sábado, 8 de março de 2014
"Na continuação de O Filho de Thor, primeiro livro da Saga das Ilhas Brilhantes, Juliet Marillier prossegue neste segundo e último volume a narrativa das aventuras de Eyvind.Ao atingir a maioridade, Thorvald descobre um segredo terrível e parte numa perigosa viagem em busca do pai que nunca conheceu à longínqua ilha do povo dos Facas Longas. Acompanha-o a sua grande amiga, Creidhe, filha de Eyvind o Pele-de-Lobo, que não devia participar nessa viagem desesperada, mas Thorvald subestimou-a.
O povo dos Facas Longas não é o que os cansados viajantes esperavam. Desconfiadas, assustadas e governadas por um tirano cruel, essas gentes estranhas não explicam por que Creidhe tem de esconder os cabelos louros, ou por que há tão poucas crianças entre eles...
Mas então nasce um bebé, e Creidhe descobre a terrível verdade sobre a maldição a que o povo dos Facas Longas está sujeito, e a única solução possível. Porque o futuro das ilhas depende de uma criança visionária: um poderoso vidente. Mas há segredos mais profundos nesta luta pela sobrevivência e uma outra maneira - inimaginável - de levantar a maldição. Uma maneira que os recém-chegados descobrem quando já é, provavelmente, demasiado tarde..."
Boas leitores...
Aqui estou como prometi com uma crítica para o vosso fim-de-semana que já vai a meio. Este é, como diz a sinopse, o segundo e último livro duma saga, ou seja menos uma colecção inacabada que vou ter!
Foi um livro que teve diversas opiniões vindas de mim, de início julgava que iria ser um livro demasiado grande para a história que contava, e essa opinião permaneceu por algum tempo. Depois julgava que a história estava boa, mas que se prolongasse mais iria fartar-me. E nas últimas cento e cinquenta páginas, mais ou menos, a minha opinião era que queria ler e estava curioso para ver como acabava.
A história está muito bem contada, e a ilustração dos mapas no início ajudou bastante nas descrições. As personagens estavam muito bem construídas, tal como as relações entre elas.
Só achei que o final poderia ter sido feito de outra forma, prolongar uma parte e reduzir outra desnecessária. O romance final gostaria de poder ter visto mais um bocado por exemplo. Mas não se pode pedir tudo não é?
Um pormenor que achei muito engraçado também foi a nota da autora, parece que o local onde a história se passava é baseada num sítio real, o que me deu bastante curiosidade para visitá-lo e saber mais dele!
É um bom livro a lerem da autora. Se quiserem saber mais do livro anterior da saga basta clicarem no seguinte link: Crítica - O Filho de Thor
Boa Leitura... ;)
7/10
André
quinta-feira, 6 de março de 2014
Eu li um post de um blogue interessante do autor de literatura juvenil A.S. King que me tocou no tema de censura - especialmente no que toca a censura juvenil.Aqui está um excerto, mas a sério, deviam ler todo o texto porque é fascinante: (decidi colocar aqui o texto em inglês para maior "impacto" que se calhar se perderia na tradução)
"I don’t know about you, but quiet censorship freaks me out. It’s the censorship that’s spoken over tea, over lunch, at random times when we are not prepared to answer because we are caught so off-guard that we really only think about what was said on the plane home. Last year I was asked to be on a censorship panel as an “expert.” I had to reply and say I was not an expert at official challenges. So far, my books haven’t had an official challenge as far as I know. Instead, I get embarrassed looks from dedicated librarians who whisper, “My principal won’t let me have that one in the stacks.” I have quiet un-invitations. I have quiet conversations with saddened teachers who tell me that a colleague said, “But you’re not going to actually give that book to students, are you?” I get quiet letters from devoted teachers who apologize for not being able to share my book with a student who needs it because of a fear of losing their job. Ah quiet. It is usually an indication that something really important is being withheld. Like the way we whisper cancer."
Eu acho que a maior parte de nós é provavelmente contra a censura, por princípio, mas... Achas que deveria depender na idade impressionável dos leitores? Ou é sempre errado? Então quanto às diferenças entre uma censura "oficial" dada por um governo ou uma escola e a censura posta por um pai a dizer Não a um livro específico para os seus filhos?
André: Eu acho que a censura, especialmente nos livros não deveria existir, eu li livros que supostamente eram aconselhados a idades superiores a 18 anos com 13 e nada me fez mal. Não houve nenhum bicho-papão a comer-me. E estou bem de saúde psicológica (acho). O único tipo de censura que talvez aceite um pouco seria o dado pelos pais, no fundo a maior parte deles sabe o melhor para os filhos, mas mesmo assim, há vezes que o que os pais pensam que determinada leitura é melhor para os filhos, e depois pode não ser realmente o melhor. Todos os outros tipos de censura são ideias com as quais não concordo. Aliás o que são livros se não pedaços de conhecimento (inclusive os de fantasia)? Seria negar um pedaço do conhecimento a uma pessoa só porque sim.
sábado, 1 de março de 2014
"Este livro é dedicado a todas as mulheres envolvidas nas malhas da
Guerra Colonial Portuguesa (1961-1974). Muitas delas vivem ainda na
sombra de muito esquecimento histórico e social, encontrando-se
prisioneiras desta guerra, pois conforme dizem: "para muitas, só com a
nossa morte a guerra acabará". São testemunhos na primeira pessoa, tão
comoventes quanto corajosos e altruístas. Trata-se de uma faceta de vida
de que pouco se fala, e de que pouco se sabe. Mostrar o sentir destas
mulheres à luz da consciência de todos, é, assim, o objetivo desta
primeira obra."Boas leitores...
Aqui está um livro duma autora portuguesa porque convém lermos de vez em quando coisas nacionais, porque pode encontrar-se grandes coisas. Este é um livro isolado que fala das mulheres dos combatentes da Guerra Colonial.
No início achei um pouco aborrecido mas porque 1/4 da obra é introdução, ou seja uma introdução um pouco grande, depois os depoimentos das várias mulheres até foram interessantes para perceber de que forma é que as pessoas podem sofrer, não só os que combatem mas os que os rodeiam também.
Não há muito mais a dizer sobre este livro, visto que não posso falar de personagens, enredo ou escrita, por isso fico-me por aqui. Este é um livro baseado em factos reais, o que no início não me apelou muito, mas valeu a pena, não só pelo conhecimento como também pela descoberta de diversas emoções inerentes à guerra.
Se quiserem comprar o livro podem fazê-lo por este site: Wook
Boa Leitura... ;)
6/10
André
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Publicada por
André Alves
à(s)
17:47
Etiquetas:
Páginas Desfolhadas,
Saída de Emergência
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"Prendas de WinsolDaemon, Príncipe dos Senhores da Guerra de Joias Negras de Dhemlan, está ainda a adaptar-se ao seu primeiro ano de casado com a sua Rainha Feiticeira, Jaenelle. Porém, com a aproximação da celebração do Winsol que se prolonga por treze dias, Daemon tem de lidar com demasiadas solicitações ao mesmo tempo que se assume como anfitrião da sua admirável família.
Cambiantes de Honra
Ainda a recuperar da provação que a deixou ferida e furiosa, Surreal regressa a Ebon Rih sob as ordens do Príncipe Lucivar. Quando o seu antigo amante Falonar desafia impiedosamente a autoridade da família à qual ela pertence, Surreal poderá, por fim, sucumbir às trevas que ardem no seu âmago.
Família
Quando alguém arma uma cruel cilada à Rainha Sylvia e aos seus filhos, as sequelas consomem por completo as vidas da família reinante de Dhemlan. Terão de desvendar a identidade do Senhor da Guerra conhecido somente como Sem Rosto antes que regresse para terminar o que começou.
A Filha do Senhor Supremo Após a perda das duas pessoas mais importantes da sua vida, Daemon assumiu o papel de seu pai, Saetan, como Senhor Supremo do Inferno, construindo um muro em redor do seu coração. Porém, ao estabelecer inadvertidamente uma nova relação, bastará ela para o libertar da sua vida desprovida de amor?"
Boas leitores...
Antes que o fim-de-semana comece têm aqui mais uma crítica, novamente da autora Anne Bishop. Este é mais um dos seus livros isolados acerca do mundo das Jóias Negras é semelhante ao livro Teias de Sonho no sentido de que é um livro com várias histórias.
Senti ao ler este livro como um certo adeus ao mundo dos Sangue, não sei se será definitivo, mas a última história deu-me muito em que pensar.
Todo o livro está da qualidade da autora, muito bom com a quantidade certa de acção, mistério, alegria, tristeza e todos aqueles momentos de riso. Não houve um único momento em que pensei "esta história nunca mais acaba" foi sempre algo do género "Ohh não, esta história já acabou, queria saber mais!".
E tenho a dizer que possivelmente por ler tantos livros dela ou por ela escrever tão bem ao ponto de conseguir entrelaçar o leitor na obra, a última história comoveu-me muito, senti como se estivesse a dizer adeus a amigos de longa data, foi muito triste e ao mesmo tempo teve um certo sentido de fim.
É um livro que aconselho a lerem, mas só depois de terem lido todos os outros da autora que se relacionem com este livro. Se quiserem comprá-lo podem fazê-lo por aqui: Wook
Boa Leitura... ;)
9/10
André
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
O que pensas de fanfiction? No geral - pensas que é algo divertido ou uma invasão no mundo do autor/produtor? E, claro, específicos autores têm opiniões firmes e diferentes acerca disto, no entanto está a ficar mais popular e comum conforme o tempo passa. Tu escreves ou lês alguma coisa?
André: Acho que depende da qualidade do fanfiction, se não quebrar muitas "regras" relativas àquele mundo escrito talvez seja algo que se deva aproveitar e ler, no entanto se for algo que raza o idiota então nem vale a pena tentar. Mas sim por vezes tento ler algo mais, para experimentar novas coisas.
André: Acho que depende da qualidade do fanfiction, se não quebrar muitas "regras" relativas àquele mundo escrito talvez seja algo que se deva aproveitar e ler, no entanto se for algo que raza o idiota então nem vale a pena tentar. Mas sim por vezes tento ler algo mais, para experimentar novas coisas.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Publicada por
André Alves
à(s)
10:13
Etiquetas:
Páginas Desfolhadas,
Saída de Emergência
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"Durante longos anos, o povo de Shalador suportou as crueldades das
Rainhas corruptas que reinavam, proibindo tradições, punindo quem se
atrevia a desafiá-las e forçando muitos à clandestinidade. Pese embora os
refugiados tenham encontrado abrigo em Dena Nehele, nunca
conseguiram considerar esse lugar como a sua terra.Agora, depois da aniquilação dos Sangue deturpados de Dena Nehele após a purificação, a Rainha de Jóia Rosa, Senhora Cassidy, assume como seu dever restaurar a terra e dar provas das suas capacidades como soberana. Ciente de que para assumir tal tarefa irá precisar de todo o ânimo e coragem que conseguir reunir, invoca o poder dentro dela que nunca fora posto à prova, um poder capaz de a consumir caso não consiga controlá-lo.
Ainda que a Senhora Cassidy sobreviva à sua prova de fogo, outros perigos a aguardam. Pois as Viúvas Negras descortinam nas suas teias entrelaçadas visões de algo iminente que irá mudar a terra - e a Senhora Cassidy - para sempre."
Boas pessoal!
Estes últimos dias têm sido caóticos, se juntarmos a isso um livro de 500 páginas demora-se muitos dias a lê-lo. Mas já está e isso é que importa. Este é outro livro da Anne Bishop, supostamente é um livro isolado, mas após a leitura do último livro dela, a Aliança das Trevas disseram-me que os livros Anel Oculto, Aliança das Trevas e este que li fazem de certa forma parte de uma trilogia, e é bem verdade, eles estão muito ligados para poderem ser considerados livros isolados.
Quanto à história deste último livro, está muito boa, até porque foi exactamente aquilo que pedi na crítica ao último livro que foi querer saber mais sobre o ano que se passou com a protagonista. Claro que a história não foi só isso, teve imensa intriga e surpresa à mistura, tal como o romance e aqueles momentos descontraídos e de grande riso que só esta autora consegue fornecer.
A transformação das personagens ao longo da obra também está muito bem feita, quanto ao Gray, vê-se perfeitamente as mudanças que vai tendo, e igualmente para o Theran.
Quanto ao fim da história achei um pouco aborrecido, esperava algo mais intenso e cheio de acção o que não aconteceu, mas a ironia final que aparece agradou-me terei de admitir.
Um outro ponto que gostaria de referir nesta crítica, que nunca refiro mas neste tem mesmo de ser, é que esta obra estava cheia de erros. Nunca encontrei um livro com tantos erros, chegava a um ponto que me irritava pela quebra da concentração por breves momentos por causa de palavras mal escritas ou separadas.
Eu aconselho a lerem o livro, se quiserem comprá-lo, façam-no aqui: Wook
Boa Leitura... ;)
8/10
André
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Publicada por
André Alves
à(s)
09:55
Etiquetas:
Mangás Devorados,
Shonen Jump Advanced
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"Light Yagami is an ace student with great prospects - and he's bored out of his mind. But all that changes when he finds the Death Note,
a notebook dropped by a rogue Shinigami death god. Any human whose name
is written in the notebbok dies, and Light has vowed to use the
power of the Death Note to rid the world of evil. Butwill Light's noble
goal succeed, or will the Death Note turn him into the very thing he
fights against?"Deletion
With Near openly suspecting the new L of being Kira and sowing doubt in the hearts of the task force members, Light is once again forced to pass the Death Note on to another to take the heat off himself. But this time, Kira chooses a disciple from among his true believers. With no way to contact his successor directly, Light must rely on his faithful follower's adherence to Kira's goals. Will this newest move bring Light's ideal world closer to reality? Or will losing control of the Death Note spell Light's doom?"
Hello readers!
Outro mangá para todos poderem saber mais, o décimo volume da colecção Death Note. E por mais impressionante que pareça apesar de faltarem 2 volumes para acabar a história, mais um com coisas extra, este volume não dá início ao fim, se é que me faço entender.
No início do volume a história começa a dirigir-se para o motivo central e o avançar finalmente da história, no entanto quando o leitor chega a meio da história apercebe-se de que os autores foram buscar mais uma ideia para meter no meio do volume para aguentar mais algum tempo.
E ainda parece que simplesmente nuns volumes os Shinigamis aparecem e têm mão naquilo e ajudam ou atrapalham e noutros parece que quase não existem, o que a meu ver é um pouco insatisfatório, já vi que prefiro os volumes onde há bastante interacção entre Shinigamis ou quando se sabe mais sobre o mundo deles.
A minha previsão para os próximos volumes é que vai chegar a um ponto que vai começar tudo a acontecer, e vai ser depressa de mais, perdendo-se o fio à meada e portanto a emoção da leitura, mas logo se verá. Se quiserem comprar este volume, têm aqui um bom site onde o fazer: Wook
Para além disto se quiserem saber a crítica do volume anterior basta clicarem no link seguinte: Crítica - Death Note Vol.9 - Contact
Boas Leituras... ;)
6,5/10
André
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