sábado, 31 de dezembro de 2011
"Nas Terras de Corza, o novo horizonte decora uma época de mudança; os primeiros automóveis passeiam-se em cidades de chaminés fumegantes, que gritam por mais recursos, para um maior progresso. Pela primeira vez, galgam as suas fronteiras, nessa busca frenética, cruzando-se com os povos do Sul, que, ainda amando a natureza virgem, erguem defesas desesperadas.Tyrawen, filha de um deputado, faz parte da vaga de exploradores, mas, quando menos espera, a experiência de um rapto altera-lhe o rumo: uma promessa por cumprir fá-la entregar-se ao misticismo das tribos, que a converte na representação de uma divindade. As Terras de Corza pretendem descredibilizá-la; mas serão capazes de negar a força das crenças primitivas?
O futuro irá traçar-se respeitando os mais antigos ou derrubando uma civilização...
"As Tribos do Sul" é o mais recente romance histórico-fantástico de Madalena Nogueira dos Santos, o terceiro da saga Terras de Corza."
Boas Leitores
Aqui estou eu para a última crítica de 2011, antes de mais, desejo-vos umas boas entradas e que tenham um ano feliz. Infelizmente este último livro não foi lá muito feliz.
O terceiro livro da tetralogia das Terras de Corza foi o mais decepcionante até agora. Não só pelo facto que a autora parece indecisa quanto ao que escreve, tanto pela história em si, como pelo género que a saga está a tomar. Inicialmente, o primeiro livro era uma obra do género fantástico, agora está muito mais virado para o género histórico com este terceiro volume.
Quanto a esta história não foi muito apelativa, enquanto que os dois livros anteriores apelavam para a força e determinação da mulher, este parece que denegriu um pouco a imagem da mesma, criando pelo menos para mim a imagem duma mulher fraca, indecisa, etc.
Outro ponto fraco, é o contínuo desenvolvimento das Terras de Corza, neste volume já existem automóveis, comboios e todas outras tecnologias, o que para mim é mais um factor que não favorece a decisão da autora em relação ao tema da saga. Ou se passava toda na era medieval, ou toda na era moderna, não um livro numa época e outro noutra.
Sempre há outros pontos positivos como a perspectiva de outra civilização e o facto de vermos um pouco o espelho da nossa actual humanidade, mas poderia ter sido melhor.
Se quiserem saber mais dos livros anteriores carreguem no link: Crítica - A Coroa de Sangue
Para comprarem o livro: Wook
Boa Leitura e Bom Ano Novo... ;)
4,5/10
André
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Quais foram os teus livros favoritos de 2011?
André: Bem, esta pergunta é um pouco difícil para mim, porque tive vários livros favoritos, e houve muitos que apesar de não serem favoritos me ensinaram algo. Decididamente que O Nome do Vento e O Medo do Homem Sábio Parte 1 foram livros muito importantes e favoritos, tais como O Homem Pintado, A Lança do Deserto, Génesis 1 - Gelo, Pátria e Exílio foram outros, e se continuasse iria ter uma lista bem maior, mas estes foram alguns dos mais importantes e favoritos este ano, esperemos que o próximo ano ainda seja melhor. Que tenham um próspero Ano Novo. :)
André: Bem, esta pergunta é um pouco difícil para mim, porque tive vários livros favoritos, e houve muitos que apesar de não serem favoritos me ensinaram algo. Decididamente que O Nome do Vento e O Medo do Homem Sábio Parte 1 foram livros muito importantes e favoritos, tais como O Homem Pintado, A Lança do Deserto, Génesis 1 - Gelo, Pátria e Exílio foram outros, e se continuasse iria ter uma lista bem maior, mas estes foram alguns dos mais importantes e favoritos este ano, esperemos que o próximo ano ainda seja melhor. Que tenham um próspero Ano Novo. :)
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
"De volta ao Palácio Real, Eiron vê-se livre das manipulações que experimentara até à morte do seu tio. Porém, uma estranha sombra envolve o trono e Eiron vê-se novamente usado como peça de um perigoso jogo de influências. É exilado. Provocando uma autêntica guerra civil, Eiron vai revelar o segredo hediondo do regicídio, sem conseguir, todavia, livrar-se do legado sangrento das suas raízes...Numa narrativa com enredo fictício, mas cronologicamente caracterizado, a autora usa os costumes, fala das instituições do passado, numa mistura de personagens ficcionalmente históricas.
Madalena Santos senhora de uma escrita cristalina, sonhadora e límpida, construiu, uma vez mais, uma história bem tecida."
Boas pessoal...
Sei que não tenho vindo muito aqui e lamento, mas entre Natal, prendas, exames, estudo é tudo um pouco complicado, mas aqui estou eu, pronto para tudo.
Quanto a este livro, apesar de ser relativamente bom, deixem-me dizer que acho que tem duas surpresas talvez não tão boas quando se lê. Uma é que o segundo livro não faz conexão nenhuma ao primeiro, apesar de ser uma tetralogia, só uma ou duas vezes é que aparecem os nomes das personagens do livro anterior. A segunda "surpresa" é que a razão para a primeira acontecer é que o mundo onde tudo isto se passa, as Terras de Corza, já avançaram, tecnologicamente, temporalmente e tudo o mais, deixando a outra aventura para trás, enquanto que na primeira obra era uma terra medieval, agora nesta obra já estamos num sítio mais avançados, as armas de fogo como pistolas já foram inventadas por exemplo.
Em relação ao resto é bom o livro, tem um bom enredo, boas personagens e uma boa escrita, por vezes um pouco secante nalgumas cenas, mas por vezes bastante emocionante noutras, como por exemplo em guerras, ou batalhas.
No entanto se ainda quiserem saber mais sobre esta autora, que é portuguesa, e sobre a colecção em si, mais especificamente do livro anterior, sigam o link: Crítica - O Décimo Terceiro Poder
Aproveitem e comprem este livro aqui: Wook
Boa Leitura... ;)
7/10
André
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Estás à espera de receber alguns livros este Natal?
Então e dar? Vais dar alguns bons?
André: Bem quanto a receber acho que vou receber alguns, espero que sejam uns bons. Quanto a dar não vou dar muitos, não há muita gente que se interesse por livros ainda, vou apenas dar duas mangás.
Então e dar? Vais dar alguns bons?
André: Bem quanto a receber acho que vou receber alguns, espero que sejam uns bons. Quanto a dar não vou dar muitos, não há muita gente que se interesse por livros ainda, vou apenas dar duas mangás.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O que é que é mais importante para ti? Personagens reais, a três dimensões e fascinantes? Ou um enredo fantástico e de virar a página? (Sim eu sei que ambos são importantes, mas e se tivesses de escolher um mais importante que outro?)André: Tirando o facto que a pergunta responde a si própria dizendo que ambos são muito importantes, facto que eu também concordo, eu acho mais importante destes dois o enredo. Para mim, as personagens podem não ser grande coisa, mas se o enredo tem aqueles ingredientes certos, meu Deus, é uma delícia de livro. Mas, é lógico que as personagens também não podem ser uns maltrapilhos que lá andam, tem de estar mais ou menos bem caracterizados.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
"Agora em O Medo do Homem Sábio, Dia Dois das Crónicas do Regicida, uma rivalidade crescente com um membro da nobreza força Kvothe a deixar a Universidade e a procurar a fortuna longe. À deriva, sem um tostão e sozinho, viaja par Vintas, onde, rapidamente, se vê enredado nas intrigas políticas da corte. Enquanto tenta cair nas boas graças de um poderoso Nobre, Kvothe descobre uma tentativa de assassínio, entra em confronto com um Arcanista rival e lidera um grupo de mercenários, nas terras selvagens, para tentar descobrir quem ou o quê está a eliminar os viajantes na estrada do Rei.Ao mesmo tempo, Kvothe procura respostas, na tentativa de descobrir a verdade sobre os misteriosos Amyr, os Chandrian e a morte da sua família. Ao longo do caminho Kvothe é levado a julgamento pelos lendários mercenários Adem, é forçado a defender a honra dos Edema Ruh e viaja até ao reino de Fae. Lá encontra Felurian, a mulher fae a que nenhum homem consegue resistir, e a quem nenhum homem sobreviveu… até aparecer Kvothe.
Em O Medo do Homem Sábio, Kvothe dá os primeiros passos no caminho do herói e aprende o quão difícil a vida pode ser quando um homem se torna uma lenda viva."
Boas outra vez...
Aqui estou eu para vos dar a crítica ao segundo best-seller e obra fantástica de Patrick Rothfuss, O Medo do Homem Sábio Parte 1. É pena este livro estar dividido em duas partes, mas também duvido que seria possível fazer um livro com a junção das duas partes.
Uma consequência disso é que a sinopse desta parte revela já bastantes coisas que se passam se calhar no segundo livro, mas enfim não posso contrariar, por isso se não gostam de spoilers não leiam a sinopse.
Em relação ao livro em si, digo-vos que a escrita deste autor continua excelente e viciante. Bastaram-me três, quatro dias para ler um livro de 700 páginas aproximadamente. E olhem que isto só acontece quando o livro é mesmo bom.
Não vos posso adiantar muito mais do livro, tudo continua duma forma que adoro, as experiências da personagem principal parecem verdadeiras e todas as aventuras dele são misteriosas e cheias de acção, com uma pitada de magia à mistura, aliás magia que funciona à base da força de vontade.
Bem, se quiserem saber mais podem sempre ver a crítica ao livro anterior: Crítica - O Nome do Vento
Se quiserem ter esta excelência de obra basta comprarem aqui: Wook
Boa Leitura... ;)
10/10
André
"«Chamo-me Kvothe.Resgatei princesas dos túmulos de reis adormecidos. Incendiei Trebon. Passei a noite com Felurian e parti com a sanidade e com a vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores.
É possível que me conheçam.»
Assim se inicia uma história sem igual na literatura fantástica, a história de um herói contada pela sua própria voz. É uma história de mágoa, uma história de sobrevivência, a história de um homem que busca o sentido do seu universo e de como essa busca e a vontade indomável que a motivou, fizeram nascer uma lenda."
Boas pessoal...
Antes de vos oferecer uma crítica fresquinha deixem-me dar-vos uma outra crítica que valerá a pena saberem, a crítica de o que eu considero um dos melhores livros de sempre, O Nome do Vento. Este livro pertence à colecção chamada Crónicas do Regicida e já conta com três volumes, todos eles bastante volumosos.
Aqui está o primeiro, tem aproximadamente 1000 páginas, ou seja, desde já aviso que não é uma leitura assim que se deva tomar levianamente. Mas apesar disso deixem-me dizer que essas quase mil páginas, 966 para ser mais exacto, são absolutamente viciantes e alucinantes.
Desde a forma de escrita deste autor até agora desconhecido, até às personagens, cenários, enredos, histórias, canções, tudo é simplesmente extraordinário. Não se trata duma história com criaturas sobrenaturais, é um mundo à parte, com simplesmente uma pitada de magia. De resto existem muitas e muitas similaridades com o nosso mundo.
Para além disso, a escrita do autor é bastante elucidativa, parece que as emoções do livro transbordam para nós e inundam-nos de percepções. Um excelente livro na minha opinião. Se quiserem aproveitar para ter este livro nas vossas prateleiras comprem-no aqui: Wook
Boa Leitura... ;)
10/10
André
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