sábado, 26 de abril de 2014
Publicada por
André Alves
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15:50
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Saída de Emergência
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"Diz-se que o Espinho de Camorr é um espadachim imbatível,
um ladrão mestre, um amigo dos pobres, um fantasma que atravessa
paredes. De constituição franzina e quase incapaz
de pegar numa espada, Locke Lamora é, para mal dos
seus pecados, o afamado Espinho.As suas melhores armas são a inteligência e manha à sua disposição. E embora seja verdade que Locke roube dos ricos (quem mais vale a pena roubar?), os pobres nunca vêem um tostão. Todos os ganhos destinam-se apenas a ele e ao seu bando de ladrões: os Cavalheiros Bastardos.
O submundo caprichoso e colorido da antiga cidade de Camorr é o único lar que o bando conhece. Mas tudo vai mudar: uma guerra clandestina ameaça destruir a própria cidade e os jovens são lançados num jogo de assassinos e traidores onde terão de lutar desesperadamente pelas suas vidas. Será que, desta vez, as mentiras de Locke Lamora serão suficientes?"
Boas leitores...
Outra crítica para vocês, que isto tem andado um pouco lento. Este é um livro isolado (pelo menos que eu saiba) cuja capa e sinopse não me despertaram de todo qualquer interesse da primeira vez que o vi. Aliás eu obtive este livro simplesmente porque vinha num pack com outros que me agradavam.
E ainda bem que veio porque seria uma grande perda na minha leitura. Sim este livro afinal é um livro excelente com uma história super envolvente e que nos faz agarrar as páginas e lê-las a um ritmo assombroso. E não só, vi-me muitas vezes a rir e a expressar imensas interjeições enquanto o lia, o que significa que estava mesmo entranhado na história que nem ligava ao mundo exterior.
O livro passa-se num mundo fantástico, que de certa forma nos faz lembrar uma Veneza com a mafia e todos os enredos que isso envolve, mas claro que como livro de fantasia depois tem coisas como alquimia, feiticeiros entre outros. Foi uma ideia excelente a que o autor teve, acabou por tornar um assunto que por si era interessante num ainda mais interessante e curioso.
Outro ponto muito bom no livro foi a quantidade de vezes que conseguiram enganar-me. Quando julgava que alguém ia fazer determinada ação, lá me contrariavam e faziam outra. É sempre bom isto acontecer, mostra que o livro não é previsível e tende a surpreender-nos.
Tive só pena do livro não ter continuação, acho que houve alguns pontos que poderiam ter sido explicados. Isto porque cada capítulo tinha a história central e depois um interlúdio com o passado de Locke Lamora. E quer no presente quer no passado houve pelo menos dois grandes pontos chave que ficaram sem explicação. Não interferem na história mas é sempre aquela curiosidade de um leitor que gostou imenso.
Aconselho vivamente a lerem é muito bom o livro, se quiserem comprá-lo podem fazer isso por este site: Wook
Boa Leitura... ;)
8,5/10
André
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Tens um livro favorito? O que é que dizes quando as pessoas te perguntam isso? (Esta pergunta confunde-me sempre porque como é que consegues escolher apenas um, por isso estou ansioso por ouvir o que as pessoas têm a dizer.)E, o teu livro favorito mudou ao longo dos anos?
André: Vou começar por responder à segunda pergunta, respondo sempre da mesma forma "não, não tenho apenas um livro favorito, não consigo escolher UM de entre tantos. Tenho sempre uma mão-cheia de livros que são um máximo para mim, mas não consigo escolher um entre eles. Seria como escolher um filho favorito.". Assim a primeira pergunta fica respondida também.
Quanto à última pergunta, posso é afirmar que o género de livros favorito mudou ligeiramente ao longo dos anos, apesar de continuarem a ser meus favoritos, nota-se que são um pouco diferentes uns dos outros.
sábado, 19 de abril de 2014
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André Alves
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12:19
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Saída de Emergência
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"Na primavera de 1845, Sir John Franklin comanda uma expedição de dois
navios e 130 homens numa viagem arrojada para o distante e desconhecido
Árctico. O seu objectivo: encontrar e mapear a lendária Passagem do
Noroeste que, supostamente, ligará os oceanos Atlântico e Pacífico.Dois anos depois, a expedição, que começou sob um espírito de optimismo e confiança, enfrenta o desastre. Franklin está morto. Os dois navios (o Erebus e o Terror) estão fatalmente presos nas garras do gelo. As rações e o carvão escasseiam e os homens, mal preparados, lutam diariamente para sobreviver ao frio letal. Mas o seu verdadeiro inimigo é bem mais aterrorizador. Existe algo à espreita nas trevas glaciais: um predador oculto que captura marinheiros e abandona os seus corpos na vastidão de gelo…
O Terror é simultaneamente um romance histórico rigorosamente pesquisado e uma homenagem ao melhor que a literatura de horror ofereceu até hoje. Segundo Stephen King: "Um romance intenso, absorvente e arrepiante como só Dan Simmons podia escrever."
Boas Leitores...
Com esta semaninha de férias (que não foi completamente férias porque o estudo está sempre presente) a leitura conseguiu adiantar-se um bocadinho! Li mais um livro e tenho o prazer de vos dar a crítica dele. Antes de mais queria referir que esta semana não houve BTT não porque me esqueci mas sim porque não apareceu mesmo BTT. Voltando ao livro, este é o primeiro de dois volumes com o mesmo título.
O início do livro captou logo a minha atenção, o mistério e o suspanse agarraram-me e entusiasmaram-me ao ponto de só ligar ao livro e esquecer o que me rodeava (mesmo no ambiente barulhento do comboio). Fez-me lembrar os contos de terror de H.P. Lovecraft que por vezes faziam o meu coração acelerar de antecipação ao que iria acontecer.
No entanto, quando fui avançando no livro fui perdendo esse entusiasmo. Os capítulos inteiros do passado até aos navios partirem não me desanimava, até porque era interessante saber o que tinha acontecido antes para chegar àquela situação, mas as descrições demasiado detalhadas quebravam totalmente o ritmo da leitura.
E outro problema na escrita foi a utilização em demasia dos termos náuticos. Principalmente numa determinada altura da história onde estava a ocorrer uma acção importante, cheia de movimento e suspanse e no meio da acção havia capítulos onde eu tinha de parar e ir pesquisar na internet o que determinado termo era para vir a descobrir que era uma peça, corda ou parte do barco. Claro que isto quebrava o ritmo de leitura daquele momento que deveria ser contínuo e rápido.
O único ponto bom é mesmo a hstória e ver o desenvolvimento das personagens ao longo dela, é uma boa intriga e enredo. Terei de esperar para ler o próximo volume para ver o que ocorre. Ah e tenho só um pequeno ponto a referir que é: o efeito da capa está muito bom, se tiverem oportunidade, quando virem o livro peguem nele e vejam bem. Entretanto se quiserem comprar este livro podem fazê-lo pela Wook
Boa Leitura... ;)
6,5/10
André
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Publicada por
André Alves
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15:34
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Saída de Emergência
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"Há muito recomposto da guerra da brecha, a terra e o povo do reino das
ilhas floresce. Nicholas, o filho mais novo do Príncipe Arutha, é um
jovem inteligente e dotado, mas foi sempre protegido pela vida na corte,
em Krondor. Para que aprenda mais sobre o mundo para lá das paredes do
palácio, Arutha decide enviar Nicholas e o seu irreverente escudeiro,
Harry, até à rústica Crydee, onde Arutha cresceu. É tempo de mostrar uma
vida sem privilégios.Mas poucas semanas após a chegada deles, Crydee é brutalmente atacada. O castelo fica reduzido a ruínas, os cidadãos são chacinados e duas jovens nobres - amigas de Nicholas - são raptadas.
Ao aventurar-se para longe das paisagens familiares da sua pátria em perseguição dos invasores, Nicholas compreende que está em jogo algo mais do que o destino das suas amigas, e mais até do que o destino do Reino das Ilhas, pois por detrás dos piratas assassinos esconde-se uma força bem mais poderosa que põe em perigo todo o mundo de Midkemia. E apenas ele poderá vencer essa terrível ameaça… ou perder o reino por inteiro."
Boas leitores...
Aqui estou eu, com uma crítica nova, que pertence ao segundo livro da colecção Os Filhos de Krondor que é o último, mas não é a última colecção do autor.
E eu a julgar que esta colecção apesar de se passar no mesmo mundo, poucos anos depois da história principal, não envolvia (a não ser as personagens) dos livros anteriores? Não podia estar mais enganado, pois parece que durante todas as colecções deste autor que já li, existe um enredo acima do enredo principal de cada livro mas que atravessa todos os livros. Como uma grande história que vai sendo contada ao longo das várias colecções.
Neste volume já não se fala das mesmas personagens que o primeiro, para grande pena minha, que pensava que iria desenvolver mais o Borric e o Erland. Desta vez é o irmão pequeno deles, Nicholas a personagem principal. E por um lado ainda bem, sangue novo para a história, outra personagem por quem adquirir um grande espírito de coragem e confiança.
O enredo está muito bom, sendo que o plot-twist final deixou-me de boca aberta a pensar no que poderá acontecer nas próximas colecções. Só houve uma ou duas partes no livro que desanimei um pouco com a leitura, a parte marítima. Tornou-se um pouco monótono toda aquela viagem de ida e depois de volta, considerando que havia tanta acção por todos os lados, mas enfim, não se pode pedir tudo não é?
É um livro que aconselho a lerem, este autor é fantástico na fantasia. Para comprarem o livro podem fazê-lo por aqui: Wook . Se quiserem ver a crítica do 1º volume da colecção antes de comprarem o 2º podem ver neste link: Crítica - O Príncipe Herdeiro
Boa Leitura... ;)
8/10
André
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Publicada por
André Alves
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19:44
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Saída de Emergência
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"No dia em que o mundo acaba......o jovem Mau vai a caminho de casa, vindo da Ilha dos Rapazes. Em breve, será um homem. É então que chega uma onda enorme, ar rastando atrás de si a noite escura e trazendo também um navio, o Doce Judy. Quando a marcha do navio é travada com estrondo, apenas uma alma sobrevive (ou duas, incluindo o papagaio). A aldeia desapareceu. A Nação, tal como a conhecia, desapareceu. Resta apenas o jovem Mau, que não veste quase nada, uma rapariga dos homens-calças, que veste demasiado, e um monte de mal-entendidos. E também grande quantidade de não-saber-o-que-fazer. Ou lá como se diz. Juntos, deverão construir uma nova Nação a partir de fragmentos. E construir uma nova história.
Mas...
QUEM GUARDA A NAÇÃO? ONDE ESTÁ A NOSSA CERVEJA? ...a velha história não se limitará a desaparecer pacificamente,pelo menos enquanto os Avôs tiverem voz. E Mau terá de olhar o passado antes de conseguir encarar o futuro."
Olá a todos os leitores!
Eu sei que isto tem estado muito mal-parado. A carga de trabalho anda a aumentar mas agora talvez as férias ajudem um pouco a diminuir essa carga e dar oportunidade de mais leitura. Vamos lá a este livro: é um livro isolado de um autor muito conhecido no Reino Unido, do qual nunca tinha lido nada dele.
Mas ainda bem que li. No início a escrita é algo um pouco confuso, por ser algo diferente do que estava habituado, mas depressa me acostumei e diverti-me a ler esta história.
Que por si só é uma história um pouco estranha e que vai ficando cada vez mais estranha, mas ao mesmo tempo vai iluminando a nossa mente conforme as páginas vão passando. As personagens, principalmente a principal, o Mau, estão caracterizadas de forma excelente, talvez também devido à escrita invulgar com súbitos envolvimentos de supostos deuses.
E adorei também a quantidade de diversidade que o autor se lembrou de colocar no ambiente onde a história se passa, é algo original que me surpreendeu, muitas vezes espicaçando a minha curiosidade a ir procurar na internet.
É um livro bem interessante e de um autor completamente novo para mim, o que me fez querer ler mais dele. Se quiserem também podem comprar este livro neste site: Wook
Boa Leitura... ;)
7,5/10
André
quinta-feira, 10 de abril de 2014
O preço de um livro afecta a tua decisão de comprá-lo ou não? Esperas por edições mais baratas dos livros que queres?
André: Depende das situações, normalmente não compro livros que não seja por promoções como a Feira do Livro de Lisboa ou mesmo promoções que aparecem na internet. Porque sim muitas vezes os livros são demasiado caros para comprá-los nas quantidades que compro aos preços que são, mais vale esperar por alguma promoção bestial que aparecem sempre.
André: Depende das situações, normalmente não compro livros que não seja por promoções como a Feira do Livro de Lisboa ou mesmo promoções que aparecem na internet. Porque sim muitas vezes os livros são demasiado caros para comprá-los nas quantidades que compro aos preços que são, mais vale esperar por alguma promoção bestial que aparecem sempre.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Publicada por
André Alves
à(s)
20:08
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Páginas Desfolhadas,
Saída de Emergência
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"Os gémeos Borric e Erland são os homens mais despreocupados do Reino das
Ilhas. Mas a bem-aventurada juventude deles termina quando se preparam
para suceder ao trono do seu pai, o Príncipe Arutha. Como primeira
tarefa, o Príncipe envia-os no papel de embaixadores ao reino de Kesh, a
mais poderosa das nações. Mas, mesmo antes de partirem, uma tentativa
de assassínio a Borricé, o mais velho dos irmãos, é evitada no último
momento. Trata-se somente do início de uma jornada traiçoeira que levará
os irmãos por caminhos separados e mortíferos - um, enquanto fugitivo, o
outro, enquanto futuro rei. Agora, cada um deles deve traçar o seu
próprio caminho rumo à maturidade, honra e paz, enquanto os que anseiam
pela guerra se tornam cada vez mais audaciosos."Boas a todos!
Isto parece que se torna um hábito dar-vos uma crítica pouco tempo depois de um novo BTT. Este é o primeiro de um conjunto de dois livros do mesmo autor de O Mago. Apesar de não fazer parte da mesma colecção, passa-se no mesmo universo e inclui diversas personagens, pelo que se quiserem ler estes, aconselho vivamente a lerem os primeiros livros do autor.
Agora quanto à obra em si, está relativamente boa, o enredo é engraçado principalmente quando há a separação dos gémeos e vemos os destinos de cada um ao mesmo tempo. A construção das personagens acho que também está bastante bom, pelo menos nota-se uma grande diferença entre o início do livro e o seu final.
Uma das poucas coisas que me faz confusão neste autor é por vezes o espaço de tempo que os capítulos dele têm. Estou um pouco habituado com os primeiros livros, mas faz sempre alguma comichão cerebral estarmos numa acção e de repente já se terem passado alguns dias ou semanas. Mas quando a história é boa, é algo que se pode superar.
Se quiserem comprar o livro podem até fazê-lo por este site: Wook
Boas Leituras... ;)
7,5/10
André
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