry resolveu aceitar a proposta. Ele tem uma vaga ideia do que o espera. Porque a verdadeira luta, a anos-luz de casa, é muito mais dura que tudo aquilo que ele pode imaginar."

   Boas Leitores...
   O ano está quase a acabar e o meu desafio Goodreads ainda não está terminado (para grande vergonha minha) pelo que agora tenho de ler os últimos livros rápido. Felizmente este nem tive de ler apressadamente, o gosto pelo livro foi grande o suficiente para me querer fazer ler mais e mais.
   Mais uma vez (porque isto está sempre a acontecer-me) este é mais um livro com colecção de imensos volumes (nove para ser mais exacto) dos quais tentem advinhar quantos estão publicados em português... Um (como sempre).
   E infelizmente, porque achei este livro muito bom. A ideia é original (não que tenha um grande background de ficção científica, mas do que li até agora achei interessante) e a escrita foi bem concebida.
   Falando primeiro da escrita, é leve, sem grandes descrições exaustivas, por vezes irónica ou satírica e que consegue captar o leitor e deixá-lo levar sem se aperceber.
   O rumo da história passa rapidamente e quando acaba o leitor só tem tempo para pensar "Já? Mas então e agora? Queria mais um bocado.". Parecem poucas aventuras e ao mesmo tempo parece uma vida descrita num livro de 300 e poucas páginas.
   O único ponto negativo que tenho a apontar foi o final, achei-o um pouco abrupto, sem algo que me deixasse mesmo curioso para saber o resto, deveria ter mais umas páginazitas com pequenos "doces" para adoçar a curiosidade. De resto é um livro que estou desejoso de ler o 2º volume para poder entranhar-me um pouco mais naquele universo.
   Boa Leitura... ;)
8.5/10

André