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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Os Contos de Beedle o Bardo - J. K. Rowling

   "Os contos de Beedle o Bardo oferecem-nos cinco histórias de feitiçaria, cada uma com a sua magia muito própria, que prometem deliciar, divertir e até arrepiar os leitores.
   Cada conto é acompanhado de notas da autoria do Professor Albus Dumbledore, que agradarão tanto a Muggles como a feiticeiros. O Professor reflecte sobre as questões morais levantadas nos contos, ao mesmo tempo que revela pequenos detalhes sobre a vida em Hogwarts.
   Este é um livro mágico, único e intemporal, escrito e ilustrado por J. K. Rowling, autora da famosa série Harry Potter."

   Boas Leitores!
   Mais uma vez aqui estamos, desta vez com uma obra pequeníssima, pouco mais de cem páginas, mas de uma autora famosa por todo o mundo, J. K. Rowling. Não estamos a falar das suas obras policiais nem nada do género, sim, voltamos uma vez mais ao mundo de Harry Potter, com pequenos contos infantis.
   Para quem não conhece, esta obra é uma colectânea de cinco contos infantis, supostamente contados às crianças feiticeiras, entre eles o "Conto dos Três Irmãos" que já apareceu antes na saga Harry Potter. Não é de todo a grande obra da autora, mas com toda a certeza servirá para adoçar os fãs da saga, com pequenos bombons sobre o mundo de Hogwarts.
   Como obra de contos, não há um seguimento de personagens nem um grande enredo de que se possa falar. Há, no entanto, algo que possamos apreciar tendo um background no mundo de Harry Potter: as anotações de Dumbledore. São estas que fazem a ponte entre os contos que lemos e como eles se adaptam ao mundo da feitiçaria, quer na altura que foram escritos, quer na actualidade de Hogwarts.
   Estes contos de carácter infantil trazem com eles sempre uma moral, tal como os contos infantis para Muggles e embora não tenham normalmente princesas a serem salvas por príncipes, conseguiria ver este tipo de histórias a serem contadas a crianças.
   É uma obra que, dentro do género e público-alvo a que é sujeito cumpre os objectivos. Não sendo de todo uma grande obra-prima, como seria de esperar.
   Boas Leituras... ;)
6.5/10
André

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

A Ascensão de Arcana - Rafael Loureiro

   "Neste segundo volume da Trilogia Nocturnus entramos uma vez mais num universo intenso de romance, aventura e emoções fortes. Passaram-se quase seis anos desde a derrota do tirano Alexandre Phoenix, Arcana floresce agora sob a regência de Janus MoonHunter. Mas, no seu íntimo, Daimon ouve ainda o sussurro que lhe segreda que algo está errado. Será que os 328 anos da sua existência estão a enlouquecê-lo lentamente? Um terrível acontecimento abate-se sobre os vampiros de Arcana: a Lei do Silêncio - «Não revelarás a tua verdadeira Natureza ao Homem» - é quebrada! A Daimon, Janus, Andrew, Lilia, Pandora e Ascelli juntam-se agora três outros vampiros, enviados a Arcana para ajudar a encontrar e punir aqueles que desafiaram quebrar a Lei. Mas também estes forasteiros guardam segredos, e estranhos acontecimentos levam Daimon a desconfiar que o culpado poderá estar mesmo a seu lado..."

   Boas leitores!
   Voltamos à trilogia de Rafael Loureiro, com o segundo volume, A Ascensão de Arcana. Esta trilogia está completamente publicada, em português pela Editorial Presença.
   Esta obra continua a história de Daimon. E embora o primeiro volume trouxesse uma sensação de reconhecimento (por serem vampiros, again) e ao mesmo tempo de novidade (pela sociedade ser ligeiramente diferente) que, em conjunto, alegravam um pouco a leitura, essa alegria foi perdida com o segundo volume.
   O enredo foi simplificado numa história de nem duzentas páginas, onde o mistério seria o foco principal, mas que saiu apenas uma aventura digna de filmes de domingo à tarde. Não houve qualquer suspense ou nervosismo ao ler. As personagens pareciam que passeavam pelos cenários a cumprir tarefas sem qualquer emoção que as identificasse com o leitor. E já que falamos em personagens, esse foi um ponto de desilusão também. Embora a obra seja pequena, era de esperar que, para que haja alguma ligação entre personagens e leitores, que as personagens evoluam, que cresçam num bom ou mau sentido, desde que haja mudanças nelas. Isso não aconteceu, aliás, para além do protagonista parece que mais nenhuma personagem existe naquele mundo, são todos bonecos ou fantoches sem qualquer personalidade.
   E parte disso deve-se a um factor muito importante: a escrita. A escrita do autor não evoluiu do primeiro para o segundo volume. À escrita simples e demasiado directa associada a uma primeira obra de um autor, pensei que fosse eventualmente haver uma evolução onde o autor fosse melhorando com a trilogia. Isso não aconteceu, este segundo volume continuou com uma escrita demasiado simples, recorrendo a apoios de escrita demasiado básicos, e se antes isso era desculpável num primeiro volume, deixou de o ser quando se chegou ao segundo. Ainda tenho esperança de que no terceiro e último volume, a escrita melhore, e com ela a história, mas para já terei de dar uma pausa a este autor e avançar com outras obras.
   É um livro que deixou muito a desejar, mas que felizmente não era grande e, portanto, foi lido num ápice. Veremos como o terceiro volume estará... Caso queiram saber mais sobre o primeiro volume, basta seguirem o link: Crítica - Memórias de um Vampiro
   Boas leituras... ;)
3/10

André

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Memórias de um Vampiro - Rafael Loureiro

   "Memórias de um Vampiro é o primeiro volume de uma trilogia onde romance e aventura se combinam para nos abrirem as portas a um universo repleto de emoções intensas, valores supremos e conflitos arrebatados. Movendo-se nas sombras, existe uma realidade para além daquela que conhecemos, uma sociedade paralela que descende de linhagens que se perdem nos primórdios dos tempos. Daimon DelMoona é um dos membros dessa sociedade. Nascido no século XVII, viu o seu mundo desmoronar-se quando a mulher que ia desposar morre. Do seu sofrimento é resgatado por uma vampira, que lhe concede o Novo Nascimento. E assim começa para Daimon uma odisseia que atravessa os séculos para culminar numa batalha contra o tirano Alexander, um vampiro sedento de poder, responsável pela morte de muitos vampiros inocentes. Para travá-la, novas alianças terão de ser forjadas, e um amor com ressonâncias do passado terá de ultrapassar duros obstáculos. Mas conseguirá Daimon vencer esta cruzada e concretizar o seu amor sem fim?"

   Boas Leitores!
   Aqui estamos uma vez mais com autores portugueses na mesa de cabeceira. E por mais uma semana é para estrear outro autor português aqui no blogue. Desta vez é Rafael Loureiro. Esta obra é a primeira de uma trilogia com o nome Nocturnus onde todos os volumes da trilogia já foram publicados pela mesma editora, Editorial Presença.
   É uma obra do género fantástico (claro, visto que envolve vampiros). Os vampiros nesta história são dos antigos (significado: não brilham à luz, caso sejam expostos a luz solar morrem) e esta não é outra daquelas obras que giram à volta de problemas de adolescentes. Mas os leitores pensam: "Vampiros, outra vez? Mas essa moda ainda não acabou?". Ao que respondo: sim, porque, por vezes, uma história com vampiros não significa o mesmo de sempre e pode ser criada de uma maneira completamente original.
   Começa por ser uma obra interessante quanto ao seu setting de sociedade vampírica. A ideia de criar linhagens diferentes (quase como se tivessem evoluído de um ancestral comum) foi boa e deu logo um ar diferente ao enredo do que o típico "único criador" dos vampiros. O facto de cada uma das linhagens ter características só suas devido ao ancestral foi um pormenor interessante e que poderá ser bem mais investigado nos próximos volumes.
   No entanto achei o livro pobre em escrita. Não pelo autor escrever mal, mas por parecer a primeira obra do autor. Não que todas as primeiras obras sejam más, e mesmo que algumas tenham uma má escrita não quer dizer que devam logo ser rejeitadas. A escrita nesta obra poderia ter sido tão mais aprofundada, com melhores descrições.
   E o mesmo se aplica ao enredo. Este é um livro pequeno, com cerca de 200 páginas. Muito facilmente poderiam ter sido escritas mais cem que adicionariam uma profundidade enorme à obra tornando-a, a meu ver, muito mais apelativa e sem que houvesse partes onde tudo acontece em meia página, num jeito meio à pressa.
   Espero que o próximo volume da trilogia traga mais alguma profundidade a este mundo e até a algumas personagens que só foram desenvolvidas muito superficialmente.
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

domingo, 30 de abril de 2017

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - John Tiffany, Jack Thorne & J. K. Rowling

   "Baseada numa nova história de J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada- a nova peça de teatro de Jack Thorne -, cuja estreia mundial decorreu no West End, em Londres, no passado dia 30 de julho, é a primeira história oficial de Harry Potter a ser apresentada na versão teatral.
   Foi sempre difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele se tornou num muito atarefado funcionário do Ministério da Magia, casado e pais de três crianças em idade escolar.
Enquanto Harry luta com um passado que se recusa a ficar para trás, o seu filho mais novo, Albus, tem de se debater com o peso de um legado que nunca desejou. Quando o passado e o presente se cruzam, pai e filho confrontam-se com uma desconfortável verdade: por vezes as trevas vêm de lugares inesperados."

   Boas Leitores!
   Aqui temos uma obra fantástica, que possivelmente muitos de vós já leram, mas eu só tive oportunidade de a ler agora. Para os que não leram, então podem ler esta opinião com mais avidez para tomarem a derradeira decisão de ler ou não.
   Pequeno briefing: esta é a obra de Harry Potter que muitos fãs andavam à espera. Considerada a oitava obra da saga, apesar deste ponto ser um pouco discordante entre os leitores, eu mesmo não sei se consideraria como um oitavo volume. Para mim, seria mais um spin-off. Outro pequeno pormenor deste livro é que não é uma prosa, mas sim um guião da peça de teatro com o mesmo nome, ou seja, vão ver aqueles típicos detalhes deste tipo de texto "Harry disse", "Caminharam para o outro lado, enquanto as luzes piscavam" ou algo deste género.
   Não é um ponto negativo, ou melhor, talvez seja um ponto negativo para alguns, mas para mim não o foi. De início claro que foi estranho, raros foram os guiões que li, mas é como o ditado "primeiro estranha-se depois entranha-se" e quando dei por mim já nem notava esses pequenos detalhes. E o certo é que um texto assim é mais rápido de se ler.
   Quanto a enredo, e a razão pela qual digo que devia ser considerado um spin-off, é um bom enredo, envolvendo questões boas. Claro que personagens como Harry, Ron e Hermione tinham de aparecer, mas os protagonistas desta obra são os filhos deles, com um objetivo diferente de matar Voldemort. Daí não ser "Harry Potter e" mas sim "Os filhos deles fazem x".
   O que importa é que os autores conseguiram entregar uma obra que deu para recordar um pouco o mundo de Hogwarts e ser divertida de se ler ao mesmo tempo que tem os seus momentos mais sérios, e outros um pouco clichés (esta última parte teria de ser essencial ao teatro, mas como o livro não existiria sem a peça, teremos que aceitar tudo o que vem nela).
   As personagens estão até bem desenvolvidas num livro relativamente curto. E deve ter sido complicado, considerando que existem imensas personagens a aparecerem.
   Para os fãs de Harry Potter, aqueles poucos que ainda não leram, go ahead e leiam esta obra, não se vão arrepender. Os que não são fãs do rapaz feiticeiro, talvez gostem do livro por outras questões que poderão surgir, vale a pena.
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Guerra e Paz - Livro IV - Lev Tolstói

   "Considerado como um dos nomes maiores da literatura, este escritor, filósofo, pedagogo e até profeta, foi um defensor acérrimo das minorias e dos mais desfavorecidos, e um dos primeiros a insurgir-se contra a escravatura. Apesar das muitas perseguições a que foi sujeito, Tolstói encontrou na escrita um refúgio e foi de forma sábia que abordou temas tão inquietantes quanto complexos.
   Entre 1865 e 1869 escreveu e publicou aquela que é talvez a sua obra-prima e uma das maiores criações literárias de sempre: Guerra e Paz. Tendo como pano de fundo um cenário de guerra, com a invasão da Rússia por parte das tropas Napoleónicas, esta novela épica apoia-se em episódios ficcionais e históricos sobre aquele país, num momento de profunda convulsão. Tolstói deixou-nos um valiosíssimo legado literário e o seu nome perfila ao lado de outros grandes vultos como Shakespeare ou Homero."

   Boas Leitores!
   Aqui está o final de uma grande obra que é conhecida pelos quatro cantos do mundo. E apesar de ser considerado apenas um livro, esta edição está dividida em quatro, conclusão: demoro imenso tempo a acabar como todas as minhas colecções.
   Mas já está terminada, e digo desde já que foi em estrondo. Apesar de ser um livro pequeno, tem mais de quatrocentas páginas, do qual diria 1/4 já não é propriamente história mas sim um epílogo da parte do autor em que explica e tenta dar a entender o que é o poder e como é que se deve ser recordada a história.
   Mas falemos primeiro do restante da história que estava inacabada no terceiro volume. É excelente, não só pelas mudanças psicológicas das personagens como a explicação da queda do exército de Napoleão e a vitória da Rússia quando nada faria prever que assim aconteceria.
   Claro que há certas descrições um pouco maiores que levam à perda de interesse do leitor, mas rapidamente esse interesse volta quando há as cenas emocionantes sempre a acontecer como aconteceu neste volume. A morte e a mudança são duas constantes da vida, e este livro representa-o bem!
   O epílogo da história, apesar de ainda ser um pouco grande, traz uma certa conclusão à história que dá indícios do que poderá ter acontecido nos anos seguintes, coisa que o autor saberá ao perceber as datas que o autor dá e as datas de marcos históricos.
   Quanto à segunda parte aparece num registo de tal forma diferente que nos deixa um pouco perplexos. Mas o divagar do autor e a sua forma de pensar agarra-nos e não nos deixa fugir, isso é certo. E faz o que deve fazer melhor, põe-nos a pensar sobre as suas palavras e a sua forma de ver o mundo naquela altura (e que ainda se aplica aos dias de hoje).
   É uma conclusão acertada para a obra que é e que atinge as expectativas, apesar da extensa leitura que é a junção dos quatro volumes desta edição. Caso queiram saber mais sobre a minha opinião ao livro anterior, sigam o link: Crítica - Guerra e Paz - Livro III
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Cura Mortal - James Dashner

   "Thomas atravessou o Labirinto; sobreviveu à Terra Queimada. A CRUEL roubou-lhe a vida, as memórias, e até mesmo os amigos. Mas agora as Experiências acabaram e a CRUEL planeia devolver as memórias aos sobreviventes e completar assim a cura para o Fulgor. Só que Thomas recuperou ao longo do tempo muito mais memórias do que os membros da CRUEL julgam - o suficiente para saber que não pode confiar numa única palavra do que dizem. As mentiras acabaram, mas a verdade poderá revelar-se muito mais perigosa do que Thomas alguma vez imaginou. Conseguirá ele sobreviver à cura? A série Maze Runner, que já se tornou um clássico para os fãs de obras como Os Jogos da Fome, tem neste volume um desfecho surpreendente e explosivo."

   Boas Leitores!
   Mais uma trilogia completa, menos uma colecção inacabada nas minhas estantes. Pois é, já foi lido o último volume da trilogia Maze Runner, uma corrida que foi como subir uma montanha, começou de forma difícil, chegou-se ao pico e depois caiu-se aos trabolhões por aí abaixo.
   Se não entenderam a analogia então passo a explicar-vos de forma mais directa. Este último volume da trilogia foi uma tortura de ler. O autor teve uma crise existencial, pois decidiu inserir tudo o que pudesse neste livro dos mais variados géneros: temos sociedade distópica? Sim. Temos perseguição automóvel? Sim. Temos zombies? Sim. Temos "o amor resolve sempre tudo"? Claro que sim. E por aí fora.
   O enredo poderia ter sido delineado e escrito de forma suave e fluída mas não, parece que estamos constantemente a embater com obstáculos que impedem a leitura de prosseguir. E isto se nem prestarmos atenção às personagens, algumas irritantes só por existirem (sem que esse tenha sido o seu propósito) outras que, tanto são uns zé-ninguém como quase salvadores do mundo. E o protagonista, que tem crises existenciais mas de um momento para o outro já as esquece. Não falei ainda da misteriosa personagem "Chanceler Paige" que não aparece nunca, só é referida duas vezes, mas no final é uma peça-chave para tudo ser explicado.
   Talvez os pontos positivos vão para... pois nem sei bem. O final é de certa forma lógico (apesar de a longo-prazo possivelmente desastroso), mas como não nos interessamos muito sobre o que aconteceu 100 anos depois do final do livro posso aceitar como um final razoável.
   Como disse o primeiro volume estava mais ou menos, o segundo até foi bom e uma leitura agradável, mas este terceiro foi o cair da montanha por completo. A sinopse refere esta obra como um clássico aos fãns de Os Jogos da Fome mas nem por sombras. O último volume dessa trilogia não foi brilhante, mas foi muito melhor que este. Caso queiram ver a opinião à obra anterior a esta, sigam o link: Crítica - Provas de Fogo
   Boas Leituras... ;)
2.5/10

André

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O Andersenal - Filipe Faria

   "Felizes Viveram Uma Vez... Ou, pelo menos, assim quis Borralheiro acreditar após ter lido o Perraultimato, o legado da Mãe Gansa, a última voz da razão num mundo que aparenta ter perdido todo o tino. No entanto, Burra, Vasilisa, Capuchinho e Aprendiz, os quatro indivíduos que se juntaram ao jovem na sua demanda em busca da verdade, afiguram-se-lhe como a prova viva de que as coisas são como são e que o mundo é realmente tão ruim quanto parece ser - que não houve finais felizes e que não há nada a fazer para alterar o cruel destino que todos os intervenientes das estórias sofreram.
   Rodeado por companheiros que tanto o podem matar como ajudar, mas que representam a única protecção com a qual pode contar num mundo que se revela hostil ao virar de cada esquina, Borralheiro atém-se a uma réstia de esperança e faz os possíveis por seguir à risca as instruções enigmáticas que lhe foram deixadas por Mãe Gansa, que o conduzem ao palácio da Rainha da Neve, onde deverão procurar pelo Andersenal, a segunda peça do enigma do Perraultimato. Infelizmente para Borralheiro, não é ele o único que sente que algo de muito errado se passou: um ser misterioso está a matar as personagens folclóricas uma a uma, também ele decidido a retificar aquilo que de errado se terá passado, e os próprios eventos parecem conspirar para que Borralheiro e os seus companheiros encontrem um fim prematuro antes que possam sequer começar a descortinar a verdade. A verdade daquilo que aconteceu ao mundo e, talvez mais importante, a verdade sobre si mesmos..."

   Boas Leitores!
   Isto por estes lados parece que anda parado, mas não se preocupem, estão várias opiniões em andamento, só falta é o tempo para escrevê-las! Comecemos por esta, este é o segundo livro do que irá ser uma trilogia, segundo o autor, da saga Felizes Viveram Uma Vez.
   Esta história é escrita pelo mesmo autor de As Crónicas de Allaryia uma saga com os seus altos e baixos mas no geral boa. O primeiro volume desta trilogia teve uma pontuação positiva, nada de mais e este segundo volume é bastante semelhante.
   A edição desta saga mudou, e com ela desapareceram as ilustrações, com pena minha, achava que eram um ponto positivo numa obra que fala de contos infantis mas num mundo um pouco mais obscuro.
   O enredo continua do mesmo género do livro anterior, grupo de aventureiros em busca de algo, encontram-no no fim, o que origina por sua vez a ida para a próxima aventura. Por isso não há grande originalidade, e aliás, para quem já leu os outros livros de Filipe Faria já está habituado a este esquema, porque a outra saga teve bastantes deste género.
   Os pontos positivos aqui terão de ir para a subtileza com que o autor consegue introduzir as personagens dos contos infantis num mundo bastante distorcido e negro. Mesmo que não haja nomes óbvios como Borralheiro ou Capuchinho, conseguimos perceber outras personagens com ajuda de pequenas pistas que o autor dá.
   O último livro será um pouco maior que este visto que os leitores não gostaram tanto desta saga, segundo o autor. Concordo com esta medida, prolongar esta história muito mais iria estragar tudo. Se ele conseguir arranjar a história como deve de ser pode ser que melhore.
   Se estiverem curiosos sobre a saga, sigam o link da opinião anterior: Crítica - O Perraultimato
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

sábado, 30 de julho de 2016

Guerra e Paz - Livro III - Lev Tolstói

   "Uma obra verdadeiramente monumental, justamente considerada património universal, descreve as guerras movidas por Napoleão contra as principais monarquias da Europa, dissecando as origens e as consequências dos conflitos e, principalmente, expondo as pessoas e suas vulnerabilidades com uma aguda percepção psicológica. Mais particularmente, o enredo deste romance decorre durante a campanha de Napoleão na Áustria, e descreve a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, compreendendo o período de 1805 a 1820. A partir deste fundo histórico e épico onde se movem mais de 550 personagens, além dos elementos das famílias aristocráticas principais, Tolstói visou criar um retrato realista da sociedade russa de inícios do século XIX, denunciando o preconceito e a hipocrisia da nobreza, ao lado da vida sofrida dos soldados e dos servos. Este quadro presta-se ainda a expor as ideias do autor sobre o sentido da vida e a desenvolver as suas reflexões filosóficas em favor de uma sociedade mais justa e fraterna. Através da sua escrita, sentimos que é o próprio Tolstói que se debate com as suas contradições interiores, que haveriam mais tarde de o levar a procurar na espiritualidade uma resposta aos seus anseios mais profundos. O seu legado literário figura a par do de outros escritores russos do século XIX entre os quais se destacam Dostoiévski, Pushkin, Turgueniev e Tchekov. A presente obra - publicada em quatro volumes - foi traduzida diretamente do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra que, pela excecional qualidade do seu trabalho, venceram o Grande Prémio de Tradução Literária APT/Pen Clube Português."

   Boas Leitores!
   Aqui estamos nós, a avançar no terceiro de quatro livros em que esta edição da obra Guerra e Paz foi dividida.

   O livro anterior focava-se mais na intriga de corte e como é que as pessoas interagem umas com as outras. Já este versou na invasão de Napoleão e os seus exércitos ao território russo. O autor deu-nos ambas as perspectivas, quer de várias personagens russas que os leitores já conheciam, quer do exército francês.
   Algo ainda melhor foi os capítulos em que não havia uma perspectiva de alguma personagem mas sim do autor e de como é que as guerras acontecem, o que as causa ou quais são os factores que acabam por causar os incidentes posteriores. Estes capítulos eram algo que não só esclarecia a situação do momento (uma vez até com uma ilustração da disposição das tropas) como também faziam o leitor questionar-se sobre vários assuntos.
   O desenvolvimento das personagens continua refinado. O autor consegue pegar em meia dúzia de personagens e desenvolvê-las e fazê-las passar por todas as transformações mas continuando a ser coerente, não só com a história mas também com a própria personagem, algo que falta a alguns autores.
   Acho que o único ponto negativo a apontar são as grandes descrições, que por vezes conseguem aniquilar o interesse do leitor e cansá-lo. Não fosse isso e a confusão de falas noutras línguas que fazem com que a concentração da leitura se perca para ir ver no rodapé as traduções, e acho que o livro seria muito melhor. Não que as falas estrangeiras não sejam boas, acho que adiciona em parte uma camada de complexidade que fica bem, mas naquelas partes onde há imensas dessas falas acaba por criar uma certa confusão.
   Este volume consegue manter a qualidade do anterior, agora só falta é saber se o último vai fazer jus a estes dois. Caso estejam curiosos quanto a opinião do livro anterior basta clicarem aqui: Crítica - Guerra e Paz - Livro II
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Guerra e Paz - Livro II - Lev Tolstói

   "Uma obra verdadeiramente monumental, justamente considerada património universal, descreve as guerras movidas por Napoleão contra as principais monarquias da Europa, dissecando as origens e as consequências dos conflitos e, principalmente, expondo as pessoas e suas vulnerabilidades com uma aguda percepção psicológica. Mais particularmente, o enredo deste romance decorre durante a campanha de Napoleão na Áustria, e descreve a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, compreendendo o período de 1805 a 1820. A partir deste fundo histórico e épico onde se movem mais de 550 personagens, além dos elementos das famílias aristocráticas principais, Tolstói visou criar um retrato realista da sociedade russa de inícios do século XIX, denunciando o preconceito e a hipocrisia da nobreza, ao lado da vida sofrida dos soldados e dos servos. Este quadro presta-se ainda a expor as ideias do autor sobre o sentido da vida e a desenvolver as suas reflexões filosóficas em favor de uma sociedade mais justa e fraterna. Através da sua escrita, sentimos que é o próprio Tolstói que se debate com as suas contradições interiores, que haveriam mais tarde de o levar a procurar na espiritualidade uma resposta aos seus anseios mais profundos. O seu legado literário figura a par do de outros escritores russos do século XIX entre os quais se destacam Dostoiévski, Pushkin, Turgueniev e Tchekov. A presente obra - publicada em quatro volumes - foi traduzida diretamente do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra que, pela excecional qualidade do seu trabalho, venceram o Grande Prémio de Tradução Literária APT/Pen Clube Português."

   Boas Leitores!
   Antes de mais nada, que tenham umas boas entradas no ano de 2016, cheios de boas obras literárias!
   Agora quanto a esta obra. Segundo volume de quatro da obra mundialmente conhecida Guerra e Paz.
   Este volume versa mais sobre as intrigas da corte, com imensos bailes, serões e festas em casas da aristocracia russa. Não é mau de todo, é um romance histórico que está acima de muitas obras que tentam simular intrigas de cortes de fantasia. Fiquei atraído muito mais por este volume do que pelo anterior, que teve pouca desta intriga (e também por ser a introdução de centenas de personagens diferentes com nomes demasiado complexos para serem decorados rapidamente).
   Mas este volume não se foca apenas nas intrigas, há muitos capítulos dedicados completamente a discursos de certa forma filosóficos sobre o objectivo do ser humano, e o seu alcance para a felicidade e para a plenitude interior sempre em batalha com as coisas exteriores que o mundo atira. Não são aborrecidas pois vão em conjunto com o enredo construído pelo autor.
   O desenvolvimento das personagens também está muito bom, vamos vendo o evoluir de certas características de algumas das personagens, que muitas vezes são acompanhadas pelos tais pensamentos filosóficos ou metafísicos e que se relacionam com o leitor muitas das vezes.
   Fiquei deveras curioso para ler o terceiro volume desta grande obra. Entretanto se quiserem saber sobre o volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Guerra e Paz - Livro I
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

sábado, 26 de dezembro de 2015

Oblívio - Filipe Faria

   "A Manopla de Karasthan juntou-os.
   Os Filhos do Flagelo uniram-nos.
   As Marés Negras marcaram-nos.
   A Essência da Lâmina separou-os.
   As Vagas de Fogo  deram-lhes esperança.
   O Fado da Sombra destruiu-a.
   Tomados pelo desânimo, os companheiros enfrentam agora o seu maior desafio e o Oblívio ameaça a própria existência, da mesma forma que parece ser a sua única salvação. Na mais negra hora de Allaryia, a Sombra ergue-se triunfante, mas nem tudo o que parece é, e ainda falta a'O Flagelo jogar a sua última cartada... Por fim, o tão aguardado sétimo e último volume das Crónicas de Allaryia, o final da épica saga que cativou milhares de leitores e que assinala um marco no fantástico português."

   Boas Leitores!!!
   Espero que tenham recebido muitos livros nesta época festiva! E que tenham sido exactamente aqueles que esperavam! Se receberam vales, sempre podem andar a vasculhar por aqui para verem algo que vos agrade. Por exemplo este livro. Sétimo e último da saga de Filipe Faria como podem ver pela sinopse.
   Se viram as minhas opiniões dos livros anteriores repararam que um ponto que falo SEMPRE quando estou a falar desta saga é a escrita do autor. Nos primeiros livros era imensamente descritiva, com parágrafos gigantescos que destruíam a energia do leitor pouco a pouco. No entanto isso foi melhorando conforme a saga foi avançado e posso dizer até que neste último volume foi o melhor nesse aspecto. A leitura era muito mais fluída e causava mais impacto, quando necessário, do que ter um parágrafo imenso em que me perdia passado um pouco.
   Não sei se foi por este ser o último volume da saga e então a história ser mais emocionante por ter todos os desenrolares dos enredos, mas o certo é que a história cativou-me ainda mais neste (efeito sinergético da escrita talvez?). Não só o enredo era complexo mas intrigante com suspanse e mistério à mistura como o desenvolvimento das personagens estava refinado, principalmente o de Seltor.
   E peguemos agora por esse ponto, falei num dos livros que achei fantástica a perspectiva de Seltor e a maneira como o autor a descreveu. Continuou com essa qualidade, é a única coisa que tenho a dizer. A adição de personagens como azigoth em Allaryia foi também um golpe de mestre na minha perspectiva, achei ainda mais entusiasmante.
   Os únicos reparos que tenho a fazer foi que o autor terminou de forma mais ou menos boa, houve muitas pontas soltas que foram propositadamente deixadas assim com o intuito de um projecto futuro, não só para atar essas pontas mas também criar um novo enredo com base no que foi dito aqui. Ou seja, não houve uma conclusão definitiva.
   Apesar de tudo, foi dos melhores livros de Filipe Faria! Aconselho a ler, mas aviso-vos que terão de passar por muito para chegarem a este. É como subir uma montanha! Se quiserem saber do livro anterior então basta clicarem aqui: Crítica - O Fado da Sombra
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

domingo, 13 de dezembro de 2015

Guerra e Paz - Livro I - Lev Tolstói

   "Tendo como pano de fundo um cenário de guerra, com a invasão da Rússia por parte das tropas Napoleónicas, esta novela épica apoia-se em episódios ficcionais e históricos sobre aquele país, num momento de profunda convulsão, e surge como uma reflexão sobre a vida humana e a sua frágil existência. Nesta obra grandiosa, as personagens amam, odeiam e lutam, mas acima de tudo anseiam por encontrar o sentido da vida. Tal como elas, também Tolstói se confrontou inúmeras vezes com a sua própria condição enquanto ser humano, refugiando-se a dado momento numa fé e religiosidade profundamente vincadas. Tolstói deixou-nos um valiosíssimo legado literário e o seu nome perfila ao lado de outros grandes vultos como Shakespeare ou Homero.A presente obra – publicada em quatro volumes – inicia uma nova colecção, intitulada «Obras-Primas da Literatura» e foi traduzida directamente do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra que, pela excepcional qualidade do seu trabalho, venceram o Grande Prémio de Tradução Literária APT/Pen Clube Português."

   Boas leitores!
   O Natal está quase a chegar, já compraram todas as prendas? Não? Se estão com dúvidas sobre o que oferecer e que tal esta obra clássica? Este é o primeiro de quatro volumes de um único livro muito conhecido, denominado Guerra e Paz.
   Já há muito que ouvia falar dele e sempre tive curiosidade de lê-lo, mesmo sem saber qual era o tema central. Este primeiro quarto da obra é boa, com uma escrita bastante adequada para o romance histórico, e considerando que foi escrito há mais de cem anos, uma escrita assim é de louvar (claro que também parte desse trabalho foi dos tradutores que mereceram o prémio!).
   Quanto à história do livro, é meio de intriga na corte e de acção nas batalhas contra Napoleão. Vemos de tudo um pouco mas o certo é que no meio de tantas personagens é fácil perdermo-nos nelas sem conseguir lembrar ao certo qual é qual. No entanto a forma como o autor escreve sobre cada uma e as diferentes perspectivas delas num único cenário dá uma boa visão de tudo o que se passa.
   A contínua crítica à sociedade é algo que se sente desde o início e é muito boa a meu ver. Cada personagem é um ícon a uma certa característica negativa que as pessoas se tornam na sociedade. Mas por vezes há outras personagens que deixam de ser negativas para passarem a representar virtudes ou vantagens aos olhos do leitor.
   E isto em apenas um quarto do livro, precisarei de ler mais para poder desenvolver melhor esta minha opinião. Esperemos que o próximo seja ainda melhor.
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

sábado, 5 de dezembro de 2015

O Fado da Sombra - Filipe Faria

   "Os deuses estão mortos, e a sua queda deixa Allaryia à beira de uma espiral de desordem e destruição. As sementes dos planos d'O Flagelo germinam em segredo, e Aewyre Thoryn e os seus companheiros são os únicos que estão cientes da insidiosa ameaça, bem como os únicos em condições de a combater. Dá-se então início a uma desesperada corrida contra o tempo, enquanto servos renegados de Seltor conspiram para levarem a cabo a queda de Ul-Thoryn. Uma ameaça de tempos imemoriais acerca-se entretanto da Pérola do Sul, ameaçando cortar pela raiz a resistência contra O Flagelo.
   A norte, ventos gélidos prenunciam a guerra iminente e uivos nas serranias norrenas anunciam o despertar de um poder anciano, que tanto poderá ser a salvação dos reinos humanos, como a sua ruína derradeira. O ponto de viragem da Oitava Era, após o qual nada será como dantes em Allaryia, é o penúltimo capítulo da saga, que neste sexto volume levanta a parada num inesquecível épico de acção e aventura."

   Boas leitores!!
   Estes livros demoram sempre uma eternidade a serem lidos, não é verdade? Mas aqui está a opinião deste! O penúltimo livro da saga Crónicas de Allaryia escritos pelo português Filipe Faria!
   Como já podem prever irei falar de alguns pontos chave deste livro que são comuns aos anteriores, e que não são necessariamente positivos:
   Comecemos pela escrita, está boa, no entanto, demasiado descritiva e pormenorizada. Uma escrita que tinha imenso potencial para se tornar excelente, visto que a parte de diálogos está no ponto e algumas descrições de batalhas/movimentos também, acaba por tornar-se demasiado pesada. Como se não bastasse a dimensão dos parágrafos acaba por cansar o leitor e fazê-lo perder-se na leitura após algum tempo. Felizmente desta vez não havia parágrafos de mais do que uma página como nos livros anteriores, e acreditem ou não, só isso já fez imensa diferença.
   E isto ainda mais por a história estar a caminhar para um fim. Já não há grandes momentos de aborrecimento em que a história enrola e enrola sem dizer propriamente nada. Este volume, apesar de um pouco extenso (mais de 500 páginas) tem um ritmo bom e um final ainda melhor. E o final não são as últimas 10 páginas, mas talvez as últimas cem!
   Infelizmente uma coisa que queria não aconteceu nesta obra. Capítulos que envolvessem a perspectiva de Seltor. Foram só os mesmos capítulos com as personagens de sempre. A perspectiva de um deus acho que precisa de criatividade para ser criada e isso demonstrava um traço de génio deste autor.
   Estou curioso para o próximo e último volume para ver se a qualidade se mantém. O desenvolvimento das personagens manteve-se bom, nomeadamente Aereth e Culpa. E o enredo acaba de forma genial. Por isso agora é esperar e ler!
   Se entretanto quiserem saber mais sobre esta saga, basta seguirem o link: Crítica - Vagas de Fogo
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Vagas de Fogo - Filipe Faria


   "As Crónicas de Allaryia são já um clássico da high fantasy portuguesa, aproximando-se, com este quinto volume, do furioso climáx da odisseia iniciada cinco anos atrás. As hostes d'O Flagelo despertaram do seu torpor e estão de novo à solta no continente. A Cidadela da Lâmina foi arrasada. Sirulia foi posta a ferro e fogo. Aves de mau agouro sobrevoam Nolwyn, enquanto Ul-Thoryn começa os preparativos de guerra contra Vaul-Syrith. Neste novo capítulo das Crónicas de Allaryia, os companheiros que deram início a uma quase ingénua demanda n'A Manopla de Karasthan estão separados, perdidos, desesperançados. Embora poucos o saibam, a esperança reside em Aewyre Thoryn, mas cada um dos companheiros terá um papel a desempenhar no vindouro conflito, encontrando-se porém privados do poder da sua união. Perseguidos por algozes do seu passado, deixados à deriva em terras desconhecidas, ou aprisionados entre inimigos que julgavam amigos, vêem-se confrontados com a iminente imersão de Allaryia nas trevas que todos já julgavam desbaratadas. Porém, Seltor, o percursor destas, aprendeu com os erros do passado e os seus propósitos não mais parecem os mesmos; ou pelo menos, não aparentam de todo ser o que dele se espera..."

   Olá leitores!!!
   Tanto tempo depois da última opinião... Mas agora cá está uma nova... E compreende-se o tempo agora, não é? Este é o quinto volume da saga Crónicas de Allaryia que em breve terminará!
   O que tenho a dizer sobre esta obra? Pois bem, inicialmente estava a gostar, até porque pensei que o problema que sempre refiro sobre este autor, que é os parágrafos gigantescos em partes de batalhas que fazem o leitor acabar por perder a noção do que está a ler (como esta frase que acabei de formar, mas em ponto de parágrafo), não estavam a existir. Até fiquei feliz por isso... Demasiado cedo.
   Não só começaram a aparecer outra vez parágrafos do tamanho de uma página ou perto disso, como também a história não se desenvolveu para tal. Foi um ritmo demasiado lento para um livro demasiado grande. Senti que havia muitas coisas desnecessárias ou que poderiam ter sido resumidas para acelerar a leitura.
   Só o início e o fim é que realmente gostei de ler e foi porque foram as alturas em que a taxa de acontecimentos chave foi maior. A não ser um ou dois capítulos que eram pequenos e encontravam-se meios espalhados pelo livro que era quando Seltor aparecia e fazia das suas. Esses capítulos achei muito bons, geniais mesmo!
   O desenvolvimento da maior parte das personagens continua bom, temi que houvessem duas que estivessem a perder essa característica mas no fim, lá está mais uma vez acontecimentos no final do livro, o autor conseguiu resolver bem, justificando de forma excelente.
   Para um livro de quase 600 páginas acho que 400 ficaria muito melhor. Esperemos que o próximo volume seja assim, compacto e com uma escrita muito boa (e com mais capítulos do género que havia neste volume com Seltor).
   Se quiserem ver a minha opinião sobre o 4º volume desta saga, então basta clicarem no link seguinte: Crítica - A Essência da Lâmina
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

sábado, 10 de outubro de 2015

Provas de Fogo - James Dashner

   "Atravessar o Labirinto devia ter sido o fim. Acabar-se-iam os enigmas, as variáveis e a fuga desesperada. Thomas tinha a certeza de que, se conseguissem fugir, ele e os Clareirenses teriam as suas vidas de volta. Mas ninguém sabia realmente para que tipo de vida iriam regressar... Lá fora, ao invés de liberdade, encontram mais uma prova. Agora têm de atravessar a Terra Queimada, uma região desértica e ameaçadora, onde os Crankos, pessoas cobertas de feridas e infectadas por uma misteriosa doença chamada Fulgor, vagueiam pelas cidades devastadas à procura da próxima vítima. À medida que Thomas vai recuperando algumas memórias confusas do passado, não pode deixar de se perguntar: saberá ele de alguma forma o segredo para a liberdade, ou ficará para sempre à mercê da CRUEL? A série Maze Runner ameaça tornar-se um clássico moderno para os fãs de obras como Os Jogos da Fome."

   Boas Leitores...!
   Lá temos nós uma nova opinião por aqui. E é o segundo livro de uma trilogia que comecei há pouco tempo atrás. Ao menos estou a promover a continuação da leitura de sagas que tenho inacabadas. Maze Runner é a saga de que vos falo hoje.
   Com uma escrita melhor, James Dashner consegue capturar melhor o leitor na sua narrativa. Deixou de ser um livro sobre os dilemas interiores de um rapaz (apesar de ainda ter um pouco desta vertente) para passar a ser mais um livro sobre sobrevivência e descoberta das tais provas que rodeiam as personagens e do qual se sabe muito pouco.
   Achei o ambiente muito bem criado, não só o mundo fora do Labirinto mas também a tecnologia que a CRUEL utiliza. Por vezes não sei se isso não entraria um pouco em conflito uma coisa com a outra para criar algumas incoerências.
   As personagens têm algumas falhas, não achei que estivessem muito bem desenvolvidas. Sabemos muito apenas sobre o protagonista, e depois sobre as outras personagens parece que tornam-se bipolares de vez em quando conforme o prazer do escritor.
   O enredo também é de certa forma bipolar. Por vezes é quase previsível sobre o que acontecerá, mas de outras vezes acontecem as coisas mais estapafúrdias da qual não faria a mínima ideia e que me surpreendem, o que também é um ponto positivo.
   Não sei se o filme está bem adaptado, mas o certo é que fiquei muito mais entusiasmado depois de ler este volume do que o anterior, e portanto espero ver como é que a trilogia acabará. Se entretanto quiserem ver a opinião do primeiro volume basta clicarem no seguinte link: Crítica - Maze Runner - Correr ou Morrer
   Boas Leituras... :)
7/10

André

domingo, 20 de setembro de 2015

A Essência da Lâmina - Filipe Faria

   "Pearnon, o Escriba, continua zelosamente a contar a história de um mundo que um dia foi seu, ao longo de incontáveis e conturbadas Eras desde a sua criação. No livro anterior, a dolorosa e sangrenta demanda que levou Aewyre Thoryn e os seus companheiros através de Allaryia, saldou-se numa pesada derrota, apesar de terem conseguido escorraçar os exércitos de Asmodeon, pois O Flagelo regressou das sombras. Agora que o pai de Aewyre morreu para salvar o próprio filho, este parte para a Cidadela da Lâmina, um inquietante local de segredos ocultos. O jovem príncipe terá de aprender a dominar a Essência da Lâmina, que partilha com Kror, ou lutar por ela com o drahreg num combate até à morte. Perigos milenares penetram insidiosamente uma vez mais em Allaryia, as tramas urdidas pel'O Flagelo começam finalmente a revelar-se e os pesadelos passados ameaçam tornar-se um perigo muito real no presente. A única esperança reside no êxito que Aewyre e os seus companheiros obtiveram nas suas missões. Mas será possível vencer entidades tão superiores às suas forças? Este é o quarto volume das Crónicas de Allaryia, um mundo fabuloso e mágico, genial criação de Filipe Faria."

   Olá pessoal!
   Já cá faltava uma nova opinião, não era? Este blogue tem andado pacato, início de aulas e tal, confusão de hábitos novos. Mas aqui está e isso é que interessa! Como diz na sinopse este é o quarto livro das Crónicas de Allaryia dos sete que existem e que compõem a saga.
   Quanto à minha opinião é composta em parte por aquilo que já disse antes, nas opiniões dos livros anteriores desta saga. O livro tem uma grande capacidade de ser um excelente livro. Um enredo bom, um desenvolvimento das personagens aceitável e pitadas de mistério, suspanse, batalhas, romance entre outros.
   Mas peca pela mesma razão de sempre, a descrição exaustiva, principalmente nas batalhas. Os parágrafos chegam a ter página e meia se não mais. Como leitor isto torna-se cansativo principalmente por chegar a meio do parágrafo e já não perceber bem o que está a acontecer, o que resulta em ter de ler novamente. Acho que quando se trata de duelos, batalhas, guerras deve haver boas descrições, mas em pequenos parágrafos, torna mais fluído mas calmo e não fluído do género "tudo está a acontecer neste momento e não consigo encontrar-me aqui".
   Tirando este ponto acho que o enredo está a crescer e a tornar-se muito bom e espero que os próximos volumes desenvolvam ainda mais para atingir um clímax espectacular. A estratégia de espalhar as personagens e envolve-las em diferentes enredos também foi inteligente, faz com que o leitor não se canse das mesmas personagens e acabe por ansiar por determinado enredo.
   Duvido que a escrita do autor mude, mas espero que pelo menos a qualidade do livro não diminua nos próximos volumes. Se quiserem saber mais sobre esta saga, podem ver a opinião do livro anterior por este link: Crítica - Marés Negras
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Angelópolis - Danielle Trussoni

   "Angelópolis  é a sequela de Angelologia, um sucesso à escala global que marcou a auspiciosa estreia da autora no universo da ficção e que foi também um bestseller do New York Times. Uma vez mais, voltamos a entrar num mundo onde se cruzam, com brilhantismo e sofisticação, história, mitologia e os universos bíblico e fantástico. A batalha entre os humanos e os seus maiores inimigos - os Nefilins - intensifica-se, atingindo proporções aterradoras, um inferno de perigos e paixões desmesuradas. Verlaine é agora um caçador de anjos de elite que trabalha para a Sociedade Angelológica, e que se empenha a fundo em capturá-los e eliminá-los. E quando Evangeline, a mulher que ama e cujo segredo prometeu guardar, é raptada diante dos seus olhos por uma das criaturas mais procuradas pela Sociedade há mais de um século, tem início uma perseguição que leva Verlaine e os seus colegas angelologistas até aos palácios de São Petersburgo, à Sibéria e às costas do Mar Negro, onde os aguardam a verdade sobre as origens de Evangeline e forças terríficas, capazes de ameaçar o futuro de toda a humanidade."

   Boas Leitores...
   É engraçado ver há quanto tempo foi que li a obra anterior desta colecção e o quanto mudou desde lá. Não só o blogue ganhou imensos seguidores como as próprias críticas tornaram-se mais construtivas e elaboradas. Tal como a forma de olhar para os livros.
   Vamos falar então deste aqui, o segundo desta colecção de número ainda indeterminado. Em poucas palavras: é mau.
   Comecemos pelo enredo, diferiu bastante do livro anterior, fiquei sem perceber para que lado é que a autora se queria virar, se ficção, se bíblia, se policial, se fantástico. Entre tanta coisa perdeu-se tudo num misto de incoerência.
   Seguindo para as personagens, num livro de trezentas e tal páginas não houve desenvolvimento nenhum das personagens, só andavam de um lado para o outro a fazer aquilo que tinham de fazer.
   No entanto, acho que o pior de tudo no livro foi a escrita. Não me lembro se era assim no primeiro livro, mas aqui neste estava péssima, houve imensas vezes que me perdi e não porque a escrita era demasiado elaborada, era porque pura e simplesmente as acções eram atiradas para o leitor sem qualquer anteceder. As coisas aconteciam e só se pensava "então mas o que está a acontecer?". Uma obra que me fez lembrar não pelo género mas pelo desastre quanto à escrita foi o último livro da trilogia Os Jogos da Fome. Confuso até mais não.
   Os únicos pontos que esta obra leva é pela originalidade de tema, em vez de ser vampiros ou fadas ou lobisomens, o tema central são anjos. E outros pontos pela tentativa de juntar lados científicos com bíblicos para serem explicados todos numa única teoria unificadora.
   Mas estas duas coisas não compensam de todo o livro, não vos aconselho a lerem, só se estiverem numa de acabar a colecção (mas esta não está ainda acabada). Se quiserem ver como os tempos mudam e a crítica do volume anterior (e como a saga mudou) sigam o link: Crítica - Angelologia
   Boas Leituras... ;)
2.5/10

André

domingo, 3 de maio de 2015

Maze Runner - Correr ou Morrer - James Dashner

   "Quando desperta, não sabe onde se encontra. Sons metálicos, a trepidação, um frio intenso. Sabe que o seu nome é Thomas, mas é tudo.
   Quando aquela caixa metálica para, uma luz surge no teto como se este estivesse a abrir-se. Thomas percebe então que se encontra num elevador e não tarda a descobrir que chegou a um lugar estranho, um espaço que se abre entre muros altíssimos e que o enche de pânico.
   Lá fora, como se estivessem à sua espera, uma pequena multidão de adolescentes como ele. Os rapazes puxam-no para fora e as suas vozes saúdam-no com piadas juvenis, proferidas numa linguagem que lhe parece estranha. Dizem-lhe que aquele lugar se chama a Clareira e ensinam-lhe o que sabem a respeito daquele mundo. Tal como Thomas, não sei lembram da sua vida anterior, mas ali estão perfeitamente organizados, cumprindo preceitos que ninguém deve quebrar.
   E existe o Labirinto, para além dos muros da Clareira, lugar em que ninguém quer permanecer depois do anoitecer... Mas no fim do seu primeiro dia naquele lugar, acontece algo inesperado - a chegada da primeira e única rapariga, Teresa. E ela traz uma mensagem que mudará todas as regras do jogo."

   Boas pessoal!
   Sim finalmente acabei de ler um livro que adquiri há meses atrás que foi também do filme respectivo que vi há meses atrás. Esta é uma trilogia e já estão todos os livros publicados em português (pelo menos é uma boa notícia). Só o primeiro é que tem a capa cinematográfica, os dois seguintes ainda têm as capas originais (que são ligeiramente melhores na minha opinião).
   É um livro pequeno/mediano, tem cerca de 400 páginas que se lêem bem devido à escrita fácil e dirigida ao público dos adolescentes/jovens adultos. Comparando com o filme achei, surpreendentemente, que estava pior do que a sua adaptação ao grande ecrã.
   E isto porquê? Umas das fortes razões foi a primeira metade do livro, ou seja cerca de 200 páginas serem apenas o rondar da deprimência do protagonista e o quanto ele sofre naquele sítio. Não há qualquer avanço na história que faça o leitor agarrar-se afincadamente àquilo.
   Para além disso há certos pormenores que não fazem muito sentido e tornam-se incoerentes naquele mundo com o avanço da história. Algumas das únicas coisas que gostei mais no livro do que no filme foi o final, e a forma como eles conseguem "resolver" o Labirinto. No filme era algo um pouco aleatório e na obra literária teve mais sentido (apesar do caminho para lá chegarem ter sido um pouco atribulado em termos de coerência).
   Não é um livro por aí além nem em termos de escrita nem em termos de enredo. Tinha uma boa ideia mas que se tornou mediana. Talvez o público jovem goste mais, é caso para experimentarem. E se calhar o seguimento da história vai tornar-se melhor, quem sabe?
   Boas Leituras... ;)
5/10

André

sábado, 4 de abril de 2015

Uma Morte Súbita - J. K. Rowling

   "Pagford é uma idílica cidade inglesa, com uma praça principal em pedra de calçada e uma antiga abadia. No entanto, este belo cenário não passa de uma aparência que esconde uma cidade em guerra. Os ricos em guerra com os pobres, os adolescentes em guerra com os pais, as mulheres em guerra com os maridos, os professores em guerra com os seus alunos... Pagford não é o que parece à primeira vista. A história começa quando Barry Fairbrother, membro da Assembleia Comunitária, morre aos quarenta e poucos anos. Pagford entra em estado de choque e o lugar que ficou vazio torna-se o catalisador da guerra mais complexa que alguma vez ali se viveu. No final, quem sairá vencedor desta luta travada com tanto ardor, duplicidade e revelações inesperadas? É a partir de um enredo intrincado que J. K. Rowling cria um universo ficcional minucioso e consistente, a que não falta um toque de noir, caracterizando as personagens e respetivos estratos sociais com uma grande sensibilidade e a lucidez de quem sabe observar a partir de múltiplos pontos de vista."

   Boas Leitores!!
   Uma nova opinião no blogue! De uma das autoras que mais marcou a fantasia juvenil... J. K. Rowling, autora da saga Harry Potter! Sim, o certo é que este livro aqui não é de todo para quem gostou da saga juvenil.
   Este é um chamado "livro para adultos" o suposto livro escrito por Rowling para a geração que cresceu a ler Harry Potter e que queria continuar ao lado dela. Um livro isolado.
   Estava curioso para ler este livro, por variadas razões: para ver como seria uma história escrita por ela que não se centrasse na fantasia, para ver como seria a escrita dela comparado com a saga anterior, entre muitos outros pontos.
   Quanto à história, acho que saí um pouco desiludido. Teve um bom início, interessante, mas depois a imensidão de nomes e de personagens diferentes, introduzidas na história quase sem qualquer pausa achei muito confuso. Só após cerca de 150 páginas é que consegui perceber que personagens eram quais, e quais as respetivas famílias e enredos. O  final voltou a ganhar algum interesse mas apenas por ser o fim, acabando num climáx como seria de esperar.
   O certo é que podemos dizer que toda a obra é quase como uma novela que dá num canal de televisão. Vários dramas, várias personagens, todas acabando por ligar-se por algo em comum. Por vezes não havia profundidade nas histórias, outras vezes nas personagens.
   O ponto positivo foi que gostei da escrita dela. Notou-se bem a diferença, não só pelo decorrer do livro mas também ao tratar de certos assuntos apercebia-me que era como se estivesse a ler algo de um novo autor e não da mesma pessoa que escreveu a saga que li na minha infância.
   Não é de todo a melhor obra dela que por aí anda, Harry Potter está bem melhor, e claro que não devia compará-los por estarem em géneros diferentes, mas é impossível não compará-los quando a primeira saga se trata de algo que marcou imensa gente.
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Areias Movediças - Emily Rodda

   "Lief, Barda e Jasmim já conseguiram recuperar três das sete pedras preciosas do Cinto Mágico de Deltora - o topázio, o rubi e a opala -, ficando assim mais perto de derrotar o tirânico Senhor das Trevas. Mas os servos do inimigo estão por toda a parte, determinados em impedir a sua missão. E se alguns são facilmente reconhecíveis, outros há que mantêm bem oculta a sua temível lealdade...
   Depois de a custo terem escapado com vida da Cidade dos Ratos, os três amigos encontram-se agora na árida planície que a rodeia, sem recursos pois perderam todos os seus mantimentos. E a opala deu a Lief uma visão terrível do seu próximo destino: as Areias Movediças..."

   Olá pessoal!
   Mais uma opinião aqui para o blogue. Desta vez é o quarto volume da Saga de Deltora.
   Acho que continuei com a mesma opinião que no volume anterior. Apesar de ser uma obra pequena que não chega às 170 páginas, achei que foi uma completa fantochada que aconteceu para encher chouriços como costumam dizer.
   Não só o local para onde tinham de se dirigir e que deu o nome ao livro foi suprimido a umas míseras 20 páginas se tanto, tudo o resto foi empatado sem qualquer sentido. Poderiam dizer que foi para introduzir uma nova personagem, mas o certo é que existiam formas mais simples e que dariam mais páginas para desenvolver o enredo final.
   De resto sendo um livro infanto-juvenil acho que tem algumas partes que deveria ter. Não sei se os infanto-juvenis actuais gostariam de ler algo como isto considerando que tem partes demasiado óbvias e no meu tempo gostava de algum mistério e algo que me desse em que pensar. Uma história envolvente que me agarrasse e me fizesse querer continuar até acabar não só aquele livro mas toda a colecção.
   Diminuiu de qualidade, sim de certeza, e não sei se vai melhorar muito mais. Acho que os "dias de ouro" desta colecção já passaram. Se quiserem saber mais sobre esta saga, basta seguirem o link seguinte: Crítica - A Cidade dos Ratos
   Boa Leitura... ;)
4/10

André

domingo, 14 de setembro de 2014

Marés Negras - Filipe Faria

   "Nova incursão na fervilhante Allaryia, neste terceiro volume das suas crónicas, contadas pelo fiel escriba, Pearnon. Reencontramos Aewyre e os seus companheiros na cidade de Val-Oryth em Tanarch, a um passo do seu destino último: Asmodeon. Aí, Aewyre espera poder por fim descortinar o destino de seu pai Aezrel, o desaparecido campeão de Allaryia. O jovem príncipe e seus companheiros aprofundaram entretanto os laços de amizade que os unem, mas não sem duros sacrifícios, dos quais resultaram feridas profundas que dificilmente sararão. Velhos inimigos regressam para atormentar o grupo, e nas sombras da própria Val-Oryth residem perigosos adversários que os companheiros desconhecem e que os submeterão a rudes provações.
   Não muito longe de Tanarch, as Marés Negras sobem uma vez mais, trazendo consigo memórias de um passado sombrio e pressagiando tempos conturbados para Allaryia e todos os seus habitantes. O mistério adensa-se, a adrenalina sobre e Filipe Faria conquista cada vez mais adeptos entusiastas.
   Mais um romance de fantasia épica fascinante e absorvente, do autor dos títulos A Manopla de Karasthan e Os Filhos do Flagelo, ambos publicados na colecção «Via Láctea»."

   Boas a todos os leitores...
   Já estava com saudades de publicar aqui uma nova crítica, parece que se passaram semanas, tudo devido a este livro. Aqui temos o terceiro de sete livros desta colecção a que chamam Crónicas de Allaryia, de um autor português (que temos de publicitar sempre).
   E qual a minha opinião sobre esta obra? Tenho vários pontos a tratar. Posso começar pela escrita. A escrita deste autor é extremamente rica quanto a vocabulário e expressões. O trabalho que ele teve em "inventar" uma nova língua que não passava do português arcaico foi um "golpe" de génio.
   No entanto, a escrita dele tem uma falha que quase se tornou mortal para mim. É demasiado descritiva e acrescentado ao facto da escrita ser demasiado longa (parágrafos muito grandes) tem um efeito sinergético que acaba com a vontade do leitor em muitas partes.
   O certo é que o enredo compensa em parte isto, visto que está muito bom e envolvente com surpresas, mistério e batalhas suficientes para agradarem o típico fã de fantasia épica. Houve alguns capítulos um pouco desnecessários a meu ver, normalmente capítulos que não envolviam as personagens principais.
   Já o final do livro foi muito repentino e arrebatador, passo a explicar. O livro tem uma batalha final que já é o culminar de duas batalhas anteriores, pelo que a escrita sobre batalhas, duelos e assuntos relacionados já está muito explorado ao ponto de cansar, mas depois como ocorrem acontecimentos chave para a história o autor é agarrado uma vez mais àquela confusão de parágrafos gigantescos e suspanse imenso até que acabe o capítulo.
   É interessante mas não uma grande obra-prima, com pena minha porque a história tinha capacidade para isso. Veremos como são os próximos volumes. Entretanto se quiserem saber da opinião ao livro anterior da colecção, sigam o link: Crítica - Os Filhos do Flagelo
   Boas Leituras... ;)
5.5/10

André