sábado, 15 de março de 2014

O Abismo - Wolfgang Hohlbein

   "No século XV, uma pequena aldeia da remota Transilvânia, na Europa Oriental, é assolada por um cruel verdugo da Inquisição, cujos soldados matam toda a população. Apenas o jovem Frederic consegue escapar ileso ao brutal ataque. Conhece então um misterioso cavaleiro, Andej, quando este se dirigia à aldeia à procura do filho. Juntos, empreendem um percurso repleto de aventuras e perigos através da Transilvânia. No entanto, Frederic começa a ser invadido por suspeitas: Andrej consegue atravessar o fogo quase sem sofrer queimaduras e recompõe-se rapidamente dos ferimentos mais graves. Ignora que ele pertence ao grupo dos últimos Imortais, criaturas que têm de pagar um preço muito elevado para conservar a vida eterna."

   Boas leitores...
   Sei que a leitura tem andado um pouco lenta, mas é que surgiram diversos problemas ao longo da semana. Mas não falemos em coisas más, mas sim nesta obra. A colecção chama-se A Crónica dos Imortais e é composta por 10 livros, no entanto, só dois estão publicados cá em Portugal, infelizmente.
   Tenho de admitir que quis ler este livro principalmente por poder ler algo mais deste autor, visto que os livros que li dele eram muito bons, no entanto não aconteceu isso com esta obra.
   Não sei se foi por causa do assunto, vampiros, coisa que quando li, já começava a ficar um pouco farto, se foi mesmo a história em si que não me puxou para ler num ápice. A sorte é que o livro é relativamente pequeno, 255 páginas e portanto não é uma grande leitura penosa.
   A memória sobre esta leitura também já não é a melhor por isso não posso criticar o livro a 100%. Sei que tem imensa acção, o que para diversas pessoas até pode ser uma grande mais-valia. No entanto a história desenrola-se demasiado devagar.
   É um livro que terão de ser vocês a descobrir por vós mesmos se gostam ou não. Se quiserem comprar o livro podem fazê-lo por aqui: Wook
   Boa Leitura... ;)
4/10

quinta-feira, 13 de março de 2014

Booking Through Thursday - Estar Preparado

   Outra questão levantada pelo post da semana passada do blogue do autor de literatura juvenil A.S. King que tocou na censura nos livros de jovens adultos:
   "If there really is [an ideal] town like this in America, I am happy about that. Really truly happy. But are your teenagers going to stay in that town forever? Don’t you want them to go to college? Or go out in the world and do stuff? And don’t you want them to be prepared for all of these real things that happen all the time in real life? Don’t you want them to know that they will make mistakes? Don’t you want them to learn how to make smarter mistakes?
   Fiction can help. I write my books for one reason, whether they are for adults or teens. I write to make readers think. I write to widen perspective. I write to make readers ask questions and then answer the questions or start conversations. And I write sometimes to give voice to the throwaways, of which our society has many, but we usually hide them because we are still uncomfortable with what we see as our own mistakes. Make sure you say that in a whisper. Throwaways."
    E então... isto aqui basicamente explica exactamente porque é que eu gosto tanto de ler. Sim, é engraçado e entretido e divertido, e essas coisas todas, mas em última análise, ENSINA-ME coisas. Aumenta os meus horizontes e faz-me olhar para ideias e pessoas e a vida em geral de formas novas e interessantes. Não é isso que ler e a arte em geral é SUPOSTO fazer? Como te sentes acerca disto? Concordas? Discordas? Discute!

   André:  Sim acho que a leitura muitas vezes me diverte e tudo à volta disso mas também tem o extra de me ensinar coisas ou pelo menos dar a conhecer novas perspectivas o que é extremamente bom, não só nos divertimos a ler como aprendemos e crescemos com isso! A ficção serve muito bem nesse aspecto, diverte o leitor e ao mesmo tempo instrui sobre outro assunto qualquer de forma a que não seja tão aborrecido. É simplesmente fantástico!

sábado, 8 de março de 2014

Máscara de Raposa - Juliet Marillier

   "Na continuação de O Filho de Thor, primeiro livro da Saga das Ilhas Brilhantes, Juliet Marillier prossegue neste segundo e último volume a narrativa das aventuras de Eyvind.
   Ao atingir a maioridade, Thorvald descobre um segredo terrível e parte numa perigosa viagem em busca do pai que nunca conheceu à longínqua ilha do povo dos Facas Longas. Acompanha-o a sua grande amiga, Creidhe, filha de Eyvind o Pele-de-Lobo, que não devia participar nessa viagem desesperada, mas Thorvald subestimou-a.
   O povo dos Facas Longas não é o que os cansados viajantes esperavam. Desconfiadas, assustadas e governadas por um tirano cruel, essas gentes estranhas não explicam por que Creidhe tem de esconder os cabelos louros, ou por que há tão poucas crianças entre eles...
   Mas então nasce um bebé, e Creidhe descobre a terrível verdade sobre a maldição a que o povo dos Facas Longas está sujeito, e a única solução possível. Porque o futuro das ilhas depende de uma criança visionária: um poderoso vidente. Mas há segredos mais profundos nesta luta pela sobrevivência e uma outra maneira - inimaginável - de levantar a maldição. Uma maneira que os recém-chegados descobrem quando já é, provavelmente, demasiado tarde..."

   Boas leitores...
   Aqui estou como prometi com uma crítica para o vosso fim-de-semana que já vai a meio. Este é, como diz a sinopse, o segundo e último livro duma saga, ou seja menos uma colecção inacabada que vou ter!
   Foi um livro que teve diversas opiniões vindas de mim, de início julgava que iria ser um livro demasiado grande para a história que contava, e essa opinião permaneceu por algum tempo. Depois julgava que a história estava boa, mas que se prolongasse mais iria fartar-me. E nas últimas cento e cinquenta páginas, mais ou menos, a minha opinião era que queria ler e estava curioso para ver como acabava.
   A história está muito bem contada, e a ilustração dos mapas no início ajudou bastante nas descrições. As personagens estavam muito bem construídas, tal como as relações entre elas.
   Só achei que o final poderia ter sido feito de outra forma, prolongar uma parte e reduzir outra desnecessária. O romance final gostaria de poder ter visto mais um bocado por exemplo. Mas não se pode pedir tudo não é?
   Um pormenor que achei muito engraçado também foi a nota da autora, parece que o local onde a história se passava é baseada num sítio real, o que me deu bastante curiosidade para visitá-lo e saber mais dele!
   É um bom livro a lerem da autora. Se quiserem saber mais do livro anterior da saga basta clicarem no seguinte link: Crítica - O Filho de Thor
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

quinta-feira, 6 de março de 2014

Booking Through Thursday - Censura Juvenil

   Eu li um post de um blogue interessante do autor de literatura juvenil A.S. King que me tocou no tema de censura - especialmente no que toca a censura juvenil.
   Aqui está um excerto, mas a sério, deviam ler todo o texto porque é fascinante: (decidi colocar aqui o texto em inglês para maior "impacto" que se calhar se perderia na tradução)
     "I don’t know about you, but quiet censorship freaks me out. It’s the censorship that’s spoken over tea, over lunch, at random times when we are not prepared to answer because we are caught so off-guard that we really only think about what was said on the plane home. Last year I was asked to be on a censorship panel as an “expert.” I had to reply and say I was not an expert at official challenges. So far, my books haven’t had an official challenge as far as I know. Instead, I get embarrassed looks from dedicated librarians who whisper, “My principal won’t let me have that one in the stacks.” I have quiet un-invitations. I have quiet conversations with saddened teachers who tell me that a colleague said, “But you’re not going to actually give that book to students, are you?” I get quiet letters from devoted teachers who apologize for not being able to share my book with a student who needs it because of a fear of losing their job. Ah quiet. It is usually an indication that something really important is being withheld. Like the way we whisper cancer."
   Eu acho que a maior parte de nós é provavelmente contra a censura, por princípio, mas... Achas que deveria depender na idade impressionável dos leitores? Ou é sempre errado? Então quanto às diferenças entre uma censura "oficial" dada por um governo ou uma escola e a censura posta por um pai a dizer Não a um livro específico para os seus filhos?

   André: Eu acho que a censura, especialmente nos livros não deveria existir, eu li livros que supostamente eram aconselhados a idades superiores a 18 anos com 13 e nada me fez mal. Não houve nenhum bicho-papão a comer-me. E estou bem de saúde psicológica (acho). O único tipo de censura que talvez aceite um pouco seria o dado pelos pais, no fundo a maior parte deles sabe o melhor para os filhos, mas mesmo assim, há vezes que o que os pais pensam que determinada leitura é melhor para os filhos, e depois pode não ser realmente o melhor. Todos os outros tipos de censura são ideias com as quais não concordo. Aliás o que são livros se não pedaços de conhecimento (inclusive os de fantasia)? Seria negar um pedaço do conhecimento a uma pessoa só porque sim.

sábado, 1 de março de 2014

Mulher Combatente - Lurdes Loureiro

   "Este livro é dedicado a todas as mulheres envolvidas nas malhas da Guerra Colonial Portuguesa (1961-1974). Muitas delas vivem ainda na sombra de muito esquecimento histórico e social, encontrando-se prisioneiras desta guerra, pois conforme dizem: "para muitas, só com a nossa morte a guerra acabará". São testemunhos na primeira pessoa, tão comoventes quanto corajosos e altruístas. Trata-se de uma faceta de vida de que pouco se fala, e de que pouco se sabe. Mostrar o sentir destas mulheres à luz da consciência de todos, é, assim, o objetivo desta primeira obra."

   Boas leitores...
   Aqui está um livro duma autora portuguesa porque convém lermos de vez em quando coisas nacionais, porque pode encontrar-se grandes coisas. Este é um livro isolado que fala das mulheres dos combatentes da Guerra Colonial.
   No início achei um pouco aborrecido mas porque 1/4 da obra é introdução, ou seja uma introdução um pouco grande, depois os depoimentos das várias mulheres até foram interessantes para perceber de que forma é que as pessoas podem sofrer, não só os que combatem mas os que os rodeiam também.
   Não há muito mais a dizer sobre este livro, visto que não posso falar de personagens, enredo ou escrita, por isso fico-me por aqui. Este é um livro baseado em factos reais, o que no início não me apelou muito, mas valeu a pena, não só pelo conhecimento como também pela descoberta de diversas emoções inerentes à guerra.
   Se quiserem comprar o livro podem fazê-lo por este site: Wook
   Boa Leitura... ;)
6/10

André

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Despertar do Crepúsculo - Anne Bishop

   "Prendas de Winsol
   Daemon, Príncipe dos Senhores da Guerra de Joias Negras de Dhemlan, está ainda a adaptar-se ao seu primeiro ano de casado com a sua Rainha Feiticeira, Jaenelle. Porém, com a aproximação da celebração do Winsol que se prolonga por treze dias, Daemon tem de lidar com demasiadas solicitações ao mesmo tempo que se assume como anfitrião da sua admirável família. 
   Cambiantes de Honra
   Ainda a recuperar da provação que a deixou ferida e furiosa, Surreal regressa a Ebon Rih sob as ordens do Príncipe Lucivar. Quando o seu antigo amante Falonar desafia impiedosamente a autoridade da família à qual ela pertence, Surreal poderá, por fim, sucumbir às trevas que ardem no seu âmago. 
   Família
   Quando alguém arma uma cruel cilada à Rainha Sylvia e aos seus filhos, as sequelas consomem por completo as vidas da família reinante de Dhemlan. Terão de desvendar a identidade do Senhor da Guerra conhecido somente como Sem Rosto antes que regresse para terminar o que começou. 
   A Filha do Senhor Supremo   Após a perda das duas pessoas mais importantes da sua vida, Daemon assumiu o papel de seu pai, Saetan, como Senhor Supremo do Inferno, construindo um muro em redor do seu coração. Porém, ao estabelecer inadvertidamente uma nova relação, bastará ela para o libertar da sua vida desprovida de amor?"

   Boas leitores...
   Antes que o fim-de-semana comece têm aqui mais uma crítica, novamente da autora Anne Bishop. Este é mais um dos seus livros isolados acerca do mundo das Jóias Negras é semelhante ao livro Teias de Sonho no sentido de que é um livro com várias histórias.
   Senti ao ler este livro como um certo adeus ao mundo dos Sangue, não sei se será definitivo, mas a última história deu-me muito em que pensar.
   Todo o livro está da qualidade da autora, muito bom com a quantidade certa de acção, mistério, alegria, tristeza e todos aqueles momentos de riso. Não houve um único momento em que pensei "esta história nunca mais acaba" foi sempre algo do género "Ohh não, esta história já acabou, queria saber mais!".
   E tenho a dizer que possivelmente por ler tantos livros dela ou por ela escrever tão bem ao ponto de conseguir entrelaçar o leitor na obra, a última história comoveu-me muito, senti como se estivesse a dizer adeus a amigos de longa data, foi muito triste e ao mesmo tempo teve um certo sentido de fim.
   É um livro que aconselho a lerem, mas só depois de terem lido todos os outros da autora que se relacionem com este livro. Se quiserem comprá-lo podem fazê-lo por aqui: Wook
   Boa Leitura... ;)
9/10

André

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Booking Through Thursday - Fanfiction

   O que pensas de fanfiction? No geral - pensas que é algo divertido ou uma invasão no mundo do autor/produtor? E, claro, específicos autores têm opiniões firmes e diferentes acerca disto, no entanto está a ficar mais popular e comum conforme o tempo passa. Tu escreves ou lês alguma coisa?

   André: Acho que depende da qualidade do fanfiction, se não quebrar muitas "regras" relativas àquele mundo escrito talvez seja algo que se deva aproveitar e ler, no entanto se for algo que raza o idiota então nem vale a pena tentar. Mas sim por vezes tento ler algo mais, para experimentar novas coisas.