quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Bakuman vol.19 - Decision and Delight - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world? 
   With their new series, Moritaka and Akito start beating Eiji Nizuma in the Shonen Jump rankings for the first time. But in the actual book sales, Eiji is somehow still on top. The duo is as determined as ever to achieve their dreams, but a new scandal threatens to destroy everything!"

   Boas Leitores!
   Estamos na recta final de Bakuman! Este foi o penúltimo volume! Só mais um e finito com esta saga! Um total de vinte volumes e este é o décimo nono.
   E que tal? Relativamente bom. O enredo está a avançar a um bom ritmo, com um último twist que até faz sentido para o leitor poder ter um pouco da sensação não só do artista de mangá, mas também dos actores que fazem as vozes das personagens dos animes. Se não soubesse de antemão que o próximo volume seria o último, diria que poderia haver até algum suspanse acerca do desfecho final deste arco, mas sendo o final, todos sabemos que acabará bem.
   Finalmente vemos também algum romance, que parecendo que não, acho que é um ponto fulcral nesta história e que, infelizmente, pouco aparece. Mas neste volume não tenho nada a reclamar, muito maior quantidade de interação ou mesmo ação à volta do romance.
   E se pensam que este volume é só romance, então estão enganados. Sim, há essa vertente, mas ao mesmo tempo temos a grande competição entre os rivais de sempre. E essa rivalidade não perde o folgo! Os autores deste mangá fazem isso de forma brilhante, quer na arte quer nos diálogos, é sempre uma tensão imensa que faz querer saber mais e saber como irá acabar.
   Está melhor que o volume anterior, e pelo menos a história não está a acabar à pressa como temia que fosse acontecer, está a tomar o seu tempo, e ainda bem. Caso queiram saber mais sobre esta saga, sigam o link: Crítica - Bakuman vol.18 - Margins and Hell
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Os Filhos de Húrin - J. R. R. Tolkien

   "Num tempo muito remoto, muito, muito antes dos tempos de "O Senhor dos Anéis", um grande país estendia-se para além dos Portos Cinzentos a Ocidente: terras por onde outrora caminhou Barba de Árvore mas que foram inundadas no grande cataclismo com que findou a Primeira Era do Mundo.
   Nesse tempo remoto, Morgoth habitava a vasta fortaleza de Angband, o Inferno de Ferro, no Norte; e a tragédia de Túrin e a sua irmã Niënor desenrola-se sob a sombra do medo de Angband e a guerra forjada por Morgoth contra as terras e cidades secretas dos Elfos.
   As suas breves e apaixonadas vidas foram dominadas pelo ódio que Morgoth lhes devotou como filhos de Húrin, o homem que ousou desafiá-lo e zombá-lo na sua própria face. Contra eles, enviou o seu mais formidável servidor, Glaurung, um poderoso espírito na forma de um tremendo dragão de fogo. Nesta história de conquista brutal e evasão, de esconderijos em florestas e perseguição, de resistência apesar do desespero, o Senhor Negro e o Dragão revelam-se de forma sombriamente articulada. Sardónico e trocista, Glaurung manipulou os destinos de Túrin e Niënor com mentiras e astúcia e perfídia diabólica — e a maldição de Morgoth foi cumprida."

   Boas Leitores!
   E para recordar um dos grandes escritores de fantasia do mundo, temos uma opinião de uma das suas side-stores. Os Filhos de Húrin é um livro isolado, um standalone, que ocorre no mundo de O Senhor dos Anéis, conhecido por todos.
   Como acontece sempre que se lê Tolkien, o início é bastante difícil, temos de remar a fundo para conseguir ultrapassar os mares atribulados de descrições, nomes e terras que o autor manda para cima. Mas assim que passamos essa tempestade e nos habituamos ao ritmo (e já não aparecem tantos nomes) o mundo é incrível. Tolkien não pára de surpreender o leitor com a imensidão do mundo que criou e os enredos que estão envolvidos nesse mesmo mundo.
   A história de Húrin e dos seus filhos é outro desses enredos. No início foi um pouco confuso e nem muito apelativo. Mas antes que me apercebesse estava apegado ao protagonista e a querer saber mais sobre a sua história e os passos que tomou. A mestria de um escritor de criar esse laço emocional entre leitor e personagem sem que o leitor se aperceba é excelente. E não foi só com uma personagem, várias delas foram ganhando um pouco de espaço na minha cabeça de forma a que quisesse seguir a sua história.
   Esta obra teve também a sua vantagem (do meu lado) de ter mais história sobre elfos, ou pelo menos estes entrarem mais no campo de acção. Sempre gostei de saber mais (mesmo após o Silmarillion) sobre esta raça e esta foi uma obra que deu alguns vislumbres.
   O final foi também digno de nota. O seu quê de Romeu e Julieta, mas apresentado de forma inteligente e com todos os mitos após os acontecimentos teve o meu apreço.
   É uma obra ao nível de Tolkien, como sempre. Para os fãns de O Senhor dos Anéis que ainda sentem saudades desse mundo, que tal darem uma vista de olhos a esta obra?
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Booking Through Thursday - Formato

   Sendo todas as outras coisas (como peso, custo e por aí fora) iguais, qual é o teu formato favorito para ler um livro? Capa rígida? Capa mole? Velho? Novo? Primeira edição? Digital? Audio?

   André: Se todos os factores forem iguais, estaria dividido entre livros de capa mole e capa rígida, decididamente novos, não precisariam de ser de primeira edição, isso não me importa muito. Se os factores não forem iguais, então capa mole, o peso e custo dos livros de capa dura não compensam o que são.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Renascença - Oliver Bowden

   "Traído pelas famílias que governam as cidades-estado italianas, um jovem embarca em uma jornada épica em busca de vingança. Para erradicar a corrupção e restaurar a honra de sua família, ele irá aprender a Arte dos Assassinos. Ao longo do caminho, Ezio terá de contar com a sabedoria de grandes mentores, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, sabendo que sua sobrevivência depende inteiramente de sua perícia e habilidade. Para os seus aliados, ele será uma força para trazer a mudança lutando pela liberdade e pela justiça. Para os seus inimigos, ele será uma ameaça que procura destruir os tiranos que oprimem o povo da Itália. Assim começa uma épica história de poder, vingança e conspiração."

   Boas Leitores!
   Houve uma pequena pausa aqui no blogue, mas não se preocupem porque estão planeadas muitas críticas para breve! Por enquanto situe-mo-nos nesta que é Renascença da famosa saga baseada nos jogos Assassin's Creed e que já conta com nove volumes, sendo este o primeiro deles todos. E sim, sei que o julgamento é grande... Começar mais uma colecção... Mas bem, tenho acabado algumas (acho).
   Passemos então a esta obra. Os meus sentimentos são mistos relativamente a esta obra. Por um lado, é realmente a adaptação do jogo, visto que está TAL E QUAL, sem tirar nem por, joguei-o uma vez e acho que até as falas são iguais, só faltava no livro estar "Agora carregue no botão X ou O". Isto não significa que seja mau, afinal é uma adaptação, se por vezes queremos que os filmes sejam tal e qual o livro, porque não querer que o livro seja tal e qual o jogo?
   O problema começa com a opinião das pessoas sobre o jogo. Eu achei o jogo um pouco repetitivo, sempre com missões muito semelhantes para fazer, aborrecendo-me. Como tal, seria melhor para mim se o livro não fosse uma adaptação tão fiel ao jogo e tomasse alguma liberdade. No entanto, ao ler o livro, achei a história mais interessante do que quando jogava, chamou-me mais a atenção. Mesmo assim, continuou a ser repetitiva.
   Nesta obra só temos realmente o protagonista como foco, mas não vemos bem o seu desenvolvimento porque entre os vários capítulos passam-se anos por vezes. Conseguimos entender com algumas pistas que ele amadurece com o tempo, como seria de esperar, e que o jovem que inicia a "aventura" não é o mesmo homem duro que a acaba. Mas para além disso não há muito mais, tal como não haveria num jogo.
   Não me querendo prolongar muito, acho que esta obra será muito polarizada, caso quem o leia tenha jogado o jogo correspondente, podem achar o jogo bom e o livro igualmente bom, ou achar o jogo mau e, como tal, o livro mau. Quanto às pessoas que nunca jogaram o jogo? Talvez terão uma experiência interessante, principalmente no seu final, que me puxou um pouco. E claro que estou interessado no segundo livro, porque o segundo jogo é muuuuito melhor do que o primeiro (e agora sem saber, o segundo livro já não é a adaptação fiel que o primeiro foi ahah).
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Dança com o Diabo - Sherrilyn Kenyon

   "Zarek é o mais perigoso de todos os Predadores da Noite. Exilado no Alasca durante séculos, desprezado pela deusa que o criou e temido pela sua própria espécie, foi condenado à morte por Ártemis na sua última missão. A sua única hipótese de salvação vem do líder dos Predadores da Noite, Acheron, que convoca a justiça da ninfa Astrid; mas, em toda a história do mundo, Astrid nunca considerou ninguém inocente... Dizem que mesmo o homem mais amaldiçoado pode ser perdoado, mas conseguirá Zarek convencer Astrid de que, por trás de uma besta feroz, se esconde um ser humano que deseja amar e ser amado?"

   Boas Leitores!
   Aqui estamos com o terceiro volume da saga Predadores da Noite, a imensa saga com dezenas de obras, das quais este é apenas o quarto volume. Vá que em vez de um intervalo de dois anos entre o volume anterior e este, foi só de um ano desta vez. Não é que tivesse maior interesse nesta saga, mas como o meu livrólico interior dita "começas uma colecção, tens de acabá-la!".
   E como não valeu a pena. Tudo o que disse do volume anterior aplica-se aqui. Enredo previsível, personagens com muito pouco desenvolvimento, muitas cenas de sexo (estas últimas ao menos relativamente bem descritas).
   Comecemos pelo início, enredo. O certo é que desta vez foi ligeiramente diferente, envolvendo mais mitologia greco-romana, entre outras mais, do que o costume, e isso até que apelou um pouco , mas as bases são as mesmas: predador conhece rapariga, resistência a início que depois se transforma em amor, lutam contra probabilidades ínfimas para conseguirem estar juntos e tentem adivinhar o final? Ficam juntos.
   Quanto a personagens, esse é mesmo o ponto fraco da autora. São ocas e com estereótipos básicos, sem terem qualquer profundidade psicológica. E, como tal, o livro perde metade da piada dessa forma, quando estamos a ler uma história com bonecos em vez de pessoas com que nos ligamos.
   Por outro lado, é engraçado ler os livros por esta ordem tendo já lido a obra Acheron, porque em vez de ter Acheron como a personagem misteriosa e estranha em que cada livro dá uma pequena pista, assim sabe-se já quem ele é e vemos como todos os outros não sabem nada dele e a imagem que ele passa.
   Como seria de esperar, nada de novo em vários aspectos, mas hey, meio ponto por ter mais mitologia! Caso queiram saber mais sobre a saga, podem seguir o link para a obra anterior: Crítica - O Abraço da Noite
   Boas Leituras... ;)
5/10

André

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Soul Eater vol.18 - Atsushi Ohkubo

   "As Kid struggles against the madness deep in the Book of Eibon, a group of Spartoi members race to rescue their friend. Through page after page of Lust, Gluttony, and Envy, the students must conquer the seduction of their own fears and desires to reach the final chapter! Will their efforts be enough to give this tale a happy ending?!"

   Boas Leitores!
   Estamos a sete volumes do final! Pois é, este é já o décimo oitavo volume dos vinte e cinco desta saga. E continuamos num arco gigantesco que quase daria para ser o arco final!
   Tal como previ na opinião ao volume dezassete, este arco é um dos arcos grandes desta história. Todo o volume passa-se nesse arco, e foram mais quatro capítulos, e não acabou no quarto capítulo, ou seja, o próximo volume ainda vai ter muito para contar.
   E será que vale a pena este arco tão grande? Essa é, verdadeiramente, uma boa questão. É um arco interessante e que não está a ser prolongado como modo de "encher chouriços". Pelo contrário, está a ser rápido até. No final do volume anterior julguei que os próximos capítulos referenciariam cada um, um dos sete pecados mortais, mas não foi assim, por vezes os capítulos deste volume cobriram dois num estalar de dedos. E ainda bem para isso!
   Por outro lado, as personagens estavam um pouco aborrecidas. Entre os protagonistas Soul e Maka foi apenas mais do mesmo, que maça o leitor por estar a bater sempre na mesma tecla. Com os outros protagonistas, pouco se sabe, ou só se sabe algo mesmo no final do volume. Talvez parte da culpa disso seja do volume só ter quatro capítulos, não dando tempo suficiente para o leitor ligar-se às personagens.
   Quanto ao enredo, parece estar interessante, do pouco que avançou para além dos pecados mortais. Talvez no próximo acabe essa parte e avance decididamente, pelo menos aproxima-se uma batalha épica que deverá agarrar o leitor num piscar de olhos.
   Caso queiram saber mais sobre o volume anterior, e os que precederam esses, basta seguir o link: Crítica - Soul Eater vol.17
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Sangue do Assassino - Robin Hobb

   "Apesar de profundamente enredado nos seus conflitos pessoais, o Assassino tem de preparar uma expedição infalível às Ilhas Externas. Para isso há que ensinar ao príncipe dos Seis Ducados tudo o que conseguir sobre as duas magias - duas misteriosas e temidas magias inerentes ao sangue que ambos partilham. Mas na vida de Fitz nada é fácil, e o seu próprio desconhecimento de muito do que diz respeito a essas magias pode ter consequências catastróficas, tanto para si como para o herdeiro… e, em última instância, para o próprio reino.
   Mas as ameaças não se ficam por aí: quem são realmente aqueles estranhos vilamonteses que apareceram inesperadamente em Torre do Cervo? E os manhosos, que resultará dos seus conflitos internos e que atitude tomará a respeito deles a coroa dos Seis Ducados?"

   Boas Leitores!
   E temos mais uma vez no blogue Robin Hobb, excelente autora de vários livros, nomeadamente este. Sangue do Assassino é o terceiro volume dos cinco que existem em português. Para quem lê esta saga em inglês, este volume é a segunda metade do segundo livro da trilogia. Já estão todos publicados (quer em português quer em inglês) por isso se estavam com receio de começar uma saga ainda não acabada, nada temam.
   É uma obra muito boa tendo em conta o tamanho que tem, não chega às 400 páginas. A autora consegue contar uma história com pés e cabeça, e não uma balbúrdia de palavras com batalhas ou romances forçados sem qualquer contexto. Não só as personagens são caracterizadas ao pormenor, onde sentimos ligações diferentes a cada uma, desde o familiar amigo, angústia por quem conhecemos (ou parece que conhecemos), ou mesmo traição quando assim decorre. A autora sabe conduzir o leitor na sua mão para onde quer e isso é fantástico.
   Como se não bastasse, as magias associadas a este mundo estão bem produzidas, com vantagens e custos consistentes e que fazem sentido. Os assuntos que a autora aborda são polémicos e merecem ser discutidos e o enredo é brutal, levando o leitor a devorar páginas e páginas (ou horas e horas a ouvir audiobooks, se for esse o vosso caso).
   E os pequenos pormenores que são as frases ou relatos ou ainda fragmentos de textos do passado que aparecem no início de cada capítulo são pequenos presentes que a autora dá e que vai saciando a fome de conhecimento daquele mundo.
   Só tive pena do livro não ser maior, ou não termos ainda mais desenvolvimento, mas acho que faria sentido nos livros em inglês, onde teríamos começado muito atrás e o final deste seria até um final apropriado para um livro desse calibre.
   É uma daquelas obras (se não mesmo sagas) que merecem ser lidas, desejoso do próximo volume! Caso queiram saber mais sobre os volumes anteriores, sigam o link: Crítica - Os Dilemas do Assassino
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Flowers for Algernon - Daniel Keyes

   "Charlie Gordon, IQ 68, is a floor sweeper, and the gentle butt of everyone's jokes, until an experiment in the enhancement of human intelligence turns him into a genius. But then Algernon, the mouse whose triumphal experimental transformation preceded his, fades and dies, and Charlie has to face the possibility that his salvation was only temporary."

   Hey readers!
   Para variar um pouco, agora vamos opinar sobre um livro em inglês. Flowers for Algernon é uma obra isolada (nada de trilogias, sagas ou continuações malucas), que ganhou não só o Prémio Nébula para melhor romance, como também o Prémio Hugo para melhor conto. E bem merece esses prémios!
   Escrito de uma forma brilhante, num formato de entradas dum relatório ou diário, onde o leitor percebe perfeitamente como é o protagonista desta história, essa mesma escrita vai sendo alterada à medida que o enredo avança, acompanhando assim o desenvolver da personagem principal. A estratégia agarra quase de forma imediata quem lê e cria aquele elo emocional entre o leitor e o protagonista, onde sentimos parte do que ele sente.
   O enredo pode não ser dos mais complexos que andam por aí, é até bastante simples. Mas acho que é por essa mesma simplicidade que o livro ganhou mais pontos. É uma história simples, um rapaz que quer ser mais inteligente para que todos à sua volta possam orgulhar-se dele. E o que acontece quando ele assim se torna, não só com ele mesmo, mas também o que acontece com as pessoas à sua volta.
   Achei que fosse também um bom livro de alerta para pessoas que sofrem do mesmo e são alvo de muitos dos actos que acontecem ao longo do livro. Sem qualquer dúvida que vale a pena ler esta obra.
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

quarta-feira, 21 de junho de 2017

As Garras da Águia - Simon Scarrow

   "No terrível Inverno de 44 D.C., vinte mil legionários estacionados na Britânia aguardam impacientemente que a Primavera chegue para retomarem a conquista da ilha. A resistência bretã está cada vez mais aguerrida e os nativos não perdem uma oportunidade de minar os esforços da poderosa Roma. Quando os mais selvagens resistentes, os druídas da Lua Negra, capturam a mulher e os filhos do General Aulo Pláucio, é necessário recorrer a uma medida drástica: dois voluntários da Segunda Legião que se infiltrem em território inimigo numa tentativa desesperada de resgatarem os prisioneiros. Essa sorte cabe ao centurião Macro e ao jovem Cato. Na calada da noite, abandonam o acampamento com a missão de encontrarem a família do general antes que seja sacrificada aos deuses negros dos druídas. Os dois homens sabem que se encaminham para uma morte quase certa. E a sua única esperança é que, com coragem e engenho, possam ludribiar os inimigos mais selvagens e cruéis que alguma vez combateram."

   Boas Leitores!
   Estamos de volta com mais uma opinião, da mesma editora que o último livro lido, mas desta vez é a continuação da saga Águia. Sim, estamos no 3º volume (de cerca de 13), estamos a bom ritmo (muito melhor do que outras sagas da mesma editora).
   Comparemos primeiro com os dois primeiros volumes: melhor do que o anterior, de certeza, ao menos este não teve a imensidão de batalhas que a obra anterior teve, acabando por não criar intensidade nenhuma. Apesar de, mesmo assim, haver demasiadas batalhas para um único livro, ao menos estas não foram tão repetidas e tiveram mais lógica. As descrições mais sangrentas foram os pontos altos na área de descrições, mas essas mesmas caracterizações não se encontravam em batalhas muitas vezes.
   O enredo nesta também mudou ligeiramente, ainda tivemos o enredo principal de conquista da Grã-Bretanha, mas ao menos tivemos uma mudança de ares quanto aos inimigos que os romanos batalhavam. E essa parte tenho de atribuir alguns pontos, até agora sempre tinha lido livros onde os druídas eram os bons da história e os romanos com as suas religiões que vinham impor nas tribos eram os maus da fita. Mas este autor fez trocar os papeis, e o certo é que foi estranho no início e passado um pouco percebi que até teve a sua qualidade.
   Quanto a personagens, foi uma mistura de bom e mau. Houve desenvolvimento duma personagem, ou pelo menos, começámos a conhecer melhor uma das personagens, enquanto que a outra, quanto a psique, foi como se estivesse em estado letárgico, não variou nada.
   Resumindo e concluindo, este volume está entre o primeiro e o segundo no que toca a qualidade, um pouco mais perto do primeiro do que o segundo. Veremos se a qualidade melhora aos poucos e poucos. Caso queiram saber mais sobre a saga (e os volumes que já opinei anteriormente), basta seguirem os links: Crítica - O Voo da Águia
   Boas Leituras... ;)
6.5/10

André

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Os Despojados - Ursula K. Le Guin

   "Em Anarres, um planeta conhecido pelas extensas áreas desérticas e habitado por uma comunidade proletária, vive Shevek, um físico brilhante que acaba de fazer uma descoberta científica que vai revolucionar a civilização interplanetária. No entanto, Shevek cedo se apercebe do ódio e desconfiança que isolam o seu povo do resto do universo, em especial, do planeta gémeo, Urras.
   Em Urras, um planeta de recursos abundantes, impera um sistema capitalista que atrai Shevek, decidido a encontrar mais liberdade e tolerância. Mas a sua inocência começa a desaparecer perante a realidade amarga de estar a ser usado como peão num jogo político letal.
   Que esperança e idealismo restam a Shevek, aprisionado entre dois mundos incapazes de ultrapassar as diferenças? E ao desafiar ambos os regimes políticos, conseguirá ele abrir caminho para os ventos da mudança?"

   Boas Leitores!
   E aqui temos uma opinião surpresa! Os Despojados, obra recente da editora Saída de Emergência, de Ursula K. Le Guin. Esta obra venceu os prémios Hugo e Nebula, os melhores prémios para fantasia e ficção científica, o que já dá algumas dicas de quão bom é. Este é considerado o primeiro volume do chamado Ciclo Hainish que consiste em dez livros se não estou enganado.
   E após ter lido o primeiro... Onde é que anda o segundo? Quero lê-lo imediatamente! Os Despojados é uma obra brilhante, cheia de inteligência e cultura. Cansados dum enredo típico de ficção científica ou fantasia? Esta obra não é dessas, com um enredo diferente, onde os capítulos são alternados entre o presente e o passado que levou ao presente, a obra não nos cansa, pois está constantemente a levar o leitor para mundos literalmente diferentes.
   O desenvolvimento do protagonista é também dos melhores que já vi. É como se tivesse duas personagens diferentes conforme o planeta onde está, mas no fundo o do passado acaba por transformar-se no do presente e o do presente em algo mais. E o leitor acompanha ambas as transformações, sentimos como que uma ligação especial com Shevek, por vermos o quanto ele faz e o quanto as perspectivas dele mudam conforme o avançar do tempo.
   E se estão a pensar "este livro parece ser demasiado inteligente para mim.", estão completamente errados! O único critério é gostar de ficção científica, de resto vão entender tão bem os diversos assuntos que a autora aborda quanto qualquer outra pessoa. Até acho que se lerem mais do que uma vez vão perceber novas coisas.
   É um livro que aconselho vivamente a lerem. Até a capa fez imenso sentido para mim quando comecei a ler. No início só pensei "eh esta capa não me chama muito a atenção." Mas após ler o livro FAZ TODO O SENTIDO. Estão com medo de começar uma colecção tão grande? Não tenham, esperem que seja tão boa quanto esta primeira obra!
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

sábado, 27 de maio de 2017

Bakuman vol.18 - Margins and Hell - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world? 
   Moritaka and Akito complete their new story, Reversi, and hope it will finally lead to their getting an anime. But standing in their way is Eiji Nizuma with his new story, Zombie Gun. This intense head-to-head battle may have ramifications for the entire manga industry!"

   Boas Leitores...
   Antepenúltimo volume. Décimo oitavo dos vinte que já sigo há bastante tempo. E no entanto, não parece que está para terminar nos próximos dois volumes.
   Quer dizer, por um lado o enredo está a avançar bem, a um ritmo estável, mas quando o leitor pensa "realmente, é desta que vai ser, eles vão conseguir" um contratempo aparece e dá a sensação que vai prolongar até mais não. E esta não me parece a melhor altura para empatar, visto que faltam apenas 2 volumes, se eles empatam então depois vai ser a correria para conseguirem acabar de uma forma coerente.
   E isto sem focar no romance, que mais uma vez não aparece nada quanto aos protagonistas. Houve romance, sim, mas foi em personagens secundárias que já prometiam há dez volumes atrás, quase. Como se os autores quisessem introduzir algum romance, mas não conseguem dar o romance principal porque o enredo não deixa, então foi essa a solução deles.
   Nos pontos positivos tenho de referir a emoção transmitida na história, ainda para mais quando começa a aproximar-se do fim e tudo parece iminente. Agarra os leitores firmemente e não os deixa descansar entre páginas. Claro que a arte e a maneira como os diálogos são feitos é tudo pequenos pormenores que ajudam, e delineados muito bem!
   Foi um volume bem melhor que o anterior, vendo agora, mas mesmo assim ainda havia muito por onde poderiam ter melhorado. Vamos ver como estará o próximo, visto que será o penúltimo, e como espero que no último seja o grande troço do romance da saga, o décimo nono volume terá de explicar 50% do resto da história. Caso queiram saber do volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Bakuman vol.17 - One-Shot Deal and Complete Story
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Winter's Heart - Robert Jordan

   "Rand al'Thor, the Dragon Reborn, is slowly succumbing to the taint that the Dark One has placed upon the saidin - the male half of the True Source. His Asha'man followers are also showing signs of the insanity that once devastated the world and brought the Age of Legends to an end.
   And as Rand falters, the Shadow falls across a stricken land. In the city of Ebou Dar the Seanchan, blind to the folly of their cause, marshal their forces and continue their relentless assault. In Shayol Ghul the Forsaken join together to destroy the Dragon.
   Rand's only chance is to hazard the impossible and remove the taint from the saidin. But to do so he must master a power from the Age of Legends that none have ever dared to risk - a power that can annihilate Creation and bring an end to Time itself."

   Hello readers!
   Mais umas temporadas sem aparecer aqui perto, mas pelo menos já temos mais uma opinião! E outra chegará na próxima semana! Quanto a esta, nono livro da famosa saga Wheel of Time, faltam apenas mais cinco e terminará (o que será da minha vida depois disso?).
   O que esperava que continuasse a acontecer neste volume (como aconteceu no anterior, que foi as várias partes começarem a desenrolar os actos e consequências e a acção acontecer a ritmos acelerados) não aconteceu. O ritmo foi muito mais lento, a premissa que inicia este volume foi arrastada até ao fim onde de repente em dois ou três capítulos foi descrita num ápice. Foi isso que achei o maior ponto fraco, toda a ideia do que um dos protagonistas iria fazer poderia ter sido descrita com mais cuidado, explicar os comos, os porquês (estes já são bem descritos por acaso) e no momento em vez de prolongar capítulos como os do Mat, que neste volume foi muito dele mas a fazer a mesma coisa por metade do livro, poderia ter descrito a "batalha final" (não houve batalha final nenhuma, não estou a colocar spoilers aqui).
   Por outro lado algumas personagens foram bem descritas e algumas situações (aquelas que já contava que iriam acontecer eventualmente). E depois temos personagens que só aparecem nos primeiros capítulos ou esporadicamente na perspectiva de um dos protagonistas mas que queria ter muito mais desses.
   O que salva este autor é que ele escreve muito bem e, portanto, mesmo a engonhar um pouco é entretenimento por certo ler estas obras.
   Este não foi, por certo, um dos melhores livros do autor, e com a contagem decrescente espero que um dos próximos seja de arrombar para ficar embasbacado a querer devorar os seguintes! Caso queiram ler mais sobre esta série, basta seguirem o link: Crítica - The Path of Daggers
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

domingo, 30 de abril de 2017

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - John Tiffany, Jack Thorne & J. K. Rowling

   "Baseada numa nova história de J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada- a nova peça de teatro de Jack Thorne -, cuja estreia mundial decorreu no West End, em Londres, no passado dia 30 de julho, é a primeira história oficial de Harry Potter a ser apresentada na versão teatral.
   Foi sempre difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele se tornou num muito atarefado funcionário do Ministério da Magia, casado e pais de três crianças em idade escolar.
Enquanto Harry luta com um passado que se recusa a ficar para trás, o seu filho mais novo, Albus, tem de se debater com o peso de um legado que nunca desejou. Quando o passado e o presente se cruzam, pai e filho confrontam-se com uma desconfortável verdade: por vezes as trevas vêm de lugares inesperados."

   Boas Leitores!
   Aqui temos uma obra fantástica, que possivelmente muitos de vós já leram, mas eu só tive oportunidade de a ler agora. Para os que não leram, então podem ler esta opinião com mais avidez para tomarem a derradeira decisão de ler ou não.
   Pequeno briefing: esta é a obra de Harry Potter que muitos fãs andavam à espera. Considerada a oitava obra da saga, apesar deste ponto ser um pouco discordante entre os leitores, eu mesmo não sei se consideraria como um oitavo volume. Para mim, seria mais um spin-off. Outro pequeno pormenor deste livro é que não é uma prosa, mas sim um guião da peça de teatro com o mesmo nome, ou seja, vão ver aqueles típicos detalhes deste tipo de texto "Harry disse", "Caminharam para o outro lado, enquanto as luzes piscavam" ou algo deste género.
   Não é um ponto negativo, ou melhor, talvez seja um ponto negativo para alguns, mas para mim não o foi. De início claro que foi estranho, raros foram os guiões que li, mas é como o ditado "primeiro estranha-se depois entranha-se" e quando dei por mim já nem notava esses pequenos detalhes. E o certo é que um texto assim é mais rápido de se ler.
   Quanto a enredo, e a razão pela qual digo que devia ser considerado um spin-off, é um bom enredo, envolvendo questões boas. Claro que personagens como Harry, Ron e Hermione tinham de aparecer, mas os protagonistas desta obra são os filhos deles, com um objetivo diferente de matar Voldemort. Daí não ser "Harry Potter e" mas sim "Os filhos deles fazem x".
   O que importa é que os autores conseguiram entregar uma obra que deu para recordar um pouco o mundo de Hogwarts e ser divertida de se ler ao mesmo tempo que tem os seus momentos mais sérios, e outros um pouco clichés (esta última parte teria de ser essencial ao teatro, mas como o livro não existiria sem a peça, teremos que aceitar tudo o que vem nela).
   As personagens estão até bem desenvolvidas num livro relativamente curto. E deve ter sido complicado, considerando que existem imensas personagens a aparecerem.
   Para os fãs de Harry Potter, aqueles poucos que ainda não leram, go ahead e leiam esta obra, não se vão arrepender. Os que não são fãs do rapaz feiticeiro, talvez gostem do livro por outras questões que poderão surgir, vale a pena.
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Soul Eater vol.17 - Atsushi Ohkubo

   "The enemy of my enemy is...still my enemy?! As the madness of the Kishin continues to threaten the world, Noah and Medusa race to find Asura and ally themselves with him. With Noah reliant on demon tools and Medusa on her experimental black blood, DWMA must devise ways to combat both evils while trying to seek and destroy Asura themselves!"

   Boas Leitores!
   E esta semana temos a opinião de mais um mangá de Soul Eater, o 17º volume! Mais oito e acabará esta saga.
   Volume composto por cinco capítulos, sendo que o último deles é o início de um arco que parece ser bem comprido, até porque centra-se numa parte muito importante do enredo. No entanto, é só o último capítulo, os outros quatro vão dando pistas sobre o que estará para acontecer das várias frontes que existem. Quer do lado das bruxas, quer do lado da DWMA ou ainda do lado do Kid. Isso é, certamente, um ponto positivo para os leitores terem uma noção de tudo o que está para acontecer na história.
   Apesar disso, sinto que não há um foco nos protagonistas, mas sim nos desenrolar da história, não a um ritmo acelerado. Ou seja, os protagonistas aparecem, mas não fazem grande coisa, consequentemente não me faz querer saber mais deles ou querer ver a sua evolução. Há maior ribalta para personagens não-principais, mas que não me despertam tanto o interesse.
   A arte continua com o seu estilo estranho, mas bom para o género que é. Com toque especial em tudo o que se relaciona com loucura. Pontos extra por isso.
   A ver quantos capítulos durará o próximo arco e se valerá a pena a sua extensão. Até lá, caso queiram saber mais sobre esta saga, basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater vol.16
   Boas Leituras... ;)
6.5/10

André

terça-feira, 18 de abril de 2017

A Rainha no Palácio das Correntes de Ar - Stieg Larsson

 "Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas… 
   Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da Säpo, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho. Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael Blomkvist também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o inspector Bublanski, Anika Gianini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?"

   Boas Leitores!
   Antes de mais, tenho de pedir o vosso perdão por não ter dado qualquer notícia aqui no blogue durante um mês. Uma vida caótica e cheia de desafios levou-me a perder um pouco o contacto com este meu hobbie. Mas não que a leitura tenha sido prejudicada. Verão que nas próximas semanas as opiniões vão surgir a um ritmo adequado (pelo menos durante um mês, veremos depois disso).
   Falemos então da obra a que estamos a opinar. Último volume do que era a trilogia Millennium (que deixou de ser uma trilogia há bem pouco tempo, com o aparecimento de um quarto volume escrito por outro autor). Como não foi planeado o aparecimento do quarto volume, este terceiro tem tudo para ser considerado o fechar da história.
   E digo-vos já que a sinopse não faz jus à história. Eu até achava as obras anteriores relativamente boas, mas acho que este último volume melhorou em muito! Deixou de ser um policial como muitos que já li, mas não deixou de ser policial.
   O que aconteceu foi um alterar da história que foi feito gradualmente ao longo de toda a trilogia, mas de que o autor só se apercebe completamente neste último volume. De repente da-mo-nos conta do grande plano elaborado desde a primeira página e ficamos boquiabertos com cada revelação.
   Por outro lado, para quem mesmo assim gosta dos policiais clássicos, continua a haver como que uma "side-story" que vai agradar a esse público. E tenho de admitir que mesmo a mim, essa história à parte estava a interessar-me pela forma como me agarrava e criava tensão.
   O julgamento final foi, para mim, a melhor parte desta obra. Sempre tive um pequeno interesse por justiça e julgamentos, por isso, ler um que estava rodeado de tanta polémica, e da qual estava a torcer por certas personagens, tornou ainda mais interessante. E o autor foi brilhante na forma como conseguiu desenvolver tudo.
   É uma obra que vale bem a pena lê-la. E se são fãs de policiais, então esta é possivelmente uma das melhores escolhas para vocês. Caso queiram saber mais sobre a trilogia, podem clicar no seguinte link, que vos levará ao volume anterior: Crítica - A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo.
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Booking Through Thursday - Leitura

   Desculpem, tem passado tanto tempo!
   Portanto, aqui vai uma pergunta simples:
   O que é que tens lido ultimamente?

   André: Esta pergunta é realmente fácil. Tenho lido Soul Eater, contos do grupo Fantasy & Co e também livros fantásticos como Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. A obra que estou a ler neste momento é algo maravilhoso: Winter's Heart o nono volume da saga Wheel of Time.

quarta-feira, 15 de março de 2017

O Voo da Águia - Simon Scarrow

   "Estamos no ano 43 antes de Cristo. As temíveis legiões do imperador Cláudio desembarcaram nas costas da Britânia e preparam-se para uma das mais terríveis e sanguinárias campanhas na história de Roma. Sob a águia da Segunda Legião, Macro - um centurião veterano, e Cato - o seu lugar-tenente, vão ter de ir ao encontro do inimigo antes que este cresça ainda mais. É que, a cada dia que passa, aumenta o número de bretões enfurecidos e dispostos a morrer pela sua ilha. Infelizmente, os selvagens da Britânia não são o único perigo que as legiões correm. Uma conspiração de poderosos aristocratas romanos procura minar o imperador Cláudio. Para tal, estão dispostos a sacrificar a campanha contra os bretões e, se necessário, a vida de todos os legionários. Para sobreviver, Macro e Cato vão ter que agir muito depressa. Mas quando a campanha ameaça transformar-se num desastre... as opções não são muitas!"

   Boas Leitores!
   Continuando as sagas, não acabando, mas pelo menos avançando pouco a pouco para esse rumo, temos aqui o segundo volume de A Saga da Águia. Ainda faltam alguns volumes para acabar (cerca de treze), mas como o grande ditado diz: grão a grão enche a galinha o papo.
   E que tenho aqui a dizer do segundo volume? Não muito. Já percebi o forte deste autor que são as batalhas, e digo isso por o livro estar repleto delas, no início, a meio, no fim, estão por todo o lado. Mas isso não quer dizer que torne o livro bom, aliás acho que acaba por ter o efeito oposto, batalhas a mais tornam-se aborrecidas e sem grande surpresa.
   Claro que parte desse aborrecimento deve-se ao enredo, que não é nada complexo e por vezes muito previsível. Baseou-se muito no primeiro livro, excepto que este passava-se num sítio diferente e com mais batalhas. O ponto positivo que tenho a dar é que, talvez, a longo prazo, o enredo seja melhor do que aquele que vemos em cada volume.
   Algo bom a dizer foi talvez a personagem principal, foi bem caracterizada, já o mesmo não se pode afirmar pelo resto das personagens. Ou eram pouco desenvolvidas ou então tomavam atitudes por vezes inesperadas. Mas, acho que isso se deve a transformações, mais uma vez, a longo-prazo. Ou pelo menos é essa a minha esperança.
   A qualidade diminuiu por certo, esperemos que nos treze volumes que ainda faltam a história melhore e não seja apenas repetição do que se viu nesta obra. Caso queiram saber mais acerca do livro anterior, é só clicarem no link seguinte: Crítica - A Águia do Império
   Boas Leituras... ;)
5/10

André

quarta-feira, 1 de março de 2017

Bestas de Lugar Nenhum - Uzodinma Iweala

   "Bestas de Lugar Nenhum (Beasts of No Nation, 2005) conta a história na primeira pessoa de Agu, um menino que, num país africano sem nome, é obrigado a combater numa das muitas guerras civis que assolam o território.
   O que é original nesta história é a maneira como é contada, numa língua inventada, parte pidgin nigeriano, parte cunhagem do próprio autor, que nos transporta para dentro da cabeça e do coração de um menino a quem tiram a mãe e que, por isso, se sente já homem, sempre saudoso da infância. O relato impiedoso das atrocidades mais comuns é, pois, constantemente trespassado pela poesia nostálgica das recordações vívidas e felizes de criança, o que nos suscita simpatia e nos leva a questionar até que ponto estamos dispostos a perdoar. E também se afinal perdoamos porque, com as condições certas, «qualquer pessoa dá um homicida qualquer», ou porque nós próprios queremos livrar-nos desta culpa: estar passivamente sentados no sofá a ler uma história que se passa tão longe como um filme de acção no cinema ou as notícias na televisão."

   Boas leitores!
   Esta obra, singular, sem qualquer género de saga ou prequela associada, é pequena (não chega às 200 páginas), no entanto é tão poderosa como livros gigantescos.
   Antes de dar a opinião do livro, quero só referir o quão trabalhoso deve ter sido para o tradutor conseguir fazer este trabalho e transmitir de forma realista o que o autor queria transmitir. Pontos positivos para ele!
   Agora a obra. Como já disse, é pequena, mas trás imensos acontecimentos nela. É um daqueles livros que estão sempre coisas a acontecer, sem nunca parar. Não dão espaço para o leitor descansar. E muitos deles conseguem atingir as emoções do leitor de forma adequada, pelo menos foi isso que senti. Houve momentos que me senti desconfortável, o que é raro de acontecer e fico muito contente por ter acontecido, significa que tem boa qualidade de escrita!
   Quanto ao enredo, não há muito que pudesse enrolar e tornar complexo por isso este não é dos grandes fortes da obra. Mesmo assim, consegue ser melhor do que muitos livros comerciais que li.
   As personagens não são muito identificáveis, excepto o protagonista, esse cria uma ligação com o leitor, o resto fica em pano de fundo, talvez propositadamente, o autor pode não querer que quem leia sinta algo pelas outras personagens.
   É, em geral, um livro bom que aconselho para quem gosta deste género. Eu nunca teria lido se não tivesse sido oferecido, mas ainda bem que ofereceram-mo.
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Bakuman vol.17 - One-Shot Deal and Complete Story - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world? 
   As the veteran manga artists start taking over Weekly Shonen Jump, the younger artists feel the pressure. But what is behind this sudden surge of older artists making a comeback in the magazine? And what is the connection between Azuma and Moritaka’s late uncle?"

   Boas Leitores!
   Um passo mais próximo de acabar esta saga! Faltam três volumes! O décimo sétimo volume dos vinte já está lido e passo agora a dar-vos a minha opinião sobre ele.
   Mixed feelings. Sabem o que é? Quando lemos algo que gostamos, mas ao mesmo tempo sentimos que algo não está completamente de acordo com o nosso gosto. Foi isso que aconteceu neste volume.
   De início foi até um desgosto que aumentava com cada capítulo que avançava. Parecia-me apenas uma repetição de um arco que já tinha acontecido há pouco tempo atrás, como se os autores tivessem ficado com falta de imaginação, ou talvez quisessem prolongar o mangá sem acrescentar algo de valioso. As mesmas personagens, o mesmo enredo, só alguns pormenores variavam. Por sorte o final desse arco foi neste volume também (ainda bem que não o prolongaram por mais um volume, se não iria ser apenas mau) e acabou de forma até agradável, com uma ligeira surpresa.
   E foi desse modo que avançámos para o que, suponho, seja o arco final deste mangá. Pelo menos está a atingir as proporções épicas de um final com a típica batalha dos protagonistas contra o mau-da-fita, apesar de neste mangá não haver propriamente alguém com esse papel. O certo é que pelo menos os autores conseguem agarrar os leitores uma vez mais, quer pela escrita quer pela arte. E continuam a fazer a mesma coisa de criar curiosidade sobre as histórias que os protagonistas inventam para outros mangás.
   Outro pequeno pormenor que acho que fez falta, foi o romance. Já há imensos capítulos que essa vertente não existe, e considerando que foi o romance o catalisador de toda a história, acho que os autores podiam ter incluído algo mais.
   Não foi dos melhores volumes, até porque mais de metade dele foi quase uma repetição, mas a partir de agora será como deve de ser! (espero eu). Caso queiram ler a opinião do volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Bakuman Vol.16 - Newcomers and Veterans
   Boas Leituras... ;)
6.5/10

André

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A Ilha - Aldous Huxley

   "O derradeiro romance de Aldous Huxley, e contraponto utópico de Admirável Mundo Novo, apresenta-nos Pala, uma ilha onde uma sociedade ideal, regida por crenças assentes no budismo e no hinduísmo, floresce há cento e vinte anos, atraindo inevitavelmente a inveja do mundo circundante. Está em curso uma conspiração para invadir Pala, rica em petróleo, e os acontecimentos precipitam-se quando Will Farnaby, inicialmente um dos conspiradores, chega à ilha. É talvez o livro mais desencantado de Huxley, e inscreve-se nele a firme convicção de que, entre ganância e a avidez dos homens, comunidades pacíficas como Pala estão condenadas. Publicada em 1962, A Ilha é um espelho que permite ao homem modesto ver tudo o que está podre em si próprio e na sociedade."

   Boas Leitores...
   Mais uma obra de um grande autor, Aldous Huxley, que criou obras como Admirável Mundo Novo, que aconselho a lerem.
   Esta obra é, como diz na sinopse, o contraponto da outra famosa obra dele. Fala-nos de uma sociedade pacífica e ideal. Com várias associações a religiões mais pacíficas e com grandes introspecções.
    Mas não se enganem, este livro quase não tem enredo. O leitor percebe que existe uma espécie de tema associado ao livro, mas esse tema não é seguido constantemente. Em vez disso temos divagações sobre os mais variados assuntos. Não que seja mau. Esses mesmos assuntos fazem sentido no livro, visto que são a sucessão de sítios dessa sociedade. Cada um dos sítios leva a uma discussão meio filosófica que faz o leitor pensar, e por vezes aperceber-se das verdades ditas, e assustadores, que apesar de terem sido escritas há uns bons anos, continuam presentes na nossa sociedade.
   Por não ter enredo, faria sentido também não haver desenvolvimento de personagens, porque no fundo não as queremos para nada além de discursar profundamente. Mas o engraçado é que reparamos numa certa evolução psicológica no protagonista, e isso torna não só a história mais cativante como os discursos mais interessantes por mostrarem um efeito, nem que seja numa personagem do livro.
   Como já disse, não achei que estivesse tão bom como o Admirável Mundo Novo, mas continua a ser uma boa obra para lerem, caso estejam interessados nas críticas à sociedade capitalista que observamos nos dias de hoje.
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Booking Through Thursday - Leitura Exigida

   Ohh - boa pergunta! Que livros foste exigido a ler e que acabaste por adorar?

   André: É realmente uma boa pergunta, porque acho que não houve nenhum. Os livros que mais adorei não fui obrigado a lê-los, li porque quis e estava interessado neles. Não é que não tenha gostado dos que fui exigido a ler como Os Maias ou Memorial do Convento, gostei de ambos os livros, mas não amei-os como se fossem as melhores obras do mundo. Mas aconselho na mesma!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

The Hero of Ages - Brandon Sanderson

   "Tricked into releasing the evil spirit Ruin while attempting to close the Well of Ascension, new emperor Elend Venture and his wife, the assassin Vin, are now hard-pressed to save the world.This adventure brings the Mistborn epic fantasy trilogy to a dramatic and surprising climax as Sanderson's saga offers complex characters and a compelling plot, asking hard questions about loyalty, faith and responsibility."

   Boas Leitores!
   Que grande gap que houve, sem nenhuma opinião, semanas e semanas sem qualquer actividade, mas é assim a vida de um cientista. O que interessa é que estou de volta e para dar a opinião de uma obra completamente fantástica.
   Já todos nós sabemos que, quando se trata de Brandon Sanderson, a qualidade das obras é garantida. Esta trilogia, Mistborn, começou de forma extraordinária, e depois teve um meio um pouco tremido, mas com a sua qualidade ainda em cima. Quanto a este, a qualidade disparou e voltou aos picos.
   Começar por onde? Enredo. Melhorou da 2ª obra em que estava meio novelado e aborrecido. Desta vez há não só ação, mas também mistério, surpresas, romance, tudo a acontecer enquanto o leitor vê. É arrebatado a toda a hora com novos factos. Eu deparava-me a salivar por mais daqueles pequenos excertos de texto que aparecem no início de cada capítulo, um pouco de história sobre o antigo imperador e o estado daquele mundo. Era como se fosse uma peça de um puzzle entregue de cada vez, cada capítulo mais próximo de perceber a imagem final.
   E até as personagens, o desenvolvimento intrincado que cria ligações emocionais com o leitor. Queremos que certa personagem viva, ou outras que morram, que se salvem nos maiores perigos e que destruam o que resta.
   E voltando às peças do puzzle, o autor consegue também dar uma razão para todas as dúvidas que possam aparecer relativamente ao universo onde a história se localiza, quer sobre o mundo em si, quer sobre a magia. E o melhor de tudo é quando ele nos dá as peças-chave desde o início, mas só no fim percebemos que sempre as tivemos connosco. BRUTAL!
   Aconselho vivamente a lerem, vale a pena. O fim é perfeito, não consegui arranjar qualquer defeito para o fim que quer a obra quer a trilogia tiveram. Leiam. Caso queiram saber mais sobre esta saga, basta seguirem o link: Crítica - The Well of Ascencion
   Boas Leituras... ;)
10/10

André

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Booking Through Thursday - Dia de Neve

   Que tipo de livros é que lês quando estás aconchegado num dia de neve?

   André: Bem, nunca tive muitos dias de neve na minha vida, por isso não posso dizer que tipo de livros leria nessa situação. Mas como normalmente não escolho livros dependendo da meteorologia, deveria ler apenas o que estivesse a ler antes ou escolheria apenas o próximo livro que estava na minha "pilha de livros por ler".

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Booking Through Thursday - Estilístico

   Qual é o teu estilo favorito num livro? Sério? Brincalhão? Cómico? Pensativo? Cheio de acção? Cheio de humores?

   André: Uma boa obra acho que tem de ter partes de todas estas opções, tem de ter as suas partes sérias e brincalhonas, tem de fazer o leitor pensar mas também sentir emoções quer na acção quer nas partes mais sérias... Se tiver demasiado dum, acaba por tornar-se menos "real" ou demasiado "falso".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Bakuman vol.16 - Newcomers and Veterans - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   Eiji Nizuma announces that if he can top the Weekly Shonen Jump survey results for ten straight weeks, he will have one of the manga series in the magazine canceled. But which series does Eiji want to cancel? And what will Ashirogi and the other manga creators do to stop him?!"

   Hello manga readers!
   Já tínhamos saudades por estes lados de ler um mangá e como tal aqui está ele, o décimo sexto volume de Bakuman que conta com vinte (sim, está mesmo quase a acabar).
   E tenho a dizer que este deve ter sido um dos melhores volumes da saga. Imensos capítulos que entretém o leitor durante imenso tempo. Continuação e finalização de uma espécie de "arco" da história e começo de outro. Mas se pensam "vamos ficar outra vez a meio de um arco", bem desta vez o arco está mesmo no início, por isso quando o volume acaba ainda ficam meio satisfeitos com o que têm. Por outras palavras, não é um capítulo que termina com um cliff-hanger que vos faz querer comprar de imediato o próximo volume.
   Quanto ao arco que terminou estava muito bom, emocionante, escrito e desenhado como se fosse uma batalha entre rivais cheia de ataques e defesas fabulosas (não nos esqueçamos que este é uma história sobre criadores de mangás), portanto essa parte está positiva! Os leitores sentiam-se divididos por certo, entre apoiar um lado ou apoiar o outro, mas qualquer que fosse o desfecho acho que me contentaria, de tal forma foi a qualidade da "batalha".
   Outro pormenor agradável foi aperceber-me da quantidade de anos que se passam entre o primeiro volume e este, e ainda melhor foi perceber que houve um crescimento, maturidade e desenvolvimento das personagens, não só dos protagonistas, mas também de alguns personagens secundários.
   É um volume que vale a pena ler. Caso queiram saber mais sobre os outros volumes, basta seguirem o link: Crítica - Bakuman Vol.15 - Encouragement and Feelings
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

sábado, 14 de janeiro de 2017

Redenção Maravilhosa - Kami Garcia & Margaret Stohl

   "«A morte é o fim... ou apenas o princípio?»
   Ethan Wate passou a maior parte da vida a desejar fugir da sufocante pequena cidade de Gatlin. Nunca pensou que iria conhecer a rapariga dos seus sonhos, Lena Duchannes, que lhe revelou um lado secreto, poderoso e amaldiçoado da cidade, escondido à vista de todos. E nunca teria esperado ser forçado a deixar para trás toda a gente e tudo aquilo que é importante. Então, quando Ethan acorda depois dos acontecimentos horripilantes de Caos Maravilhoso, tem apenas um objetivo: arranjar forma de voltar para Lena e para aqueles que ama.
   Em Gatlin, Lena está a trabalhar para o regresso de Ethan, prometendo fazer o que for preciso - mesmo que isso signifique confiar em velhos inimigos ou arriscar a vida da família e dos amigos que Ethan abandonou para proteger.
   Em mundos diferentes, Ethan e Lena devem voltar a trabalhar juntos para reescrever o seu destino neste final deslumbrante da série Criaturas Maravilhosas."

   Boas Leitores!
   E mais uma saga que está terminada! Após anos e anos (não por minha culpa, visto que esta saga esteve sem ser publicada em português durante um bom tempo) finalmente acabei-a! Os quatro volumes que compõem esta tetralogia foram publicados todos em português e podem ser obtidos em qualquer livraria.
   Agora a verdadeira questão é: vale a pena ou não obtê-los? Em modo geral, não. Este último volume que deveria ser, na falta de melhor, o climáx de toda a saga não foi mais do que uma história do género "Anita vai ao submundo", mas substituindo Anita por Ethan e pronto têm uma obra.
   Há pontos pela originalidade do submundo que as autoras criaram, era ligeiramente diferente dos outros, também podemos atribuir assim meio ponto às personagens, mas não a todas, algumas alteraram-se sem grandes fundamentos nem explicações deixando o leitor um pouco "à nora" com a situação.
   Os pontos negativos vão para o enredo, nada original, completamente previsível, Maus sofrem, bons saiem vitoriosos, yippie yippie yey. De vez em quando acrescentavam uma personagem ou outra que poderia tornar as coisas mais interessantes, contudo depressa matavam o interesse dessa personagem. Foi um pouco aborrecido ler sabendo que mesmo que as personagens estivessem em perigo iriam obviamente sobreviver.
   Como se não bastasse, foi quase como se este último volume não acrescentasse nada à história da saga. Poderia ter acabado no anterior e talvez aí ficasse impressionante, mas não, prolongaram mais um volume para dar o final feliz a tudo e atar todas as pontas soltas (desta última parte não reclamo, porque no final duma saga a maioria das pontas soltas devem ser atadas).
   Um final aborrecido, que não aconselho. No entanto, caso queiram ler mais sobre a saga, podem seguir o link: Crítica - Caos Maravilhoso
   Boas Leituras... ;)
3.5/10

André

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A Coroa - Joe Abercrombie

   "Logen Novededos poderá ter apenas mais uma batalha dentro dele, mas será das grandes. A guerra devasta o Norte, o rei dos homens do norte mantém-se firme e apenas um homem poderá travá-lo. O seu mais velho amigo e inimigo. Chegou o momento do Nove-Sangrento. Com demasiados mestres e sem tempo suficiente para lhes obedecer, o superior Glokta trava uma guerra diferente. Uma guerra secreta em que ninguém estará seguro e onde ninguém merecerá confiança. E, se os seus dias de espadachim ficaram para trás, é uma sorte que a chantagem, as ameaças e a tortura nunca saiam de moda. Jezal dan Luthar decidiu que conquistar a glória é um processo demasiado doloroso e volta costas à vida militar par se entregar a uma vida simples com a mulher que ama. Mas o amor também pode ser doloroso... e a glória tem o hábito desagradável de se acercar de um homem quando menos a espera. Com o rei da União no seu leito de morte, os camponeses revoltam-se e os nobres enfrentam-se, tentando roubar-lhe a coroa. Ainda ninguém acredita que a sombra da guerra está prestes a cobrir o coração da União."

   Boas Leitores!
   E temos como primeira opinião do ano de 2017 o final de uma trilogia! Será que isto quer dizer que este ano será o ano de acabar séries inacabadas? (Se calhar estão à espera da opinião do final de uma saga há muito tempo). Este é pois o terceiro livro da trilogia A Primeira Lei.
   E que livro foi! Cheio de surpresas! Foi decididamente o melhor da trilogia. Enquanto lia as suas quase 650 páginas tive muitos momentos em que as peças encaixaram e fizeram imenso sentido no puzzle que eram estas obras. Exemplo disso foi o nome da trilogia, A Primeira Lei, durante a leitura das duas primeiras obras aceitei o nome como algo mediano e que simplesmente era referência a algo da série. Depois de ler a última obra fez tudo muito mais sentido.
   Este livro já não está restringido a três personagens, vai variando entre cerca de cinco, cada um a sua peça-chave nos acontecimentos que se desenrolam. E com o trocar das personagens o leitor não se cansa e vê-se com aquela sensação de querer ler para chegar à sua personagem favorita, ou saber apenas o destino da personagem que menos gosta. O desenvolvimento de todas elas está coerente e fácil de seguir mesmo com as brutas mudanças que ocorrem nas suas vidas.
   E isso leva-nos ao seguinte ponto que é o enredo. Muito bom, Surpreendeu-me várias vezes e não apenas no fim, como seria de esperar do final de uma saga. Teve o seu quê de batalhas, algumas um pouco previsíveis, MAS o fim foi simplesmente brilhante, quer ao nível de surpresas quer ao nível de final em si, inteligente, criativo e perspicaz. Ao chegar às últimas cem páginas pensei que o autor fosse enveredar por uma via muito básica que é o "pôr as culpas de tudo numa pessoa e fica tudo resolvido" mas o certo foi que foi feito de uma forma que não esperava e que fez todo o sentido, sem perder pitada de coerência.
   Valeu a pena ler as três obras, principalmente para chegar a esta última e ser arrebatado! Se quiserem saber mais sobre a saga basta seguirem o link: Crítica - A Forca
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André