segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A Luz das Runas - Joanne Harris

   "Três anos após o Fim do Mundo, o silêncio reina ainda nas Catacumbas...
   Após a queda da Ordem, o mundo está a voltar lentamente à vida. Maddy sente-se finalmente em paz, agora que está livre das regras brutais da organização. Mas para Maggie, nascida e criada no seio da Ordem, este é um tempo de caos e desolação.
   Maddy e Maggie vivem a mil quilómetros de distância uma da outra mas têm uma coisa em comum: ambas nasceram com a marca das runas na pele. Um símbolo que remonta ao tempo em que o mundo era governado por deuses que habitavam Asgard.
   Asgard está agora em ruínas, e o poder dos deuses foi há muito destruído.
   Pelo menos, é o que todos pensam...
   Mas nada se perde para sempre. Os deuses ainda não desistiram. Eles cobiçam o poder das runas que as duas jovens detêm. Maddy e Maggie rapidamente se veem envolvidas numa luta sem tréguas que as aproximará uma da outra e na qual os seus limites serão postos à prova e as suas lealdades testadas ao limite."

   Boas leitores...!
   Aqui estamos com o segundo volume da duologia Crónicas das Runas, ambos publicados em português, felizmente.
   Quatro anos depois de ter sido publicado o primeiro volume, na língua original, é publicado o segundo. E com estes quatro anos nota-se uma diferença na escrita. Um pouco mais adulta, com significados mais diferentes para um público um pouco mais crescido. A obra ainda se enquadra no género infanto-juvenil, mas diria que acompanhou o crescimento dos leitores ao longo dos quatro anos.
   O enredo está diretamente relacionado com o livro anterior, e para quem não se lembra bem da história, isto pode tornar-se um problema, e rever o primeiro livro pode tornar-se uma opção recomendável. Tem uma boa qualidade, principalmente se formos a ver para quem o livro é dirigido. Os plot-twists estão bons, alguns mesmo imprevisíveis, fiquei admirado com alguns enquanto lia. E o final também é agradável, dando um término à história mas de tal forma que se a autora quiser um dia pode pegar novamente. Mas isso não foi feito à descarada como alguns livros, nesta obra se aquele for o fim não haverá mal nenhum.
   As personagens estão bem pensadas e apesar da quantidade de páginas ser grande (cerca de 600 páginas) há uma certa falta de lentidão no desenvolvimento das mesmas, elas mudam demasiado rápido para conseguirem acompanhar o ritmo da história. Isto contribuiu para a pequena confusão que tive quando li sobre perceber quem era realmente o Cavaleiro do quê.
   Para o público que tem é uma obra que aconselho, com a sua magia com runas, deuses nórdicos e mundos diferentes. Caso queiram saber mais sobre o primeiro volume, cliquem no link: Crítica - A Marca das Runas
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

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