terça-feira, 25 de novembro de 2014

Caçadores de Bruxas - Raphael Draccon

   "Pode dizer-se que, em Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas, Raphael Draccon parte de uma simples questão para dar vida aos seus personagens: o que aconteceu depois?
   O que aconteceu ao Capuchinho Vermelho depois do caçador ter matado o lobo? E ao caçador? Teriam João e Maria realmente conseguido matar a bruxa? E qual foi a reação dos seus pais quando voltaram para casa? Teve a princesa realmente coragem de beijar o príncipe que se transformou num sapo? E o que fizeram os anões depois de a Branca de Neve ter encontrado o seu príncipe?
   Quem é que, depois de ler os sempre eternos contos de fadas, não se questionou a esse respeito? De uma maneira dinâmica, Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas narra a história do que teria acontecido depois desses contos chegarem ao fim sem perder a perspetiva da eterna luta entre o bem e o mal.
   O autor reúne todos estes personagens (e muitos outros) no Reino de Arzallum, muitos deles vivem em Andreanne, a capital do Reino. Arzallum fica em Nova Ether, um mundo que fora assolado pela magia negra praticada por bruxas que se desviaram do caminho do bem."

   Boas leitores...
   Mais uma vez fui bem enganado, e o pior foi que eu é que me enganei a mim mesmo. E isto porquê? Comprei este livro a julgar que seria um livro isolado, baratinho e com uma boa história. Só a primeira é que não se concretizou, porque este é o primeiro de uma trilogia. O problema disto tudo é que só o primeiro é que está publicado no nosso país. E suspeito que não irá haver qualquer continuação de publicação.
   Não me importava muito se o livro não me tivesse interessado, mas o pior é que me interessou. E tudo por um pormenor que fez toda a diferença: A escrita. Foi a escrita totalmente diferente do que leio que me capturou e me fez querer ler mais. Era como se estivesse mesmo uma pessoa a ler para mim, todos os dias uma voz não só a narrar mas a dar a sua opinião sobre aquele mundo, e por vezes opiniões bem sarcásticas!
   Se não fosse por isso acho que acharia o livro entre o médio e o bom, mas a escrita subiu na minha fasquia. A história apesar de estar boa acho que não é uma ideia totalmente original, tanto que me fez lembrar um livro do autor Filipe Faria. O pressuposto de alterar as histórias dos contos infantis que todos conhecem e dar um "e depois?" já não é algo novo neste mundo. Apesar das personagens terem o seu quê de actualidade e época medieval misturado, fazendo com que as histórias deixassem de ser tão semelhantes com as originais.
   A forma como acabou também foi inesperada, houve bastantes momentos épicos que fiquei espantado, tal como o desfecho sem problemas do autor. E a revelação de quem é que era o narrador, não esperava que o autor fizesse isso logo no final do primeiro livro.
   Um livro que me espantou de muitas formas e que aconselho a lerem!
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

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