domingo, 10 de julho de 2016

O Trono dos Crânios - Peter V. Brett

   "O Trono dos Crânios de Krasia está vazio.
   Construído com crânios de generais caídos e de príncipes demónios, é um lugar de honra e de magia antiga e poderosa, que mantém afastados os demónios nuclitas. Do alto do trono, Ahmann Jardir estava destinado a conquistar o mundo conhecido, reunindo os seus povos isolados num exército unificado capaz de pôr fim à guerra com os demónios de uma vez por todas.
   Mas Arlen Fardos, o Homem Pintado, foi contra este destino, desafiando Jardir para um duelo que ele não podia recusar. Em vez de arriscar a derrota, Arlen lançou ambos de um precipício, deixando o mundo sem um salvador, e dando origem a uma luta pela sucessão que ameaça destruir as Cidades Livres de Thesa.
   No Sul, Inevera, a primeira mulher de Jardir, tem de arranjar forma de impedir que os filhos se matem e mergulhem o povo numa guerra civil, enquanto se esforçam por atingir glória suficiente que lhes permita reclamar o trono.
   No Norte, Leesha Papel e Rojer tentam forjar uma aliança entre os ducados de Angiers e Miln contra os Krasianos antes que seja demasiado tarde.
   Apanhado no fogo cruzado encontra-se o ducado de Lakton - rico e desprotegido, pronto a ser conquistado.
   Enquanto isso, os nuclitas têm-se tornado mais fortes, e sem Arlen e Jardir talvez não haja ninguém suficientemente poderoro para detê-los.
   Apenas Renna Fardos pode saber mais sobre o destino dos homens desaparecidos mas também ela desapareceu..."

   Boas pessoal!
   Aqui está uma nova opinião, um pouco atrasada, visto que já tinha acabado o livro há um par de dias. Este é o quarto volume da saga Ciclo dos Demónios, eu sei pela capa ninguém diria que pertence à mesma colecção. Infelizmente a editora decidiu mudar o estilo das capas, apesar de na minha opinião terem mudado para pior, se tivessem posto a capa que muitas outras editoras têm ficaria melhor, com Rojen. Mas isso é toda uma outra história.
   Pois bem, quarto livro, sempre com imensas páginas, mais de 700, como os outros volumes. Vale a pena ou não? Bem, para quem ama o mundo e o autor vale sempre a pena, porque a escrita dele é boa e consegue captar a atenção do leitor, infelizmente este não foi dos melhores volumes da saga, se não mesmo o pior até agora.
   Esta queda pode ser devida a duas coisas: ao centrar a história em demasia na política de corte em vez do que a história era inicialmente, demónios. Ou então a outra razão é ter tido uma estrutura da história que não foi das melhores. Os protagonistas Arlen e Jardir dão notícias no início do livro, e depois o leitor só volta a ter noção do que está a acontecer no último capítulo com umas 5 páginas muito previsíveis.
   Pelo meio veio muita história, alguma muito bem feita na mesma, principalmente quando se trata de conhecer as culturas das diferentes partes daquele mundo e o choque que sofrem quando se juntam. Outras foram aborrecidas e sem qualquer importância para o enredo que deveria focar-se nos demónios.
   Os leitores estavam também sempre habituados a saber o passado de forma descritiva de um dos protagonistas, neste não existe esse voltar atrás no tempo, o que é normal visto que os protagonistas acabaram. Mas vemo-nos de repente a ver o passado de personagens ao qual nunca nos ligamos e fica um pouco sem sentido para muitos.
   Como disse o final é parco em emoções, sendo previsível e deixando a sensação de cliffhanger fraca, nada comparada à dos outros volumes. Esperemos que o próximo volume volte ao ambiente negro dos primeiros tempos deste mundo que é Thesa.
   Caso queiram ver a opinião dos outros volumes, é só seguir os links: Crítica - A Guerra Diurna
   Boas Leituras... ;)
6.5/10

André

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