domingo, 16 de dezembro de 2012

Aprendiz de Assassino - Robin Hobb

   "O jovem Fitz é filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e cresce na corte do Rei Sagaz. Marginalizado por todos, o rapaz refugia-se nos estábulos reais, mas cedo o seu sangue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secretamente iniciado nas temidas artes do assassino.
   Quando salteadores bárbaros atacam as costas, Fitz enfrenta a sua primeira e perigosa missão que o lançará num ninho de intrigas. E embora alguns o encarem como uma ameaça ao trono, talvez ele seja a chave para a sobrevivência do reino.
   Com uma narrativa povoada de encantamentos, heroísmo e desonra, paixão e aventura, o Aprendiz de Assassino inicia um das séries mais bem-amadas da fantasia épica."

   Boas leitores...
   Estamos a praticamente uma semana do Natal e duas do Ano Novo, mas será que alguma destas coisas vai acontecer? Será que o mundo acabará já nesta sexta? Ao menos fiquem com esta crítica, sempre pode servir para alguma coisa.
   Este é o primeiro livro de A Saga do Assassino composta por quatro volumes e conta a história do que aconteceu antes do outro livro desta autora que já li O Regresso do Assassino.
   É uma leitura que faz o leitor vaguear por aquele mundo imenso. Tirando um pequeno pormenor que é o facto das personagens terem palavras como nomes, do tipo Majestoso, Sagaz, Veracidade, etc. Este pequeno pormenor é um pouco perturbante no início em que não se sabe se o autor está a falar da personagem ou da palavra em si.
   Mas de resto este livro é um livro excelente. Adorei lê-lo, não só pelo tipo de escrita ligeira e no entanto complexa o suficiente para guardar pormenores extremamente importantes no meio de descrições, como também pelas personagens muito bem caracterizadas e pela história que me aprisionou completamente. Estou desejoso de ler o próximo volume.
   Aconselho vivamente a comprarem este livro, façam-no para oferecerem a vocês próprios no Natal, comprem-no aqui: Wook
   Boa Leitura... ;)
9/10

André

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Booking Through Thursday - Contemplação

   "Então... Acabaste de ler um livro. Para a discussão, vamos dizer que foi tudo o que um livro deve ser - viciante, interessante, "provocador de pensamentos". O tipo que queres ler duma só vez. A pergunta é - passas logo para o próximo livro? Ou tiras um bocado de tempo para contemplar esta obra de arte e todos os pensamentos/emoções/ ideias associadas por uns tempos?"

   André: Decididamente, se um livro for tão bom assim eu não passo logo para o próximo, fico a pensar um pouco e a olhar para a capa a lembrar-me dos excelentes momentos que esse tal livro me proporcionou. Acho que até é uma emoção excelente quando acabamos um livro que sabemos que para nós é uma obra de arte perfeita, é como se de repente nos faltasse alguma coisa. Talvez por isso fique a olhar e a pensar no livro, para recordar os momentos que fiquei deslumbrado a ler.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Obrigada pelas Recordações - Cecelia Ahern

   "Quando Joyce Conway acorda no hospital depois de uma queda grave, sabe que a sua vida nunca mais será a mesma. Não só perdeu o filho que carregava no ventre, como se apercebe que o seu casamento chegou a um beco sem saída. Mas estas não são as únicas consequências. Joyce simplesmente já não é a mesma pessoa. De repente disserta sobre arte e arquitectura europeias, tem hábitos alimentares completamente diferentes, fala sobre ruas parisienses onde nunca esteve… e cruza-se amiúde com um homem a quem sente que está estranhamente ligada… Tal como nos seus romances anteriores, Cecelia Ahern transforma o quotidiano em momentos mágicos, proporcionando uma leitura enternecedora e irresistível."

   Boas a todos...
   Passada uma semana aqui estou para pôr mais um livro, o quinquagésimo quarto livro que leio este ano (a minha meta é chegar aos 55 este ano de 2012 por isso acho que estou no bom caminho). Agora é um romance de Cecelia Ahern que já não lia nenhum dela há bastante tempo.
   É uma história engraçada, com um conceito interessante, perguntei-me se isso seria verdade ou não. A verdade é que me diverti imenso a ler este livro, era calmo, com um bom romance e amor à mistura e para além disso tinha partes hilariantes em que tinha de parar de ler para me rir o que eu acho muito bom. Não foi preciso haver um desastre dramático para apimentar a história como Nicholas Sparks faz muitas vezes. Cecelia Ahern simplesmente deixa as coisas acontecerem.
   Vá houve uma coisinha que me irritou, a repetição do mesmo problema, a mulher ia para o sítio onde o homem estava e depois chegava la e ele não lá estava porque ele tinha ido pó lugar onde a mulher se encontrava primeiro. Esta situação ocorre algumas vezes o que me põe os nervos em franja.
   Mas enfim, tirando estas partes acho que é um bom livro da Cecelia Ahern que aconselho a todos, para descontraírem e rirem-se um bocadinho. Se quiserem aproveitar e comprar o livro já, basta seguirem este link: Wook
   Boa Leitura... ;)
8/10

André

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Booking Through Thursday - Recordes

   Manténs uma lista dos livros que lês? Como? Num diário? Através dum serviço online? Se sim, porquê? Para manter registos para futuras referências? Para teres a certeza que não lês nada outra vez por acaso? Se não, porque não? Demasiado ansioso para avançar para o próximo livro? Demasiado preguiçoso? Nunca pensaste em incomodar-te com isso?

   André: Sim mantenho, inicialmente era numa espécie de diário, mas quando descobri o Goodreads passei a minha lista dos livros lidos para aí, é muito mais fácil de consultar e não há o risco de se perder. Para que é que tenho esta lista? Bem inicialmente acho que era para não ler nada de novo por acaso, mas quando fui crescendo fui apercebendo que isso seria impossível, visto que me lembraria sempre se tinha lido um livro ou não, por isso acho que faço a lista mais no sentido de ter referências e manter só um registo mesmo dos livros que já li.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Círculo de Pedra - A. J. Lake

   "No final do livro anterior, Loki conseguiu ludibriar Elspeth e fazer com que esta quebrasse as correntes que o mantinham preso sob a montanha de Eigg Loki.
   Neste volume, Elspeth e Edmund procuram desesperadamente o seu rasto, mas o fogo e a destruição de que estavam à espera não chega a acontecer. Pelo contrário, ao longo do caminho vão encontrando estranhos desenhos cujo significado tentam perceber. À medida que avançam para sul e se aproximam da guerra entre os Visigodos e os invasores Ingleses, encontram um rapaz, aparentemente perdido no meio da confusão. Elspeth e Edmund ficam com pena dele e deixam-no juntar-se ao grupo, mas talvez este rapaz saiba mais do que está a contar...
   A. J. Lake, a autora deste livro, foi professora e desde sempre se interessou pelo período da história inglesa conhecida como a Idade das Trevas."

   Happy December
   Já estamos no último mês do ano (e se calhar do último mês do mundo quiçá), mais um ano que passou a correr e aqui estamos nós com mais uma crítica quentinha que sabe mesmo bem agora.
   O último livro da trilogia da Idade das Trevas é o maior dos três e talvez o mais surpreendente dos três. A escrita não varia muito neste em relação aos outros dois, está no mesmo estilo fácil e agradável de ler. Quanto à história por um lado está bem descrita, mas por outro parece que faltam algumas pontas soltas que não se chegaram a atar.
   Tirando essa pequena falha tenho de dizer que o fim do livro está muito surpreendente, não esperava o que aconteceu, mas para felicidade de todos a autora não quis deixar a situação completamente desastrosa e adicionou uma pitada de alegria à coisa, o que não posso dizer que não foi bem-vinda.
   Destes três livros da trilogia acho que os dois últimos são bem melhores que o primeiro, não só de história como capa e tudo o resto. Se entretanto quiserem ir dar uma espreitadela às outras críticas desta trilogia basta seguirem o link: Crítica - O Livro da Espada
   Podem também aproveitar e se quiserem comprar este livro, comprá-lo aqui: Wook

   Boa Leitura... ;)
7/10

André

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O Caminho de Merlim - Jean-Louis Fetjaine

   "Século VI, ilha da Bretanha.
   Pouco antes de morrer, o rei Guendoleu confia a Merlim, o seu jovem bardo, o cordão de ouro que representa o poder e a possibilidade de união entre os vários povos da Bretanha. Com o cordão a pesar-lhe no pescoço e a recordação de um amor impossível, Merlim tenta fugir à barbárie e percorre os reinos celtas devastados pela guerra, suscitando a desconfiança daqueles que vêem nele o "filho do Diabo". Mas será na zona impenetrável da floresta, num mundo mágico e esquecido, que a criança encontrará estranhos aliados...
   A sua viagem iniciática deverá terminar na noite dos mortos, num lugar que só ele poderá conhecer. Conseguirá, finalmente, desvendar o segredo que pesa sobre as suas origens?
   De Merlim, conhecíamos o mito; Jean-Louis Fetjaine concede-lhe a qui a sua dimensão histórica e humana."

   Boas leitores...
   Antes de mais quero agradecer à(s) pessoa(s) que fizeram encomendas na Wook através dos link's aqui do blog, estou-vos muito agradecido, estarão a contribuir para que haja aqui mais livros, tal como este mês que foi extremamente produtivo, não só em críticas como eu visitas, este mês passámos as 1000 visitas mensais, espero que continuemos com este ritmo será excelente.
   Bem, vamos ao livro, é do mesmo autor cujos livros li este mês, no entanto é duma colecção diferente, desta vez são apenas dois livros, do qual este é o primeiro, logicamente.
   Não sei bem em que género se encaixa, se histórico se fantasia, mas estaria mais inclinado para o histórico e essa foi uma das grandes falhas do livro. Acho que o autor tentou misturar duas coisas que normalmente não conjugam e infelizmente não teve sorte. Jean-Louis pôs história a mais neste livro, parecia que tinha de se restringir aos factos históricos mas de repente lembrava-se que podia acrescentar algo fantasioso. No final este é um livro sobre Merlim o grande feiticeiro e conselheiro de Artur, no entanto não é bem isto que se passa neste livro.
   Outro grande erro do autor que acho que não cometeu na trilogia que li anteriormente foi a dimensão e pormenorização da escrita, exagerou. Havia parágrafos com página e meia, por momentos pensava que estava a ler Saramago ou algo do género, o que me cansava muito mais.
   Pensei também que o livro fosse relacionar-se mais com a trilogia que li, visto que em ambos aparecia Merlim, no entanto não acontece isso a não ser no fim deste livro em que ele aparece com a aparência que tinha na trilogia.
   É um livro que nem está mau nem bom, para quem gosta de história arturiana acho que irão gostar. Para poderem comprar este livro se for esse o caso, basta seguirem o link: Wook  

   Boa Leitura... ;)
4,5/5

André  

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Booking Through Thursday - Ser um leitor

   "Estava a falar com um colega de trabalho no outro dia, sobre um livro que tinha lido recentemente, e apercebi-me do quão poucas são as pessoas com quem posso fazer isso. No meu dia-a-dia parece que quase ninguém lê nada a não ser uma revista ou um jornal. Só tenho realmente uma única pessoa com quem posso falar verdadeiramente sobre livros... E no entanto, sendo um Leitor com L maiúsculo, não consigo imaginar não ter sempre um livro à mão ou prateleiras cheias deles. Eu estou orgulhoso de ser uma pessoa que não só lê, mas que lê em volume e em variedade. Gosto de ter uma mente exploradora. Gosto de explorar novas ideias. Gosto de seguir uma história intrigante (quanto mais camadas de intriga melhor). Eu AMO ser um leitor e não consigo imaginar não ser um.
   Sou a única pessoa que se sente assim? Pergunto-me quantas pessoas não fazem uma coisa tão essencial à vida? Quem é que se sente triste por ver a quantidade de pessoas que se contentam em passar as vidas sem esticar as asas à imaginação?
   Consegues imaginar-te NÃO sendo um leitor? Como é que isso afecta a tua vida? Tens percepção disso?
   Como é que ser um leitor afecta os teus relacionamentos com todas as pessoas que te olham do outro lado e não conseguem entender como é consegues sentar-te e ler constantemente?
   
   André: Eu tenho sempre imenso orgulho de ser um leitor e como o autor do BTT sou um leitor com L maiúsculo leio não só em quantidade como em variedade, porque sempre me disseram que para conseguir escrever alguma coisa é preciso ter a sensação da escrita de vários estilos e de vários géneros. Sinto-me sempre triste por ver imensa gente que não lê e que não se interessa minimamente por isso, apesar de actualmente ver bastante gente a ler, muito mais do que antes, no comboio ou no metro. Nunca me conseguiria imaginar sem ler, seria uma vida tão aborrecida. É como se tivessemos visto a vida inteira e depois nos tirassem os olhos.
   As minhas relações com as pessoas que não lêem não são muito afectadas visto que todas as pessoas que me conhecem sabem que leio e ponto final não há lugar para discussão, o mais provável e tentar fazer com que essas pessoas leiam também. Pelo menos já consegui isso umas 3 ou 4 vezes, o que me orgulha imenso.