domingo, 17 de agosto de 2014

Blasfémia - Douglas Preston

   "O maior supercolisionador do mundo, encerrado numa montanha no Arizona, foi construido para revelar os segredos do momento da criação: o próprio Big Bang. O Torus é a máquina mais cara jamais criada pela Humanidade, gerida pelo computador mais poderoso do mundo, uma invenção do cientista Nobel, North Hazelius.
   Será o Torus capaz de divulgar os mistérios da criação do universo? Ou irá, de acordo com algumas previsões, sugar a Terra para um buraco negro? Poderá também ser uma tentativa satânica, como alguns televangelistas clamam, de desafiar o Deus Todo-Poderoso no próprio trono divino?
   Sob a liderança de Hazelius, doze cientistas são enviados à montanha remota para ativar a máquina, e aquilo que descobrirem deverá ser mantido secreto a todo o custo. Wyman Ford, ex-monge e agente da CIA, tem a missão de descobrir o segredo, um segredo que irá destruir o mundo... ou salvá-lo. A contagem descrescente começou..."

   Boas leitores...
   Aqui estou com uma nova crítica de um autor novo, do qual ainda tenho um outro livro para ler dele. Esta obra pertence a uma colecção, aliás é o segundo, no entanto não é daquelas colecções que importe a ordem de leitura, bastante semelhante aos livros de Dan Brown. Mesmo personagem principal, histórias diferentes.
   E ainda bem que falo de Dan Brown, porque achei este livro tremendamente semelhante no género. O "miolo" do livro poderia ter sido tirado de Dan Brown, claro que há vários aspectos característicos deste autor e não de Dan Brown.
   A introdução foi uma delas, foi terrível, demasiado complicada, com demasiadas personagens a aparecer, vários nomes desnecessários e o tratar as personagens tanto pelo nome próprio como pelo apelido só serviu para baralhar ainda mais. Demorei quase cinquenta páginas para conseguir pegar no fio da história e segui-lo.
   Outro aspecto foi a descrição de coisas por vezes desnecessárias, dava por mim às vezes a dispersar na leitura devido a uma descrição comprida de algo irrelevante.
   Em compensação o livro teve bastante profundidade, com muita filosofia à mistura, algo que não esperava, cheguei a ler imenso numa noite da forma como aquilo me estava a interessar. O autor conseguiu por-me a suspeitar de todas as personagens quando as apresentava, sem nunca dar pistas sobre quem poderia ter cometido o dito crime.
   O fim foi de certa forma agridoce. Tomou proporções que não esperava de forma nenhuma, fiquei a olhar boquiaberto para as páginas enquanto as coisas se passavam. A parte não tão doce foi descobrir quem era o óbvio culpado. Foi um facto previsível que comecei a suspeitar desde cedo.
   Foi interessante ler algo deste autor, esperarei para ler algo mais. Se quiserem experimentar algo diferente, tentem isto! A capa é melhor do que a que aqui está, ela é reflectora daí que o scan que fiz dela não é dos melhores.

   Boa Leitura... ;)
7/10

André

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