Mostrar mensagens com a etiqueta Saída de Emergência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saída de Emergência. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Dragões de uma Noite de Inverno - Margaret Weis & Tracy Hickman

   "Os nossos heróis venceram uma batalha, mas não venceram a guerra pelo destino de Krynn. Os servos de Takhisis, a rainha dos Dragões, estão de volta e os povos de todas as nações precisam de lutar para salvar os seus lares e manter a própria liberdade. Mas há muito que as raças estão divididas pelo ódio e preconceito. Guerreiros elfos e cavaleiros humanos lutam entre si e a guerra parece estar perdida antes de começar.
   Forçados a separarem-se pelos acontecimentos, passará ainda algum tempo antes que os nossos heróis se reencontrem. Perseguidos por estranhos sonhos e profecias sinistras, o grupo parte em busca das misteriosas e lendárias orbe e lança do dragão.
   Conseguirão, juntos, fazer frente às trevas? E será possível para um cavaleiro caído em desgraça, enfrentar, à pálida luz do inverno, as forças de Takhisis?"

   Boas leitores!
   Aqui estamos a retomar uma trilogia que foi iniciada já há algum tempo. Mas felizmente vai ser terminada rapidamente, visto que o segundo volume está lido e o terceiro está a caminho! Como podem perceber, esta trilogia tem todos os seus volumes publicados em Portugal.
   Comparando com a crítica que fiz ao volume anterior tenho a dizer que esta obra melhorou um pouco a avaliação que tinha da trilogia. Este livro já está mais interessante com um enredo um pouco mais complexo e com um desenvolvimento das personagens mais aprofundado.
   Desta vez a dupla de autoras conseguiu em poucas páginas entranhar o leitor na cabeça das personagens e perceber quais eram os medos/desejos mais profundos de cada uma, o que ajuda imenso os leitores a criarem ligações emocionais com os protagonistas.
   Como se não bastasse o enredo também ficou melhor, deixou de ser apenas um conjunto de aventuras (apesar de ainda ter algumas indicações disso que tornam-se um pouco aborrecidas) para passar a ser uma história contínua em três livros com um perigo cada vez maior e, portanto, um suspanse colado ao ar da história que vai aumentando conforme a obra se vai desenrolando.
   Houve apenas alguns pontos negativos que se focaram mais nos supostos pontos altos de surpresa, que não foram assim tão surpreendentes, até um pouco previsíveis. No entanto, não sei dizer o que teria sido melhor para que estes pormenores tivessem sido tornados completamente inesperados. Acho que o que deu de si foi a contínua indicação que algo estava para acontecer. Em vez de acontecer duma vez, sem qualquer aviso.
   Está um pouco melhor do que o anterior, mas continua sem ser uma obra excelente e obrigatória. Talvez essa pontuação seja para o terceiro volume. É esperar para ler. Se entretanto quiserem saber sobre a opinião do livro anterior é seguirem o link: Crítica - Dragões de um Crepúsculo de Outono
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

domingo, 10 de janeiro de 2016

Justiça de Kushiel - Jacqueline Carey

   "Kushiel barra o caminho de Phèdre, severo e ameaçador. Numa mão, segura uma chave de bronze, e na outra... um diamante, enfiado num cordão de veludo.
   Phèdre nó Delaunay, a eleita dos deuses para suportar um indizível sofrimento com infinita compaixão é a vítima perfeita, a "oferenda sem igual" cuja profanação assegurará a ascendência de Angra Mainyu, O Senhor das Trevas.
   A morrer, pensa Phèdre, será às mãos do amor. Mas o amor é uma força assombrosa, e amor há que desafia todas as probabilidades...
   E o Amor reina em força neste volume pungente, a encerrar a saga de Kushiel. O amor de Joscelin por Phèdre, seu Companheiro Perfeito que tudo dá por ela. O amor de Phèdre pela sua rainha, que quer Imriel de la Courcel de volta, o amor de Phèdre por Hyacinthe, seu único e verdadeiro amigo, amor de Phèdre por Imriel, apenas amor simples e destituído de adornos.
   O Lungo Drom de Phèdre e Joscelin continua, por um lendário rio abaixo até uma terra esquecida de todo o mundo. E até um poder tão imenso que ninguém ousa proferir o seu nome.
   Ousará Phèdre? Ousará Phèdre receber o Nome de Deus e com ele obrigar a que libertem Hyacinthe? "Para receber o Seu Nome", instruiu o místico yeshuíta Eleazar ben Enokh, "d'Ele nos devemos acercar em perfeita confiança e amor, do nosso ser fazer um receptáculo onde o nosso ser não esteja." Logrará Phèdre fazê-lo?"

   Boas Leitores!
   Chegamos finalmente ao último livro d'A Saga de Kushiel! O sexto volume acaba agora esta grande colecção que esteve em aberto no blogue por vários anos.
   Felizmente esta obra melhorou muito em comparação com o anterior que li há mais de um ano e que me tinha desiludido sobremaneira. Neste a acção desenrola-se mais depressa (mas mesmo assim não há grande acção). Grande parte do livro é passado com descrições sobre onde estiveram e como eram as paisagens, principalmente do homólogo de África.
   No entanto a autora conseguiu dar por terminados todos os pontos soltos que havia. Quer fossem aventuras inacabadas, ou simplesmente pormenores das personagens que tinham ficado ainda por desvendar aconteceram neste livro. Claro que houve pormenores que foram delicadamente deixados em aberto para uma possível futura saga.
   Contudo, continuou a haver certas partes que não faziam qualquer sentido para mim, nomeadamente partes que critiquei também no volume anterior, mas essa é a minha modesta opinião, que aposto que será contrária à de tantas outras pessoas.
   É uma leitura rápida, não só por ter cerca de 280 páginas mas também pela escrita da autora ser de fácil leitura que não esgota o leitor num ápice. As partes sexuais continuaram com a qualidade que já tinha afirmado que a autora tem (milhares de vezes superiores a E. L. James), mas curiosamente não houve partes de violência que eram comuns nestas obras, não que devesse haver, acho que a história como está contada neste último volume está bem assim.
   Se tiverem curiosidade nesta saga, e quiserem saber mais, é só irem clicando nos links de cada opinião: Crítica - Avatar de Kushiel
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Acácia - Presságios de Inverno - David Anthony Durham

   "Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo. Um império dominado por um povo austero e intolerante. Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino. Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências devastadoras.
   Há muito tempo que o Reino de Acácia deixou de ser governado em paz a partir de uma ilha Idílica por um rei pacificador e pela dinastia Akaran. O cruel assassinato do rei trouxe muitas mudanças e grande sofrimento. Com a conquista do Trono do Mundo Conhecido por parte de Hanish Mein, os filhos de Leodan Akaran são forçados a refugiarem-se em zonas longínquas que desconhecem. Sem tempo para fazer o luto pelo seu pai, os jovens príncipes são separados e jogados à sua sorte num mundo cada vez mais hostil. E é entre piratas, deuses lendários, povos guerreiros e espíritos de feiticeiros que encontram a sua força e a sua verdadeira essência. Entretanto, Hanish continua empenhado na sua missão de libertar os seus antepassados e finalmente entregar-lhes a paz depois da morte. Mas para isso, os Tunishnevre precisam de derramar o sangue dos príncipes herdeiros...
   Conseguirá Hanish capturar os filhos do falecido rei Akaran? Voltarão a cruzar-se os caminhos dos quatro irmãos? Estará o coração de Corinn corrompido e rendido à paixão por Hanish ou dormirá com o inimigo apenas para planear a reconquista do Trono de Acácia? E se, de olhos postos na vitória, os herdeiros de Akaran voltarem a sofrer o mais duro dos golpes?"

   Boas Leitores!
   A saga Acácia está de volta ao blogue! Após mais de três anos e meio decidi dar uma hipótese à saga e continuar a lê-la, desta vez com o seu segundo volume dos seis existentes em Portugal. Esta obra é a segunda metade do livro em inglês, visto que cá em Portugal os livros estão separados em dois.
   Comparando com o volume anterior este tem os pontos um pouco trocados. Está melhor que o primeiro, decididamente, no entanto a escrita do autor não me agrada muito. Acho que entre os capítulos, que são perspectivas de diferentes personagens (o que me agrada como sempre), passa-se imenso tempo sem que haja qualquer referência a tal. Tanta informação que poderia ser explorada de forma a enriquecer o livro e dar uma melhor experiência ao leitor e no entanto, as acções passam-se rápido de mais.
   O problema disto é que vão coisas de arrasto como o desenvolvimento das personagens, que num momento são crianças e logo de seguida são adultos com ideais e princípios próprios e o leitor fica apenas com pistas do que poderá ter dado origem a tal.
   Mesmo assim conseguiu surpreender-me em algumas partes, mais perto do fim, onde pensei que o livro não conseguiria ter seguimento para mais quatro obras (ou duas em inglês) mas acabou por conseguir-se prolongar. Agora estou curioso para ler essa terceira obra e ver onde é que irá levar, a história ganhou o seu potencial. E também se a escrita melhora ao longo das obras.
   Caso estejam curiosos pelo primeiro volume podem sempre clicar no link seguinte: Crítica - Acácia - Ventos do Norte
   Boas Leituras... ;)
6.5/10

André

domingo, 22 de novembro de 2015

A Casa de Gaian - Anne Bishop

   "Começou com uma caça às bruxas, mas o plano do Inquisidor-Mor para eliminar todos os vestígios de poder feminino que há no mundo prevêem agora a aniquilação dos barões de Sylvalan que se lhe opõem... e a destruição do berço de toda a magia: a Serra da Mãe.
   Humanos e feiticeiras formam uma aliança difícil com os Fae para fazerem frente a esse inimigo terrível. No entanto, mesmo unidos, não têm força suficiente para resistirem aos exércitos mobilizados pela Inquisição. Procuram por isso o apoio do último aliado ao qual podem recorrer: a Casa de Gaian. As feiticeiras que vivem isoladas na Serra da Mãe têm poder suficiente para criarem um mundo... ou para o destruirem.
   O antigo lema das bruxas «Não fareis o mal» arrisca-se a ser esquecido por força de uma necessidade mais premente: a necessidade de sobreviverem."

   Boas leitores!
   Aqui está o final da trilogia Pilares do Mundo! Esta foi das trilogias mais rápidas que li. O tempo entre volumes não se estendeu eternamente como algumas das colecções que tenho (e ainda inacabadas).
   E ao que parece o último livro foi o melhor deles todos. Anne Bishop começou de forma pobre com o primeiro volume assemelhando-se muito a romances celtas do género Juliet Marillier, mas abaixo desta. Mas o segundo volume melhorou um pouco e agora este melhorou ainda mais.
   A história ganha profundidade, e com isso quero dizer complexidade, não só ao nível da acção mas também ao nível das personagens. Houve muitos momentos da minha leitura em que aconteceram coisas que não esperava, o que é um bom sinal.
   Uma qualidade desta autora é que consegue introduzir personagens num livro como este, que é o final da história, e mesmo assim desenvolvê-las até ao mesmo nível que outras personagens que vão desde o primeiro volume. Sem dúvida que a personagem que mais marca esta trilogia é Morag, e ainda mais neste livro, mas personagens novas como Selena não ficam atrás.
   Houve muitos pontos que tinham sido deixados em aberto no livro anterior e que foram devidamente fechados, com boas explicações. Já outros permaneceram na mesma, deixando o leitor um pouco curioso quanto a isso, desejando haver um mini-livro a explicar essas situações.
   Infelizmente o livro não é perfeito, e algo que tinha ficado curioso ao acabar o segundo volume da trilogia seria a parte bélica desta terceira obra. Pois bem, a parte bélica não foi praticamente desenvolvida, essa é a única parte que eu acho que Anne Bishop falha, poderia adicionar essa vertente e ter tornado este livro muito bom.
   É uma trilogia que sobe a sua pontuação gradualmente chegando a um bom lugar no fim, mas se querem lê-la terão de penar um pouco no início, por isso: Boa Sorte!!
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Luz e Sombras - Anne Bishop

   "Desde o massacre das bruxas, os Fae, que deviam proteger as suas primas há muito esquecidas, ignoraram as necessidades do resto do mundo. Agora as sombras voltam a alastrar-se sobre as aldeias do oriente. Sombras negras e poderosas que ameaçam todas as feiticeiras, todas as mulheres e os próprios Fae. Apenas três pessoas podem fazer frente à loucura coletiva que se está a disseminar e impedir que mais sangue seja derramado: o Bardo, a Musa, e a Ceifeira.
   Aiden, o Bardo, sabe que o mundo está dependente da proteção dos Fae, mas estes recusam-se a escutar os seus avisos sobre o mal que se esconde nas florestas. Vê-se obrigado a partir com o amor da sua vida, Lyrra, a Musa, numa aventura arriscada em busca do único Fae capaz de fazer o seu povo despertar da indiferença. Se os Fae não agirem depressa, ninguém sobreviverá..."

   Boas Leitores!
   Finalmente li o segundo volume da trilogia Pilares do Mundo. E tenho o terceiro numa das minhas estantes à espera de ser lido, mas claro que vou dar uma pequena pausa antes de voltar a esta saga.
   Quanto à minha opinião sobre esta obra... Melhor do que a anterior, isso acho que sim, mas não se tornou uma obra esplêndida. O seu enredo continua meio previsível, meio sem sabor. Li as coisas mas sempre à espera que algo mais acontecesse que me fizesse despertar do torpor da leitura. Algo que me surpreendesse ao nível da trilogia mais famosa da autora. É o que dá ler algo bom e depois algo não tão bom da mesma autora. Esperamos sempre mais.
   Por outro lado houve o desenvolvimento de personagens diferentes, até porque desta vez as personagens principais não eram as mesmas que no primeiro livro. Tal como conhecer outra parte daquele mundo foi interessante, apesar de achar que por vezes o relato do narrador não correspondia muito bem ao mapa do inicio do livro, mas isso são pormenores.
   Tive alguma pena da autora não aumentar a complexidade dos Fae e colocar mais personagens assim com nomes e conotações greco-romanas. Só uma nova Fae foi apresentada com alguma relevância para a história. Isto torna o enredo um pouco simples e aborrecido (para além do que pode já ser para alguns dos leitores.
   O final do livro despertou-me a curiosidade para ver como é que a autora irá escrever uma parte que é mais bélica e que normalmente é mais descrita por autores masculinos. Tenho fé que ela conseguirá fazer um bom trabalho, só espero que não me desiluda e coloque apenas muito romance e enredo de tanga.
   Se quiserem saber sobre o primeiro volume basta seguirem este link: Crítica - Os Pilares do Mundo
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

domingo, 4 de outubro de 2015

A Serva do Império Vol.2 - Raymond E. Feist & Janny Wurts

   "Os tempos mudaram e as formas de poder são hoje mais subtis e traiçoeiras. Nenhum clã pode sobreviver sem conhecer as intrigas do Jogo do Conselho. E todos sabem. Mara dos Acoma está mais implacável do que nunca. Com a vida do seu filho em perigo e a continuidade da sua Casa ameaçada, a Senhora dos Acoma usa de todos os meios para controlar a crueldade dos seus inimigos.
   Dotada de uma destreza intelectual invulgar, Mara dos Acoma coloca em causa não só as tradições dos Tsurani, como as suas próprias convicções. Neste jogo de sentimentos e poder, poderá não haver um vencedor...
   Este volume é a segunda parte de A Serva do Império, pertencente à magnífica saga épica de Feist e Wurts - uma das colaborações mais bem-sucedidas de todos os tempos no estilo fantástico."

   Boas leitores!
   Aqui está uma bela obra-prima. Esta é, como diz na sinopse, uma das melhores colaborações entre escritores. Tão boa quanto achei na obra Windhaven. Como referem também este é o segundo volume do que lá fora é um único volume intitulado A Serva do Império e é o penúltimo da saga.
   E começo por este mesmo ponto. Não sei o que virá no próximo livro, porque este pareceu-me, para além de brutal, o ponto máximo de climáx que os livros atingem quando estão a chegar ao final da sua história. Aliás, o final deste livro pareceu-me mesmo o final da saga.
   E isso é um ponto positivo ou negativo? Não sei bem. Depende muito do que virá no último livro da saga. Porque temo que deveriam ter acabado a história por aqui, e não ficaria nada chateado porque acho que foi um livro espectacular. Desde o início que fiquei sempre ansioso por ler mais.
   Todas as acções que se passaram na obra agarraram-me de tal forma que parecia que não conseguia respirar pela energia e entusiasmo que o livro traz.
   Como se isso não bastasse, o desenvolvimento da protagonista está muito bem feito e eu como leitor sentia as mudanças graduais da sua personalidade e como isso afectava ou afectaria o futuro do enredo.
   E ao falarmos do enredo temos que falar obviamente da genialidade dos autores. Capazes de criar um mundo novo com um sistema político tão intrincado e mesmo assim cheio de estratégia e manipulação e juntar a isso uma espécie de romance que não é muito novelado.
   É com certeza um livro muito bom que aconselho a todos os que gostam do género. Se quiserem saber mais sobre o volume anterior é seguirem o link: Crítica - A Serva do Império Vol.1
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

domingo, 27 de setembro de 2015

A Jóia Encantada - R. A. Salvatore

   "Drizzt do'Urden está de volta. Venha descobrir a lenda do elfo mais misterioso e temido da fantasia. E acompanhe-o na épica jornada por um mundo onde só lâminas afiadas impõem respeito.
   O assassino Artemis Entreri rapta a sua vítima, Regis, o halfling, e leva-o para Calimport onde o entrega nas mãos do vingativo Pasha Pook. Se Pook conseguir controlar a sua pantera mágica Guenhwyvar, Regis irá morrer num verdadeiro jogo de gato e rato.
   Com o auxílio de uma máscara encantada, o elfo negro Drizzt do'Urden esconde os traços da sua herança e junta-se ao bárbaro Wulfgar numa corrida desesperada para salvar o halfling. Um aliado inesperado surge no momento em que Entreri solta uma armadilha ao grupo. Mas conseguirá Regis sobreviver incólume?
   Os companheiros das Planícies Geladas lutam contra piratas ao longo da famosa Costa da Espada, desbravam os caminhos do deserto de Calimshan e confrontam monstros de outros planos para que possam salvar o seu amigo... e a si próprios."

   Boas Leitores!
   Aqui estamos a acabar uma saga! Isto quase merece foguetes, visto a quantidade enorme de sagas que tenho inacabadas... Este é o terceiro e último volume da trilogia Planícies Geladas.
   Por onde começar... Talvez pelo fim para ser diferente. É um livro mediano, talvez um pouco melhor do que o segundo livro da trilogia (talvez por este ser o último e portanto ter mais pontos surpreendentes ou conclusões de partes inacabadas), no entanto não é uma obra-prima que me faça dizer que é o melhor livro de sempre.
   As trilogias deste autor são boas numa coisa: são leves, a escrita é leve e o enredo não é difícil de seguir. Para quem não esteja numa de ler coisas pesadas ou complexas então este é um bom livro.
   Por outro lado não se pode exigir muito. O enredo não é complexo, e os acontecimentos são quase todos previsíveis (houve um ou outro que me surpreendeu e daí este volume ser melhor que o anterior).
   O desenvolvimento das personagens foi bastante bipolar, no sentido em que a maior parte das personagens permaneceu igual sem que os leitores soubessem grande coisa delas mas depois o protagonista teve bastante foco nesse aspecto.
   Deste autor continuo a preferir o primeiro volume da primeira trilogia que li dele, Pátria. Achei o livro brutal e gostava que houvesse mais alguma trilogia que envolvesse essa parte do mundo de Drizzt.
   Como não há (pelo menos em português), ficarei-me por continuar a ler as obras que forem saindo... Se quiserem ver a opinião do livro anterior da saga basta seguirem este link: Crítica - Rios de Prata
   Boa Leitura... ;)
6/10

André

domingo, 30 de agosto de 2015

A Serva do Império vol.1 - Raymond E. Feist & Janny Wurts

   "Ninguém conhece os meandros do Jogo do Conselho melhor do que Mara dos Acoma. Através de sangrentas manobras políticas, ela tornou-se uma poderosa força no Império; porém, rodeada de mortíferos rivais, se Mara quiser sobreviver, tem de ser a melhor.
   Como se isso não bastasse, Mara tem de combater batalhas em duas frentes: no viveiro de intriga e traição que é a corte dos Tsurani, e no seu coração, onde a paixão por um escravo bárbaro do mundo inimigo de Midkemia a leva a questionar os princípios que regem a sua vida.
   A Serva do Império é o segundo volume da magnífica saga épica de Feist e Wurts - uma das colaborações mais bem-sucedidas de todos os tempos no estilo fantástico."

   Boas leitores!
   Desde que li o primeiro volume desta colecção que estava desejoso de poder ler mais... Pois bem, já li o segundo volume e ainda bem que o fiz. Este é então o segundo de quatro livros que existem em português. Em inglês a colecção é apenas uma trilogia. Cá em Portugal o 2º livro foi dividido em dois.
   E já que falo nisto acho que pela primeira vez achei por bem terem dividido o livro. Sei que provavelmente foi por razões de lucro e não de conveniência ao leitor. Mas este livro apesar de muito bom tornar-se-ia demasiado denso se estivesse com outro livro da mesma grossura, ou quase, englobado.
   Então e porque é que continuo a querer ler mais desta saga? Porque até agora está feito um cenário brilhante. A intriga continua sem perder qualquer ritmo, não houve nenhuma incoerência e o enredo só fica melhor!
   Disse na opinião do primeiro livro que ler o duo O Mago - Aprendiz e Mestre ajudava a entender a história no início, mas com este livro achei simplesmente espectacular o facto de um dos grandes acontecimentos do O Mago - Mestre aparecer neste livro numa perspectiva diferente, soube tãããão bem ler isso!
   Só houve um momento na minha leitura que julguei que estava tudo perdido para este duo de escritores. Foi quando foi apresentado o "bárbaro" de que falam na sinopse. Pensei mesmo que a história fosse tomar um rumo comercial e romantizado até dizer chega. Mas não aconteceu, apesar de haver um certo romance a história não se torna só nisso, ganha talvez mais camadas! E ainda bem! Se não conhecesse a saga e fosse ler esta sinopse diria que este livro se tratava de outro igual a tantos que já li, mas não! É completamente diferente.
   E é por isso que darei uma pontuação adequada! Se quiserem ver a opinião do volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - A Filha do Império
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Os Pilares do Mundo - Anne Bishop

   "Ari, a última descendente de uma longa linhagem de bruxas, pressente que o mundo está a mudar... e está a mudar para pior. Há várias gerações que ela e outras como ela zelam pelos Lugares Antigos, assegurando-se de que o território se mantém seguro e os solos férteis. No entanto, com a chegada da primeira Lua Cheia do Verão, as relações com os seus vizinhos azedam-se. Ari já não está segura.
   Há muito que o povo Fae ignora o que se passa no mundo dos mortais. Só o visitam, através das suas estradas misteriosas, quando desejam recrear-se. Agora esses caminhos desaparecem pouco a pouco, deixando os clãs Fae isolados e desamparados.
   Onde sempre reinara a harmonia entre o universo espiritual e a natureza, soam agora avisos dissonantes nos ouvidos dos Fae e dos mortais. Quando se espalham nas povoações boatos sobre o começo de uma caça às bruxas, há quem se interrogue se os diversos presságios não serão notas diferentes de uma mesma cantiga.
   A única informação que têm para os nortear é uma alusão passageira aos chamados Pilares do Mundo..."

   Olá olá!
   Anne Bishop voltou! Há imenso tempo que não tínhamos pelo blogue nenhuma obra dela, mas aqui está ela. Desta vez começa uma nova trilogia, denominada Pilares do Mundo e que os três volumes estão publicados em português felizmente.
   Aconselharam-me a ler este livro dizendo que era engraçado e bastante original. No entanto não foi isso que achei. Se compararmos com as outras obras da autora esta deixa mesmo muito a desejar. O mundo original criado por Anne Bishop na trilogia Jóias Negras é imensamente melhor que este. E se não compararmos esta obra com obras da mesma autora mas sim com obras de outras autoras que escrevem neste estilo digamos que a originalidade também não foi o ponto forte.
   Muito à semelhança de autoras como Juliet Marillier esta obra é simples e com um enredo fraco e previsível. Pontos positivos para esta obra? Bem, tenho de admitir que juntar os Fae, que são criaturas mitológicas nórdicas com deuses greco-romanos foi original. Mas isso não bastou.
    Esta obra não leva uma pontuação muito má porque era um livro pequeno, de escrita simples que se calhar, quando dirigido para o público-alvo, atinge perfeitamente os objectivos. E se calhar atribui-se alguns pontos pelo desenvolvimento da protagonista e de uma ou outra personagem. Já outras ficam em branco, sem qualquer informação para criar ligação com o leitor.
   Não sei se esta trilogia terá capacidade para melhorar. A maneira como acaba deixou-me meio agridoce. Por um lado tem algo que é completamente previsível e que deixou-me desanimado por espetar nos olhos do leitor "o próximo livro vai ser mais do mesmo". Mas por outro lado há uma justiça meio poética para algumas personagens, que admito que me fez sorrir quando li. Terei de esperar para ler o segundo volume...
   Boas Leituras! ;)
4/10

André

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A Partícula de Vénus - Douglas Preston

   "Ao cavalgar pelos desertos do Novo México, Tom Broadbent encontra um homem moribundo. Chama-se Stem Weather e acaba de ser alvejado. Antes de morrer, o homem entrega a Tom um caderno de notas coberto de números misteriosos e pede-lhe que o entregue à sua filha.
   Ao prometer fazer a vontade do falecido, Tom nem sonha que acaba de se transformar no novo alvo do assassino de Stem, um antigo presidiário contratado por alguém que quer encontrar os fósseis de um Tyrannosaurus Rex. Fósseis que conterão uma pista sobre a extinção dos dinossauros.
   Inicia-se assim uma batalha entre cientistas e uma sinistra agência governamental desesperada para ocultar o segredo explosivo. Se falharem, não evitarão outra extinção... desta vez a da própria raça humana."

   Boas leitores!
   Então como têm estado as vossas leituras de verão? Avançadas ou nem por isso? Estão a planear ler quantos livros este mês? Eu acho que não vão ser muitos deste lado, mas logo se verá!
   Vamos lá agora à opinião deste livro. É de um autor já lido por aqui, com os títulos Blasfémia e Impacto. Este é o terceiro livro do autor que leio. Mais uma vez é um livro mais ou menos isolado, pode ler-se sem ter lido qualquer outro livro dele, no entanto há uma personagem em comum com todos os livros dele, muito semelhante à estratégia de Dan Brown.
   E que dizer desta obra? É meia interessante, com os seus enredos engraçados para policial mas sem uma grande profundidade. Outra coisa superficial é o desenvolvimento de personagens, havia uma em particular que achei bastante desconexa por vezes. Tanto parecia uma coisa, como outra, e não, não era bipolar ou algo do género.
   O grande ponto negativo aqui foi a falha nos detalhes. O autor coloca imensas vezes nas suas descrições detalhes que por vezes são inúteis e não dão qualquer informação nova ao leitor. E com isto incorre num grande problema: ao detalhar certas coisas que não tem profundo conhecimento faz com que alguém que tenha as bases mínimas desses detalhes perceba quão falso é o cenário. No meu caso falo da área de biologia. Qualquer jovem adulto que termine o 12º ano com Biologia e Geologia percebia que nem todos os detalhes do livro estão certos. Conclusão: por vezes os detalhes a mais que darão uma visão realista fazem o oposto.
   Com isto digo apenas que não é o meu favorito do autor, mas não está completamente mau. Terei que ler mais livros dele à procura do melhor.
   Boas Leituras... ;)
5.5/10

André

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Histórias dos Sete Reinos - George R. R. Martin

   "Nos últimos dias do reinado do Rei Daeron, com os Sete Reinos em paz e a dinastia real Targaryen no seu apogeu, conhecemos a história de um jovem escudeiro de nome Dunk que parte em busca de fama e glória num dos mais famosos torneios de Westeros.
   Mas ele desconhecia que o destino pode pregar estranhas partidas e que o caminho para a honra e nobreza em Westeros está ladeado não só de perigos, mas também de amizades e coragem. Quando conhece Egg, um rapaz misterioso e inteligente, mal sabe que os laços estreitos que forma com ele irão mudar a sua vida para sempre.
   Com Histórias dos Sete Reinos, George R. R. Martin transporta-nos para o mundo fascinante e repleto de intrigas de Westeros, com a mesma mestria com que escreveu a sua obra-prima: A Guerra dos Tronos."

   Boas pessoal!!
   Acabei de ler um livro de um dos autores mais falados nos últimos anos, pois é, o autor da tão famosa Guerra dos Tronos, mas não é o novo livro que saiu, não se preocupem, este não passa de um conjunto de três histórias com as mesmas personagens e que aconteceram alguns anos antes da história em Westeros começar com a sua saga mais famosa.
   Pois é, o primeiro conto não tenho muito a dizer, visto que é o conto que existe também no livro O Cavaleiro de Westeros & Outras Histórias (e que acho que por causa disso, quem comprovasse que tinha este mesmo livro deveria ter tido um desconto de 1/3 no preço!).
   Quanto aos outros dois contos, são interessantes, principalmente para quem gosta do mundo de Westeros e de todas as coisas que trazem com ele. No entanto achei a escrita do autor um pouco lenta de mais, demasiado descritiva sem no entanto dizer grande coisa. Houve uma enorme descrição de emblemas das diversas casas, coisa que pouco me interessava a não ser que desempenhassem um papel importante, coisa que nem sempre acontecia.
   Outro ponto mau foi que achei por vezes previsível a história. não foi sempre. Houve outras alturas que me ri ou fiquei surpreendido com o que lia, mas das outras vezes mal começava uma acção e eu já conseguia prever qual o desfecho.
   É um livro engraçado para quem tem saudades do mundo de Westeros e está à espera que os próximos livros saiam. Sempre dá para matar um pouco de saudades, mas não esperem mortes inesperadas ou bruxaria negra até dizer chega, é mais um livro sobre época medieval e cavaleiros.
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

sábado, 14 de março de 2015

Impacto - Douglas Preston

   "O agente Wyman Ford é enviado numa expedição secreta ao Camboja para localizar a origem de umas deslumbrantes jóias que não aparentam ser deste mundo.
   Um meteoro brilhante ilumina os céus da costa de Maine... e duas jovens partem em direção a uma ilha distante para encontrar a zona de impacto.
   Um cientista descobre uma fonte inexplicável de raios gama no Sistema Solar Exterior. É encontrado decapitado e todas as informações são dadas como desaparecidas.
   Imagens de alta resolução da NASA revelam algo escondido nas profundezas de uma cratera em Marte. Algo que acabou de ser ativado."

   Boas leitores...
   Mais uma opinião nova! E em breve virá outra que estou actualmente a ler um mangá. Quanto a este livro, é o segundo do autor que leio, pertence a uma suposta colecção denominada "Wyman Ford". Porquê suposta? Porque não acho que isto se trate realmente de uma saga. É como Dan Brown, vários livros que podem ser lidos independentemente uns dos outros mas que têm sempre a mesma personagem principal.
   Agora vamos a pormenores técnicos. Enredo? Como podem ver está tudo dito na sinopse, uma grande salganhada de coisas que acabam por se juntar no fim para solucionar tudo. Não é um bom plot de todo. Achei até certas partes repetitivas, uma parte de acção no final pareceu-me a mesma que aconteceu a 1/3 do livro, apenas com alguns pormenores diferentes.
   As personagens estão simples, sem grandes crescimentos. Não há maneira nenhuma de criar uma empatia com alguma personagem visto que o autor não explorou essa parte para tentar conectar os leitores a elas.
   Para além disso parece não ter havido alguma pesquisa do autor pelo significado de asteróide/meteoro/meteorito/etc. Não sei se foi propositado ao não, para mostrar a ignorância dos protagonistas, mas as personagens tanto usam uma palavra como outra para definirem o mesmo, quando estas palavras têm claramente significados diferentes.
   Pontos bons? Não sei se houve grandes pontos bons. Não foi um bom policial, até porque no fim tornou-se uma obra de ficção científica com um desenlace ridículo para salvar a situação. Mas bem temos de congratular o autor pela diversidade de cenários que conseguiu desenvolver. Se isso é bom ou não numa obra destas, deixo ao vosso critério.
   Boas Leituras... ;)
3/10

André

domingo, 1 de fevereiro de 2015

A Espada e a Chama - Stephen Lawhead

   "Quentin reina agora como Rei Dragão, e é confrontado com a investida mais violenta de todas: o insidioso ataque do mal que cresce dentro de si mesmo.
   Como um jovem acólito do deus Ariel, ele empreendera alegremente uma viagem que o afastaria dos velhos deuses, levando-o ao encontro do Altíssimo.
   Desta vez já não é apenas a sua vida, ou a sobrevivência do reino que se encontram em jogo. Nimrood tem em seu poder, como refém, o filho de Quentin. O Rei Dragãi perdeu a sua espada e perdeu o seu rumo. Irá também trair o seu voto solene com o Altíssimo?"

   Boas leitores!
   Uma nova opinião a aparecer! E para além disso, uma que termina uma trilogia, ou seja menos uma coisa inacabada (entre as muitas que aqui andam).
   Então vamos lá, o que dizer deste livro? Inicialmente não era nada de especial, tal como os dois livros anteriores. Mas a certa altura, o rumo da história mudou e começou a tornar-se mais sombria e desesperante, o que ganhou a minha curiosidade por muitas páginas, visto que era uma lufada de novidade que aparecia na obra.
   Mas quando o livro atingia o final, o clímax, com a típica batalha final a parte sombria e desesperante que estava a gostar desfez-se num instante e de forma ridícula sem qualquer lógica. Basicamente voltou à mesma lenga-lenga que antes, um grande aborrecimento.
   E em que consistia esta parte mais sombria perguntam-me vocês? Era não só na alteração da história para o desastre que os leitores não esperavam mas também a caracterização da personagem principal que teve um desenvolvimento cada vez mais dark. Acho que foi bem conseguido... Para depois ser destruído ridiculamente.
   Após ter lido este livro achei que o segundo foi estranho porque basicamente foi empatar a história, porque não contribuiu praticamente nada para o terceiro volume.
   Para alem disso acho que houve imensas questões que ficaram sem serem respondidas, e outras que embora respondidas foi como se fosse das respostas mais vagas do mundo, ou simplesmente respostas para fechar buracos na história, mas que não cumpriram totalmente essa missão.
   Mais uma vez acho que toda esta trilogia talvez esteja bem sucedida para jovens leitores, mas para aqueles que já leram muito é só algo banal. Exceptuando algumas partes deste último volume. Se quiserem saber mais da colecção, sigam o link seguinte: Crítica - Os Guerreiros de Nin
   Boa Leitura... ;)
5.5/10

André

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Os Guerreiros de Nin - Stephen Lawhead

   "A ascensão da Estrela do Lobo, arauto de Nin, lançou uma sombra de terror sobre o reino do Rei Dragão. A cada noite que passa, a Estrela do Lobo fica maior e mais ameaçadora, aumentando o poder maléfico de Nin. Mais uma vez, é Quentin quem tem o destino do reino nas mãos. A última esperança de salvação reside numa espada: Zhaligkeer, a Brilhante. Mas o segredo do «lanthanil», o metal vivo com quem tem de ser forjada, perdeu-se há muito na noite dos séculos..."

   Boas leitores...
   Demorou um bocado a cá chegar mas finalmente há alguma novidade no blogue! Desta vez é a continuação de uma trilogia, A Saga do Rei Dragão, este é o segundo volume dos três publicados cá em Portugal.
   Que obra magnífica que li... Ou talvez não. O certo é que se me perguntarem daqui a um ano de que fala o livro é muito provável que não vos possa dizer grande parte dos pormenores. O que significa que o livro não é estrondosamente bom que me marque a memória para todo o sempre, mas também não é terrivelmente mau que faça o mesmo efeito. É só sem graça.
   Já é um enredo muito comum, com um molde explorado até mais não. As variações são coisas que já não surpreendem um leitor experiente (talvez uma pessoa que tenha começado recentemente a ler goste disto).
   O objecto sagrado, a profecia um pouco previsível, e uma batalha bastante confusa em que os números dos exércitos estão um pouco baralhados na luta final são alguns pormenores que definem esta obra e não num bom sentido.
   O que é que posso dar de bom acerca deste livro? Não muito, mas não que o livro seja só mau. Tem as suas falhas que não são compensadas por pontos muito bons. Mas para o público-alvo a que está dirigido talvez goste, os jovens normalmente são aficionados por histórias deste género.
   Se quiserem ver a opinião do livro anterior basta clicarem no seguinte link: Crítica - Na Casa do Rei Dragão
   Boa Leitura... ;)
4/10

André

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A Filha do Império - Raymond E. Feist & Janny Wurts

   "Mara era apenas o membro mais novo de uma família nobre. Nunca esperou que a súbita e chocante morte do irmão e do pai pudessem trazer-lhe tamanha responsabilidade. Apesar do seu sofrimento, cabe-lhe a tarefa de vestir os mantos da liderança e enfrentar as dificuldades. Mas embora inexperiente na arte política, Mara terá de recorrer a toda a sua força e coragem, inteligência e astúcia, para sobreviver no Jogo do Conselho, recuperar a honra da Casa dos Acoma e assegurar o futuro da sua família.
   Rapidamente se apercebe de que a traição e os inimigos da família quase levaram a sua Casa à aniquilação completa. Todas as esperanças estão depositadas numa única mulher: uma rapariga que terá de crescer rapidamente e aprender um jogo perigoso, onde não há tempo para errar..."

   Boas leitores...
   E outra colecção a ser iniciada, mas desta vez promete ser uma colecção estrondosa e brilhante. A Saga do Império são quatro livros publicados em português (na língua original são apenas 3).
   Para os leitores que já leram antes livros deste autor então aconselho-vos vivamente a lerem estes. Para os que não leram, deveriam ler pelo menos o duo O Mago - Aprendiz e O Mago - Mestre antes de lerem este, pois muitas vezes são feitas alusões a certos pormenores importantes, visto que este livro passa-se no mesmo cenário temporal que os livros que falei acima.
   E é exactamente por esse pormenor que se torna tão apelativo aos fãns de Raymond E. Feist, poder saber o outro lado da história, ou pelo menos como é que o outro lado da guerra se comporta e o seu modo de vida.
   E não é de todo um modo de vida simples, intrigas, estratégias, mortes e honra são palavras-chave nesta aventura. Tudo palavras muito apelativas para mim. Várias foram as vezes que me lembrei de outro livro que tinha gostado pela mesma razão, Pátria de R. A. Salvatore. Acho que me agarra de tal forma poder entender as intrigas e as jogadas de poder para subir na hierarquia e ser-se superior ou morrer a tentar.
   Um bónus neste livro é que é tudo feito por motivos de honra. Este é o ponto que falta sempre nas intrigas e o que torna apelativo neste, o facto de haver um código de honra duramente cumprido e que leva à morte imediata quem não o cumpre. Conclusão, as traições e as jogadas de sorte têm de ser muito bem calculadas.
   De resto o autor não me desiludiu com esta parceria. As personagens estão bem desenvolvidas e o enredo muito bem conseguido. Houve apenas uma parte em que a história diminui um bocado de intensidade, mas para logo voltar a subir e manter a expectativa em cima. O ambiente ao mesmo tempo meio alienígena e meio japonês é algo interessante e que dificilmente imaginaria.
   Aconselho a todos este livro. Um bom livro que vai entreter o leitor e levá-lo mais longe do que julgaria.
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Na Casa do Rei Dragão - Stephen Lawhead

   "Um guerreiro mortalmente ferido cai desfalecido no pórtico do templo onde Quentin servia como acólito do deus Ariel. Agora, o jovem Quentin tem de fazer a sua escolha; entre uma vida tranquila e confortável e um caminho desconhecido carregado de perigos. Em companhia de um punhado de amigos leais, Quentin parte para uma aventura que irá mudar o seu destino e arrasté-lo para um conflito mortal com Jasper, o usurpador, e o sinistro necromante Nimrood."

   Boas Leitores...
   Nova opinião aqui no blogue, de uma nova trilogia (mais uma). Felizmente estão todos publicados cá em Portugal e baratinhos até!
   Quanto a este primeiro volume o que tenho a dizer... Não muito. É estranho porque o livro parece cair mais numa categoria infanto-juvenil, no entanto a escrita não está assim tão adaptada para essa faixa etária, mas para leitores mais velhos tem imensas incongruências que não passariam despercebidas facilmente.
   O enredo é simples, idade média, reis em batalhas, inimigos a querer o trono, um grande vilão, um rapaz vindo de um sítio inóspito que se torna numa espécie de "escolhido", etc... Como percebem não é nada de novo nem para mim nem para a maior parte dos leitores.
   Se adicionarmos ao que disse acima algumas inconsistências que não direi a bem dos spoilers o livro perde grande parte do seu interesse e torna-se uma leitura monótona, apesar de pequena (não chega às 400 páginas o livro).
   As personagens poderiam ser melhor desenvolvidas. Só o protagonista é que teve um bom desenvolvimento. Outra parte que achei interessante foi a parte mitológica e espiritual da obra, foi uma perspectiva diferente e que acabou por ficar bem feita.
   Em breve lerei a continuação, aí veremos se melhorou e se posso aconselhar-vos a lê-los, ou se a pontuação diminuiu.
   Boas Leituras... ;)
4/10

André

domingo, 9 de novembro de 2014

Avatar de Kushiel - Jacqueline Carey

   "Phèdre nó Delaunay é uma mulher atingida pelo Dardo de Kushiel, eleita para toda a vida experimentar a dor e o prazer como uma coisa só. O seu caminho tem sido estranho e perigoso, e ao longo de todo ele o devotado espadachim Joscelin tem estado a seu lado. A natureza dela é uma tortura para ambos, mas ele jamais violou o seu voto: proteger e servir.
   Agora, os planos de Phèdre põem a promessa de Joscelin à prova, já que ela jamais esqueceu o seu amigo de infância, Hyacinthe. Passou dez longos anos em busca da chave para o libertar da sua eterna servidão, um acordo por ele feito com os deuses - tomar o lugar de Phèdre em sacrifício e com isso salvar uma nação. Phèdre não pode perdoar - nem a si própria nem aos deuses. Está determinada a agarrar uma derradeira esperança de redimir o seu amigo, nem que isso signifique a morte.
   A busca irá levar Phèdre e Joscelin mundo fora, para cortes distantes onde reina a loucura e as almas são moeda de troca, e por um lendário rio abaixo até uma terra esquecida de quase todo o mundo.
   E até um poder tão imenso que ninguém ousa proferir o seu nome."

   Boas leitores!
   Lá voltamos nós a ter uma vez mais a autora Jacqueline Carey no blogue, desta vez com o quinto e penúltimo volume desta Saga de Kushiel.
   Fez-se onze meses desde que li o volume anterior da saga, mas isso não foi grande impedimento para me recordar da história, não devido a ser uma obra de arte fantástica que me ficasse na memória mas sim porque os livros começavam a ser sempre a mesma coisa e portanto o enredo era memorizado.
   E foi mais ou menos o que aconteceu agora. Nesta obra continuam a acontecer sempre as mesmas coisas onde há intrigas mas sem qualquer espécie de emoção ou acção. As personagens principais viajam para aqui e acolá sem qualquer verdadeiro propósito, tornando toda a leitura aborrecida e sem qualquer piada.
   Tenho também de falar que há certas partes que começam a raiar o ridículo como a contínua reverência que a protagonista tem por outra personagem que massacrou-a em todos os livros. Entendia se ela sentisse alguma coisa devido ao seu "dom" mas ao ponto de fazer promessas e tarefas por ela já passou o meu limite de razoabilidade. Entendia que isso acontecesse durante um ou dois livros, e não que fosse uma coisa contínua que perde o sentido.
   Outro pormenor foi que a suposta "aventura" que falam na sinopse não acontece de todo. A protagonista quer imenso salvar o seu amigo, mas depois chega a um cruzamento e basicamente adia o salvamento do amigo para ir salvar o filho da inimiga (de forma muito simplificada) o que é ridículo na minha opinião.
   Não obstante, acho certas partes bem descritas, a autora tem talento para escrever cenas eróticas românticas e cenas eróticas brutais de crueldade, mas afinal, se não o fosse toda esta colecção deixaria de ter qualquer sentido.
   Espero que o último volume desta colecção crie um bom final e não mais um livro para vender (que não teve assim tantas vendas cá em Portugal). Se quiserem saber mais do livro anterior da colecção podem ver por este link: Crítica - A Promessa de Kushiel
   Boa Leitura... ;)
4/10

André

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A Demanda do Visionário - Robin Hobb

   "O verdadeiro rei dos Seis Ducados desapareceu numa missão misteriosa em busca dos Antigos para salvar o reino da ameaça dos Navios Vermelhos. O seu irmão usurpador está determinado a impor uma tirania cruel e não abrirá mão do poder, a não ser com a própria morte.
   Fitz sabe que a única forma de pôr fim ao reinado do príncipe usurpador é iniciar uma demanda em direção ao reino das Montanhas onde irá descobrir a verdade sobre as profecias do Bobo.
   Mas a sua missão enfrenta um novo perigo com a magia do Talento a precipitar a sua alma para a beira do abismo. Conseguirá resistir à magia e ainda enfrentar os obstáculos que surgem à sua demanda?"

   Olá leitores!
   Isto andava abandonado de críticas. Até eu já sentia vontade de estar aqui a dar-vos a minha opinião sobre mais um livro. Mas aqui está outro livro lido e opinado.
   E uma boa notícia é que esta obra é a última da saga denominada A Saga do Assassino que conta com cinco obras todas elas publicadas no nosso pequeno país. É certo que após esta colecção existe ainda uma outra que se passa algum tempo depois, que eu comecei e não avancei até ter terminado esta, mas o certo é que pelo menos tenho outra saga completa.
   Quanto a este livro em si... Bem... Não foi o que esperava. Com o acumular dos outros livros (e em parte com o meu conhecimento do final da história) pensava que iria haver uma parte de mistério e uma outra parte, bem maior de acção e batalhas contra os tão mal-afamados Navios Vermelhos.
   Mas não. O livro foi passado grande parte dele como se fosse um livro de aventuras com alguns perigos e alguns problemas dentro do grupo. Depois há a tal parte de mistério, até um pouco interessante, se não se prolongasse tanto e de forma a que a leitura fosse perdendo a sua fome de devorar páginas.
   O fim então achei algo mau porque basicamente foi aquilo que as personagens não conseguiram em 420 páginas, conseguiram nas 20 seguintes magicamente de um momento para o outro de forma a salvarem o seu país. O que é certamente ridículo. Achei mesmo que a história precisava de uma lavagem literária aqui e remodelar um pouco, talvez fazer com que o trabalho que eles tiveram fosse mais visível e mais descritivo do que duas páginas a dizer que no fim salvaram tudo. Afinal esta é suposta ser a obra que termina a colecção, tem de terminar em grande.
   Mas nem tudo é mau e achei bom que a autora não se poupasse a sentimentos fantasiosos e pusesse alguma crueldade também com as personagens. Nesse sentido, na história emocional das diversas personagens acho que está bem feito e portanto essa é das poucas coisas que salva.
   Se quiserem saber mais da colecção, que atingiu o pico no terceiro livro na minha opinião, podem seguir os links e ler tudo: Crítica - A Vingança do Assassino
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Arcanum - Thomas Wheeler

   "O Livro de Enoque, o mais poderoso artefacto do mundo, é uma crónica dos erros de Deus e contém nas suas páginas a chave para o fim do mundo. Infelizmente acaba de ser roubado.
   Estamos em 1919 e a Grande Guerra chegou ao fim. Mas nas sombras da civilização as mortes apenas acabam de começar. Nestes tempos perigosos em que a linha entre ordem e caos ameaça extinguir-se, um grupo de visionários jura proteger a humanidade. São conhecidos como Arcanum.
   Quando Konstantin Duvall, o fundador do Clube, morre de forma suspeita em Londres, cabe ao mais antigo membro, o famoso escritor Sir Arthur Conan Doyle, investigar o caso. Pois da biblioteca secreta do morto desapareceu o artefacto mais poderoso do mundo: o Livro de Enoque. Este é o crime que ameaça ser muito mais do que uma guerra entre seitas ou nações, mas sim a derradeira batalha entre o Céu e o Inferno.
   Arcanum é um thriller brilhante e original sobre o religioso e o sobrenatural. Repleto de drama, suspense e algumas das personagens mais marcantes da história, como o mágico Houdini, o estranho escritor H. P. Lovecraft e o engenhoso Sir Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes."

   Boas leitores!
   Chegámos a Setembro, lá se estão a acabar as férias para todos. Mas haverá sempre tempo para ler um pouco. Para começarmos o mês logo pelo dia 1 cá está uma nova crítica. É um livro isolado, sem colecções (graças a deus porque colecções inacabadas é o que não me falta).
   Nunca tinha lido nada deste autor, o que vendo agora até é uma pena, porque ele não escreve nada mal. Foi surpreendente perceber que o livro tinha como protagonistas pessoas reais e mundialmente famosas, acho que para isso é preciso ter cuidado para se manter fiel ao que os registos afirmam e, no entanto, conseguir dar a sua personalidade para a história em si.
   É como o facto do enredo passar-se em 1919, não sei de todo se está fiel à época, mas parece-me que o autor esforçou-se para isso, o que só por si vale alguns pontos.
   Já o enredo esteve um pouco agridoce, estava interessante e empolgante a escrita o suficiente para ficar curioso para ler mais, mas tratar-se de sociedades secretas (o que não é mau de todo) mas depois aparecerem anjos e demónios foi um pouco exagerado e fantasioso demais para o livro que era.
   Uma coisa boa foi que como este era um livro único, o autor teve de criar mistérios e resolvê-los a todos até ao final do livro, pelo que não houve grandes perguntas que ficaram sem resposta, que é algo que eu odeio que façam.
   Acho que era um bom livro para ser adaptado a filme, seria algo diferente e deveras engraçado. Principalmente com as personagens que tem, o quanto me ri ao ler sobre H. P. Lovecraft quando na realidade já li os 5 livros de contos publicados em Portugal e tinha uma imagem mental dele um pouco... diferente
.
   Boa Leitura... ;)
6.5/10

André

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Rios de Prata - R. A. Salvatore

   "Drizzt do'Urden está de volta. O temível elfo negro Drizzt do'Urden, o anão Bruenor, o bárbaro Wulfgar e o halfling Regis, iniciam uma demanda por Mithrall Hall, o lar dos antepassados de Bruenor.
   E à medida que os companheiros prosseguem o seu caminho, enfrentam novos desafios: Wulfgar começa a ultrapassar a aversão da sua tribo à magia, Regis está em fuga de um assassino implacável, o temível Artemis Enteri. E todos os sonhos de Bruenor em regastar a sua antiga pátria dependem de uma rapariga corajosa. Mas é Drizzt quem enfrenta o maior teste. Cansado da desconfiança e discriminação dos habitantes da superfície, pensa em regressar ao submundo tenebroso que o viu nascer e que abandonara anos antes.
   Conseguirá o elfo negro ser aceite pelo mundo da superfície ou regressará às suas tão temidas origens?"

   Olá caros leitores...
   Sim, podem dizê-lo, ando a continuar colecções que ficaram paradas há muito tempo, estavam a ver que não? Pois é está aqui o segundo livro da Trilogia das Planícies Geladas com todos os volumes publicados em português, para aqueles que preferem ler nesta língua.
   Quanto à história, já se passaram dois anos desde que li o livro anterior, então fui rever um pouco o que tinha acontecido, não era muito necessário, o certo é que o início da narrativa consegue colocar o leitor ao corrente do que se passa. O enredo em si não está muito forte, ainda para mais num livro semelhante a um filme de acção num mundo medieval, acontecem demasiadas coisas que acabam por perder a importância visto que conseguem sempre salvar-se nos últimos instantes.
   As personagens não sofrem tantas crises de personalidade como a sinopse dá a crer, muito pelo contrário, achei que o desenvolvimento estava pobre e incompleto, pouco aprofundamento houve relativamente ao que as personagens pensavam dos seus futuros ou das mudanças à volta deles.
   A única coisa que estava bem feita foi o final da história, criou suspanse suficiente para que os leitores desejem ler o próximo livro rapidamente, com todos os pormenores certos onde deveriam estar, por vezes um pouco cliché mas às vezes até cai bem.
   Está razoável, não é uma grande obra-prima, se quiserem saber do livro anterior basta seguirem o link seguinte: Crítica - Fragmento de Cristal
   Boa Leitura... ;)
5.5/10

André