quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Batalha - David Soares

   "Em Batalha, David Soares apresenta uma história em que os animais são protagonistas. Passado no início do século XV, Batalha é um romance sombrio, filosófico e comovente, que observa o fenómeno religioso do ponto de vista dos animais e especula sobre o que significa ser-se humano.
   Batalha, a ratazana, procura por sentido, numa viagem arrojada que a levará até ao local de construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, o derradeiro projecto do mestre arquitecto Afonso Domingues. Entre o romance fantástico e a alegoria hermética, Batalha cruza, com sensibilidade e sofisticação, o encantamento das fábulas com o estilo negro do autor."

   Boas Leitores!
   Voltamos a pegar em leitores portugueses (dar um incentivo a este pequeno nicho, que temos de ajudar, principalmente quando se trata de fantasia/ficção científica em Portugal) desta vez um autor que nunca antes li, David Soares.
   Não tinha expectativa nenhuma para este
livro, nunca li nada do autor nem nunca tinha ouvido falar dele. Mas em geral foi uma leitura agradável. Não sei se consideraria isto no campo da fantasia ou da ficção científica, sendo que o único elemento fantástico são animais falantes. O centro da história é muito filosófica e faz o leitor pensar constantemente sobre estas questões.
   A escrita é em certos pontos entusiasmante, com violência e horror que atingem o leitor da maneira certa, de forma directa mas sem chocar em demasia. Por outro há um uso excessivo de palavras digamos "arcaicas". Algumas é certo que só são estranhas pela falta de uso no dia-a-dia e não me incomodaram muito. Outras vezes o uso deste tipo de palavras é tão intenso que tirava-me do "estado de leitura" e portanto interrompia o fio à meada.
   Tirando isso a história não algo por aí além até porque não é isso o cerne da obra. A obra centra-se em conversas sobre o significado de religião e vida, dor e morte entre muitos outros. São estas conversas que fazem o interesse aumentar e criam faíscas na mente dos leitores para fazê-los pensar mais do que aquilo que está escrito em papel.
   Pelo que ouvi falar, esta não é uma obra "típica" do autor, pelo que estou curioso para ler mais dele. Mas tenho de admitir que esta obra não é para todo o público, é algo pesada e apenas aqueles que sabem para onde se dirigem é que decidirão lê-lo, precisam de estar no estado de mente correcto, por isso boa sorte!
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

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