quarta-feira, 22 de agosto de 2018

The Way of Kings, Part 2 - Brandon Sanderson

   "According to mythology mankind used to live in The Tranquiline Halls. Heaven. But then the Voidbringers assaulted and captured heaven, casting out God and men. Men took root on Roshar, the world of storms. And the Voidbringers followed ...
   They came against man ten thousand times. To help them cope, the Almighty gave men powerful suits of armor and mystical weapons, known as Shardblades. Led by ten angelic Heralds and ten orders of knights known as Radiants, mankind finally won.
   Or so the legends say. Today, the only remnants of those supposed battles are the Shardblades, the possession of which makes a man nearly invincible on the battlefield. The entire world is at war with itself - and has been for centuries since the Radiants turned against mankind. Kings strive to win more Shardblades, each secretly wishing to be the one who will finally unite all of mankind under a single throne.
   On a world scoured down to the rock by terrifying hurricanes that blow through every few days is a young spearman, forced into the army of a Shardbearer, led to war against an enemy he doesn't understand and doesn't really want to fight.
   What happened deep in mankind's past?
   Why did the Radiants turn against mankind, and what happened to the magic they used to wield?"


   Boas Leitores!
   E aqui estamos para opinar sobre a segunda parte da obra de Brandon Sanderson, The Way of Kings. Como referi antes, este livro está dividido em dois, nesta edição. O segundo livro da saga, Words of Radiance também está dividido em dois, felizmente o terceiro é apenas um volume.
   Esta segunda metade não desilude de todo. A história continua entusiasmante, acrescentando mistérios em cima de mistérios à medida que o leitor vai percebendo como é que o mundo funciona. Por cada detalhe que percebemos ao ler esta obra, e que nos faz entranhar mais neste mundo fictício, mais na mente das personagens ficamos e, com elas, mais perdidos nos sentimos naquele mundo gigantesco.
   Mas isto é propositado, e brilhantemente. Brandon Sanderson consegue escrever de tal forma que nos sentimos as personagens nos livros dele. E não só sentimos isso como nos damos a perceber tudo como as personagens se sentem, inclusive a informação que eles têm. Para além disso os dilemas pessoais que os vários protagonistas passam são palpáveis e com os quais facilmente nos relacionamos, o que só torna mais real a história.
   O final da obra foi também genial por várias razões. Primeiro teve a sua parte de coisas a acontecer que pudessem alegrar o leitor. Segundo, temos uma abertura para os mistérios que estão por vir na saga. Por fim ficamos boquiabertos com os últimos acontecimentos e sedentos de mais pormenores. Por essa razão não julgaria ninguém se tivessem já a ler a segunda obra desta brilhante saga.
   Acho que não preciso de convencer ninguém a ler esta obra, mas se ainda houver alguém que não esteja convencido: Vão já ler! Vale mesmo a pena! Caso queiram saber mais sobre o volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - The Way of Kings, Part 1
   Boas Leituras... ;)
10/10

André

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

The Way of Kings, Part 1 - Brandon Sanderson

   "Roshar is a world of stone and storms. Uncanny tempests of incredible power sweep across the rocky terrain so frequently that they have shaped ecology and civilization alike. Animals hide in shells, trees pull in branches, and grass retracts into the soilless ground. Cities are built only where the topography offers shelter.
   It has been centuries since the fall of the ten consecrated orders known as the Knights Radiant, but their Shardblades and Shardplate remain: mystical swords and suits of armor that transform ordinary men into near-invincible warriors. Men trade kingdoms for Shardblades. Wars are fought for them, and won by them.
   One such war is about to swallow up a soldier, a brightlord and a young woman scholar.
   Widely acclaimed for his work completing Robert Jordan’s Wheel of Time saga, Brandon Sanderson now begins a grand cycle of his own, one every bit as ambitious and immersive."

   Boas Leitores!
   E lá começamos uma nova saga (desta vez não é culpa minha, mas sim do podcast Em Busca da FantaCiência, já ouviram?) e esta saga é das bem grandes. Planeada para ter 10 livros, apenas os três primeiros estão publicados ainda, mas da maneira que Brandon Sanderson escreve não deve faltar muito até termos mais alguns. Este primeiro livro está dividido em dois na edição que estou a ler, pelo que verão aqui duas opiniões ao mesmo livro. O segundo livro da saga tem a mesma construção, por assim dizer, mas esse ficará para mais tarde.
   E como sempre este grande autor não nos desilude. Começando pelo worldbuilding fantástico com a forma como o planeta, a fauna e a flora do mesmo que estão desenhados para esta história é algo extraordinário.
   Este primeiro volume é ainda uma pequena amostra do que está para vir, tem muito de conhecer novas personagens, entender como é que o mundo funciona e ainda tentar perceber qual é o enredo principal e onde é que levará o leitor. Mas isso é algo que o leitor não precisa de se preocupar muito, porque só este primeiro volume já tem muitas questões a serem levantadas e muitas explicações a serem dadas também. Tudo no seu equilíbrio perfeito que deixa-nos sempre a querer ler mais um capítulo.
   As personagens têm todas grandes qualidades e estão escritas brilhantemente. Qualquer das três personagens principais tem os seus quês de querer saber mais deles. Apesar de Shallan, uma das personagens que temos apenas um pouco de informação no início da obra não voltar a aparecer até muito mais tarde. Esta foi das personagens que mais me intrigou, não que Kaladin ou Dalinar não o tivessem feito, todos eles são fascinantes.
   Vale totalmente a pena, e se fosse eu a vocês ia já arranjar o livro e punha-me a ler... Ainda vão a tempo para lerem com o podcast "Em Busca da FantaCiência"!
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Soul Eater vol.23 - Stand Up, DWMA, Fight Against the Insanity- Atsushi Ohkubo

   "Kid enters the witches' realm to appeal for help! Though they have been DWMA's enemies for years, the witches share a respect for order--and are equally threatened by the Kishin. Kid's immediate goal is to deal with the situation on the moon, but he hopes that the negotiations will forge a new pact between DWMA and witches in the future--assuming anyone survives the Kishin's madness!"

   Boas Leitores!
   Chegámos ao pódio final de Soul Eater. O antepenúltimo volume dos vinte e cinco que compõem esta saga. E este volume, como os últimos que li desta saga, também tem cinco capítulos.
   Neste volume temos uma pequena pausa momentânea na guerra que ocorre na lua. Não que o mangá desvie para outro sítio completamente diferente, mas temos decerto uma pausa. Este interlúdio serve para arranjar os pontos necessários para que a guerra continue e de forma equilibrada.
   É um volume intenso no sentido em que a expectativa aumenta sobre os três grandes protagonistas, Maka, Black Star e Kid. Apesar de ter um foco ligeiramente maior no Kid, visto ser ele a estar presente nos capítulos "interlúdios" da guerra, vemos também a Maka e o Black Star a terem algumas revelações. Aliás algumas delas absolutamente irreais, que fazem o leitor rir e aceitar, afinal, se o leitor não consegue aceitar isso, como é que aceitaria o facto deles conseguirem chegar à lua de forma tão fácil e lutar lá uma guerra em grande escala?
   Quanto à arte, está boa, a acção ainda me deixa um pouco confuso sobre o que realmente está a acontecer, mas é intenso sempre. Havia partes que quase via as imagens a mexerem-se com a minha imaginação e isso mostra o quão boa a arte pode ser. Acho sempre piada às personagens novas que o autor vai criando, são sempre originais e têm o seu quê de "Tim Burton", ou talvez sou só eu que penso isso hahaha.
   Um dos grandes pontos positivos vai para a falta de fanservice que houve neste volume. Quase quase inexistente. As poucas coisas que notei nem sei se consideraria fanservice, por isso, bom trabalho! Caso queiram saber mais sobre os volumes anteriores, basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater Vol.22 - The Desire and Flames Named Insanity
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Green Mars - Kim Stanley Robinson

   "In the Nebula Award winning Red Mars, Kim Stanley Robinson began his critically acclaimed epic saga of the colonization of Mars, Now the Hugo Award winning Green Mars continues the thrilling and timeless tale of humanity's struggle to survive at its farthest frontier.
   Nearly a generation has passed since the first pioneers landed, but the transformation of Mars to an Earthlike planet has just begun The plan is opposed by those determined to preserve the planets hostile, barren beauty. Led by rebels like Peter Clayborne, these young people are the first generation of children born on Mars. They will be joined by original settlers Maya Toitovna, Simon Frasier, and Sax Russell. Against this cosmic backdrop, passions, rivalries, and friendships explode in a story as spectacular as the planet itself."

   Hello readers!
   A Mars Trilogy continua, dois meses após ter lido o primeiro volume, eis que chega o segundo, Green Mars.
   O autor continuou a surpreender-me não só com a quantidade fascinante de pormenores que incluí na sua obra, e que a torna algo realista e possível dentro dos limites do imaginário, mas também com o melhoramento do enredo, quase como se tivesse lido a minha opinião anterior.
   Desta vez a obra não se foca apenas nos primeiros cem colonizadores, até porque (atenção, spoilers a caminho) alguns dos cem já morreram ou foram assassinados. Vemo-nos portanto, a focar a nossa atenção noutras novas personagens, revivendo de vez em quando a perspectiva de algum dos cem iniciais. Curiosamente houve maior desenvolvimento psicológico de todas as personagens nesta nova obra do que houve no volume anterior.
   E talvez isso tenha sido uma consequência de novos dilemas no livro. Antes o grande dilema era a terraformação de Marte. Esse dilema ainda existe nesta obra, como uma nuvem que paira o dia todo, ameaçando uma chuva torrencial mas sem chover exactamente. No entanto temos todo um conjunto de novos dilemas, sobrepopulação no planeta Terra, tratamentos gerontológicos que tornam a nossa espécie aparentemente imortal, as consequências do nosso corpo viver durante tanto tempo. São vários os temas cobertos por esta obra, alguns deixados em aberto para serem resolvidos no último volume da trilogia.
   Mas todos estes dilemas ajudam ao crescimento das personagens, ou à sua destruição ou até mesmo à sua espiral de esquecimento e desespero. São várias as emoções sentidas ao longo do livro, de diversas personagens, o que só mostra a qualidade da escrita do autor.
   Não há quase nada que pudesse apontar de mal nesta obra. Estou desejoso de ler o resto da obra, e tenho a esperança que o último volume seja absolutamente brilhante! Caso queiram saber mais sobre a minha opinião do primeiro volume, basta seguirem o link: Crítica - Red Mars
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

quarta-feira, 11 de julho de 2018

O Anjo Mecânico - Cassandra Clare

   "Através de Tessa Gray, uma jovem órfã de 16 anos, esta obra apresenta os Caçadores das Sombras da Inglaterra vitoriana. Como seus representantes do século XXI, eles também combatem os elementos rebeldes do submundo - vampiros e lobisomens. E são eles que vão ajudar Tessa quando esta, ao sair de Nova York em busca do irmão, seu único parente vivo, é raptada pelas irmãs Black. Mas Tessa não é uma senhorinha indefesa. Dona do estranho poder de se transformar em qualquer um apenas tocando em algum pertence dessa pessoa, é um objeto valioso para o submundo. Ao lado do temperamental e misterioso Will e de seu melhor amigo James, cuja frágil beleza esconde um terrível segredo, Tessa vai aprender a usar seu poder e ganhar um lugar ao lado deles na batalha entre as trevas e a luz."

   Boas Leitores!
   Mais uma vez aqui estamos e agora com uma nova obra de Cassandra Clare. Esta autora já é conhecida deste blogue por uma outra saga, que ainda está em processamento da minha parte para ser lida. Entretanto, por loucura, decidi começar também esta saga. As Peças Infernais é uma trilogia dos quais os 3 livros estão publicados em português, por isso caso estejam interessados podem adquirir todos em português. Esta trilogia é também pertencente ao mesmo mundo que a saga Instrumentos Mortais. Esta passa-se alguns anos antes da saga dos Instrumentos Mortais.
   A obra teve decididamente um bom começo, não pensei que fosse ficar tão impressionado com o início tão sombrio e grim que teve. Infelizmente essa surpresa não durou muito e foi substituída pelos mesmos clichés de uma obra juvenil. Os amores e mistérios que não são bem mistérios fazem parte da maior parte da obra.
   E no meio disto lá conseguimos extrair pequenas coisas boas como pequenas surpresas no enredo, ou então a esperança de que a autora irá falar de assuntos um pouco mais sérios, e que fariam a obra ganhar mais seriedade. Esta última ficou-se pela esperança, a autora não concluiu isso.
   Um ponto que tenho de dar é do facto de ser "engraçado" ou interessante ver personagens que já conheço dos livros que li da outra saga e ter aqui uma nova versão deles, uma versão nova do que eles são nos outros livros, e o que me dá a entender é que iremos saber nas próximas obras o desenvolvimento das personagens para se tornarem quem são nos livros da saga principal.
   É uma obra que começou bem, a meio desceu consideravelmente a qualidade e depois conseguiu recuperar ligeiramente no fim. Veremos como se sairá no resto da trilogia.
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

quarta-feira, 27 de junho de 2018

O Caminho das Mãos - Steven Erikson

   "NO IMPÉRIO MALAZANO, AS LENDAS ESTÃO PRESTES A NASCER… 
   Os exércitos do Apocalipse, liderados pela vidente Sha’ik, assolam o Império Malazano e uma guerra santa deixa um rasto de vítimas e destruição. A liderança militar escolhe um plano audacioso de evacuar os sobreviventes que restam para Aren, a única cidade no continente ainda sob controlo do Império. Por desertos e vastas desolações, milhares de refugiados não têm outra escolha senão participar no êxodo lendário conhecido como A Corrente de Cães.
   No outro lado do continente, uma conspiração está em curso para assassinar a Imperatriz Laseen, e não faltam protagonistas sedentos de vingança ou envolvidos em demandas secretas. Mal sabem eles que todos os caminhos estão inevitavelmente ligados ao Apocalipse que se liberta…"

   Boas Leitores!
   Finalmente já lemos a segunda metade do segundo livro da saga do Império Malazano. Este livro foi lançado à relativamente pouco tempo e em português. Relembro que esta obra é ainda pertencente ao segundo livro da edição original, visto que a edição portuguesa dividiu o segundo livro em dois.
   E gostava de começar pela consideração de dividir o livro em dois. Sinto-me dividido (tal como o livro, que piada). Após ter terminado o livro sinto que se tivesse lido tudo de seguida tinha aproveitado melhor a história. Desta forma li metade do livro em Dezembro do ano passado e só seis meses depois li o resto. Este tempo foi o suficiente para que quando recomeçasse o segundo livro tivesse aquele período de arranque onde tenho de me lembrar quem é quem e onde é que cada personagem ficou, isto é ainda mais agravado pelo facto da obra começar a meio de todas as ações, ficando ainda mais confuso para o leitor.
   Pondo isso de parte falemos do livro em si. Continua com grande parte das características da primeira metade. Descrições violentas e sangrentas não faltam. E antes que pensem que o livro é só isso, não é. E o certo é que estas descrições dão vida (e morte a várias personagens também) à escrita e tornam todo o cenário mais realista, como se o que estivesse em jogo fosse mesmo real.
   E isso reflecte-se também nas personagens. Não temos como não odiar algumas, tal como também não resistimos a torcer por outras. Steven Erikson guia-nos subtilmente pela sua obra puxando os fios certos para catalisar as nossas emoções.
   A escrita reflecte também um mundo complexo, tão complexo que quanto mais se lê, mais complexo fica. Enquanto os leitores pensam que com a leitura vem a compreensão, este autor diz que nem sempre. Se pensam que sabem tudo a respeito de algo daquele mundo, muito provavelmente vão ficar surpreendidos.
   É uma obra que apesar de ter sido marcada por confusão ao lê-la, é por certo uma obra de génio com uma escrita brilhante que produz tudo aquilo que um leitor quer: personagens realistas, um enredo realista e emoções. Caso queiram saber mais sobre o volume anterior desta obra, basta clicarem no seguinte link: Crítica - Os Portões da Casa dos Mortos
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Magi Vol. 3 - Shinobu Ohtaka

   "Aladdin finds himself among the Kouga tribe, who live deep in the desert far from Qishan. An emissary from the Kou Empire arrives offering peace, but when it turns out to be an offer they can't refuse, things take a turn for the worse. Aladdin learns more about the legend of the Magi and the Rukh, bird-like beings of light, with whom he appears to share a deep connection... "

   Boas Leitores!
   Voltámos a encontrar-nos com Magi a saga de trinta e seis volumes até agora dos quais os três primeiros já foram lidos (este é o terceiro, se não perceberam pelo pequeno três que tem na capa ahah).
   Este terceiro volume tem sentimentos mistos. Por um lado temos apenas a presença de um dos protagonistas, Aladdin, o que significa nada de desenvolvimento de mais nenhuma personagem. Por outro lado o desenvolvimento que ocorre do Aladdin é extenso e combina muito bem com o enredo.
   Comecemos então pelo desenvolvimento dos protagonistas. Este volume é totalmente dedicado a Aladdin, vê-mo-lo a interagir com uma tribo e um império (não quero spoilar mais do que isto) e isso leva a que ele perceba quem é e qual o seu objectivo no mundo. Esta parte dá também ao leitor um melhor entendimento do mundo, e cria também muitas outras questões.
   Todo este arco é quase como um spin-off, no sentido em que parece que não contribui em nada para o arco que era a junção de Aladdin e Alibaba. Excepto que os pequenos pormenores que vão aparecendo vão fazendo as conexões entre os vários arcos, como uma personagem de volumes anteriores estar conectado com a tribo, ou diferentes djinn aparecerem, mas saberem sempre quem é o companheiro de Aladdin.
   E se formos a comparar este volume com o anime continua igualzinho. Enquanto lia, lembrava-me perfeitamente das cenas que aconteciam e do impacto que causaram da primeira vez que as vi. O sentimento continua o mesmo, surpresa em certas partes e riso noutras que são menos sérias.
   Como disse anteriormente só foi pena não haver uma maior continuação quanto à junção do Aladdin com o Alibaba, sinto que o Alibaba foi meio esquecido, mas tenho sempre esperança que apareça no próximo volume. De qualquer das formas, o próximo volume será lido, porque estou ansioso por ele! Caso queiram saber mais sobre os volumes anteriores, basta seguirem o seguinte link: Crítica - Magi Vol.2
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Ancillary Justice - Ann Leckie

   "On a remote, icy planet, the soldier known as Breq is drawing closer to completing her quest. Once, she was the Justice of Toren- a colossal starship with an artificial intelligence linking thousands of soldiers in the service of the Radch, the empire that conquered the galaxy. Now, an act of treachery has ripped it all away, leaving her with one fragile human body, unanswered questions, and a burning desire for vengeance."

   Hello Readers!
   Mais uma semana e mais uma crítica, desta vez outra obra em inglês. Esta entrada é o início de mais uma trilogia, trilogia essa chamada Imperial Radch que conta com os seus três livros já publicados (em inglês) e que em Portugal nem sinal de haver alguma edição. Este livro conseguiu arrecadar também imensos prémios, nomeadamente o Nebula e o Hugo entre muitos outros.
   Agora quanto à minha opinião, será que merecia tantos prémios assim? Julgo que sim. Não sei bem qual era a competição no ano em que Ancillary Justice ganhou, mas o certo é que tem força suficiente sem ter de comparar com outras obras.
   Comecemos pela escrita, inovadora e que se estranha mas depois entranha, fazendo lembrar José de Saramago para quem conhece. Não que escrevam da mesma maneira, mas a figura estilística de utilizar sempre o género feminino para definir pessoas, com a justificação plausível foi ao início muito confuso, mas quanto mais se lê, mais o leitor se ambienta ao mecanismo, e acaba por cumprir um segundo objectivo, não sei se propositado ou não, que é o de fazer o leitor pensar e decidir por vezes por si mesmo qual o género das personagens com quem o protagonista fala.
   Outra parte importante foi a perspectiva da mesma personagem em vários sítios ao mesmo tempo, principalmente quando chega a cerca de metade do livro, há uma parte que mostra o quão complexo este livro é, e ao mesmo tempo, como é que essa complexidade é levada ao leitor de forma compreensível.
   Se formos ao enredo, teremos de considerar todas as ferramentas de escrita que a autora utilizou, as que referi acima e outras, com elas o enredo é algo bom e interessante, sem elas diria ser algo banal, uma história de vingança como já se viu antes. Mas desta vez a escrita conseguiu melhorar tudo até ficar num nível interessante e que por certo leva o leitor a querer saber mais de Brek.
   Foi decididamente uma leitura desafiante mas que valeu a pena e que só me leva a querer ler desta trilogia e desta autora.
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Knife of Dreams - Robert Jordan

   "The Wheel of Time turns, and Robert Jordan gives us the eleventh volume of his extraordinary masterwork of fantasy. 
    The dead are walking, men die impossible deaths, and it seems as though reality itself has become unstable: All are signs of the imminence of Tarmon Gai'don, the Last Battle, when Rand al'Thor, the Dragon Reborn, must confront the Dark One as humanity's only hope. But Rand dares not fight until he possesses all the surviving seals on the Dark One's prison and has dealt with the Seanchan, who threaten to overrun all nations this side of the Aryth Ocean and increasingly seem too entrenched to be fought off. But his attempt to make a truce with the Seanchan is shadowed by treachery that may cost him everything. Now Rand, Perrin and Mat, Egwene and Elayne, Nynaeve and Lan, and even Loial, must ride those storm winds, or the Dark One will triumph."

   Boas Leitores!
   Na última opinião desta saga estava a dizer que estava a ler os volumes a um bom ritmo, um a cada quatro meses... Bem, isso não aconteceu com este. Dez meses depois, aqui está o décimo primeiro volume da saga Wheel of Time que conta com os seus catorze volumes, e este foi o último que foi escrito na sua totalidade por Robert Jordan, todos os seguintes tiveram mais ou menos a contribuição de Brandon Sanderson.
   E então como está este décimo primeiro volume? Bem melhor dos que os últimos dois que li. Se antes os enredos pareciam estar a ser arrastados um pouco, com pouquíssima coisa a acontecer durante dois terços do livro e depois no último terço uma catrefada de coisas aconteciam a todas as personagens, com este volume a acção é constante em toda a obra.
   Primeiro que tudo vemos alguns dos enredos secundários a serem fechados para começarem a abrir caminho para o desenlace final. O caso do Perrin e do Mat e até da Elayne. Estes três, apesar de interessantes, tinham estado numa espécie de letargia onde não acontecia grande coisa e não parecia contribuir assim tanto para o enredo principal. Agora que está terminado, grandes opções surgirão.
   Adorei, como já há muito tempo que não adorava, todo o enredo da Egwene. Antes gostava imenso do que se relacionava com ela, por estar em parte relacionado com Aes Sedai, mas agora sempre que ela aparecia (e foi pena ter sido tão pouco) a minha atenção estava completamente devotada a ela. Foi das melhores partes deste livro.
   Outra das grandes partes (e das mais chocantes) foi com Rand. Aqui foi também um dos únicos pontos negativos que tenho a dizer desta obra. Não havia o suficiente sobre Rand. Apesar da saga ser acerca de várias pessoas, Rand é o protagonista de tudo, no entanto parece não ter assim tanto protagonismo ultimamente. A sorte e que, quando tem, é estrondoso e de certeza que espanta todos. Mesmo assim, gostaria de ter visto Rand a interagir mais com a Torre Negra. Que quanto a este local só temos notícias no epílogo, no curto epílogo que fala um bocadinho da Torre Negra e nos deixa a pensar que poderá ter uma maior importância no próximo livro.
   Agora, se quero ler o próximo livro? SIM, de certeza! Pena não o ter já, porque é certo que grandes coisas vão acontecer a seguir! Caso queiram saber mais sobre os volumes anteriores, basta seguirem o link: Crítica - Crossroads of Twilight
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Attack on Titan Vol.2 - Hajime Isayama

   "The Colossal Titan has breached humanity’s first line of defense, Wall Maria. Mikasa, the 104th Training Corps’ ace and Eren’s best friend, may be the only one capable of defeating them, but beneath her calm exterior lurks a dark past. When all looks lost, a new Titan appears and begins to slaughter its fellow Titans. Could this new monster be a blessing in disguise, or is the truth something much more sinister?"

   Boas Leitores!
   E andamos nós aqui a saltar de colecção em colecção no que toca a mangá e desta vez é a vez de Attack on Titan. Este é o segundo volume de vinte e quatro já publicados com mais dois para serem publicados neste ano de 2018 (a ver se consigo ler mais alguns volumes desta saga para não acumular cada vez mais volumes ahah).
   Neste segundo volume a fidelidade do anime ao mangá continua. Enquanto lia este volume tive a mesma sensação que antes, estava a assistir novamente aos episódios da primeira temporada do anime, o que me agradou imenso. Acho que desta vez pode ter havido um ou outro detalhe diferente, mas nada que fizesse uma diferença terrível quer para o leitor, quer para o espectador.
   O enredo continua intenso, mesmo tendo em conta que para os cinco capítulos que o volume teve, a história em si não avançou muito (diria que é o único ponto negativo até. O facto de não ter mais capítulos ou não ter avançado muito na acção). Temos a história do passado de Mikasa, e de como é que ela e Eren acabaram a viver juntos. No presente da história temos a continuidade da invasão dos titãs, que não é resolvida completamente no final deste volume (talvez no terceiro haja alguma conclusão dessa parte).
   Uma das coisas que melhorou foi a arte dos titãs. Talvez nem tenha mudado assim tanto, mas pareceu-me que desta vez os titãs tinham uma melhor caracterização de movimentos e até mesmo do quão horríveis e estranhos parecem.
   Finalmente, um dos pequenos pormenores que queria falar era dos bónus no final dos capítulos. O autor vai colocando pequenos "doces" de informação relativos àquele mundo, como por exemplo: as balas utilizadas para atacar os titãs, como é que os canhões funcionam, alturas dos titãs, entre outros. Podem parecer coisas triviais e que não interessam para a história e, no entanto, acrescentam profundidade ao mundo de Attack on Titan.
   É um volume com uma grande qualidade e que tem um final de deixar o leitor a querer ler imediatamente o próximo volume. Caso estejam interessados em saber mais desta colecção, basta clicarem no seguinte link: Crítica - Attack on Titan Vol.1
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Segredos de Sangue - Charlaine Harris

   "Depois de suportar tortura e a perda de entes queridos durante a breve mas mortífera Guerra dos Fae, Sookie Stackhouse sente-se magoada e furiosa. O único elemento positivo da sua vida é o amor que acredita sentir pelo vampiro Eric Northman. Mas este está sob olhar atento do novo rei vampiro por culpa do relacionamento de ambos. Enquanto as implicações políticas da revelação dos metamorfos começam a ser sentidas, a ligação de Sookie a um lobisomem específico arrasta-a para uma questão perigosa. Além disso, sem saber, apesar de os portais para Faery terem sido fechados, restam alguns fae no mundo humano... E um deles está zangado com Sookie. Muito, muito zangado."

   Boas Leitores!
   E voltamos à saga Sangue Fresco, ou como muitos conhecem, True Blood. Este é o décimo de treze volumes, o que significa que a contagem final começou! Será que a autora vai começar a atar as pontas soltas a partir de agora, ou será que vai deixar tudo para o último volume para depois ser uma catrefada de coisas a acontecer ao mesmo tempo?
   Se tivesse de adivinhar, diria que seria a primeira hipótese. Mas posso estar completamente errado. A única coisa que sei que estou certo é que este volume foi muito melhor que o anterior. Os dilemas amorosos desapareceram, a acção explosiva a toda a hora ficou mais moderada e com uma melhor explicação e até o mistério ficou mais interessante! Mas vamos por partes:
   O romance da história. Ainda existe, claro, a nossa querida protagonista Sookie não poderia viver sem essa parte na sua vida. No entanto essa relação parece que se tornou mais real, com mais consequências e não tão leviana como era antes, em que qualquer homem que lhe aparecesse à frente era considerado como um  exemplar masculino perfeito e possível parceiro para ela. Acho que só pelo facto desta parte ter ficado mais real aumentou a qualidade da obra por si só em muito.
   E, mesmo assim, ainda continuou a aumentar quando percebi que desta vez havia mais do que tinha pedido no volume anterior, consequências e dilemas sobre vir ao público a presença de metamorfos ou fechar os portões do mundo dos Fay. A autora decidiu focar-se ligeiramente nisso, sem que esse fosse o foco principal e acho que fez bastante bem. Claro que temos ainda os ocasionais momentos de acção, mas a quantidade diminuiu e os que existem podem ser considerados fazerem parte da lógica que é o enredo.
   E agora que tive esta prova, fiquei bem mais curioso para ler o resto da saga, ainda por cima agora que está a chegar o final. Partes deste volume que ficaram por responder ou ainda algumas que pareciam ser pontas soltas a atarem-se podem vir a ser respondidas no próximo volume! Caso queiram saber mais sobre o volume anterior (que não foi assim tão bom), basta clicarem no seguinte link: Crítica - Sangue Mortífero
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Red Mars - Kim Stanley Robinson

   "In his most ambitious project to date, award-winning author Kim Stanley Robinson utilizes years of research & cutting-edge science in the 1st of a trilogy chronicling the colonization of Mars: For eons, sandstorms have swept the desolate landscape. For centuries, Mars has beckoned humans to conquer its hostile climate. Now, in 2026, a group of 100 colonists is about to fulfill that destiny. John Boone, Maya Toitavna, Frank Chalmers & Arkady Bogdanov lead a terraforming mission. 
   For some, Mars will become a passion driving them to daring acts of courage & madness. For others it offers an opportunity to strip the planet of its riches. For the genetic alchemists, it presents a chance to create a biomedical miracle, a breakthrough that could change all we know about life & death. 
   The colonists orbit giant satellite mirrors to reflect light to the surface. Black dust sprinkled on the polar caps will capture warmth. Massive tunnels, kilometers deep, will be drilled into the mantle to create stupendous vents of hot gases. Against this backdrop of epic upheaval, rivalries, loves & friendships will form & fall to pieces--for there are those who will fight to the death to prevent Mars from ever being changed.
   Brilliantly imagined, breathtaking in scope & ingenuity, Red Mars is an epic scientific saga, chronicling the next step in evolution, creating a world in its entirety. It shows a future, with both glory & tarnish, that awes with complexity & inspires with vision."

   Hey Readers!
   Lá estamos nós a começar uma nova trilogia, desta feita, na língua inglesa. A Mars Trilogy é, como o nome diz, composta por três volumes, sendo que este é o primeiro. E deixem que vos diga só assim um sneak peek que as capas são muito reveladoras do nome da obra, ora vejamos, Red Mars tem uma capa vermelha (ou próxima do vermelho), o que virá a seguir?
   Não pensemos nisso por agora, e foquemos os nossos cérebros nesta obra. A viagem para colonizar Marte. E a história de como a civilização em Marte é desenvolvida e evolui. É uma boa premissa e ao ler esta obra qualquer pessoa nota que a pesquisa envolvida na criação deste livro foi tremenda e profunda. Qualquer que seja o pormenor científico, parece realmente aceitável e provável de acontecer. Isto em parte só cria expectativa no leitor, que pensa "se é preciso apenas isto, então porque não somos nós, nesta geração, e não só no ano 2026 a colonizar Marte?".
   É fantástico ler sobre o dilema entre terraformar um planeta ou não, e como as cem pessoas que foram encarregadas de colonizar o planeta se dividem perante este problema. Claro que aprendemos muito mais, sistemas sociais e um possível futuro da nossa humanidade são algumas delas.
   No entanto há coisas que não combinam muito bem nesta história. As personagens foram algumas delas. Cada capítulo é encarregue a uma nova personagem, e como tal haverá sempre personagens que preferimos a outras, mas neste caso o que aconteceu não foi não gostar de alguma personagem. O problema foi algumas das personagens parecerem superficiais, não terem qualquer vontade única, profundidade psicológica, se é que isso existe. Houve um ou dois capítulos que lia a pensar "por favor, que isto acabe que já não posso mais" porque a personagem parecia só andar pelo mundo para cumprir o objectivo do escritor e não para ter a sua própria "voz".
   No final, os positivos varreram por completo os negativos e fiquei extremamente curioso para ler já o segundo volume, mas por agora virarei para outros géneros. Caso hard sci-fi seja a vossa onda, então esta de certeza que é uma boa escolha!
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A Lenda de Sigurd e Gúdrun - J. R. R. Tolkien

   "Há muitos anos, J. R. R. Tolkien compôs a sua própria versão, agora publicada pela primeira vez, da grande lenda da antiguidade nórdica, em dois poemas intimamente relacionados, a que deu os títulos de «O Lai dos Volsungos» e «O Lai de Gudrún».
   Em «O Lai dos Volsungos» conta-se a história do grande herói Sigurd, o assassino de Fáfnir, o mais famoso dos dragões, de cujo tesouro se apoderou, o despertar da valquíria Brynhild, que dormia rodeada por uma muralha de chamas, e o noivado dos dois. Após a chegada de Sigurd à corte dos grandes príncipes niflungos (ou nibelungos), o herói desperta o amor mas também o ódio da feiticeira dos Niflungos, versada nas artes mágicas.
   Em cenas de grande intensidade dramática, troca de identidade, paixões frustradas, ciúmes e disputas amargas, as tragédias de Sigurd e Brynhild, de Gunnar, o Niflungo, e Gudrún, sua irmã, atingem o auge com a morte de Sigurd às mãos dos seus irmãos de sangue, o suicídio de Brynhild e o desespero de Gudrún.
   Em «O Lai de Gudrún» é contado o seu destino depois da morte de Sigurd, o casamento, contra a sua vontade, com Atli (ou Átila), governante dos Hunos, o assassinato dos seus irmãos, os senhores niflungos, e a sua vingança hedionda.
   Sendo a sua versão inspirada, principalmente, no estudo atento das antigas poesias norueguesas e islandesas conhecidas como Edda Poética (e no posterior trabalho em prosa, a Völsunga Saga), J. R. R. Tolkien utilizou estâncias curtas cujos versos conservam em inglês os exigentes ritmos aliterativos e a intensa energia dos poemas da Edda."

   Boas Leitores!

   J. R. R. Tolkien volta ao blogue com uma das obras menos conhecidas dele. Como categorizar esta obra depende um pouco de cada um. Ficção, não-ficção, análise de uma obra antiga? Está ao gosto de cada um, talvez considere uma mistura entre ficção e não-ficção, o certo é que é muito diferente do que estamos acostumados para quem leu O Senhor dos Anéis.
   Esta obra é muito mais densa do que a famosa trilogia do autor. É uma análise detalhada de poemas épicos antigos, feitas por J.R.R. Tolkien e editadas pelo seu filho, e a complexidade desta obra lembrou-me de quando li A Divina Comédia. Não é aborrecida, mas que demora o seu tempo a ser lida, isso demora. É preciso ler com calma e compreender o que realmente significam cada estrofe ou verso, e mesmo com a ajuda das notas do autor por vezes vemo-nos a debater sobre qual é a mensagem que querem transmitir.
   Por outro lado foi muito interessante saber deste tipo de literatura vinda de países europeus nórdicos. Normalmente ouvimos falar de Os Lusíadas, Ilíada e muitos outros, tudo escrito por autores dos países europeus do sul, quase como se o tipo de escrita não tivesse existido nos países nórdicos (o que ficamos a saber como mentira e também algumas das razões por não ouvirmos tão constantemente).
   Outro pormenor engraçado é o facto de começarmos a ver semelhanças entre estas lendas nórdicas e a famosa trilogia de O Senhor dos Anéis. Podemos perceber de onde alguma inspiração veio. Não que seja importante de todo para o livro, mas são pequenas surpresas para aqueles fãs de worldbuilding.
   De resto não há muito mais a dizer, não podemos analisar personagens que por si só estão a ser analisadas no livro, nem o enredo de uma análise. A única mensagem que passa é: isto é uma análise a uma obra e não uma obra de ficção em si. Atenção para aqueles que vão comprar este livro a pensar que é uma história de fantasia escrita por J.R.R.Tolkien.
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Soul Eater vol.22 - The Desire and Flames Named Insanity - Atsushi Ohkubo

   "The remaining Death Weapons, along with Kid, gather to stage their assault on the moon. As they approach the Kishin's hideout, Stein and Justin clash in a violent, madness-fueled battle. Stein struggles to maintain his grip on sanity while Justin draws power from the Kishin's inexhaustible aura of madness. Everyone knows there will be casualties on the road to restoring "order"--but will Stein become the first?"

   Boas Leitores!
   Vigésimo segundo volume lido! Só faltam mais três volumes e a saga estará terminada! Este volume conta também com cinco volumes, o que é um bónus em si.
   E tem tanta coisa a acontecer! Este volume contém apenas a continuação do arco que já tinha sido iniciado antes, ou seja, os cinco capítulos estão baseados na guerra que está a acontecer na lua e no grupo Spartoi atrás de Crona. Mas não há nada de errado com isso, antes pelo contrário.
   Estas duas partes da guerra estão presentes nos cinco capítulos, mas nem sempre nas mesmas "concentrações", há capítulos mais focados num ou noutro ponto. No entanto é sempre bom estarmos a ser actualizados quanto ao que está realmente a acontecer em todas as partes da guerra.
   Não existe nenhum desenvolvimento de personagens em todo o volume. Ou talvez haja. Ainda não me decidi bem quanto a isso, o certo é que nenhum dos protagonistas é protagonista no desenvolvimento, quem tem esse papel na história é uma das personagens secundárias.
   O que há bastante são lutas e acção. Em todos os capítulos temos disso. E enquanto as lutas ocorrem temos personagens em todo o lado a fazer outras mil coisas, procurar o Kishin, fazer pactos, salvar pessoas, procurar pessoas, etc. E no meio desta confusão toda temos o leitor, que, surpreendentemente, não se sente perdido e sim ansioso para saber mais.
   A luta principal é com Stein, uma das personagens secundárias mais interessantes, e no meio da luta, a lição que o leitor aprende é algo valioso também, o que acrescenta alguns pontos positivos a este volume.
   Os outros pontos negativos (que são pequenos) reflectem-se mais no fanservice que foi um pouco exagerado neste volume e na arte que está a conter cada vez mais esquizofrenia (e que, em si, faz completo sentido quanto ao que deveria ser, afinal quanto mais perto do Kishin, mais insanidade existe).
   Claramente o paço está a aumentar com o final desta saga, esperamos ansiosamente pelo próximo volume! Caso queiram saber mais sobre o volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater Vol.21
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Sangue Mortífero - Charlaine Harris

   "Com a excepção de Sookie Stackhouse, os habitantes de Bon Temps, no Louisiana, pouco sabiam sobre vampiros e nada sobre lobisomens. Até agora. Lobisomens e metamorfos revelaram finalmente a sua existência ao mundo e isso poderá ter custado a vida a alguém que Sookie conhecia. Mas a sua determinação para descobrir o responsável pelo homicídio é posta de parte perante um perigo muito maior. Uma raça de seres sobrenaturais (mais velhos, poderosos e muito mais misteriosos do que os vampiros ou os lobisomens) prepara-se para a guerra. E Sookie, enredada ainda na teia de antigos amores, ver-se-á como peão demasiado humano nesta batalha."

   Boas Leitores!
   Aqui estamos nós outra vez na saga Sangue Fresco, dez meses depois do último volume lido. Esta obra é o nono volume da saga, que conta com um total de treze volumes. Isto significa que faltam apenas mais 4 volumes e finalmente esta enorme saga estará terminada!
   Agora o que dizer desta história? Duas grandes constantes que esta obra tem são dilemas amorosos e acção a torto e a direito. Fazem sentido? Muitas vezes não.
   Comecemos pelos dilemas amorosos. Não foi nada inesperado visto que toda esta saga gira à volta da protagonista, Sookie Stackhouse apaixonar-se a torto e a direito por todo o tipo de seres. E acabar sempre por ficar indecisa sobre por qual estará realmente apaixonada. Neste volume temos um pouco mais de dilema centrado no Eric do que noutras personagens, mas quanto mais nos aproximamos do final, mais os dilemas amorosos voltam à superfície, criando este vai e não vai aborrecido que a autora devia terminar de uma vez por todas.
   E quanto ao segundo ponto, a acção explosiva a toda a hora. Muitas das vezes foram cenas de acção que não me captaram absolutamente nada, ou pareciam demasiado falsas, o seu contexto não fazia qualquer sentido, como estar rodeado de seres que morrem com uma borrifadela de limonada, mas nem sequer fazerem uso desse pormenor. E por outro lado, no início da obra temos um acontecimento que catalisa toda a acção para o resto do livro, mas que a protagonista quase não liga nenhuma. Vamos tendo de vez em quando um desenrolar disso, mas é quase como se tivesse em segundo plano. Pareceu-me que a autora quis empacotar demasiados acontecimentos num livro com pouco mais de duzentas páginas.
   Com isto tudo, talvez possa dizer que o desenvolvimento da personagem principal possa ter acontecido, talvez até fosse algo positivo do livro, no entanto, há ainda muita coisa a ser melhorada. E talvez se a autora não se focasse tanto nos dilemas amorosos, mas sim em temas como por exemplo os metamorfos virem a público e as consequências desse acto, a obra poderia ter sido muito melhor.
   Caso queiram saber mais sobre a saga, nomeadamente o volume anterior, basta clicarem no seguinte link: Crítica - Laços de Sangue
   Boas Leituras... ;)
4/10

André

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Mulheres Perigosas - Vários Autores

   "Atenção: O perigo está à espreita perto destas mulheres!
   Se procura um livro em que as mulheres infelizes ficam a choramingar de pavor enquanto o herói masculino combate o monstro ou choca espadas com o vilão, este livro não é para si. Aqui encontrará mulheres guerreiras que brandem espadas, intrépidas pilotos de caças, formidáveis super-heroínas, femmes fatale astutas e sedutoras, feiticeiras, más raparigas duronas, bandidas e rebeldes, sobreviventes endurecidas em futuros pós-apocalípticos, rainhas altivas que governam nações e cujas invejas e ambições enviam milhares para mortes macabras, mulheres que não hesitam em assumir a liderança para defenderem aquilo em que acreditam.
   Com organização de George R. R. Martin, que assina igualmente um conto passado no mundo de Westeros, e de Gardner Dozois, esta é uma antologia que cruza géneros literários e mistura todos os tipos de ficção, desde Megan Abbott a Brandon Sanderson."

   Boas Leitores!
   Mais uma semana e mais um livro. E uma vez mais, uma antologia organizada por George R. R. Martin, parece que ultimamente é tudo o que leio. Mas este é o último por uns tempos, prometo! Esta obra, intitulada Mulheres Perigosas é apenas metade da obra original Dangerous Women. Mais uma vez a edição portuguesa decidiu dividir a obra em duas.
   Mesmo assim esta obra contém contos de onze autores diferentes, entre eles nomes conhecidos aqui no blogue como por exemplo Joe Abercrombie, Brandon Sanderson e George R. R. Martin. Um pormenor que me deixou curioso era saber se a edição portuguesa respeitava a ordem pela qual George R. R. Martin teria organizado os contos, mesmo que tivesse dividida em duas. Após alguma pesquisa consegui perceber que não. Para além de dividir a obra em duas, a ordem dos contos não é a mesma que a original. Não sei se considero uma opção acertada, e gostaria de saber o porquê de terem feito isto, visto que não me parece haver alguma explicação lógica.
   Quanto ao tema desta antologia, foi algo que à medida que lia ia percebendo que me tinha enganado, mas que não me desiludira, pelo contrário, ficara surpreendido pela positiva. Ao ler o título da antologia as ideias que vinham à cabeça eram algo como super-heroínas que salvavam mundos ou batalhavam com vilões maquiavélicos, as típicas badass que não me entusiasmam muito. Mas não. O titulo é literal, são mulheres que são perigosas, por vezes para elas, outras vezes perigosas para os que as rodeiam. Foi bom perceber isso com contos de Megan Abbott e Melinda M. Snodgrass que apesar de conhecer as autoras de nome, nunca tinha lido nada delas e fiquei surpreendido.
   E depois temos o lado mau. E esse lado foi uma única autora: Sharon Kay Penman. O conto desta autora foi lento, sem qualquer emoção e que, a meu ver, não cumpriu de todo o que esta antologia prometia: Mulheres Perigosas. O conto dela foi no género de romance histórico, mas isso não quer dizer nada, afinal temos Joana d'Arc como uma das mulheres mais perigosas da história, mas este romance histórico foi simplesmente aborrecido. A protagonista do conto não só não era perigosa como não trouxe nada de entusiasmante para o conto.
   Todos os outros contos foram ou bons, ou muito bons, Brandon Sanderson com o seu worldbuilding brilhante, ou Joe Abercrombie com a sua escrita crua, ou mesmo Megan Abbott com a sua escrita envolvente, todos eles foram brilhantes e espero que os editores portugueses não tenham metido todos os melhores no primeiro volume, porque estou desejoso de ler o próximo e não quero ser desiludido!
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Histórias de Vigaristas e Canalhas - Vários Autores

   "Recomendamos cautela ao ler estes contos: Há muitos vigaristas e canalhas à solta. 
   Se gostou de ler Histórias de Aventureiros e Patifes, então não vai querer perder novas histórias com alguns dos maiores vigaristas e canalhas. São personagens infames que se recusam a agir preto no branco, e escolhem trilhar os seus próprios caminhos, à margem das leis dos homens. Personagens carismáticas, eloquentes, sem escrúpulos, que chegam até nós através de um formidável elenco de autores. 
   Com organização de George R. R. Martin, um nome que já dispensa apresentações, e Gardner Dozois, tem nas mãos uma antologia de géneros multifacetados e que reúne algumas das mentes mais perversas da literatura fantástica."

   Boas Leitores!
   Aqui temos uma nova opinião que, estava eu já a meio desta obra quando me apercebi que o livro que eu lia não era mais do que a segunda metade de um que eu já tinha lido. A antologia de nome original Rogues é, em português, a junção desta obra com a obra Histórias de Aventureiros e Patifes. Ou seja, temos uma vez mais, a clássica estratégia portuguesa de dividir as obras em dois volumes. Um pormenor que me questiono é se a edição portuguesa respeitou a ordem em que George R. R. Martin e Gardner Dozois puseram os contos, ou se os volumes portugueses têm a sua própria ordem de contos.
   O certo é que este volume teve muito menos contos que gostasse muito. Aliás, houve apenas dois autores, Joe Abercrombie e Daniel Abraham que gostei imenso dos seus contos. Joe Abercrombie pela actividade e criatividade que o seu conto tem, lendo-se em poucos instantes mas sentindo-nos como se tivéssemos tido uma aventura. Quanto a Daniel Abraham foi mais pelo mundo criado que era simples e, no entanto, tinha o seu quê de complexidade e originalidade, o enredo foi também engraçado e com os seus pequenos twists que valeram muito a pena.
   A seguir a estes favoritos houve dois que estavam bons também, eram de Garth Nix e Matthew Hughes. Tinham o seu quê de interessante, e por certo captaram a atenção, mas não foi o suficiente para chegarem ao patamar de "estrondoso" ou "genial", mesmo assim, os quatro acima escolhidos foram definitivamente os melhores.
   Na categoria a seguir, os que chamaria "meh" ou "simplesmente ok" foram contos de Cherie Priest, Carrie Vaughn, Steven Saylor e Michael Swanwick. O problema destes foi muitas vezes não terem sido originais ou chamativos o suficiente para me agarrar neste formato de contos. Talvez se lesse estas histórias mas num formato de livro, onde houvesse mais desenvolvimento e enredo ficasse mais interessado. Aqui foi por vezes demasiado rápido ou sem conexão aos protagonistas.
   Por fim, na pior categoria estão Bradley Denton, Walter Jon Williams e Lisa Tuttle. Os dois primeiros nomes foram postos nesta categoria de "não gostei mesmo nada" por achar que não cumpriram com o que o livro propunha (caso do Bradley Denton) ou então o conto era mesmo sem sentido ou mau (como o de Walter Jon Williams), nenhum deles era de ficção ou fantasia, o que possa ter contribuído para não gostar ainda mais dos contos. No caso da Lisa Tuttle, acho que foi mais uma pequena desilusão. Anteriormente tinha lido Windhaven, uma contribuição dela e de George R. R. Martin e tinha achado absolutamente genial, e esperava algo do género e o que saiu foi uma espécie de Sherlock Holmes feminino relativamente básico. As expectativas foram desiludidas e portanto todo o conto foi lido lentamente e a arrastar.
   Estou curioso para saber se acharam o mesmo, ou se os vossos favoritos foram os que eu menos gostei, qual gostaram mais? Para saberem da opinião da primeira parte do Rogues, basta seguirem o link: Crítica - Histórias de Aventureiros e Patifes
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Magi Vol. 2 - Shinobu Ohtaka

   "Aladdin and Alibaba have entered the Dungeon of Qishan hoping to find hidden treasure - but danger's found them!
   A horde of slimes closes in on them, while Lord Jamil and his slaves head into the dungeon looking to intercept Aladdin and grab any riches he may have found! But these rivals have more to worry about than each other, and new friends, new enemies and amazing riches are yet to be discovered!"

   Boas Leitores!
   Já voltámos a ter mais um volume de Magi no blogue! Ainda o último foi lido há pouco mais de um mês atrás e já estamos com o segundo volume de trinta e seis por agora.
   O que falei no volume anterior já começou a realizar-se. Se bem se lembram (ou se não se lembram, podem ver no link disponível no final desta opinião) o primeiro volume era de uma qualidade um pouco duvidosa. Muito acriançado, e como tal, previsível, tinha fanservice como se não houvesse mais nada no mundo, MAS que isso era só de início, e que se o anime tivesse sido fiel ao mangá, então a qualidade iria aumentar muito ao longo do tempo. Pois assim foi. Neste volume começamos a ter uma maior intimidade com os protagonistas, a saber mais pormenores não só deles no presente, mas também do passado de ambos. O desenvolvimento dos protagonistas está muito bem feito misturando um pouco de comédia nos momentos certos com a seriedade noutros momentos.
   Quanto a enredo, também ficou um pouco melhor, apesar de ainda não estar bem no seu crescendo. Consegue ser ideal na junção de mistério com aventura, ação e comédia entre muitos mais. No final do volume temos não um cliff-hanger gigantesco, mas digamos que temos um certo mistério que nos deixa curiosos para saber mais do próximo volume. Achei esse fim especialmente delicioso porque após uma aventura (e arco) ter terminado, o leitor não espera que voltem logo a outra aventura, ainda para mais da maneira que acaba a anterior, e deixar nesta espécie de mistério, não bem mistério, foi uma jogada de mestre.
   Agora a história está a melhorar, e com ela a pontuação do volume, desejoso de ler mais ainda, mal posso esperar pelo próximo volume. E agora o link do volume anterior: Crítica - Magi Vol.1
   Boas Leituras... ;)
6.5/10

André

quarta-feira, 28 de março de 2018

Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft Volume 6 - Howard Phillips Lovecraft

   "Sexto Volume de Os Melhores Contos de Howard Phillips Lovecraft 
   O mestre do horror clássico está de volta com contos que ajudaram a moldar a definição de horror na literatura. Com tradução do Prof. José Manuel Lopes, este é mais um volume que ficará para a história do género em Portugal."

   Boas Leitores!
   Surpresa! Pensavam que esta saga terminava no quinto volume? Pois saímos todos enganados! Esse era o plano inicial da editora, mas como esta colectânea teve tanto sucesso eles acabaram por negociar mais dois livros, desta vez com contos de H.P. Lovecraft e contos que ele ajudou a escrever e que por vezes são associados a outros autores. Portanto esta colectânea passará a ter sete livros (na qual o sétimo é o único que ainda não está publicado, deve ser para breve) e este que aqui temos é o sexto.
   Esta obra é composta por oito contos, e tem cerca de 290 páginas, o que dá uma média de 36 páginas por conto. Para quê estas contas? Só para termos uma pequena noção se os contos são grandes ou não. Claro que há alguma variação, contos bem mais pequenos que isso ou contos um pouco maiores. No entanto o interessante foi que reparei que eram aqueles contos que ultrapassavam o número de páginas médio que me captavam mais o interesse.
   A maior parte dos contos foi interessante. Acho que apenas um ou dois é que achei aborrecidos. Os contos mais curtos captavam mais emoção imediata, em poucas páginas, Lovecraft conseguia agarrar-nos e meter os nossos níveis de ansiedade altos e a pensar "o que é que irá acontecer a seguir?". Epor outro lado os contos maiores tinham uma vertente que era a de criar um tipo diferente de ansiedade, algo que crescia com o tempo e ia aumentando com o suspense que se ia criando com o enredo. De qualquer das maneiras acho que este autor foi verdadeiramente um mestre na sua arte.
   E não nos podemos esquecer que estes contos foram escritos há quase cem anos atrás. Poderiam ter ficado tão desactualizados ou tão irreais que não surtiriam nenhum efeito no leitor da actualidade, mas o certo é que surte. A sua mitologia é tão real que torna-se intemporal.
   O único pormenor que tenho a apontar aqui e que reparei apenas neste volume (e de certo poderia ter reparado nos outros se tivesse um pouco mais de atenção) é a quantidade de vezes que Lovecraft usa palavras como "inexplicável", "indescritível", "inominável" e por aí fora para evitar descrever ou monstros ou divisões ou mesmo certas ações. Uma pequena ajuda que usa constantemente e que após repararmos é impossível não termos noção durante todos os contos.
   É definitivamente uma obra aconselhada a quem gosta de terror, nada melhor do que voltar às origens e ler um dos grandes autores do género do século XX. Caso queiram saber mais sobre a saga basta seguirem o link: Crítica - Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft Volume 5
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

quarta-feira, 21 de março de 2018

Soul Eater vol.21 - Keep the Discipline All Over the World - Atsushi Ohkubo

   "Crona's crimes have become too terrible to ignore, and the troubled youth is added to Shinigami's list. Hoping to reach her friend first, Maka extends her soul perception ability to engulf the entire planet. But the sweep delivers even more than she had bargained for - the location of the Kishin's hideout!"

   Hello readers!
   E a contagem decrescente para chegarmos ao final desta saga já está em andamento. Contando com este, faltavam cinco volumes. Agora quatro. Por outro lado voltámos a ter apenas cinco capítulos neste volume e é nele que começa um dos maiores e últimos arcos (acho que, pelo menos, o próximo volume e o seguinte a esse conterão este arco também).
   A loucura nesta história continua. Para quem chegou a este ponto e fica chocado ou chateado com o rumo que a história está a tomar é porque não entende o estilo deste autor. Extremo e absurdo por vezes, o autor consegue mesmo assim agarrar o leitor e guiá-lo pela história de forma divertida. A partir do momento em que personagens vão lutar para uma lua que sorri temos de ignorar critérios que daríamos a outras obras.
   Agora houve também mais um pouco de desenvolvimento de personagens. Não foi em todos os protagonistas, mas consegui sentir-me mais satisfeito do que com o volume anterior. Talvez parte disso seja pela saga estar a terminar em breve então o autor pode ter tentado direccionar a história para algo que pudesse dar um fim satisfatório a todas as personagens.
   Tive um ligeiro entrave nos capítulos com o grande arco, com a entrada súbita de personagens que não fazia a mínima de quem eram, mas que parecia que todas as personagens já as conheciam. Até que percebi que eram parceiros de um dos vilões e então as peças começaram a encaixar. Havia também novas personagens do lado dos "bons-da-fita", mas foi engraçado que essas não me pareceram tão externas à obra como as do lado oposto do enredo.
   É uma obra que aumentou de qualidade de certeza e agora só posso esperar que continue a aumentar daqui em diante até chegar ao climáx do volume final! Caso queiram saber mais sobre os outros volumes é só clicar no seguinte link: Crítica - Soul Eater Vol.20
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quarta-feira, 14 de março de 2018

A Cidade de Vidro - Cassandra Clare

   "Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombras - não a incomoda que a entrada nesta cidade sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian. Com Valentine a reunir toda a força do seu poder para destruir de uma vez por todas os Caçadores de Sombras, a única possibilidade de estes o derrotarem é combater ao lado dos seus eternos inimigos. Mas podem os Habitantes do Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras pôr de lado o seu ódio mútuo e aliarem-se? Embora Jace compreenda que está pronto a arriscar tudo por Clary, poderá ela utilizar os seus poderes recentes para ajudar a socorrer a Cidade de Vidro - custe o que custar? O amor é um pecado mortal e os segredos do passado provam ser letais quando Clary e Jace enfrentam Valentine no último volume da trilogia Os Instrumentos Mortais - obra que figura na lista de sucessos literários do New York Times. Caçadores de Sombras é o título da trilogia que começa com A Cidade dos Ossos, com uma fantasia urbana povoada por vampiros, demónios, lobisomens, fadas, e que é um autêntico romance de acção explosiva."

   Boas Leitores!
   Quatro anos e meio. Esse foi o tempo entre ler a segunda obra desta pentalogia e ler o terceiro volume. A Cidade de Vidro é o terceiro volume desta saga cujos cinco livros estão todos publicados já na língua portuguesa.
   O que dizer desta obra...? Foi uma grande desvantagem ter lido o volume anterior há muito tempo? Nem por isso, passadas poucas páginas já me lembrava perfeitamente de quem era quem e do que tinha acontecido para trás. Se isso é uma vantagem ou desvantagem? Depende de que tipo de leitura se quer, para quem quer ler algo para jovens adultos bastante leve esta talvez seja uma boa escolha, para quem queira algo mais denso e pesado, talvez não.
   A escrita era muitas vezes superficial. A típica personagem adolescente que diz coisas adolescentes. Às vezes chegava a um ponto em que o discurso era demasiado superficial, mesmo para adolescentes, e não foi uma ou duas vezes em que senti que estava a ser retirado do mundo pelo tipo de escrita supérflua. Esse foi um dos poucos pontos negativos que tive. Quando estás envolvido num mundo não queres algo que te tire dele por ser contrastante.
   No entanto o enredo que temos nesta obra não está má de todo para o público-alvo que o livro quer atingir. Ao ler a obra senti por várias vezes a previsibilidade a atingir-me, ainda faltava muito para o livro acabar. Outras vezes até foi satisfatório e surpreendente com algumas ações.
   Já o desenvolvimento das personagens acho que ficou aquém. Mesmo tendo lido a última obra há mais de quatro anos, havia certas personagens que me lembrava perfeitamente de serem repetitivas nos seus pensamentos, e isso não mudou de todo nesta obra. Talvez na próxima mude, visto ter havido grandes alterações em termos de relações entre personagens nesta obra.
   Tem um bom desenvolvimento de enredo, mas as personagens precisam de ser mais trabalhadas. Se calhar nos últimos dois volumes é onde vemos isso a acontecer. Esperemos é que não fique mais quatro anos e meio até ler o próximo! Caso queiram saber mais sobre a saga, basta seguirem o link: Crítica - A Cidade das Cinzas
   Boas Leituras... ;)
5.5/10

André