domingo, 14 de setembro de 2014
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André Alves
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21:17
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"Nova incursão na fervilhante Allaryia, neste terceiro volume das suas crónicas, contadas pelo fiel escriba, Pearnon. Reencontramos Aewyre e os seus companheiros na cidade de Val-Oryth em Tanarch, a um passo do seu destino último: Asmodeon. Aí, Aewyre espera poder por fim descortinar o destino de seu pai Aezrel, o desaparecido campeão de Allaryia. O jovem príncipe e seus companheiros aprofundaram entretanto os laços de amizade que os unem, mas não sem duros sacrifícios, dos quais resultaram feridas profundas que dificilmente sararão. Velhos inimigos regressam para atormentar o grupo, e nas sombras da própria Val-Oryth residem perigosos adversários que os companheiros desconhecem e que os submeterão a rudes provações.Não muito longe de Tanarch, as Marés Negras sobem uma vez mais, trazendo consigo memórias de um passado sombrio e pressagiando tempos conturbados para Allaryia e todos os seus habitantes. O mistério adensa-se, a adrenalina sobre e Filipe Faria conquista cada vez mais adeptos entusiastas.
Mais um romance de fantasia épica fascinante e absorvente, do autor dos títulos A Manopla de Karasthan e Os Filhos do Flagelo, ambos publicados na colecção «Via Láctea»."
Boas a todos os leitores...
Já estava com saudades de publicar aqui uma nova crítica, parece que se passaram semanas, tudo devido a este livro. Aqui temos o terceiro de sete livros desta colecção a que chamam Crónicas de Allaryia, de um autor português (que temos de publicitar sempre).
E qual a minha opinião sobre esta obra? Tenho vários pontos a tratar. Posso começar pela escrita. A escrita deste autor é extremamente rica quanto a vocabulário e expressões. O trabalho que ele teve em "inventar" uma nova língua que não passava do português arcaico foi um "golpe" de génio.
No entanto, a escrita dele tem uma falha que quase se tornou mortal para mim. É demasiado descritiva e acrescentado ao facto da escrita ser demasiado longa (parágrafos muito grandes) tem um efeito sinergético que acaba com a vontade do leitor em muitas partes.
O certo é que o enredo compensa em parte isto, visto que está muito bom e envolvente com surpresas, mistério e batalhas suficientes para agradarem o típico fã de fantasia épica. Houve alguns capítulos um pouco desnecessários a meu ver, normalmente capítulos que não envolviam as personagens principais.
Já o final do livro foi muito repentino e arrebatador, passo a explicar. O livro tem uma batalha final que já é o culminar de duas batalhas anteriores, pelo que a escrita sobre batalhas, duelos e assuntos relacionados já está muito explorado ao ponto de cansar, mas depois como ocorrem acontecimentos chave para a história o autor é agarrado uma vez mais àquela confusão de parágrafos gigantescos e suspanse imenso até que acabe o capítulo.
É interessante mas não uma grande obra-prima, com pena minha porque a história tinha capacidade para isso. Veremos como são os próximos volumes. Entretanto se quiserem saber da opinião ao livro anterior da colecção, sigam o link: Crítica - Os Filhos do Flagelo
Boas Leituras... ;)
5.5/10
André
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Se um amigo teu pede-te para recomendares um livro mesmo bom - boa escrita, boas personagens, boa história - mas sem qualquer outras qualificações... o que é que recomendarias?
André: Iria depender muito da pessoa, mas talvez Eragon, O Homem Pintado ou O Nome do Vento entre tantos outros para quem gosta de fantasia. Mas algo mais sério também recomendava com facilidade, O Perfume por exemplo é uma dessas recomendações. Se pudesse ser algo em inglês, era a saga Wheel of Time. Tantas opções, e ainda procuro as próximas obras-primas que possa ler e recomendar.
André: Iria depender muito da pessoa, mas talvez Eragon, O Homem Pintado ou O Nome do Vento entre tantos outros para quem gosta de fantasia. Mas algo mais sério também recomendava com facilidade, O Perfume por exemplo é uma dessas recomendações. Se pudesse ser algo em inglês, era a saga Wheel of Time. Tantas opções, e ainda procuro as próximas obras-primas que possa ler e recomendar.
sábado, 6 de setembro de 2014
"Sonea percorreu um longo caminho desde que era apenas uma criança pobre, detentora de um incrível poder por explorar. Conquistou o respeito, ainda que amargo, dos seus colegas noviços e um lugar na Guilda dos Mágicos. Mas há muita coisa que gostaria de nunca ter descoberto - aquilo que testemunhou, por exemplo, na câmara subterrânea do misterioso Senhor Akkarin... e o conhecimento de que a Guilda era observada de perto por um antigo e temível inimigo.Ainda assim, não ousará ignorar as terríveis verdades que o Supremo Lorde partilhará com ela, mesmo temendo que possa ser um truque, um esquema de modo a poder usar os seus fantásticos poderes para realizar os seus mais obscuros objectivos. Pois Sonea sabe que o seu futuo está nas mãos de Akkarin e que só na escuridão conseguirá atingir a verdadeira grandeza... se sobreviver."
Boas Leitores...
Estou a acabar uma colecção! Sim é verdade, menos uma coisa em aberto que deixo pelo blogue. Esta trilogia fica oficialmente terminada com esta crítica.
E como terminou então este trio? Nada mal, conseguiu recuperar do segundo livro. A história deixou de ser tão comercial como estava e passou a ter uma vertente de mistério, aventura e acção muito maior do que tinha antes.
Houve certos pormenores um pouco discordantes a meu ver, a protagonista alterou a sua opinião depressa de mais, num assunto que para ela era o mais absoluto dos horrores, pensamentos que ela nunca teria apareceram ao fim de poucas páginas de lhe ser apresentado um problema.
A batalha final (sim porque nestes livros tem de haver sempre uma batalha final) esteve particularmente boa na parte de armadilhas e estratégia, porque o último confronto não foi tão satisfatório como podia ter sido, com a quantidade e qualidade das coisas que tinham acontecido antes, a autora deveria ter melhorado esta parte.
Quanto ao epílogo... Era mais ou menos o que esperava, agradando-me assim, e chegando a surpreender-me e a tirar um mini-riso da boca. Foi um fecho da trilogia agradável mas não perfeito.
Caso queiram saber mais desta colecção, cliquem no link seguinte e ele levar-vos-á ao volume anterior: Crítica - A Iniciação
Boa Leitura... ;)
7/10
André
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Todos nós já tivemos de ler muitas coisas diferentes na escola - algumas que gostámos, algumas que não tanto. Há algum autor que começaste a gostar quando te foi introduzido nas aulas de Português? Ou - o contrário. Há algum que odeies porque foste forçado a ler na altura? Alguma vez voltaste a tentar lê-lo outra vez?
André: Acho que quando tive de ler livros para as aulas não me vi a odiar ou adorar algum autor. Estava curioso sobre José Saramago, pela forma de escrita e pelas críticas à sociedade, mas antes de ler o Memorial do Convento li o livro Caím, também dele, pelo que fui para a aula já adaptado à escrita dele. Esse é dos únicos autores que li quando estava na escola que tenho pena de não ler mais nada dele.
André: Acho que quando tive de ler livros para as aulas não me vi a odiar ou adorar algum autor. Estava curioso sobre José Saramago, pela forma de escrita e pelas críticas à sociedade, mas antes de ler o Memorial do Convento li o livro Caím, também dele, pelo que fui para a aula já adaptado à escrita dele. Esse é dos únicos autores que li quando estava na escola que tenho pena de não ler mais nada dele.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
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André Alves
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09:43
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Saída de Emergência
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"O Livro de Enoque, o mais poderoso artefacto do mundo, é uma crónica dos erros de Deus e contém nas suas páginas a chave para o fim do mundo. Infelizmente acaba de ser roubado.Estamos em 1919 e a Grande Guerra chegou ao fim. Mas nas sombras da civilização as mortes apenas acabam de começar. Nestes tempos perigosos em que a linha entre ordem e caos ameaça extinguir-se, um grupo de visionários jura proteger a humanidade. São conhecidos como Arcanum.
Quando Konstantin Duvall, o fundador do Clube, morre de forma suspeita em Londres, cabe ao mais antigo membro, o famoso escritor Sir Arthur Conan Doyle, investigar o caso. Pois da biblioteca secreta do morto desapareceu o artefacto mais poderoso do mundo: o Livro de Enoque. Este é o crime que ameaça ser muito mais do que uma guerra entre seitas ou nações, mas sim a derradeira batalha entre o Céu e o Inferno.
Arcanum é um thriller brilhante e original sobre o religioso e o sobrenatural. Repleto de drama, suspense e algumas das personagens mais marcantes da história, como o mágico Houdini, o estranho escritor H. P. Lovecraft e o engenhoso Sir Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes."
Boas leitores!
Chegámos a Setembro, lá se estão a acabar as férias para todos. Mas haverá sempre tempo para ler um pouco. Para começarmos o mês logo pelo dia 1 cá está uma nova crítica. É um livro isolado, sem colecções (graças a deus porque colecções inacabadas é o que não me falta).
Nunca tinha lido nada deste autor, o que vendo agora até é uma pena, porque ele não escreve nada mal. Foi surpreendente perceber que o livro tinha como protagonistas pessoas reais e mundialmente famosas, acho que para isso é preciso ter cuidado para se manter fiel ao que os registos afirmam e, no entanto, conseguir dar a sua personalidade para a história em si.
É como o facto do enredo passar-se em 1919, não sei de todo se está fiel à época, mas parece-me que o autor esforçou-se para isso, o que só por si vale alguns pontos.
Já o enredo esteve um pouco agridoce, estava interessante e empolgante a escrita o suficiente para ficar curioso para ler mais, mas tratar-se de sociedades secretas (o que não é mau de todo) mas depois aparecerem anjos e demónios foi um pouco exagerado e fantasioso demais para o livro que era.
Uma coisa boa foi que como este era um livro único, o autor teve de criar mistérios e resolvê-los a todos até ao final do livro, pelo que não houve grandes perguntas que ficaram sem resposta, que é algo que eu odeio que façam.
Acho que era um bom livro para ser adaptado a filme, seria algo diferente e deveras engraçado. Principalmente com as personagens que tem, o quanto me ri ao ler sobre H. P. Lovecraft quando na realidade já li os 5 livros de contos publicados em Portugal e tinha uma imagem mental dele um pouco... diferente
.
Boa Leitura... ;)
6.5/10
André
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Há algum livro ou autor que odeies? Porquê? É a escrita? A história? A personalidade do autor? E lerias na mesma as suas obras?André: Não há nenhum livro que odeie plenamente. De certo existem obras que não gosto mesmo nada como foi o caso de Espírito das Luzes e do seu autor Octávio dos Santos. Não só pela obra que não achei nada de espantoso como pela falta de humildade e respeito que o autor teve para comigo quando viu a crítica da sua obra aqui neste blogue.
Apesar disso, como sempre achei que um ponto não faz um recta, muito provavelmente leria uma outra obra dele, na esperança que a minha opinião sobre a escrita dele sofresse algumas mudanças. No entanto a opinião que tenho sobre a personalidade do autor não muda.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Publicada por
André Alves
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21:54
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Páginas Desfolhadas,
Saída de Emergência
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"Drizzt do'Urden está de volta. O temível elfo negro Drizzt do'Urden, o anão Bruenor, o bárbaro Wulfgar e o halfling Regis, iniciam uma demanda por Mithrall Hall, o lar dos antepassados de Bruenor.E à medida que os companheiros prosseguem o seu caminho, enfrentam novos desafios: Wulfgar começa a ultrapassar a aversão da sua tribo à magia, Regis está em fuga de um assassino implacável, o temível Artemis Enteri. E todos os sonhos de Bruenor em regastar a sua antiga pátria dependem de uma rapariga corajosa. Mas é Drizzt quem enfrenta o maior teste. Cansado da desconfiança e discriminação dos habitantes da superfície, pensa em regressar ao submundo tenebroso que o viu nascer e que abandonara anos antes.
Conseguirá o elfo negro ser aceite pelo mundo da superfície ou regressará às suas tão temidas origens?"
Olá caros leitores...
Sim, podem dizê-lo, ando a continuar colecções que ficaram paradas há muito tempo, estavam a ver que não? Pois é está aqui o segundo livro da Trilogia das Planícies Geladas com todos os volumes publicados em português, para aqueles que preferem ler nesta língua.
Quanto à história, já se passaram dois anos desde que li o livro anterior, então fui rever um pouco o que tinha acontecido, não era muito necessário, o certo é que o início da narrativa consegue colocar o leitor ao corrente do que se passa. O enredo em si não está muito forte, ainda para mais num livro semelhante a um filme de acção num mundo medieval, acontecem demasiadas coisas que acabam por perder a importância visto que conseguem sempre salvar-se nos últimos instantes.
As personagens não sofrem tantas crises de personalidade como a sinopse dá a crer, muito pelo contrário, achei que o desenvolvimento estava pobre e incompleto, pouco aprofundamento houve relativamente ao que as personagens pensavam dos seus futuros ou das mudanças à volta deles.
A única coisa que estava bem feita foi o final da história, criou suspanse suficiente para que os leitores desejem ler o próximo livro rapidamente, com todos os pormenores certos onde deveriam estar, por vezes um pouco cliché mas às vezes até cai bem.
Está razoável, não é uma grande obra-prima, se quiserem saber do livro anterior basta seguirem o link seguinte: Crítica - Fragmento de Cristal
Boa Leitura... ;)
5.5/10
André
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