quarta-feira, 11 de abril de 2018

Histórias de Vigaristas e Canalhas - Vários Autores

   "Recomendamos cautela ao ler estes contos: Há muitos vigaristas e canalhas à solta. 
   Se gostou de ler Histórias de Aventureiros e Patifes, então não vai querer perder novas histórias com alguns dos maiores vigaristas e canalhas. São personagens infames que se recusam a agir preto no branco, e escolhem trilhar os seus próprios caminhos, à margem das leis dos homens. Personagens carismáticas, eloquentes, sem escrúpulos, que chegam até nós através de um formidável elenco de autores. 
   Com organização de George R. R. Martin, um nome que já dispensa apresentações, e Gardner Dozois, tem nas mãos uma antologia de géneros multifacetados e que reúne algumas das mentes mais perversas da literatura fantástica."

   Boas Leitores!
   Aqui temos uma nova opinião que, estava eu já a meio desta obra quando me apercebi que o livro que eu lia não era mais do que a segunda metade de um que eu já tinha lido. A antologia de nome original Rogues é, em português, a junção desta obra com a obra Histórias de Aventureiros e Patifes. Ou seja, temos uma vez mais, a clássica estratégia portuguesa de dividir as obras em dois volumes. Um pormenor que me questiono é se a edição portuguesa respeitou a ordem em que George R. R. Martin e Gardner Dozois puseram os contos, ou se os volumes portugueses têm a sua própria ordem de contos.
   O certo é que este volume teve muito menos contos que gostasse muito. Aliás, houve apenas dois autores, Joe Abercrombie e Daniel Abraham que gostei imenso dos seus contos. Joe Abercrombie pela actividade e criatividade que o seu conto tem, lendo-se em poucos instantes mas sentindo-nos como se tivéssemos tido uma aventura. Quanto a Daniel Abraham foi mais pelo mundo criado que era simples e, no entanto, tinha o seu quê de complexidade e originalidade, o enredo foi também engraçado e com os seus pequenos twists que valeram muito a pena.
   A seguir a estes favoritos houve dois que estavam bons também, eram de Garth Nix e Matthew Hughes. Tinham o seu quê de interessante, e por certo captaram a atenção, mas não foi o suficiente para chegarem ao patamar de "estrondoso" ou "genial", mesmo assim, os quatro acima escolhidos foram definitivamente os melhores.
   Na categoria a seguir, os que chamaria "meh" ou "simplesmente ok" foram contos de Cherie Priest, Carrie Vaughn, Steven Saylor e Michael Swanwick. O problema destes foi muitas vezes não terem sido originais ou chamativos o suficiente para me agarrar neste formato de contos. Talvez se lesse estas histórias mas num formato de livro, onde houvesse mais desenvolvimento e enredo ficasse mais interessado. Aqui foi por vezes demasiado rápido ou sem conexão aos protagonistas.
   Por fim, na pior categoria estão Bradley Denton, Walter Jon Williams e Lisa Tuttle. Os dois primeiros nomes foram postos nesta categoria de "não gostei mesmo nada" por achar que não cumpriram com o que o livro propunha (caso do Bradley Denton) ou então o conto era mesmo sem sentido ou mau (como o de Walter Jon Williams), nenhum deles era de ficção ou fantasia, o que possa ter contribuído para não gostar ainda mais dos contos. No caso da Lisa Tuttle, acho que foi mais uma pequena desilusão. Anteriormente tinha lido Windhaven, uma contribuição dela e de George R. R. Martin e tinha achado absolutamente genial, e esperava algo do género e o que saiu foi uma espécie de Sherlock Holmes feminino relativamente básico. As expectativas foram desiludidas e portanto todo o conto foi lido lentamente e a arrastar.
   Estou curioso para saber se acharam o mesmo, ou se os vossos favoritos foram os que eu menos gostei, qual gostaram mais? Para saberem da opinião da primeira parte do Rogues, basta seguirem o link: Crítica - Histórias de Aventureiros e Patifes
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

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