quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Nas Trevas da Noite - Deborah Harkness

   "No primeiro volume desta trilogia Diana Bishop, uma historiadora de Oxford e última descente de uma linhagem de bruxas e Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade vão juntos desvendar os segredos de Ashmole 782 e impedir que esse poderoso manuscrito caia nas mãos erradas. 
   Agora, neste segundo tomo, Diana e Matthew viajam no tempo para a Londres de 1590, mas rapidamente se apercebem de que o passado pode não ser um lugar seguro. Matthew alia-se à Escola da Noite, um grupo radical de amigos e desregrados demónios, onde se encontram o dramaturgo Christopher Marlowe e o matemático Thomas Harriot e ao assumir as suas anteriores funções como espião de Isabel I, fica em contato com o submundo de uma Londres em ebulição e sedenta da caça às bruxas. Juntos, Matthew e Diana procuram nas velhas livrarias e nos laboratórios de alquimia o célebre Ashmole 782, sem o qual não poderão regressar ao tempo presente. 
   Diana descobre que os seus poderes são muito maiores do que imaginava mas precisa de uma bruxa que lhe ensine a acordar, desenvolver e controlar as suas forças de tecedeira, o que não é fácil para a fêmea de um vampiro!"


   Olá leitores!
   Após milhares de anos aqui estamos com uma nova opinião não é? Eu sei que já se passou imenso tempo… A ver se agora acelera!
   Que livro é este que estou a ler? Bem não sei se recordam, mas este livro pretence a uma trilogia, onde todos estão publicados em português, felizmente. O primeiro volume desta trilogia li-o já há 5 anos (vai fazer cinco anos daqui a quarto dias!), sim muito tempo. Agora devem-se passar o mesmo número de anos até ler o último volume.
   Por um lado esse tempo todo sem ler nada da história não foi problema algum para retomar  a leitura. Em poucas páginas os leitores conseguem apanhar o enredo de onde tinha parado no livro anterior e lembrar-se das personagens todas (ou grande parte delas, pelo menos). E nada deste relembrar é óbvio como um “foi assim que aconteceu antes”, a autora é subtil e faz o leitor perceber por si mesmo o que aconteceu, o que merece uns pontinhos.
   Agora quanto ao enredo é que os pontos começam a tremer. Por um lado, é um bom enredo com algumas reviravoltas, não muito chocantes, mas que animam a leitura. Mas para um livro com quase 700 páginas se passar todo na Inglaterra de 1600, parece-me que a autora quis uma obra quase histórica em vez de fantástica, porque foi num tom muito diferente da primeira obra. Podemos compreender que há viagens no tempo e por isso a autora pôde fazer isso, mas aí entramos noutro pormenor que é a rara alteração no presente que os protagonistas causam ao mudarem coisas no passado. A autora investiu numa visão muito simplista do que alterar o passado pode causar, o que tornou a história menos realista.
   No sector das personagens há uma certa dualidade, a personagem principal está bem caracterizada psicologicamente e observa-se alguma evolução nela. Já o seu parceiro (que é outra personagem principal nesta história) não tem o mesmo desenvolvimento e é bem mais aborrecido e repetitivo na sua forma de ser. Isto pode ser causado pela autora ser mulher e ter maior dificuldade nas personagens masculinas como o oposto acontece muitas vezes. Ou talvez não quis dar tanto ênfase a essa personagem.
   De qualquer das formas é um livro ligeiramente melhor que o anterior, apesar de ainda continuar a ter vários pontos negativos. Só resta esperar pelo final a ver se a autora consegue melhorar. Caso queiram saber mais sobre o livro anterior, basta seguirem o link: Crítica - A Noite de Todas as Almas
   Boas Leituras... ;)

6/10

André

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