quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

The Windup Girl - Paolo Bacigalupi

   "Anderson Lake is a company man, AgriGen's calorie representative in Thailand. Under cover as a factory manager, he combs Bangkok's street markets in search of foodstuffs long thought to be extinct. There he meets the Windup Girl - the beautiful and enigmatic Emiko - now abandoned to the slums. She is one of the New People, bred to suit the whims of the rich. Engineered as slaves, soldiers and toys, they are the new underclass in a chilling near future where oil has run out, calorie companies dominate nations and bio-engineered plagues run rampant across the globe.
   And as Lake becomes increasingly obsessed with Emiko, conspiracies breed in the heat and political tensions threaten to spiral out of control. Businessmen and ministry officials, wealthy foreigners and landless refugees all have their own agendas. But no one anticipates the devastating influence of the Windup Girl."

   Hey readers!
   Aqui estamos com uma obra que arrecadou imensos prémios em 2010, ano seguinte ao que foi publicado. Entre esses prémios contam o Hugo e o Nébula, duas grandes marcas no mundo da ficção científica e fantasia. Com tal aparato, decidi dar uma vista de olhos a esta obra isolada de ficção científica em que muitos colocavam num género no qual nunca tinha ouvido falar: biopunk.
   E que género é esse? Pelo que li diria uma espécie de distopia onde a tecnologia ao nível biológico é avançada, como no caso de engenharia genética, "ressuscitação" de espécies extintas entre outros, mas num setting onde o resto da tecnologia não avançou assim tanto, ou em alguns casos recuou até (possivelmente devido à falta de petróleo).
   E como tal posso até dizer que o worldbuilding deste autor é interessante. A entrada nesta obra foi um pouco atribulada. Não só o autor apresenta imensos conceitos novos como introduz imensas palavras asiáticas no meio do texto, o que por vezes criava uma espécie de lomba na leitura. Só após um grande número de páginas (mais de cem de certeza, talvez até 1/4 do livro) é que me senti confortável o suficiente ao ler e entender tudo de uma só vez.
   Mas depois entra outro factor: as personagens. Ao longo da história vamos tendo cerca de 4 protagonistas (ou 5 dependendo da opinião de cada um), e mesmo essas personagens acabarem por interagir entre elas ao longo da obra, não me pareceu que houvesse alguma real conexão entre elas. Pareceu-me que a história era como 4 contos separados onde o acaso juntava-los por momentos para depois cada um seguir o seu caminho. Talvez também haja parte de não sentir ligação nenhuma com metade dessas personagens. Não sei se não estavam bem desenvolvidas ou se era outra coisa mais, mas apenas Emiko e Hock Seng eram realmente personagens que me agarravam.
   O enredo é outro assunto polémico. Ao iniciar a leitura pensei que o enredo fosse ser não só acerca das engenharias genéticas que havia, mas também relativo às doenças que devastavam populações naquela nova Terra. Até porque o autor dá imensa atenção a isso logo no início. E depois pura e simplesmente desaparecem. As doenças não interessam mais até ao final do livro para dar um plot-twist que não cumpriu bem a sua função por ter sido previsível. Um lado meio positivo foi certos assuntos morais que o autor tratou, relativamente aos New People e se pessoas feitas através de engenharia genética que são misturas tão grandes de outras deveriam ser consideradas da mesma forma que todo o resto da humanidade.
   É uma obra que pareceu ter tanto potencial, mas que acabou por desiludir um pouco. A razão pela qual ganhou tantos prémios permanece obscura a mim, mas acredito que esta obra possa ter opiniões muito contrastantes, onde odeiam a obra ou adoram-na.
   Boas Leituras... ;)
6.5/10

André

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