quinta-feira, 12 de junho de 2014

Booking Through Thursday - Conteúdo explícito

   Como é que te sentes acerca de detalhes explícitos na tua leitura? Quer seja linguagem, sexo, violência, situações e por aí fora... Incomoda-te? Perturba-te de alguma forma? Ou tu continuas a ler tudo sem sequer te incomodares?

   André: Eu não me importo muito com isso, continuo a ler como se nada fosse. Até acho que as cenas de sexo e violência num livro que seja medieval ou desse género dão mais realidade e coerência à história, porque naquela altura eles nem se deviam importar com a linguagem e muito menos com a vergonha sexual. Em livros que se passam na actualidade, são poucos os que vejo esse tipo de conteúdo, por isso quando vejo chama-me a atenção, mas não me importo nada e continuo a ler.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Booking Through Thursday - Extremos

   Qual foi o teu extremo para conseguires alguma coisa para ler? (Pensa extremos bem como em quilómetros - Aceitando boleia de um estranho até uma livraria distante só para ter o livro novo do teu autor favorito?) Se o teu autor favorito (vivo ou morto) fosse lançar um livro novo amanhã, quão longe irias para conseguir ter uma cópia?

   André: Bem nunca aceitei boleia de estranhos para ir a uma livraria... Mas quanto à última pergunta encaixa bem porque amanhã sai um livro que apesar de nunca ter lido nada do autor sei que escreve bem (foi o co-autor da série Wheel of Time e não houve muitas críticas quando ele assumiu as rédeas dessa colecção, após o autor ter morrido) e estaria prestes a deitar tempo de estudo precioso que me pode ajudar a passar uma cadeira para poder ir comprá-lo, já que parece ser tão fixe assim!

domingo, 1 de junho de 2014

O Poço das Sombras - Juliet Marillier

   "Em missão secreta na Irlanda por ordem do Rei Bridei de Fortriu, Faolan tem também de dar a notícia da morte de um bravo guerreiro. Porém, o principal assassino e espião de Bridei tem de enfrentar os demónios do passado sombrio da sua família com resultados inesperados. Quando segue o rasto de um poderoso clérigo cristão que pode ser uma ameaça para a estabilidade do reino pagão de Bridei, Faolan torna-se responsável por uma criança, um cão e Eile, uma jovem perturbada e desconfiada.
   Para Eile, a viagem a Fortriu é uma confrontação. Acostumada a uma vida de privações e labuta, a jovem vê-se perante um mundo estranho, cheio de lições novas, onde o principal desafio é aprender a confiar nas pessoas.
   Na corte de Bridei, em Monte Branco, notícias perturbadoras vindas do reino vizinho de Circinn, levam o Rei a convocar a conselho os seus chefes-de-guerra. Após o desaparecimento do principal conselheiro de Bridei e a morte trágica de uma jovem criada, a ameaça provocada pela influência cada vez maior da Cristandade parece ser o menor dos perigos..."

   Boas leitores...
   Mais uma vez um intervalo gigantesco interpôs-se aqui no blogue, também pela falta de BTT que tem havido. Agora em época de exames não sei se espero poder ler mais ou menos, logo se verá. O que interessa é que aqui está uma nova crítica. Crítica essa ao último livro das Crónicas de Bridei.
   E o livro teve os seus pontos positivos e negativos. Começando a ler a obra
fui logo surpreendido pela positiva, o que me agradou. Tive muitas outras surpresas ao longo do livro, no entanto acho que este teve também no início aquele tipo de história de viajantes a ter aventuras atrás de aventuras, o que não me agrada muito. Além disso houve pormenores que foram ridículos por não terem sido iguais aos do livro anterior. Nomes de locais que traduziram para português quando nos anteriores estavam em inglês. Cabelos de personagens que mudaram de cor de um livro para o outro, entre muitas outras coisas.
   Mas quando isso passou e a acção voltou a centrar-se em Fortriu o livro aumentou o interesse. Acho que acabou muito bem, no entanto houve alguns pormenores que não foram explicados, e outros que davam mesmo a sensação de que iria haver um quarto livro, que não existe, pelo menos em português.
   É um livro com a qualidade da autora, que é sempre boa, nuns livros melhores do que noutros. É pena já não haver à venda em formato normal, só em formato de bolso. Se quiserem saber mais sobre esta colecção, nomeadamente do livro anterior, basta seguir este link: Crítica - A Espada de Fortriu
   Boas leituras... ;)
7,5/10

André

sábado, 24 de maio de 2014

A Espada de Fortriu - Juliet Marillier

   "O Reino de Fortriu goza de paz desde que Bridei subiu ao trono. Agora o rei prepara a tão esperada guerra, que afastará em definitivo os Gaélicos para leste. A princesa Ana, refém de Fortriu desde a infância, é enviada para norte a fim de se casar estrategicamente com um chefe que nunca conheceu, e assim conquistar um aliado, do qual depende a vitória de Bridei. A sua escolta é liderada por um homem que ela despreza: o enigmático Faolan, espião de Bridei.
   A expedição está amaldiçoada, e quando Ana chega junto do chefe da fortaleza de Alpin, no misterioso Bosque Briar, está apreensiva. É um local cheio de segredos, e ao descobrir um prisioneiro escondido na mais sombria das prisões, Ana descobre também uma conspiração silenciosa. Por seu lado, Faolan sente a tortura de um amor impossível e caminha dividido entre a lealdade e a traição.
   As forças de Bridei reúnem-se para a batalha. Mas eis que algo é revelado àqueles que ficaram para trás: o rei caminha não só para a derrota, mas também para a morte. Apenas um mensageiro conseguirá avisá-lo a tempo, mas pedir-lhe ajuda colocará em perigo aquele que já se tornou o amor de Ana..."

   Boas pessoal...
   Após semanas caóticas onde a leitura infelizmente ficou um pouco para trás, aqui está a crítica a este livro, esperemos que não demore assim tanto para o próximo (apesar do próximo ser um pouco maior que este). É o segundo da trilogia As Crónicas de Bridei que já não há à venda em formato normal mas só em formato de bolso.
   Esta é a continuação da história começada no livro anterior, que se passa cinco anos depois. Esperava que o livro fosse novamente com uma personagem principal masculina, mas não o foi. Havia partes onde a perspectiva era masculina mas a protagonista era uma rapariga, Ana.
   A história no entanto está muito gira. O romance bem descrito tal como todos os conflitos internos das personagens. Houve inclusive algumas surpresas boas que não esperava de todo. Adorei o facto de uma das personagens comunicar com os pássaros, e a descrição que a autora fazia deles e da sua forma de estar criava uma certa ligação com a natureza. Só houve momentos que poderiam ser apagados por serem um pouco desnecessários e que prolongaram a leitura (que poderia ter acabado mais cedo).
   E falando em natureza os mistérios que se criam para o livro seguinte prometem muito do último livro da trilogia. E isso pode ser bom ou mau porque ou a autora conseguiu dar esse entusiasmo todo com os mistérios ao longo do livro ou então vai ser tudo dito no fim da obra e não vai poder aproveitar-se nada. Logo veremos.
   Bem se quiserem saber mais sobre esta colecção podem ver a crítica anterior por este link: Crítica - O Espelho Negro
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Booking Through Thursday - Tempo

   Se tivesses todo o tempo do mundo, o que lerias?

   André: Tudo. Lia tudo o que pudesse. Se eu mesmo não tendo o tempo que quero, gostava de ler tudo, se o tivesse cumpria esse objectivo. (Quer dizer, talvez não lesse tudo, podia deixar de parte os livros de auto-ajuda e coisas do género. Mas toda a fantasia e romances e policiais e todos os géneros seriam lidos por mim.) Tanto os grandes clássicos como as novidades mais estrondosas. TUDO.

domingo, 11 de maio de 2014

O Espelho Negro - Juliet Marillier

   "Quando os pais de Bridei decidem mandá-lo viver com o druida Broichan, o jovem sabe apenas que abandona o lar para aprender as artes da guerra e da erudição. Não tem consciência de que no reino de Fortriu, devastado por lutas internas, um conselho de anciãos está secretamente a arquitectar um plano para garantir um futuro melhor em que ele desempenhará um papel central.
   Sendo o único rapaz a viver na remota casa do druida, Bridei cedo aprende a conviver com o medo e a solidão. Mas quando acorda a meio de uma noite de inverno gelada e encontra uma criancinha na soleira, recolhe-a e agradece aos deuses essa dádiva de uma companhia, sem perceber até que ponto esse gesto vai determinar o seu próprio destino e alterar perigosamente os planos do conselho."

   Boas pessoal...
   Sei que este blogue tem andado mais vazio que uma casa abandonada mas o tempo tem escapado das mãos. Com o meu manuscrito e as opiniões, a leitura e a faculdade, jogar com tudo é um pouco como fazer malabarismo, mas aqui está uma crítica. Este é o primeiro livro duma trilogia que já não há à venda em Portugal a não ser em formato de bolso. A trilogia vai ser criticada toda seguida já que a recebi assim seguida.
   Então neste primeiro livro temos um bafo de ar fresco vindo desta autora porque finalmente a personagem principal é um rapaz, ao contrário de todos os outros livros que foram raparigas. Para além disso esta história torna-se envolvente por haver partes de capítulos com a perspectiva de outras personagens.
   Mas é claro que o enredo contou muito, apesar de por vezes um pouco parado, e certas partes que poderiam ser contadas mais cedo não o foram, em geral é uma boa história e estou curioso quanto ao desenvolvimento nos próximos livros. Gostei da quantidade de pormenores e "segredos" druidicos e mitológicos desta religião envolvidos no livro. Mas a eterna luta desse modo de vida contra os cristãos que aparece muito nos livros da autora tornam-se um pouco previsíveis.
   O crescimento das personagens foi algo que me agradou imenso, vê-se bem, tal como o crescimento dos sentimentos do protagonista por outra personagem. E foi capaz de me fazer odiar uma outra personagem o que não acontece com facilidade.
   É um livro que tenho pena de não continuar a ser publicado no seu formato original porque é uma obra muito boa de Juliet Marillier. Se tiverem oportunidade leiam!
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Booking Through Thursday - Enredo ou Personagens?

   Qual é que é mais importante quando lês - a história em si ou as personagens? Eu li livros com grandes enredos, mas personagens bi-dimensionais, e li personagens com imensas camadas emocionais dentro de histórias simples, e eu tenho a certeza que tu também. Por isso qual é que gostas de te focar mais, se não pudesses ter os dois?

   André: Escolheria o enredo, para mim é mais isso que me faz agarrar o livro do que propriamente as personagens. É claro que se elas não estiverem bem caracterizadas é um desastre completo, mas o enredo tem sempre vantagem nesse aspecto.