sábado, 11 de junho de 2016

O Anjo Negro - Paul Hoffman

   "Thomas Cale anda a fugir da verdade. Desde que descobriu que o seu brutal treino militar tinha um objectivo - destruir o maior erro de Deus, a própria Humanidade - Cale é perseguido pelo mesmo homem que fez dele o Anjo da Morte: o papa Redentor Bosco.
   Cale é um paradoxo: arrogante e inocente, generoso e desapiedado, temido e venerado por aqueles que o criaram, ele já deu inúmeras provas do seu enorme poder.
   Mas agora Thomas Cale está fraco. A sua alma está a morrer. Enquanto as convulsões lhe percorrem o corpo, sabe que o julgamento final não esperará por um rapaz doente. À medida que o Dia do Júizo se aproxima, a vingança de Cale leva-o ao coração das trevas - o Santuário - onde confrontará a pessoa que mais odeia no mundo. Por fim, Cale terá de admitir que é a encarnação da Ira de Deus e decidir se se erguerá contra o Santuário dos Redentores ou se usará as suas capacidades únicas para destruir todas as coisas.
   O destino da Humanidade depende da decisão de Cale."

   Boas Leitores!
   Aqui está o final de outra trilogia, a trilogia O Braço Esquerdo de Deus com todos os seus livros publicados em português!
   Várias coisas a falar, comecemos então pela escrita. É um pouco bipolar para o leitor, há vezes em que achei a escrita simplesmente genial e de tal forma boa que conseguia agarrar-me facilmente, mas depois havia partes em que parecia uma tortura ler. E o pior é que não consegui entender o porquê disto acontecer. Havia alguns parágrafos grandes mas não aborrecidos o que até era bom, mas depois alguma coisa lá era má.
   Outro pequeno ajuste que faria nesta história, e possivelmente na trilogia toda seria a inclusão de um mapa. É de uma confusão imensa haver nomes de países europeus e depois lugares americanos tudo parecendo estar nas proximidades uns dos outros. E no final do livro isto é explicado, mas para quem desiste a meio da colecção, talvez este tipo de pormenores ajudasse a manter os fans.
   E falando em manter os fans outra alternativa que poderia haver seria o ensaio final do autor onde mostra o porquê de escrever esta trilogia ser colocada noutro lado que não o fim. De certa forma faz sentido ser no fim, os leitores chegando a essa parte e vendo a perspectiva do autor pensam "ah sim faz todo o sentido", mas para aqueles que não acabam porque acham que o livro é demasiado confuso, ter esse tipo de ensaios escrito antes talvez dê aquela curiosidade para continuar a ler.
   Quanto a personagens, para além do protagonista acho que há um bom desenvolvimento dos seus companheiros principais, apesar de ficarmos sem saber grande parte do tempo de alguns. Tal como o enredo é bom e surpreendente no final, justamente aquilo que o leitor quer para acabar uma trilogia em cheio.
   Caso estejam curiosos para saber se hão de ler ou não esta trilogia passem pela opinião dos livros anteriores: Crítica - As Quatro Últimas Coisas
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

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