sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A Senhora do Império - Raymond E. Feist & Janny Wurts

   "A Senhora Mara dos Acoma sente-se segura e em paz, e pela primeira vez na vida longe dos seus inimigos - até que uma tentativa de assassinato que lhe é dirigida acaba por matar o seu filho e herdeiro. Cercada por espiões e casas rivais, e perseguida por uma irmandade secreta de assassinos impiedosos, Mara enfrenta o desafio mais letal com que alguma vez se deparou.
   Mas os seus planos de vingança pela morte do filho são rapidamente gorados pela Assembleia de Magos, que detém o poder real do Império e mantém a população dócil e domesticada, além dos terríveis Mantos Negros, que encaram Mara como a ameaça suprema ao seu poder ancestral. Em busca de aliados para assegurar a justiça e paz para o império, Mara tem de viajar para lá das fronteiras da civilização, desvendando antigos segredos até às colmeias dos estranhos Cho-ja. Reunindo toda a sua coragem e astúcia, Mara levará a sua maior batalha em nome da sua vida, do seu lar e do seu império."

   Boas leitores!
   Pois é, o último volume da Saga do Império está finalmente terminada! Após três grandes livros chegamos por fim ao quarto para nos depararmos, não com o espectáculo brilhante que eram os volumes anteriores, mas para um desapontamento brutal que é este grande volume de quase 700 páginas.
   Não só por ter um ritmo bem mais lente do que antes, o primeiro terço do livro é passado numa letargia de morrer de aborrecimento. Não achei que a protagonista Mara fosse tornar-se tão sem qualquer piada ou interesse, mesmo nos volumes anteriores quando o romance começou a aparecer, temi pela história, mas isso revelou-se um bónus ao livro e foi muito melhor do que o que aconteceu neste volume.
   Dei por mim várias vezes a pensar se não estaria a ler um livro da saga Kushiel pela semelhança de enredo. A política e os estratagemas pensados ao pormenor não aparecem aqui como antes, é mais um jogo de dois jogadores em vez de uma competição de vidas entre duas grandes Casas com várias apostas em jogo.
   As viagens constantes da protagonista são, uma vez mais, semelhantes à saga que referi antes. A única coisa realmente interessante é que este volume fala mais sobre a magia daquele mundo. Isto não tinha acontecido nunca (a não ser com a saga O Mago) o que por um lado foi bom descobrir mais coisas sobre este assunto (mas não esticado ao ponto de 700 páginas).
   O ponto positivo final desta obra foi a ação final, foi bem escolhida e o duo conseguiu acabá-la de maneira muito boa, em que dá uma satisfação plena ao leitor. Não que isso não tivesse acontecido já, pois como se lembram a minha opinião do terceiro livro desta saga era que não saberia onde é que os autores iriam pegar visto que parecia que a história tinha acabado ali. Se calhar, deveriam mesmo ter acabado em vez de tentarem prolongar algo que não deviam.
   Tenho de dar o crédito por estar bem construído, mas são prejudicados pelo "enchimento de chouriços" desnecessário. Caso queiram saber mais sobre os livros anteriores, basta seguirem os links: Crítica - A Serva do Império Vol.2
   Boas leituras... ;)
5/10

André

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