sábado, 15 de novembro de 2014
"Ignatius Perrish passou a noite embriagado e a fazer coisas terríveis.Na manhã seguinte acordou com uma ressaca tremenda, uma dor de cabeça violenta... e um par de cornos a sair-lhe das têmporas.
No início Ig pensou que os cornos eram uma alucinação, fruto de uma mente danificada pela furia e pelo desgosto. Passara um ano inteiro num purgatório solitário e privado depois da morte da sua amada, Merrin Williams, violada e assassinada em circunstâncias inexplicáveis. Um colapso mental teria sido a coisa mais natural do mundo. Mas nada havia de natural nos cornos, que eram bem reais.
Em tempos, o íntegro Ig usufruíra da vida dos bem-aventurados: nascido numa família privilegiada, segundo filho de um músico de renome e o irmão mais novo de uma estrela televisiva em ascensão, Ig tinha estabilidade, dinheiro e um lugar na comunidade. Ele tinha tudo isto e ainda mais: Merrin e um amor assente em fantasias partilhadas, audácia e a improvável magia do Verão.
Mas a morte de Merrin destruiu tudo. O único suspeito do crime, Ig nunca foi acusado ou julgado. Mas também nunca foi ilibado. No tribunal de opinião pública de Gideo, New Hampshire, Ig é e será sempre culpado. Nada que ele possa dizer ou fazer importa. Todos o abandonaram e parece que o próprio Deus também. Todos com excepção do demónio que está dentro de si...
E, agora, Ig está possuído por um poder novo e terrível que condiz com o seu novo look assustador - um talento macabro que tenciona usar para descobrir o monstro que matou Merrin e que destruiu a sua vida. Ser bom e rezar para que tudo corresse bem não o levou a lado nenhum. Chegou a altura de pôr em prática uma pequena vingança... Chegou a altura de o Diabo clamar o que lhe é devido..."
Boas leitores!
Bem que tento ler mais rápido mas parece que o mundo impede-me de fazê-lo, interpondo entre mim e a leitura mil e uma tarefas diferentes. Mas lá consegui terminar este livro, que digo com alegria que é um livro isolado, sem qualquer colecção, de um novo autor.
A adaptação cinematográfica deste livro estreou há relativamente pouco tempo cá em Portugal e ainda não a vi, mas após ler o livro fiquei curioso em saber como estará feito, quão fiel será ao livro.
Uma palavra para descrever esta obra: estranha. Mas acho que é daquela estranheza que segue o ditado "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". Inicialmente achava aquilo um pouco como se tivesse andado a tomar substâncias ilícitas, mas ao fim de alguns capítulos já achava interessante e uma ideia engraçada.
Gostei do esquema de escrita, passar-se no presente e depois a certa altura conhecer-se parte do passado que desencadeou tudo mas sempre na perspectiva de uma pessoa diferente e que contribuiu para a causa.
Só tive um pouco de pena pelo final estar um pouco dramatizado demais para o que o livro era. Acho que estava muito cru e natural a escrita e a história e depois tornou-se apenas algo comercial que terminou de forma a que todos ficassem felizes.
Agora só em resta ver o filme e ver se a adaptação está boa. Quanto a vocês, aconselho-vos a lerem, é algo... diferente!
Boa Leitura... ;)
6.5/10
André
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Qual foi o livro mais útil que leste?André: Não sei bem o que responder a esta pergunta. Os mais úteis possivelmente foram aqueles de "Preparação para exames 11º/12º", ajudaram-me imenso a preparar-me para os exames do secundário. Agora livros dos que aparecem aqui no blogue não posso dizer que me tenham ajudado muito. Talvez a relaxar ou a sair do nosso mundo quando precisava, mas isso não é utilidade para mim, é uma coisa inerente aos livros que não utilizo, desfruto.
domingo, 9 de novembro de 2014
Publicada por
André Alves
à(s)
13:03
Etiquetas:
Páginas Desfolhadas,
Saída de Emergência
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comentários
Agora, os planos de Phèdre põem a promessa de Joscelin à prova, já que ela jamais esqueceu o seu amigo de infância, Hyacinthe. Passou dez longos anos em busca da chave para o libertar da sua eterna servidão, um acordo por ele feito com os deuses - tomar o lugar de Phèdre em sacrifício e com isso salvar uma nação. Phèdre não pode perdoar - nem a si própria nem aos deuses. Está determinada a agarrar uma derradeira esperança de redimir o seu amigo, nem que isso signifique a morte.
A busca irá levar Phèdre e Joscelin mundo fora, para cortes distantes onde reina a loucura e as almas são moeda de troca, e por um lendário rio abaixo até uma terra esquecida de quase todo o mundo.
E até um poder tão imenso que ninguém ousa proferir o seu nome."
Boas leitores!
Lá voltamos nós a ter uma vez mais a autora Jacqueline Carey no blogue, desta vez com o quinto e penúltimo volume desta Saga de Kushiel.
Fez-se onze meses desde que li o volume anterior da saga, mas isso não foi grande impedimento para me recordar da história, não devido a ser uma obra de arte fantástica que me ficasse na memória mas sim porque os livros começavam a ser sempre a mesma coisa e portanto o enredo era memorizado.
E foi mais ou menos o que aconteceu agora. Nesta obra continuam a acontecer sempre as mesmas coisas onde há intrigas mas sem qualquer espécie de emoção ou acção. As personagens principais viajam para aqui e acolá sem qualquer verdadeiro propósito, tornando toda a leitura aborrecida e sem qualquer piada.
Tenho também de falar que há certas partes que começam a raiar o ridículo como a contínua reverência que a protagonista tem por outra personagem que massacrou-a em todos os livros. Entendia se ela sentisse alguma coisa devido ao seu "dom" mas ao ponto de fazer promessas e tarefas por ela já passou o meu limite de razoabilidade. Entendia que isso acontecesse durante um ou dois livros, e não que fosse uma coisa contínua que perde o sentido.
Outro pormenor foi que a suposta "aventura" que falam na sinopse não acontece de todo. A protagonista quer imenso salvar o seu amigo, mas depois chega a um cruzamento e basicamente adia o salvamento do amigo para ir salvar o filho da inimiga (de forma muito simplificada) o que é ridículo na minha opinião.
Não obstante, acho certas partes bem descritas, a autora tem talento para escrever cenas eróticas românticas e cenas eróticas brutais de crueldade, mas afinal, se não o fosse toda esta colecção deixaria de ter qualquer sentido.
Espero que o último volume desta colecção crie um bom final e não mais um livro para vender (que não teve assim tantas vendas cá em Portugal). Se quiserem saber mais do livro anterior da colecção podem ver por este link: Crítica - A Promessa de Kushiel
Boa Leitura... ;)
4/10
André
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
É o meu aniversário hoje, e sabem o que é que seria excelente? Perguntas! Eu posso sempre usar boas perguntas para vos fazer pessoal, por isso... Ponham algumas nos comentários por mim?
André: Não tenho originalidade nenhuma para perguntas... Por isso é que reclamo com metade das que aparecem por aqui! Acho que uma pergunta que gostaria de fazer seria: Que obra escrita num mundo épico/medieval gostarias de ver escrita num mundo futurístico ou steampunk? (ou vice-versa).
domingo, 2 de novembro de 2014
"No mundo de Mary há verdades simples. A Irmandade sabe sempre o que é melhor. Os Guardiães protegem e servem. Os Excomungados nunca desistem. E tu nunca deves esquecer a cerca que rodeia a aldeia. A cerca que protege a aldeia da Floresta de Mãos e Dentes. Mas, aos poucos, Mary começa a pôr em causa as suas verdades. Ela está a conhecer coisas que nunca quis saber sobre a Irmandade e os seus segredos, sobre os Guardiães e os seus poderes. E quando há uma brecha na cerca e o seu mundo se transforma em caos, ela fica a conhecer melhor os Excomungados e percebe o quão implacáveis são. Agora, Mary tem de optar entre a sua aldeia ou o seu futuro, entre aquele que ama e aquele que a ama.E também tem de enfrentar a verdade em relação à Floresta de Mãos e Dentes.
Poderá haver vida para lá de um mundo rodeado por tanta morte?"
Boas leitores...
Nova opinião que trouxe algumas surpresas (uma não tão boa). Primeira coisa que me surpreendeu foi descobrir que este livro é sobre zombies, sim, mortos-vivos. A sinopse não dá nada a indicar isso a não ser depois de ler, aí tudo faz sentido. A segunda surpresa e essa não foi tão boa, foi descobrir que comecei uma nova colecção inadvertidamente. Este é o primeiro livro de uma trilogia da qual tentem advinhar... Só o primeiro está publicado em português. Lá vamos nós outra vez para a mesma lenga-lenga.
Quanto a história deste primeiro volume. Boa, não sei se completamente original, porque nunca li grande coisa sobre zombies portanto a minha experiência não é muita nesse campo. No entanto, até achei engraçada.
Houve partes totalmente comerciais como a velha cantiga do "eu tenho dois amores" que eram dispensáveis ou que poderiam ser feitas de outra forma.
O enredo passa-se depressa numa escrita fácil (o livro tem pouco mais de 250 páginas por isso lê-se relativamente rápido) e antes de nos darmos conta já chegou ao final do primeiro livro e ficamos com um pouco de curiosidade sobre o que se passará no segundo.
Mas acho que essa curiosidade depressa passa, não achei que o livro conseguisse criar expectativa no leitor de forma a que ele quisesse devorar o livro de uma assentada. Está bom, mas não fantástico.
Boa Leitura... ;)
6/10
André
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Qual foi o livro mais assustador que já leste?André: Depende da altura em que foi lido... Li um livro no início da minha adolescência O Aprendiz do Mago que achei super assustador e entusiasmante. Mais tarde já no final da minha adolescência li contos de H. P. Lovecraft que também tinham algum terror lá metido que era capaz de assustar. Mais actual ainda li contos de George R. R. Martin que também causaram em mim algumas sensações estranhas não exactamente de medo mas acho que de ansiedade, mas isso são tudo sensações que adoro ter. Significa que a escrita é boa!
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
"Como defenderá alguém uma cidade rodeada por inimigos e infestada de traidores, quando os seus aliados não merecem confiança e o seu antecessor desapareceu sem deixar rasto? Bastará para fazer um torturados sentir vontade de fugir (mesmo que conseguisse caminhar sem bengala) e o inquisidor Glokta precisará de encontrar as respostas antes que o exército gurkês lhe bata aos portões.Segredos ancestrais serão expostos.
Batalhas sangrentas serão ganhas e perdidas.
Inimigos declarados serão perdoados...
Mas não antes da Forca."
Boas leitores...
Já faltava aqui uma nova opinião não era? Pois bem aqui está ela. É a opinião do segundo livro da trilogia A Primeira Lei. O primeiro volume li já há imenso tempo então para retomar esta leitura custou um pouco.
Mas não muito, passadas poucas páginas já me lembrava de quem era quem e quais os seus objetivos e relações com todos os outros.
O livro teve altos e baixos, sendo que um dos altos foi o facto de ter três perspetivas diferentes ao longo da obra: Glokta, West e Logen, cada um num sítio diferente e com uma missão diferente. Isto dá uma certa sensação ao leitor de diversidade. No entanto acho que pode fazer também com que o leitor perca um pouco o entusiasmo pelo quantidade de coisas que estão sempre a acontecer, principalmente num livro que não é lá muito pequeno (650 páginas aproximadamente).
As guerras estavam bem feitas, tal como a concepção do mundo e dos povos, no entanto houve uma altura em que capítulo atrás de capítulo tratava-se de batalhas em diferentes guerras com personagens diferentes e portanto tornava-se uma leitura não muito leve onde poderia perder o entusiasmo.
Gostei da forma como o escritor descreve certas cenas, por vezes suavemente e por outras com brutalidade de um selvagem, como por exemplo as cenas eróticas ou mesmo as paisagens por onde os protagonistas andam.
Claro que o fim teve de dar uma pitada de curiosidade para o leitor querer comprar o terceiro volume, para mim isso não acontecerá tão cedo visto que tenho ainda muitos outros livros para ler. Se ficaram com curiosidade e quiserem saber mais da colecção podem seguir o link para a crítica do primeiro livro: Crítica - A Lâmina
Boa Leitura... ;)
6.5/10
André
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