quinta-feira, 20 de março de 2014
Eu já perguntei antes se tu relês os teus livros (sente-te livre para recapitular) mas agora eu quero saber se esse hábito mudou? Tu, por exemplo, relias mais quando eras criança e o teu acesso a novos livros foi limitado por quantas vezes tu conseguias convencer a tua mãe a levar-te à biblioteca? A economia afetou o teu acesso portanto és forçado a reler mais agora? Cresceste a olhar para livros antigos como antigos amigos e então sentes-te feliz por dispender algum tempo com eles em vez de avançar para a próxima novidade?
E, só para deixar algo para pensares, aqui vai um post dum blogue interessantíssimo acerca disto mesmo:
" This week, I’ve been doing something I never, ever, ever, ever do. Or at least not since I was kid, when I did it all the time because I didn’t think I’d ever run out of time and there seemed to be a limited number of books. I’ve been re-reading a favorite novel of 2013."
André: É verdade que relia muito mais quando era criança, mesmo pelo motivo de não conseguir convencer os meus pais a comprarem-me um outro livro e portanto os que tinha era os que podia ler. Mas só relia os livros que adorava absolutamente como era o caso do Eragon que li umas 4 vezes.
Actualmente releio muito poucos livros, só quando quero recordar uma história porque os detalhes já não estão muito bons na minha mente. O número de livros é astronómicamente alto e o tempo microscopicamente pequeno.
E, só para deixar algo para pensares, aqui vai um post dum blogue interessantíssimo acerca disto mesmo:
" This week, I’ve been doing something I never, ever, ever, ever do. Or at least not since I was kid, when I did it all the time because I didn’t think I’d ever run out of time and there seemed to be a limited number of books. I’ve been re-reading a favorite novel of 2013."
André: É verdade que relia muito mais quando era criança, mesmo pelo motivo de não conseguir convencer os meus pais a comprarem-me um outro livro e portanto os que tinha era os que podia ler. Mas só relia os livros que adorava absolutamente como era o caso do Eragon que li umas 4 vezes.
Actualmente releio muito poucos livros, só quando quero recordar uma história porque os detalhes já não estão muito bons na minha mente. O número de livros é astronómicamente alto e o tempo microscopicamente pequeno.
terça-feira, 18 de março de 2014
"Na noite da Lua Nova, os demónios erguem-se em força, procurando as mortes
dos dois homens com potencial para se tornarem o lendário Libertador, o
homem que, segundo a profecia, reunirá o que resta da humanidade num
esforço derradeiro para destruir os nuclitas de uma vez por todas.Arlen Fardos foi outrora um homem comum, mas tornou-se algo mais: o Homem Pintado, tatuado com guardas místicas tão poderosas que o colocam à altura de qualquer demónio. Arlen nega constantemente ser o Libertador, mas, quanto mais se esforça por se integrar com a gente comum, mais fervorosa se torna a crença destes. Muitos aceitariam segui-lo, mas o caminho de Arlen ameaça conduzir a um local sombrio a que apenas ele poderá deslocar-se e de onde poderá ser impossível regressar.
A única esperança de manter Arlen no mundo dos homens ou de o acompanhar reside em Renna Curtidor, uma jovem corajosa que arrisca perderse no poder da magia demoníaca.
Ahmann Jardir transformou as tribos guerreiras do deserto de Krasia num exército destruidor de demónios e proclamou-se Shar’Dama Ka, o Libertador. Tem na sua posse armas ancestrais, uma lança e uma coroa, que consubstanciam a sua pretensão e vastas extensões das terras verdes se curvam já ao seu poderio.
Mas Jardir não subiu ao poder sozinho. A sua ascensão foi programada pela sua Primeira Esposa, Inevera, uma sacerdotisa ardilosa e poderosa cuja formidável magia de ossos de demónio lhe permite vislumbrar o futuro. Os motivos de Inevera e o seu passado encontram-se envoltos em mistério e nem Jardir confia nela por completo."
Boas leitores!
Aqui estou com uma crítica nova e frequinha, dum livro que saiu há relativamente pouco tempo e que estava desejoso de ler! É o terceiro volume da saga A Noite dos Demónios.
Infelizmente tal como acontece em muitos outros livros, o entusiasmo para o ler foi tanto que as expectativas subiram acima do livro, o que resultou numa mistela entre desilusão e espanto.
Inicialmente o prólogo arrebatou-me e fiquei só a pensar "ok, este livro vai ser muito bom.", mas depois quando a história se passava no presente, era apenas um grande aborrecimento, basicamente a "encher chouriços". Tenho de admitir que as melhores partes eram mesmo quando voltava ao passado.
Outro pormenor que achei estranho foi que metade das personagens dum livro para o outro mudaram de personalidade, pelo menos na minha opinião, parecia que tomavam acções que não conjugavam com quem eram nos livros anteriores.
Por sorte, as últimas 200 páginas (num livro de quase 800) foram as brutais cheias daquilo que é a essência do livro. E o último capítulo foi simplesmente de cortar a respiração e implorar pelo próximo volume, que só deve sair daqui a imenso tempo, mas lá teremos que esperar.
Aconselho a lerem, nem que seja pelo fim deste livro. Se quiserem saber mais da colecção podem ver a crítica do anterior por aqui: Crítica - A Lança do Deserto
Se quiserem comprar o livro basta clicarem aqui: Wook
Boa Leitura... ;)
8/10
André
sábado, 15 de março de 2014
Publicada por
André Alves
à(s)
15:01
Etiquetas:
Círculo de Leitores,
Páginas Desfolhadas
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comentários
"No século XV, uma pequena aldeia da remota Transilvânia, na Europa Oriental, é assolada por um cruel verdugo da Inquisição, cujos soldados matam toda a população. Apenas o jovem Frederic consegue escapar ileso ao brutal ataque. Conhece então um misterioso cavaleiro, Andej, quando este se dirigia à aldeia à procura do filho. Juntos, empreendem um percurso repleto de aventuras e perigos através da Transilvânia. No entanto, Frederic começa a ser invadido por suspeitas: Andrej consegue atravessar o fogo quase sem sofrer queimaduras e recompõe-se rapidamente dos ferimentos mais graves. Ignora que ele pertence ao grupo dos últimos Imortais, criaturas que têm de pagar um preço muito elevado para conservar a vida eterna."Boas leitores...
Sei que a leitura tem andado um pouco lenta, mas é que surgiram diversos problemas ao longo da semana. Mas não falemos em coisas más, mas sim nesta obra. A colecção chama-se A Crónica dos Imortais e é composta por 10 livros, no entanto, só dois estão publicados cá em Portugal, infelizmente.
Tenho de admitir que quis ler este livro principalmente por poder ler algo mais deste autor, visto que os livros que li dele eram muito bons, no entanto não aconteceu isso com esta obra.
Não sei se foi por causa do assunto, vampiros, coisa que quando li, já começava a ficar um pouco farto, se foi mesmo a história em si que não me puxou para ler num ápice. A sorte é que o livro é relativamente pequeno, 255 páginas e portanto não é uma grande leitura penosa.
A memória sobre esta leitura também já não é a melhor por isso não posso criticar o livro a 100%. Sei que tem imensa acção, o que para diversas pessoas até pode ser uma grande mais-valia. No entanto a história desenrola-se demasiado devagar.
É um livro que terão de ser vocês a descobrir por vós mesmos se gostam ou não. Se quiserem comprar o livro podem fazê-lo por aqui: Wook
Boa Leitura... ;)
4/10
quinta-feira, 13 de março de 2014
Outra questão levantada pelo post da semana passada do blogue do autor de literatura juvenil A.S. King que tocou na censura nos livros de jovens adultos:
"If there really is [an ideal] town like this in America, I am happy about that. Really truly happy. But are your teenagers going to stay in that town forever? Don’t you want them to go to college? Or go out in the world and do stuff? And don’t you want them to be prepared for all of these real things that happen all the time in real life? Don’t you want them to know that they will make mistakes? Don’t you want them to learn how to make smarter mistakes?
Fiction can help. I write my books for one reason, whether they are for adults or teens. I write to make readers think. I write to widen perspective. I write to make readers ask questions and then answer the questions or start conversations. And I write sometimes to give voice to the throwaways, of which our society has many, but we usually hide them because we are still uncomfortable with what we see as our own mistakes. Make sure you say that in a whisper. Throwaways."
E então... isto aqui basicamente explica exactamente porque é que eu gosto tanto de ler. Sim, é engraçado e entretido e divertido, e essas coisas todas, mas em última análise, ENSINA-ME coisas. Aumenta os meus horizontes e faz-me olhar para ideias e pessoas e a vida em geral de formas novas e interessantes. Não é isso que ler e a arte em geral é SUPOSTO fazer? Como te sentes acerca disto? Concordas? Discordas? Discute!
André: Sim acho que a leitura muitas vezes me diverte e tudo à volta disso mas também tem o extra de me ensinar coisas ou pelo menos dar a conhecer novas perspectivas o que é extremamente bom, não só nos divertimos a ler como aprendemos e crescemos com isso! A ficção serve muito bem nesse aspecto, diverte o leitor e ao mesmo tempo instrui sobre outro assunto qualquer de forma a que não seja tão aborrecido. É simplesmente fantástico!
"If there really is [an ideal] town like this in America, I am happy about that. Really truly happy. But are your teenagers going to stay in that town forever? Don’t you want them to go to college? Or go out in the world and do stuff? And don’t you want them to be prepared for all of these real things that happen all the time in real life? Don’t you want them to know that they will make mistakes? Don’t you want them to learn how to make smarter mistakes?
Fiction can help. I write my books for one reason, whether they are for adults or teens. I write to make readers think. I write to widen perspective. I write to make readers ask questions and then answer the questions or start conversations. And I write sometimes to give voice to the throwaways, of which our society has many, but we usually hide them because we are still uncomfortable with what we see as our own mistakes. Make sure you say that in a whisper. Throwaways."
E então... isto aqui basicamente explica exactamente porque é que eu gosto tanto de ler. Sim, é engraçado e entretido e divertido, e essas coisas todas, mas em última análise, ENSINA-ME coisas. Aumenta os meus horizontes e faz-me olhar para ideias e pessoas e a vida em geral de formas novas e interessantes. Não é isso que ler e a arte em geral é SUPOSTO fazer? Como te sentes acerca disto? Concordas? Discordas? Discute!
André: Sim acho que a leitura muitas vezes me diverte e tudo à volta disso mas também tem o extra de me ensinar coisas ou pelo menos dar a conhecer novas perspectivas o que é extremamente bom, não só nos divertimos a ler como aprendemos e crescemos com isso! A ficção serve muito bem nesse aspecto, diverte o leitor e ao mesmo tempo instrui sobre outro assunto qualquer de forma a que não seja tão aborrecido. É simplesmente fantástico!
sábado, 8 de março de 2014
"Na continuação de O Filho de Thor, primeiro livro da Saga das Ilhas Brilhantes, Juliet Marillier prossegue neste segundo e último volume a narrativa das aventuras de Eyvind.Ao atingir a maioridade, Thorvald descobre um segredo terrível e parte numa perigosa viagem em busca do pai que nunca conheceu à longínqua ilha do povo dos Facas Longas. Acompanha-o a sua grande amiga, Creidhe, filha de Eyvind o Pele-de-Lobo, que não devia participar nessa viagem desesperada, mas Thorvald subestimou-a.
O povo dos Facas Longas não é o que os cansados viajantes esperavam. Desconfiadas, assustadas e governadas por um tirano cruel, essas gentes estranhas não explicam por que Creidhe tem de esconder os cabelos louros, ou por que há tão poucas crianças entre eles...
Mas então nasce um bebé, e Creidhe descobre a terrível verdade sobre a maldição a que o povo dos Facas Longas está sujeito, e a única solução possível. Porque o futuro das ilhas depende de uma criança visionária: um poderoso vidente. Mas há segredos mais profundos nesta luta pela sobrevivência e uma outra maneira - inimaginável - de levantar a maldição. Uma maneira que os recém-chegados descobrem quando já é, provavelmente, demasiado tarde..."
Boas leitores...
Aqui estou como prometi com uma crítica para o vosso fim-de-semana que já vai a meio. Este é, como diz a sinopse, o segundo e último livro duma saga, ou seja menos uma colecção inacabada que vou ter!
Foi um livro que teve diversas opiniões vindas de mim, de início julgava que iria ser um livro demasiado grande para a história que contava, e essa opinião permaneceu por algum tempo. Depois julgava que a história estava boa, mas que se prolongasse mais iria fartar-me. E nas últimas cento e cinquenta páginas, mais ou menos, a minha opinião era que queria ler e estava curioso para ver como acabava.
A história está muito bem contada, e a ilustração dos mapas no início ajudou bastante nas descrições. As personagens estavam muito bem construídas, tal como as relações entre elas.
Só achei que o final poderia ter sido feito de outra forma, prolongar uma parte e reduzir outra desnecessária. O romance final gostaria de poder ter visto mais um bocado por exemplo. Mas não se pode pedir tudo não é?
Um pormenor que achei muito engraçado também foi a nota da autora, parece que o local onde a história se passava é baseada num sítio real, o que me deu bastante curiosidade para visitá-lo e saber mais dele!
É um bom livro a lerem da autora. Se quiserem saber mais do livro anterior da saga basta clicarem no seguinte link: Crítica - O Filho de Thor
Boa Leitura... ;)
7/10
André
quinta-feira, 6 de março de 2014
Eu li um post de um blogue interessante do autor de literatura juvenil A.S. King que me tocou no tema de censura - especialmente no que toca a censura juvenil.Aqui está um excerto, mas a sério, deviam ler todo o texto porque é fascinante: (decidi colocar aqui o texto em inglês para maior "impacto" que se calhar se perderia na tradução)
"I don’t know about you, but quiet censorship freaks me out. It’s the censorship that’s spoken over tea, over lunch, at random times when we are not prepared to answer because we are caught so off-guard that we really only think about what was said on the plane home. Last year I was asked to be on a censorship panel as an “expert.” I had to reply and say I was not an expert at official challenges. So far, my books haven’t had an official challenge as far as I know. Instead, I get embarrassed looks from dedicated librarians who whisper, “My principal won’t let me have that one in the stacks.” I have quiet un-invitations. I have quiet conversations with saddened teachers who tell me that a colleague said, “But you’re not going to actually give that book to students, are you?” I get quiet letters from devoted teachers who apologize for not being able to share my book with a student who needs it because of a fear of losing their job. Ah quiet. It is usually an indication that something really important is being withheld. Like the way we whisper cancer."
Eu acho que a maior parte de nós é provavelmente contra a censura, por princípio, mas... Achas que deveria depender na idade impressionável dos leitores? Ou é sempre errado? Então quanto às diferenças entre uma censura "oficial" dada por um governo ou uma escola e a censura posta por um pai a dizer Não a um livro específico para os seus filhos?
André: Eu acho que a censura, especialmente nos livros não deveria existir, eu li livros que supostamente eram aconselhados a idades superiores a 18 anos com 13 e nada me fez mal. Não houve nenhum bicho-papão a comer-me. E estou bem de saúde psicológica (acho). O único tipo de censura que talvez aceite um pouco seria o dado pelos pais, no fundo a maior parte deles sabe o melhor para os filhos, mas mesmo assim, há vezes que o que os pais pensam que determinada leitura é melhor para os filhos, e depois pode não ser realmente o melhor. Todos os outros tipos de censura são ideias com as quais não concordo. Aliás o que são livros se não pedaços de conhecimento (inclusive os de fantasia)? Seria negar um pedaço do conhecimento a uma pessoa só porque sim.
sábado, 1 de março de 2014
"Este livro é dedicado a todas as mulheres envolvidas nas malhas da
Guerra Colonial Portuguesa (1961-1974). Muitas delas vivem ainda na
sombra de muito esquecimento histórico e social, encontrando-se
prisioneiras desta guerra, pois conforme dizem: "para muitas, só com a
nossa morte a guerra acabará". São testemunhos na primeira pessoa, tão
comoventes quanto corajosos e altruístas. Trata-se de uma faceta de vida
de que pouco se fala, e de que pouco se sabe. Mostrar o sentir destas
mulheres à luz da consciência de todos, é, assim, o objetivo desta
primeira obra."Boas leitores...
Aqui está um livro duma autora portuguesa porque convém lermos de vez em quando coisas nacionais, porque pode encontrar-se grandes coisas. Este é um livro isolado que fala das mulheres dos combatentes da Guerra Colonial.
No início achei um pouco aborrecido mas porque 1/4 da obra é introdução, ou seja uma introdução um pouco grande, depois os depoimentos das várias mulheres até foram interessantes para perceber de que forma é que as pessoas podem sofrer, não só os que combatem mas os que os rodeiam também.
Não há muito mais a dizer sobre este livro, visto que não posso falar de personagens, enredo ou escrita, por isso fico-me por aqui. Este é um livro baseado em factos reais, o que no início não me apelou muito, mas valeu a pena, não só pelo conhecimento como também pela descoberta de diversas emoções inerentes à guerra.
Se quiserem comprar o livro podem fazê-lo por este site: Wook
Boa Leitura... ;)
6/10
André
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