segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Cura Mortal - James Dashner

   "Thomas atravessou o Labirinto; sobreviveu à Terra Queimada. A CRUEL roubou-lhe a vida, as memórias, e até mesmo os amigos. Mas agora as Experiências acabaram e a CRUEL planeia devolver as memórias aos sobreviventes e completar assim a cura para o Fulgor. Só que Thomas recuperou ao longo do tempo muito mais memórias do que os membros da CRUEL julgam - o suficiente para saber que não pode confiar numa única palavra do que dizem. As mentiras acabaram, mas a verdade poderá revelar-se muito mais perigosa do que Thomas alguma vez imaginou. Conseguirá ele sobreviver à cura? A série Maze Runner, que já se tornou um clássico para os fãs de obras como Os Jogos da Fome, tem neste volume um desfecho surpreendente e explosivo."

   Boas Leitores!
   Mais uma trilogia completa, menos uma colecção inacabada nas minhas estantes. Pois é, já foi lido o último volume da trilogia Maze Runner, uma corrida que foi como subir uma montanha, começou de forma difícil, chegou-se ao pico e depois caiu-se aos trabolhões por aí abaixo.
   Se não entenderam a analogia então passo a explicar-vos de forma mais directa. Este último volume da trilogia foi uma tortura de ler. O autor teve uma crise existencial, pois decidiu inserir tudo o que pudesse neste livro dos mais variados géneros: temos sociedade distópica? Sim. Temos perseguição automóvel? Sim. Temos zombies? Sim. Temos "o amor resolve sempre tudo"? Claro que sim. E por aí fora.
   O enredo poderia ter sido delineado e escrito de forma suave e fluída mas não, parece que estamos constantemente a embater com obstáculos que impedem a leitura de prosseguir. E isto se nem prestarmos atenção às personagens, algumas irritantes só por existirem (sem que esse tenha sido o seu propósito) outras que, tanto são uns zé-ninguém como quase salvadores do mundo. E o protagonista, que tem crises existenciais mas de um momento para o outro já as esquece. Não falei ainda da misteriosa personagem "Chanceler Paige" que não aparece nunca, só é referida duas vezes, mas no final é uma peça-chave para tudo ser explicado.
   Talvez os pontos positivos vão para... pois nem sei bem. O final é de certa forma lógico (apesar de a longo-prazo possivelmente desastroso), mas como não nos interessamos muito sobre o que aconteceu 100 anos depois do final do livro posso aceitar como um final razoável.
   Como disse o primeiro volume estava mais ou menos, o segundo até foi bom e uma leitura agradável, mas este terceiro foi o cair da montanha por completo. A sinopse refere esta obra como um clássico aos fãns de Os Jogos da Fome mas nem por sombras. O último volume dessa trilogia não foi brilhante, mas foi muito melhor que este. Caso queiram ver a opinião à obra anterior a esta, sigam o link: Crítica - Provas de Fogo
   Boas Leituras... ;)
2.5/10

André

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