domingo, 14 de dezembro de 2014

Quero-te Muito! - Federico Moccia

   "Step regressa de Nova Iorque, cidade onde se auto-exilou para se afastar da sua ex-namorada - Babi -, da memória da morte trágica de um amigo e da mãe, com quem tem um relacionamento conflituoso.
   Ao chegar a Roma, vai morar com o irmão, reencontra os amigos e, ajudado pelo pai, começa a trabalhar no mundo do espectáculo. Entretanto, conhece Gin, uma rapariga bonita e decidida, com quem inicia uma bela história de amor. Mas, quando tudo parecia estar a entrar nos eixos, Babi volta a aparecer na sua vida e na cabeça de Step despertam velhos sentimentos e dúvidas: Babi ou Gin... Diante da casa de qual delas irá Step escrever finalmente «QUERO-TE MUITO»?
   Neste belíssimo romance, Federico Moccia aponta-nos um caminho que irradia esperança; mesmo em momentos de crise, de desamor, a vida oferece-nos sempre uma nova oportunidade de amar. Como refere o próprio autor, «o jogo da vida não termina. Não pode terminar. E o amor tem as suas próprias regras, belas e sempre diferentes daquelas com que sonhamos»."

   Boas leitores...
   Uma nova opinião a aparecer aqui no blogue. De um autor já lido por estes lados, mas já foi há imenso tempo. Pois é, um segundo romance de Federico Moccia que não tem nada haver com o que li pela primeira vez.
   Já não me lembro na perfeição da outra obra, e portanto, não posso compará-los muito, mas o certo é que este romance não me entusiasmou muito, por diversas razões:
   Primeiro as razões técnicas como capítulos seguidos, sem haver uma página de intervalo ou o resto da página onde o capítulo anterior acaba. Isto torna a leitura muito mais cansativa o que leva a perda de desinteresse. Outra questão mais técnica deve-se à escrita do autor, cheguei a ler um parágrafo que tinha duas páginas e meia. Os parágrafos nunca devem ser assim tão grandes, levam o leitor à exaustão e à perda de interesse pelo que acontece na altura, que neste exemplo era uma cena de luta que deveria ser intensa e que resultou apenas em ser confusa e sem nexo.
   Agora as outras questões, quanto a enredo, não tem quase nada relacionado com a sinopse. Além disso existem duas outras histórias que ocorrem em paralelo que não têm qualquer nexo de existência no livro, não fazem qualquer sentido e que podiam perfeitamente ser retiradas que ninguém perceberia a falta.
   Coisas boas que existam... Dá a conhecer várias partes de Roma. A parte amorosa está relativamente boa, as cenas eróticas nada de especial. O fim foi meio estranho e sem que desse uma certeza definitiva ao leitor, mas isso é compreensível, o autor pode apenas querer que quem o lê interprete da maneira que ache melhor.
   O livro por pouco não perdeu toda a credibilidade para mim quando uma das personagens defendeu a hipótese de (e agora podem vir spoilers!!) manter segredo de uma traição amorosa, algo que sou extremamente contra. Graças a deus que o protagonista decidiu manter a sua integridade e honestidade intactas.
   Não é um dos melhores romances que já li, de certeza. Nem sei se vale a pena lerem-no.
   Boa Leitura... ;)
3.5/10

André

domingo, 7 de dezembro de 2014

Bakuman vol.4 - Phone Call and The Night Before - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   When Akito is unable to come up with a storyboard within the time frame he promised, Moritaka decides to break up their partnership! As they go their separate ways to create manga, it may turn out that they're actually headed in the same direction..."

   Hello readers!
   Aqui estou mais uma vez hoje, agora para a crítica do quarto volume desta colecção de mangás, Bakuman. Temi que a qualidade do mangá não aumentasse e permanecesse nos níveis a que tava, nos 5, 6. Felizmente isso não aconteceu, a qualidade voltou a melhorar.
   Inicialmente estava um pouco parado, nos primeiros dois capítulos, onde ainda girava um pouco em torno do drama de amigos e ciúmes entre outros, mas depois quando voltou ao empenho deles e aos seus sonhos o interesse da história voltou a aumentar.
   E imagino que, se o leitor não viu o anime, o enredo seja ainda mais emocionante. Eu vi mas já não me lembrava de certas partes e quando apareciam eu ficava abismado e super surpreendido na mesma.
   A ânsia de ler mais deveria ser ainda pior quando este mangá estava a ser lançado na revista, em que saia apenas um capítulo por semana ou por mês. Nos capítulos que acabam com eles a receberem notícias sobre as suas publicações ou sobre concursos deixando o leitor em suspanse devem ser muito enervantes. Mas no fundo é isso que se quer, que o leitor vibre e sinta tudo enquanto lê. Acho que fizeram um bom trabalho neste volume.
   Estou curioso para saber como será o próximo volume. Espero que consiga pelo menos manter a qualidade se não mesmo aumentá-la! A história está boa e qualquer pessoa fica curiosa para saber o processo de publicação de um mangá. Com isto tem a curiosidade apaziguada.
   Não falei ainda da arte porque acho que tem estado sempre no mesmo nível que é relativamente boa. Sem grandes comentários sobre isso.
   Outro pormenor que me surpreendeu pela positiva foi eles terem feito algumas páginas de mangás que foram criados por personagens deste mangá (mangáception). Foi engraçado e alguns deles era mesmo capaz de os ler se houvesse na realidade!
   Se quiserem ver a opinião do volume anterior basta clicarem aqui: Crítica - Bakuman Vol.3 - Debut and Impatience
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

Bisturi - Paul Carson

   "Um assassino ensombra os corredores do Central Maternity Hospital, em Dublin.
   Uma jovem assistente de laboratório é encontrada brutalmente assassinada na sua bancada e a única pista é um bisturi manchado de sangue. A investigação da polícia conduzida pela Detective Sargento Kate Hamilton, é dificultada por um muro de silêncio do pessoal do hospital, que tenta desesperadamente proteger a sua reputação. A Detective Sargento Hamilton suspeita que o assassino está entre eles. Mal sabe ela, ao apertar o cerco ao assassino, que o caçador se converteu na presa.
   Na mesma semana, o recém-nascido de um dos maiores industriais da Irlanda, cujo parto decorreu no Central Maternity Hospital alguns dias antes, é raptado.
   Conseguirá Hamilton desmascarar o assassino antes de ele fazer mais uma vítima? Conseguirá a polícia encontrar o bebé antes que seja tarde demais?
   O pesadelo de qualquer doente está prestes a tornar-se realidade."

   Boas leitores...
   Uma nova opinião por cá, desta vez de algo que já não havia por aqui há muito tempo... Um policial. É um livro isolado, sem qualquer colecção de um autor que nunca tinha lido.
   Infelizmente não foi grande leitura. Pelo menos não para um policial que eu gostasse. Num policial procuro sempre que haja um bom enredo, cheio de suspanse, mistério e ação até ao final. Gosto imenso quando o autor consegue deixar-nos às escuras sobre o assassino até às últimas páginas e nessa altura faz-nos agarrar ao livro e ler para saber tudo, tudo tudo.
   Foi o contrário que aconteceu. Antes de ter lido cem páginas já sabia quem era o assassino e qual tinha sido o seu motivo para tal. A partir daí foi só aborrecido, o que foi muito mau visto que o livro tem à volta de 500 páginas e antes de 1/5 disso já se sabia o principal do enredo.
   Na minha opinião acho que reparei pela primeira vez que a profissão que os escritores levam em paralelo com a sua escrita (quando isso acontece) influencia em grande parte as suas histórias. E é bem verdade, este autor é médico, na sua profissão tem de ser meticuloso e sem grande espaço para improvisos e isso refletiu-se em grande parte na história, onde os pormenores estavam todos lá mas não deixavam o leitor a desconfiar ou a imaginar o que poderia acontecer. Para além claro do facto da maior parte da obra passar-se dentro de hospitais, um meio muito conhecido do autor.
   Por estas razões não é um livro que aconselha a lerem, muito menos se gostam de policiais da mesma forma que eu.
   Boas Leituras... ;)
3/10

André

sábado, 29 de novembro de 2014

Vidro Demónio - Rachel Hawkins

   "Sophie Mercer pensava que era uma bruxa.
   Foi por essa razão que foi enviada para Hex Hall, um reformatório para delinquentes Prodigium (bruxas, mutantes e fadas). Mas isso foi antes de ela descobrir o segredo da família, e que a sua paixão escaldante, Archer Cross, é um agente de O Olho, um grupo determinado em eliminar todos os Prodigium da face da Terra.
   Afinal Sophie é um demónio, um de dois que existem no mundo - sendo o outro seu pai. O pior é que os seus poderes ameaçam as vidas de todos aqueles que ela ama. É precisamente por isso que Sophie decide ir para Londres para a Remoção, um procedimento perigoso que irá destruir os seus poderes.
   Mas ao chegar Sophie faz uma descoberta terrível. Os seus novos amigos também são demónios, o que significa que alguém os anda a criar com planos para usar os seus poderes para o Mal. Entretanto O Olho está à caça de Sophie, e está a usar Archie para isso. E no meio de tudo isto Sophie ainda tem de lidar com os sentimentos que não deveria ter por Archie."

   Boas leitores...
   Eu a pensar que iria terminar este livro bem mais cedo, considerando que era uma leitura super comercial e fácil e para além disso pequena (nem 300 páginas tem), mas o tempo não me deixou terminar tal tarefa. Esta obra é a segunda da colecção Hex Hall e foi a última a ser publicada em português, não sei se publicarão o terceiro volume que completa a colecção.
   Este volume... Bem... Não é nada de estrondoso, isso é certo, não é que as cenas-chave que ocorrem ao longo do livro fossem uma surpresa total ou muito bem descritas. Mas também não se poderia esperar muito de um livro de fantasia urbana para jovens adolescentes, principalmente num público-alvo feminino.
   Acredito que haja muita gente que goste deste livro e ache que seja um máximo. Talvez por já estar um pouco farto do mesmo, e por este livro associar-se muito na minha cabeça a mistura da colecção Casa da Noite e Caçadores de Sombras entre outros acho a ideia já muito explorada e sem algo que me faça agarrar o livro e querer lê-lo o mais rápido possível pelo entusiasmo.
   Mas agora quanto a minha opinião mais ou menos imparcial, tem um desenvolvimento mediano, sendo que há lá uma ou duas partes que podemos considerar cliff hangers (ou momentos de suspanse) com alguma qualidade. O final é relativamente satisfatório mas por outro lado muito previsível. No geral, pouco melhorou do último volume.
   Se pudesse, comprava o terceiro volume só para saber onde é que a história acabaria. Mas não que seja a minha próxima compra imediata caso saia. Se quiserem ver a opinião do volume anterior da colecção é clicarem aqui: Crítica - Hex Hall
   Boa Leitura... ;)
4/10

André

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Booking Through Thursday - Quantidade

   Quanto é que lês realmente? Poucos de nós têm tanto tempo quanto o que GOSTARIAM de ter para ler, mas fazemos o melhor que pudemos por isso... Quantos livros é que lês? Quantas horas por dia?

   André: Quanto ao número de horas não faço a mais pálida ideia, não é que ande a cronometrar sempre que leio. Quanto ao número de livros que leio, tento sempre desafiar-me a mim mesmo para ler mais, utilizo inclusive o site Goodreads em que se pode meter o Reading Challenge para que nos superemos todos os anos. O ano passado li 86 livros, infelizmente este ano ainda só li 68, mas como o ano ainda não acabou vou tentar ficar entre os 75/80, wish me luck!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Caçadores de Bruxas - Raphael Draccon

   "Pode dizer-se que, em Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas, Raphael Draccon parte de uma simples questão para dar vida aos seus personagens: o que aconteceu depois?
   O que aconteceu ao Capuchinho Vermelho depois do caçador ter matado o lobo? E ao caçador? Teriam João e Maria realmente conseguido matar a bruxa? E qual foi a reação dos seus pais quando voltaram para casa? Teve a princesa realmente coragem de beijar o príncipe que se transformou num sapo? E o que fizeram os anões depois de a Branca de Neve ter encontrado o seu príncipe?
   Quem é que, depois de ler os sempre eternos contos de fadas, não se questionou a esse respeito? De uma maneira dinâmica, Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas narra a história do que teria acontecido depois desses contos chegarem ao fim sem perder a perspetiva da eterna luta entre o bem e o mal.
   O autor reúne todos estes personagens (e muitos outros) no Reino de Arzallum, muitos deles vivem em Andreanne, a capital do Reino. Arzallum fica em Nova Ether, um mundo que fora assolado pela magia negra praticada por bruxas que se desviaram do caminho do bem."

   Boas leitores...
   Mais uma vez fui bem enganado, e o pior foi que eu é que me enganei a mim mesmo. E isto porquê? Comprei este livro a julgar que seria um livro isolado, baratinho e com uma boa história. Só a primeira é que não se concretizou, porque este é o primeiro de uma trilogia. O problema disto tudo é que só o primeiro é que está publicado no nosso país. E suspeito que não irá haver qualquer continuação de publicação.
   Não me importava muito se o livro não me tivesse interessado, mas o pior é que me interessou. E tudo por um pormenor que fez toda a diferença: A escrita. Foi a escrita totalmente diferente do que leio que me capturou e me fez querer ler mais. Era como se estivesse mesmo uma pessoa a ler para mim, todos os dias uma voz não só a narrar mas a dar a sua opinião sobre aquele mundo, e por vezes opiniões bem sarcásticas!
   Se não fosse por isso acho que acharia o livro entre o médio e o bom, mas a escrita subiu na minha fasquia. A história apesar de estar boa acho que não é uma ideia totalmente original, tanto que me fez lembrar um livro do autor Filipe Faria. O pressuposto de alterar as histórias dos contos infantis que todos conhecem e dar um "e depois?" já não é algo novo neste mundo. Apesar das personagens terem o seu quê de actualidade e época medieval misturado, fazendo com que as histórias deixassem de ser tão semelhantes com as originais.
   A forma como acabou também foi inesperada, houve bastantes momentos épicos que fiquei espantado, tal como o desfecho sem problemas do autor. E a revelação de quem é que era o narrador, não esperava que o autor fizesse isso logo no final do primeiro livro.
   Um livro que me espantou de muitas formas e que aconselho a lerem!
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Booking Through Thursday - Finais Melhores

   Se pudesses mudar o final de qualquer livro que já tenhas lido, qual seria e como mudarias?

   André: Normalmente não tenho nada contra os finais, são como são, o autor fê-lo assim por alguma razão. Mas o certo é que fiquei um pouco desapontado com o final do livro Herança, mas não mudaria porque não sei como poderia mudar aquele final. A batalha final foi (para muitos) desapontante e entendo, mas entendo que o autor criou algo que seria impossível de destruir de qualquer outra forma. E entendo que a esperança de todos os leitores era que o amor juntasse tudo, mas pronto, nem sempre é assim a vida. Portanto apesar de ter ficado desapontado, acho que não mudaria nada.