quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O Apelo da Lua - Patricia Briggs

   "Mercy Thompson é uma talentosa mecânica de automóveis que vive na zona de Washington. Mas ela é muito mais do que isso: também é uma metamorfa com o poder de se transformar num coiote. Como se não chegasse, o seu vizinho é um lobisomem, o seu antigo patrão um gremlin, e neste momento está a reparar a carrinha de um vampiro. Este é o mundo de Mercy Thompson, um que parece igualzinho ao nosso, mas cujas sombras estão repletas de estranhas e perigosas criaturas da noite. E se até agora Mercy sempre viveu bem nesse mundo, aproxima-se o dia em que a sua preocupação vai ser apenas sobreviver..."

   Boas Leitores!
   E como se não bastasse a quantidade de sagas que estão por acabar neste blogue, começamos mais uma (e para não variar, tem de ser mais uma de urban fantasy). Esta saga conta com onze volumes na língua original. No entanto, aqui em Portugal apenas os primeiros quatro estão publicados, após o seu lançamento ter sido um flop.
   E neste momento pergunto-me até porque é que a editora Saída de Emergência decidiu apostar em mais um livro do mesmo género que parece quase uma cópia de tantas outras obras, nomeadamente a saga do Sangue Fresco ou True Blood para muitos.
   No início a obra pareceu prometer na originalidade, e quando digo originalidade era relativa ao enredo, não no worldbuilding visto que existem exactamente as mesmas criaturas que em qualquer outro livro do mesmo género: lobisomens, vampiros, fadas, etc. Mas essa promessa foi sol de pouca dura, como se costuma dizer, antes que chegasse a metade do livro já estava a fazer checks nas caixinhas dos estereótipos: um antigo amor do qual a personagem ainda sente algo, uma outra personagem pela qual a protagonista também sente algo, poderes desconhecidos que são descobertos apenas em situações de grande perigo e por ai adiante.
   Mesmo assim continuei a batalhar por esta obra, o tamanho dela dava-me alento para acabá-la, afinal o que é uma obra com menos de 300 páginas? O mistério no qual se baseava todo o enredo até tinha o seu quê de interessante, mesmo se retirássemos todos os outros estereótipos que referi. Até que chegamos ao fim e o mistério é resolvido de forma rápida e desapontante. Antes que desse por isso o mistério estava resolvido e eu nem tinha percebido quando ou como. Duas conversas e pronto.
   Para o género, esta obra poderia ser algo de novo e refrescante. Saiu apenas mais uma obra mediana que acerta na maior parte dos estereótipos que já existem. Se já leram algo deste género, não recomendo a lerem este. Se nunca leram, este é tão bom quanto qualquer outro para começarem.
   Boas Leituras... ;)
5/10

André

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