sábado, 21 de maio de 2011

A Túlipa Negra - Alexandre Dumas

   "Sem sinopse"

   Boas pessoal...
   Como podem ver este mês tem sido bom em livros, o Bruno publicou já dois e bem interessantes, vejam as críticas, e eu acabo de ler outro conto que já é bastante antigo.
   Duma editora que nunca tinha visto, Amigos dos Livros este livro pertence a uma colectânea de obras, eu só tenho esta e outra, que será o próximo livro a ler.
   Agora o livro em si, achei-o giro. Não aquela coisa espantosa que encontro de vez em quando, mas um daqueles livros que se lê e pronto, não sentimos um vazio mas também não sentimos um preenchimento.
   A história está engraçada, passa-se no século XVII mas não tem nada haver com reis e criaturas mágicas. Tem mais assuntos como túlipas, políticas e afins, não vos vou dizer muito, já que não há sinopse deixo-vos na incógnita para ficarem curiosos e comprarem-no.
   A leitura é bastante fácil e rápida, chegava a ler 50 páginas numa hora, quando tinha tempo. E como o livro tem menos de 300 páginas não é cansativo. É um livro regular.

   Boa Leitura... ;)
5/10
André

domingo, 15 de maio de 2011

O Incêndio - Valentin Rasputin

   "A resignação com que Ivan Petrovitch sempre encara a vida é, de súbito, abalada pelo incêndio que inesperadamente se propaga pelos armazéns da sua aldeia de madeireiros.
   A desordem imposta pelo fogo como que ateou em Ivan a insatisfação contida ao longo de tantos anos e, num repente, é todo um mundo que se habituara a aceitar sem condições que desaba perante os seus olhos, deslumbrados pelo esplendor das gigantescas labaredas.
   Enquanto tenta apagar as chamas, descobre, desiludido, que nem a sua Sibéria natal escapou aos novos tempos que, avassaladores e impiedosos, lhe transformaram a paisagem, descaracterizando-a irremediavelmente ao nível das pessoas e da própria Natureza..."

   Boas leitores...
   Mais um pequeno livro de 125 páginas que realmente dá para pensar. A sinopse diz tudo, este livro passa-se numa única situação, o incêndio, e depois há muitas divagações. O livro foi escrito em 1985 e, no entanto, algumas das divagações parecem ter sido feitas por alguém que vive agora.
   Achei interessante o facto de o livro todo basear-se num incêndio e nas acções tomadas por Ivan para explicar as divagações, tal como as personagens que vão entrando e saindo de cena.
   Não tenho nenhum aspecto deveras mau para apontar, no entanto este livro não foi um que me despertou muito a atenção, e deu para ver pelo tempo que demorei a ler.
   Acho que é um livro médio, nem muito bom, nem muito mau...

   Boa Leitura... ;)
5/10
André

À Volta de Laura - Lara Cardella

   "Laura era filha única de um casal com uma vida serena. Pai médico, mãe doméstica, modelos que encarnavam uma existência tranquila. Orgulhavam-se da filha, equilibrada e madura, de espírito independente, capaz de decisões firmes e seguras.
   Um dia, no consultório do pai, Laura conhece Paolo, que acompanhava a mãe a uma consulta. Amou-o logo... e casou. Com ele e com a família, que o matrimónio, ao contrário do que se pensa, não é coisa para se viver a dois. E depois foi o que se viu: sogra, cunhados e cunhadas, preconceitos, invejas e intrigas, os laços de família a transformarem-se em nós apertados à volta de Laura."

   Hello pessoal...
   Mais um livro lido, em pouco tempo até, dois dias praticamente, também é um livro pequeno, 125 páginas, e com bastante diálogo.
   Esse foi um ponto bom e, no entanto, mau... Bom porque tornava a leitura fácil e interactiva, parecia que estava a ler uma peça de teatro, ou uma daquelas sitcom americanas de famílias engraçadas... No entanto era um pouco mau porque estava mal estruturado, havia falas seguidas da mesma personagem mas em parágrafos diferentes, o que confunde um bocado o leitor.
   A história do livro é um bocado absurda de tão possível que pode ser. Há realmente famílias assim e são insuportáveis. O que contribui para a estranheza do livro é o fim, que não faz sentido nenhum e fica tudo no inacabado, sem se saber o que acontece.
   É um livro bastante engraçado e faz pensar que "felizmente não tenho uma dessas famílias". Um verdadeiro sitcom literário sem o ser.

   Boa Leitura... ;)
5,5/10
   
André

terça-feira, 10 de maio de 2011

O Jogo das Paixões - Alberto Bevilacqua

   "Dia ou noite, Veneza é afrontada pelas incursões do Airão Vermelho, a bordo do qual se dá continuidade a um baile de máscaras, a um jogo de paixões, a uma desenfreada luta de poderes.
   Marco Donati é o fio condutor da história. Mafioso, chantagista e óptimo manipulador de consciências angustiadas, pretende assumir-se como cidadão respeitável e conquistar Regina, cantora, bela, sedutora e infiel.
   Mas, como numa ópera verdiana, outras são as personagens que influem no enredo: Squeri, o sórdido polícia que quer desmantelar a "Ghenga", e Vito Lunardi, o jovem que deve vingar a morte do pai, o anterior Doge da mafia veneziana.
   Regulado pela perversão, pelo rancor, pelos segredos e por golpes de cena, este é um romance que só poderia concluir-se de forma surpreendente e magistral."

   Boas Pessoal...
   Antes de tudo, espero que tenham ido muito à Feira do Livro de Lisboa, está quase a acabar, eu fiz muitas comprinhas (17 livrinhos para ler), a feira acaba este fim-de-semana, se ainda não foram lá aproveitem...
   Agora O Jogo das Paixões. Escrito em 1989, mais um livro com alguma idade, retrata muito bem a mafia mais poderosa do mundo, a italiana. As várias intrigas, os jogos sujos, as traições, os golpes de Estado e as mortes são todos elementos presentes nesta obra.
   Desde o início do livro que fui lendo-o de forma céptica a julgar este livro um mau livro, mas após algumas cenas que achei interessantes o meu apetite por ele aumentou, não de forma significativa, mas aumentou, subindo na minha consideração.
   Apesar disso, tem alguns maus pontos que tenho de referir. A escrita, não é que seja difícil, só que não me entusiasmou muito, estava escrito de forma estranha e abstracta, se é que posso utilizar este adjectivo. Outro ponto foi as intrigas, planos e objectivos da personagem principal que nem sempre eram explicados.
   Não seria um livro que compraria para ler, ainda bem que mo deram.

   Boa Leitura... ;)
4,5/10
André

domingo, 1 de maio de 2011

O Velho e os Lobos – Julia Kristeva

   “Uma fábula cruelmente moderna.
   Este livro nasceu de uma amarga revolta contra a banalização da vida e da morte na sociedade moderna. É uma meditação sinuosa sobre a invasão da barbárie, quando uma civilização adoece, uma época morre e com ela a moral e a lei, a memória e a cultura. O ódio torna-se então o único elo entre os homens. É o tempo dos lobos, um mundo de azedumes e de náusea, de vinganças e crimes.
   Narrativa fantástica, romance policial ou conto filosófico, esta visão à maneira de um Goya negro dirige-se áqueles que, tendo perdido uma pessoa amada, desfalecem de angústia perante o inimaginável da morte e procuram exprimir a violência da sua solidão sem partilha possível.”

   Boas pessoal...
   Já em Maio e começando com um livro não muito apelativo.
   De 1991, este livro, muito mais filosófico que policial não me atraiu muito. Por uma só razão, as divagações filosóficas não eram muito lógicas, apareciam constantemente desfazando assim a história em si. O que antes era uma história interessante começou a parecer aborrecido devido a tantas divagações e tão estranhas.
   No início, o livro apelou-me bastante, o enredo do conto era bom, mas a meio o livro começou a parecer cada vez mais absurdo e difícil de compreender. Não pela escrita, que achei até engraçada, mas mais por falar dum assunto e depois no capítulo a seguir falar de outro assunto de outro tempo diferente.Num livro deste tamanho, 206 páginas acho que não devia ter a capacidade de fazer tantas mudanças, os acontecimentos da história em si depois ocorrem todos muito em cima uns dos outros.
   Enfim, não se pode agradar a gregos e a troianos não é?

   A Feira do Livro já começou e vai prolongar-se até dia 15 de Maio, aproveitem e comprem livros... :D

   Boa Leitura... ;)
3,5/10

André

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Lady Barberina/ A Outra Volta do Parafuso – Henry James

   “Sem sinopse”

   Boas Pessoal...
   Este livro que me ofereceram nasceu em 1980, veio do Brasil e não gostei lá muito.
   Começando pelo primeiro conto Lady Barberina, posso dizer que este conto não tem pés nem cabeça, começa de forma abstracta e acaba sem explicação, parece que decidiram escrever um acontecimento de há 30 anos atrás e pronto ficaram-se por aí. Em 10, se este livro contivesse apenas este conto teria um mísero 1.
   Em relação ao segundo conto A Outra Volta do Parafuso, começa também de forma estranha mas vai ganhando forma pouco depois e até se torna num conto apetecível se não tivesse tão resumido, acontecendo tudo umas coisas em cima das outras e não se explicando metade. Mas há certos momentos que o autor consegue impor emoções ao leitor como terror, embora seja por tão pouco tempo. Para este conto, em 10, teria 4.
   Em suma, posso dizer que não aconselho lá muito o livro, mas também não sei se o encontrarão em muitos sítios, foi-me dado por uma alfarrabista.
   Quero dizer ainda que a nota deste livro será dada como uma média de pontuações.

   Boa Leitura... ;)
2,5/10

André

Felizmente Há Luar! – Luís de Sttau Monteiro

   “Denunciando a injustiça da repressão e das perseguições políticas levadas a cabo pelo Estado Novo, a peça Felizmente Há Luar!, publicada em 1961, no mesmo ano de Angústia para o Jantar, esteve proibida pela censura durante muitos anos. Só em 1978 foi pela primeira vez levada à cena, no Teatro Nacional, numa encenação do próprio Sttau Monteiro.
   Eu sou um homem de teatro concreto, real, de palco. Para mim, o teatro surge quando está no palco, quando estabelece uma relação social, concreta, num povo e num grupo. O livro meramente, ou o texto, tem para mim muito pouco significado, apesar de eu ser um autor teatral. (...) Se vocês são o teatro do futuro, eu sou o do passado. Eu sou um homem para quem só conta o espectáculo.
   Estas são palavras proferidas por Luís de Sttau Monteiro, publicadas em Le théatre sous la contrainte, Actas do Colóquio Internacional realizado em Aix-en-Provence, de 4 a 5 de Dezembro de 1985, publicadas pela Universidade de Provence, em 1988.
   É com esta citação que o Professor José Oliveira Barata, autor de Para Compreender Felizmente Há Luar!, estudo publicado também por Areal Editores, ilustra o facto de o texto dramático constituir apenas o primeiro passo para fomentar, em quem ensina e em quem aprende, o gosto pelo Teatro, entendido como expressão cultural socialmente condividida.”

   Boas pessoal...
   Este livro não estava na mesa de cabeceira até que eu tive de lê-lo e analisá-lo para a escola, por isso aproveitei e pu-lo aqui.
   Então, este livro é feito para teatro, adorei o esquema de leitura, com as várias formas de didascálias de lado a dar várias “dicas” sobre o que se estava a passar.
   Em relação à história em si, achei-a um pouco resumida de mais, a acontecer tudo de repente, talvez isso se deva ao facto de ser feito para teatro e eles não terem muito tempo. Mas, mesmo assim os dois actos que o livro tem têm uma data de simbolismos e representações da sociedade da altura.
   Apesar disto tudo, aposto que se este livro não fosse para a escola, eu nunca o teria lido, tal como muitos outros. Se quiserem comprar o livro comprem-no aqui: Wook

   Boa Leitura... ;)
5,5/10

André