domingo, 14 de setembro de 2014

Marés Negras - Filipe Faria

   "Nova incursão na fervilhante Allaryia, neste terceiro volume das suas crónicas, contadas pelo fiel escriba, Pearnon. Reencontramos Aewyre e os seus companheiros na cidade de Val-Oryth em Tanarch, a um passo do seu destino último: Asmodeon. Aí, Aewyre espera poder por fim descortinar o destino de seu pai Aezrel, o desaparecido campeão de Allaryia. O jovem príncipe e seus companheiros aprofundaram entretanto os laços de amizade que os unem, mas não sem duros sacrifícios, dos quais resultaram feridas profundas que dificilmente sararão. Velhos inimigos regressam para atormentar o grupo, e nas sombras da própria Val-Oryth residem perigosos adversários que os companheiros desconhecem e que os submeterão a rudes provações.
   Não muito longe de Tanarch, as Marés Negras sobem uma vez mais, trazendo consigo memórias de um passado sombrio e pressagiando tempos conturbados para Allaryia e todos os seus habitantes. O mistério adensa-se, a adrenalina sobre e Filipe Faria conquista cada vez mais adeptos entusiastas.
   Mais um romance de fantasia épica fascinante e absorvente, do autor dos títulos A Manopla de Karasthan e Os Filhos do Flagelo, ambos publicados na colecção «Via Láctea»."

   Boas a todos os leitores...
   Já estava com saudades de publicar aqui uma nova crítica, parece que se passaram semanas, tudo devido a este livro. Aqui temos o terceiro de sete livros desta colecção a que chamam Crónicas de Allaryia, de um autor português (que temos de publicitar sempre).
   E qual a minha opinião sobre esta obra? Tenho vários pontos a tratar. Posso começar pela escrita. A escrita deste autor é extremamente rica quanto a vocabulário e expressões. O trabalho que ele teve em "inventar" uma nova língua que não passava do português arcaico foi um "golpe" de génio.
   No entanto, a escrita dele tem uma falha que quase se tornou mortal para mim. É demasiado descritiva e acrescentado ao facto da escrita ser demasiado longa (parágrafos muito grandes) tem um efeito sinergético que acaba com a vontade do leitor em muitas partes.
   O certo é que o enredo compensa em parte isto, visto que está muito bom e envolvente com surpresas, mistério e batalhas suficientes para agradarem o típico fã de fantasia épica. Houve alguns capítulos um pouco desnecessários a meu ver, normalmente capítulos que não envolviam as personagens principais.
   Já o final do livro foi muito repentino e arrebatador, passo a explicar. O livro tem uma batalha final que já é o culminar de duas batalhas anteriores, pelo que a escrita sobre batalhas, duelos e assuntos relacionados já está muito explorado ao ponto de cansar, mas depois como ocorrem acontecimentos chave para a história o autor é agarrado uma vez mais àquela confusão de parágrafos gigantescos e suspanse imenso até que acabe o capítulo.
   É interessante mas não uma grande obra-prima, com pena minha porque a história tinha capacidade para isso. Veremos como são os próximos volumes. Entretanto se quiserem saber da opinião ao livro anterior da colecção, sigam o link: Crítica - Os Filhos do Flagelo
   Boas Leituras... ;)
5.5/10

André

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