domingo, 14 de junho de 2015

A Mão do Diabo - José Rodrigues dos Santos

   "A crise atingiu Tomás Noronha. Devido às medidas de austeridade, o historiador é despedido da faculdade e tem de se candidatar ao subsídio de desemprego. A caminho do centro de emprego, Tomás é interpelado por um velho amigo do liceu perseguido por desconhecidos. O fugitivo escondeu um DVD escaldante que compromete os responsáveis pela crise, mas para o encontrar Tomás terá de decifrar um criptograma enigmático.
   O Tribunal Penal Internacional instaurou um processo aos autores da crise por crimes contra a humanidade. Para que este processo seja bem-sucedido, e apesar da perseguição implacável montada por um bando de assassinos, é imperativo que Tomás decifre o criptograma e localize o DVD com o mais perigoso segredo do mundo."

   Boas leitores...
   Finalmente acabei um livro, que isto estava a demorar demasiado tempo para o livro que era. Este é mais uma obra do famoso autor português José Rodrigues dos Santos. É um livro isolado apesar do enredo envolver a mesma personagem que muitos livros dele tem, Tomás Noronha.
   Esta obra não atingiu quase nenhum patamar de qualidade para mim. Se extraíssemos todo o enredo deste livro de quase 600 páginas acho que teríamos talvez um mísero livro de pouco mais de 100. Isto porquê? Porque todo o resto da obra fala sobre a crise. Acho que não haveria muita mudança se o livro se denominasse Ensaio sobre a Crise porque é quase isso.
   Não digo que seja um total falhanço, porque o assunto interessa-me. No entanto quer o nome do livro (que cheguei a perguntar-me a mim mesmo o porquê deste nome) e quer o enredo parecem totalmente forçados na obra para que o autor possa falar do assunto que quer. E graças a isso não há entusiasmo algum. Não criei qualquer ligação com nenhuma das personagens e o enredo para além de curto era extremamente previsível. Houve até certos pormenores que começaram a tornar-se irreais no livro conforme avançávamos na história, quase perdendo a coerência.
   Acho que o único ponto positivo foi mesmo o tal "ensaio sobre a crise" onde conseguimos perceber realmente alguns assuntos que levaram à crise actual em que estamos. No entanto, mesmo este assunto chegou a ter algumas partes em que se tornava muito monótono e confuso, fazendo o leitor perder rapidamente a vontade de ler.
   Das obras que já li deste autor acho que pior mesmo só o Codex 632, cuja crítica não está no blogue (talvez um dia me dedique a isso e escreva). E isso diz muito da obra que poderia ter sido n vezes melhor.
   Boas Leituras... ;)
2.5/10

André

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