quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Os Filhos de Húrin - J. R. R. Tolkien

   "Num tempo muito remoto, muito, muito antes dos tempos de "O Senhor dos Anéis", um grande país estendia-se para além dos Portos Cinzentos a Ocidente: terras por onde outrora caminhou Barba de Árvore mas que foram inundadas no grande cataclismo com que findou a Primeira Era do Mundo.
   Nesse tempo remoto, Morgoth habitava a vasta fortaleza de Angband, o Inferno de Ferro, no Norte; e a tragédia de Túrin e a sua irmã Niënor desenrola-se sob a sombra do medo de Angband e a guerra forjada por Morgoth contra as terras e cidades secretas dos Elfos.
   As suas breves e apaixonadas vidas foram dominadas pelo ódio que Morgoth lhes devotou como filhos de Húrin, o homem que ousou desafiá-lo e zombá-lo na sua própria face. Contra eles, enviou o seu mais formidável servidor, Glaurung, um poderoso espírito na forma de um tremendo dragão de fogo. Nesta história de conquista brutal e evasão, de esconderijos em florestas e perseguição, de resistência apesar do desespero, o Senhor Negro e o Dragão revelam-se de forma sombriamente articulada. Sardónico e trocista, Glaurung manipulou os destinos de Túrin e Niënor com mentiras e astúcia e perfídia diabólica — e a maldição de Morgoth foi cumprida."

   Boas Leitores!
   E para recordar um dos grandes escritores de fantasia do mundo, temos uma opinião de uma das suas side-stores. Os Filhos de Húrin é um livro isolado, um standalone, que ocorre no mundo de O Senhor dos Anéis, conhecido por todos.
   Como acontece sempre que se lê Tolkien, o início é bastante difícil, temos de remar a fundo para conseguir ultrapassar os mares atribulados de descrições, nomes e terras que o autor manda para cima. Mas assim que passamos essa tempestade e nos habituamos ao ritmo (e já não aparecem tantos nomes) o mundo é incrível. Tolkien não pára de surpreender o leitor com a imensidão do mundo que criou e os enredos que estão envolvidos nesse mesmo mundo.
   A história de Húrin e dos seus filhos é outro desses enredos. No início foi um pouco confuso e nem muito apelativo. Mas antes que me apercebesse estava apegado ao protagonista e a querer saber mais sobre a sua história e os passos que tomou. A mestria de um escritor de criar esse laço emocional entre leitor e personagem sem que o leitor se aperceba é excelente. E não foi só com uma personagem, várias delas foram ganhando um pouco de espaço na minha cabeça de forma a que quisesse seguir a sua história.
   Esta obra teve também a sua vantagem (do meu lado) de ter mais história sobre elfos, ou pelo menos estes entrarem mais no campo de acção. Sempre gostei de saber mais (mesmo após o Silmarillion) sobre esta raça e esta foi uma obra que deu alguns vislumbres.
   O final foi também digno de nota. O seu quê de Romeu e Julieta, mas apresentado de forma inteligente e com todos os mitos após os acontecimentos teve o meu apreço.
   É uma obra ao nível de Tolkien, como sempre. Para os fãns de O Senhor dos Anéis que ainda sentem saudades desse mundo, que tal darem uma vista de olhos a esta obra?
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

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