domingo, 15 de maio de 2011

À Volta de Laura - Lara Cardella

   "Laura era filha única de um casal com uma vida serena. Pai médico, mãe doméstica, modelos que encarnavam uma existência tranquila. Orgulhavam-se da filha, equilibrada e madura, de espírito independente, capaz de decisões firmes e seguras.
   Um dia, no consultório do pai, Laura conhece Paolo, que acompanhava a mãe a uma consulta. Amou-o logo... e casou. Com ele e com a família, que o matrimónio, ao contrário do que se pensa, não é coisa para se viver a dois. E depois foi o que se viu: sogra, cunhados e cunhadas, preconceitos, invejas e intrigas, os laços de família a transformarem-se em nós apertados à volta de Laura."

   Hello pessoal...
   Mais um livro lido, em pouco tempo até, dois dias praticamente, também é um livro pequeno, 125 páginas, e com bastante diálogo.
   Esse foi um ponto bom e, no entanto, mau... Bom porque tornava a leitura fácil e interactiva, parecia que estava a ler uma peça de teatro, ou uma daquelas sitcom americanas de famílias engraçadas... No entanto era um pouco mau porque estava mal estruturado, havia falas seguidas da mesma personagem mas em parágrafos diferentes, o que confunde um bocado o leitor.
   A história do livro é um bocado absurda de tão possível que pode ser. Há realmente famílias assim e são insuportáveis. O que contribui para a estranheza do livro é o fim, que não faz sentido nenhum e fica tudo no inacabado, sem se saber o que acontece.
   É um livro bastante engraçado e faz pensar que "felizmente não tenho uma dessas famílias". Um verdadeiro sitcom literário sem o ser.

   Boa Leitura... ;)
5,5/10
   
André

terça-feira, 10 de maio de 2011

O Jogo das Paixões - Alberto Bevilacqua

   "Dia ou noite, Veneza é afrontada pelas incursões do Airão Vermelho, a bordo do qual se dá continuidade a um baile de máscaras, a um jogo de paixões, a uma desenfreada luta de poderes.
   Marco Donati é o fio condutor da história. Mafioso, chantagista e óptimo manipulador de consciências angustiadas, pretende assumir-se como cidadão respeitável e conquistar Regina, cantora, bela, sedutora e infiel.
   Mas, como numa ópera verdiana, outras são as personagens que influem no enredo: Squeri, o sórdido polícia que quer desmantelar a "Ghenga", e Vito Lunardi, o jovem que deve vingar a morte do pai, o anterior Doge da mafia veneziana.
   Regulado pela perversão, pelo rancor, pelos segredos e por golpes de cena, este é um romance que só poderia concluir-se de forma surpreendente e magistral."

   Boas Pessoal...
   Antes de tudo, espero que tenham ido muito à Feira do Livro de Lisboa, está quase a acabar, eu fiz muitas comprinhas (17 livrinhos para ler), a feira acaba este fim-de-semana, se ainda não foram lá aproveitem...
   Agora O Jogo das Paixões. Escrito em 1989, mais um livro com alguma idade, retrata muito bem a mafia mais poderosa do mundo, a italiana. As várias intrigas, os jogos sujos, as traições, os golpes de Estado e as mortes são todos elementos presentes nesta obra.
   Desde o início do livro que fui lendo-o de forma céptica a julgar este livro um mau livro, mas após algumas cenas que achei interessantes o meu apetite por ele aumentou, não de forma significativa, mas aumentou, subindo na minha consideração.
   Apesar disso, tem alguns maus pontos que tenho de referir. A escrita, não é que seja difícil, só que não me entusiasmou muito, estava escrito de forma estranha e abstracta, se é que posso utilizar este adjectivo. Outro ponto foi as intrigas, planos e objectivos da personagem principal que nem sempre eram explicados.
   Não seria um livro que compraria para ler, ainda bem que mo deram.

   Boa Leitura... ;)
4,5/10
André

domingo, 1 de maio de 2011

O Velho e os Lobos – Julia Kristeva

   “Uma fábula cruelmente moderna.
   Este livro nasceu de uma amarga revolta contra a banalização da vida e da morte na sociedade moderna. É uma meditação sinuosa sobre a invasão da barbárie, quando uma civilização adoece, uma época morre e com ela a moral e a lei, a memória e a cultura. O ódio torna-se então o único elo entre os homens. É o tempo dos lobos, um mundo de azedumes e de náusea, de vinganças e crimes.
   Narrativa fantástica, romance policial ou conto filosófico, esta visão à maneira de um Goya negro dirige-se áqueles que, tendo perdido uma pessoa amada, desfalecem de angústia perante o inimaginável da morte e procuram exprimir a violência da sua solidão sem partilha possível.”

   Boas pessoal...
   Já em Maio e começando com um livro não muito apelativo.
   De 1991, este livro, muito mais filosófico que policial não me atraiu muito. Por uma só razão, as divagações filosóficas não eram muito lógicas, apareciam constantemente desfazando assim a história em si. O que antes era uma história interessante começou a parecer aborrecido devido a tantas divagações e tão estranhas.
   No início, o livro apelou-me bastante, o enredo do conto era bom, mas a meio o livro começou a parecer cada vez mais absurdo e difícil de compreender. Não pela escrita, que achei até engraçada, mas mais por falar dum assunto e depois no capítulo a seguir falar de outro assunto de outro tempo diferente.Num livro deste tamanho, 206 páginas acho que não devia ter a capacidade de fazer tantas mudanças, os acontecimentos da história em si depois ocorrem todos muito em cima uns dos outros.
   Enfim, não se pode agradar a gregos e a troianos não é?

   A Feira do Livro já começou e vai prolongar-se até dia 15 de Maio, aproveitem e comprem livros... :D

   Boa Leitura... ;)
3,5/10

André

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Lady Barberina/ A Outra Volta do Parafuso – Henry James

   “Sem sinopse”

   Boas Pessoal...
   Este livro que me ofereceram nasceu em 1980, veio do Brasil e não gostei lá muito.
   Começando pelo primeiro conto Lady Barberina, posso dizer que este conto não tem pés nem cabeça, começa de forma abstracta e acaba sem explicação, parece que decidiram escrever um acontecimento de há 30 anos atrás e pronto ficaram-se por aí. Em 10, se este livro contivesse apenas este conto teria um mísero 1.
   Em relação ao segundo conto A Outra Volta do Parafuso, começa também de forma estranha mas vai ganhando forma pouco depois e até se torna num conto apetecível se não tivesse tão resumido, acontecendo tudo umas coisas em cima das outras e não se explicando metade. Mas há certos momentos que o autor consegue impor emoções ao leitor como terror, embora seja por tão pouco tempo. Para este conto, em 10, teria 4.
   Em suma, posso dizer que não aconselho lá muito o livro, mas também não sei se o encontrarão em muitos sítios, foi-me dado por uma alfarrabista.
   Quero dizer ainda que a nota deste livro será dada como uma média de pontuações.

   Boa Leitura... ;)
2,5/10

André

Felizmente Há Luar! – Luís de Sttau Monteiro

   “Denunciando a injustiça da repressão e das perseguições políticas levadas a cabo pelo Estado Novo, a peça Felizmente Há Luar!, publicada em 1961, no mesmo ano de Angústia para o Jantar, esteve proibida pela censura durante muitos anos. Só em 1978 foi pela primeira vez levada à cena, no Teatro Nacional, numa encenação do próprio Sttau Monteiro.
   Eu sou um homem de teatro concreto, real, de palco. Para mim, o teatro surge quando está no palco, quando estabelece uma relação social, concreta, num povo e num grupo. O livro meramente, ou o texto, tem para mim muito pouco significado, apesar de eu ser um autor teatral. (...) Se vocês são o teatro do futuro, eu sou o do passado. Eu sou um homem para quem só conta o espectáculo.
   Estas são palavras proferidas por Luís de Sttau Monteiro, publicadas em Le théatre sous la contrainte, Actas do Colóquio Internacional realizado em Aix-en-Provence, de 4 a 5 de Dezembro de 1985, publicadas pela Universidade de Provence, em 1988.
   É com esta citação que o Professor José Oliveira Barata, autor de Para Compreender Felizmente Há Luar!, estudo publicado também por Areal Editores, ilustra o facto de o texto dramático constituir apenas o primeiro passo para fomentar, em quem ensina e em quem aprende, o gosto pelo Teatro, entendido como expressão cultural socialmente condividida.”

   Boas pessoal...
   Este livro não estava na mesa de cabeceira até que eu tive de lê-lo e analisá-lo para a escola, por isso aproveitei e pu-lo aqui.
   Então, este livro é feito para teatro, adorei o esquema de leitura, com as várias formas de didascálias de lado a dar várias “dicas” sobre o que se estava a passar.
   Em relação à história em si, achei-a um pouco resumida de mais, a acontecer tudo de repente, talvez isso se deva ao facto de ser feito para teatro e eles não terem muito tempo. Mas, mesmo assim os dois actos que o livro tem têm uma data de simbolismos e representações da sociedade da altura.
   Apesar disto tudo, aposto que se este livro não fosse para a escola, eu nunca o teria lido, tal como muitos outros. Se quiserem comprar o livro comprem-no aqui: Wook

   Boa Leitura... ;)
5,5/10

André

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Não Contes a Ninguém – Karen Rose

   “Não olhes. Não confies. Não contes a ninguém.
   Mary Grace Winters sabia que a única forma de ela e o filho escaparem ao marido, um agente da polícia, que os maltratava, era a simulação das suas mortes. Agora, tudo o que resta da sua antiga vida jaz no fundo do lago... Com uma nova identidade, numa nova cidade, encontraram um refúgio a centenas de quilómetros de distância. Quase se esqueceu do pesadelo vivido há nove anos. Até resolveu tentar a sua sorte ao amor com Max Hunter, um homem que também carrega as suas próprias feridas. Contudo, o marido descobre-os e, pouco a pouco, o perigo aproxima-se e ameaça tudo e todos.”

   Boas pessoal...
   Eu sei demorei um bocado demais a ler o livro mas já sabem, viagem de finalistas e tudo, enfim...
   Primeiro, tem um título bastante apelativo, fiquei interessado no livro logo pelo título e pela capa, bastante bem desenhada.
   Em relação ao enredo em si, bem eu já li outros policiais de Karen Rose e tenho a dizer que os policiais têm um grande problema, são basicamente iguais, têm todos o mesmo plano de fundo, mauzão, rapariga, rapaz bonzão, um amor e um final feliz, fim.
   As personagens estão boas, e isso deve-se em parte ao facto de Karen Rose ter pedido a opinião a várias raparigas que sofreram realmente violência doméstica, o que acho muito bom.
   De resto não tenho muito mais a dizer, é um livro razoável, semelhante a muitos outros da mesma autora.

   Boa Leitura   ;)
6/10

André

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Memorial do Convento - José Saramago

   "Era uma vez um rei
Que fez promessa de levantar
Um convento em Mafra.
Era uma vez a gente
Que construiu esse convento.
Era uma vez um soldado
Maneta e uma mulher
Que tinha poderes.
Era uma vez um padre
Que queria voar e morreu doido.
Era uma vez."

   Boas pessoal.
   Consegui ultrapassar-me a mim mesmo e ler este livro em pouco menos de duas semanas, fazer apontamentos e tudo.
   Este foi o segundo livro de José Saramago que li, e até agora preferi o primeiro Caím em vez deste. Talvez por este ter de ser para a escola e, impressionantemente, só escolhem livros chatos.
   Como mostra a sinopse, um pouco curta mas explícita, isto fala da construção do Convento de Mafra e da vida de certas pessoas nessa altura.
   A concepção das personagens está um pouco original, mas também já é da forma de escrita de Saramago que torna as personagens mais verdadeiras do que realmente são.
   E a mais famosa característica de Saramago e também a que menos graça acho que é a forma de escrita bastante esquisita, voltou a surpreender-me, principalmente quando via parágrafos de 4 páginas seguidas.
   Enfim, se não fosse obrigatório para a escola este não seria um livro escolhido por mim para ler. Se quiserem comprar o livro o melhor sítio é aqui: Wook

   Agora vou começar um livro de Karen Rose, já li 5 da mesma autora, vou levar o livro para Andorra para lê-lo.

   Boa Leitura... ;)
3,5/10

André