quarta-feira, 13 de junho de 2018

Ancillary Justice - Ann Leckie

   "On a remote, icy planet, the soldier known as Breq is drawing closer to completing her quest. Once, she was the Justice of Toren- a colossal starship with an artificial intelligence linking thousands of soldiers in the service of the Radch, the empire that conquered the galaxy. Now, an act of treachery has ripped it all away, leaving her with one fragile human body, unanswered questions, and a burning desire for vengeance."

   Hello Readers!
   Mais uma semana e mais uma crítica, desta vez outra obra em inglês. Esta entrada é o início de mais uma trilogia, trilogia essa chamada Imperial Radch que conta com os seus três livros já publicados (em inglês) e que em Portugal nem sinal de haver alguma edição. Este livro conseguiu arrecadar também imensos prémios, nomeadamente o Nebula e o Hugo entre muitos outros.
   Agora quanto à minha opinião, será que merecia tantos prémios assim? Julgo que sim. Não sei bem qual era a competição no ano em que Ancillary Justice ganhou, mas o certo é que tem força suficiente sem ter de comparar com outras obras.
   Comecemos pela escrita, inovadora e que se estranha mas depois entranha, fazendo lembrar José de Saramago para quem conhece. Não que escrevam da mesma maneira, mas a figura estilística de utilizar sempre o género feminino para definir pessoas, com a justificação plausível foi ao início muito confuso, mas quanto mais se lê, mais o leitor se ambienta ao mecanismo, e acaba por cumprir um segundo objectivo, não sei se propositado ou não, que é o de fazer o leitor pensar e decidir por vezes por si mesmo qual o género das personagens com quem o protagonista fala.
   Outra parte importante foi a perspectiva da mesma personagem em vários sítios ao mesmo tempo, principalmente quando chega a cerca de metade do livro, há uma parte que mostra o quão complexo este livro é, e ao mesmo tempo, como é que essa complexidade é levada ao leitor de forma compreensível.
   Se formos ao enredo, teremos de considerar todas as ferramentas de escrita que a autora utilizou, as que referi acima e outras, com elas o enredo é algo bom e interessante, sem elas diria ser algo banal, uma história de vingança como já se viu antes. Mas desta vez a escrita conseguiu melhorar tudo até ficar num nível interessante e que por certo leva o leitor a querer saber mais de Brek.
   Foi decididamente uma leitura desafiante mas que valeu a pena e que só me leva a querer ler desta trilogia e desta autora.
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Knife of Dreams - Robert Jordan

   "The Wheel of Time turns, and Robert Jordan gives us the eleventh volume of his extraordinary masterwork of fantasy. 
    The dead are walking, men die impossible deaths, and it seems as though reality itself has become unstable: All are signs of the imminence of Tarmon Gai'don, the Last Battle, when Rand al'Thor, the Dragon Reborn, must confront the Dark One as humanity's only hope. But Rand dares not fight until he possesses all the surviving seals on the Dark One's prison and has dealt with the Seanchan, who threaten to overrun all nations this side of the Aryth Ocean and increasingly seem too entrenched to be fought off. But his attempt to make a truce with the Seanchan is shadowed by treachery that may cost him everything. Now Rand, Perrin and Mat, Egwene and Elayne, Nynaeve and Lan, and even Loial, must ride those storm winds, or the Dark One will triumph."

   Boas Leitores!
   Na última opinião desta saga estava a dizer que estava a ler os volumes a um bom ritmo, um a cada quatro meses... Bem, isso não aconteceu com este. Dez meses depois, aqui está o décimo primeiro volume da saga Wheel of Time que conta com os seus catorze volumes, e este foi o último que foi escrito na sua totalidade por Robert Jordan, todos os seguintes tiveram mais ou menos a contribuição de Brandon Sanderson.
   E então como está este décimo primeiro volume? Bem melhor dos que os últimos dois que li. Se antes os enredos pareciam estar a ser arrastados um pouco, com pouquíssima coisa a acontecer durante dois terços do livro e depois no último terço uma catrefada de coisas aconteciam a todas as personagens, com este volume a acção é constante em toda a obra.
   Primeiro que tudo vemos alguns dos enredos secundários a serem fechados para começarem a abrir caminho para o desenlace final. O caso do Perrin e do Mat e até da Elayne. Estes três, apesar de interessantes, tinham estado numa espécie de letargia onde não acontecia grande coisa e não parecia contribuir assim tanto para o enredo principal. Agora que está terminado, grandes opções surgirão.
   Adorei, como já há muito tempo que não adorava, todo o enredo da Egwene. Antes gostava imenso do que se relacionava com ela, por estar em parte relacionado com Aes Sedai, mas agora sempre que ela aparecia (e foi pena ter sido tão pouco) a minha atenção estava completamente devotada a ela. Foi das melhores partes deste livro.
   Outra das grandes partes (e das mais chocantes) foi com Rand. Aqui foi também um dos únicos pontos negativos que tenho a dizer desta obra. Não havia o suficiente sobre Rand. Apesar da saga ser acerca de várias pessoas, Rand é o protagonista de tudo, no entanto parece não ter assim tanto protagonismo ultimamente. A sorte e que, quando tem, é estrondoso e de certeza que espanta todos. Mesmo assim, gostaria de ter visto Rand a interagir mais com a Torre Negra. Que quanto a este local só temos notícias no epílogo, no curto epílogo que fala um bocadinho da Torre Negra e nos deixa a pensar que poderá ter uma maior importância no próximo livro.
   Agora, se quero ler o próximo livro? SIM, de certeza! Pena não o ter já, porque é certo que grandes coisas vão acontecer a seguir! Caso queiram saber mais sobre os volumes anteriores, basta seguirem o link: Crítica - Crossroads of Twilight
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Attack on Titan Vol.2 - Hajime Isayama

   "The Colossal Titan has breached humanity’s first line of defense, Wall Maria. Mikasa, the 104th Training Corps’ ace and Eren’s best friend, may be the only one capable of defeating them, but beneath her calm exterior lurks a dark past. When all looks lost, a new Titan appears and begins to slaughter its fellow Titans. Could this new monster be a blessing in disguise, or is the truth something much more sinister?"

   Boas Leitores!
   E andamos nós aqui a saltar de colecção em colecção no que toca a mangá e desta vez é a vez de Attack on Titan. Este é o segundo volume de vinte e quatro já publicados com mais dois para serem publicados neste ano de 2018 (a ver se consigo ler mais alguns volumes desta saga para não acumular cada vez mais volumes ahah).
   Neste segundo volume a fidelidade do anime ao mangá continua. Enquanto lia este volume tive a mesma sensação que antes, estava a assistir novamente aos episódios da primeira temporada do anime, o que me agradou imenso. Acho que desta vez pode ter havido um ou outro detalhe diferente, mas nada que fizesse uma diferença terrível quer para o leitor, quer para o espectador.
   O enredo continua intenso, mesmo tendo em conta que para os cinco capítulos que o volume teve, a história em si não avançou muito (diria que é o único ponto negativo até. O facto de não ter mais capítulos ou não ter avançado muito na acção). Temos a história do passado de Mikasa, e de como é que ela e Eren acabaram a viver juntos. No presente da história temos a continuidade da invasão dos titãs, que não é resolvida completamente no final deste volume (talvez no terceiro haja alguma conclusão dessa parte).
   Uma das coisas que melhorou foi a arte dos titãs. Talvez nem tenha mudado assim tanto, mas pareceu-me que desta vez os titãs tinham uma melhor caracterização de movimentos e até mesmo do quão horríveis e estranhos parecem.
   Finalmente, um dos pequenos pormenores que queria falar era dos bónus no final dos capítulos. O autor vai colocando pequenos "doces" de informação relativos àquele mundo, como por exemplo: as balas utilizadas para atacar os titãs, como é que os canhões funcionam, alturas dos titãs, entre outros. Podem parecer coisas triviais e que não interessam para a história e, no entanto, acrescentam profundidade ao mundo de Attack on Titan.
   É um volume com uma grande qualidade e que tem um final de deixar o leitor a querer ler imediatamente o próximo volume. Caso estejam interessados em saber mais desta colecção, basta clicarem no seguinte link: Crítica - Attack on Titan Vol.1
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Segredos de Sangue - Charlaine Harris

   "Depois de suportar tortura e a perda de entes queridos durante a breve mas mortífera Guerra dos Fae, Sookie Stackhouse sente-se magoada e furiosa. O único elemento positivo da sua vida é o amor que acredita sentir pelo vampiro Eric Northman. Mas este está sob olhar atento do novo rei vampiro por culpa do relacionamento de ambos. Enquanto as implicações políticas da revelação dos metamorfos começam a ser sentidas, a ligação de Sookie a um lobisomem específico arrasta-a para uma questão perigosa. Além disso, sem saber, apesar de os portais para Faery terem sido fechados, restam alguns fae no mundo humano... E um deles está zangado com Sookie. Muito, muito zangado."

   Boas Leitores!
   E voltamos à saga Sangue Fresco, ou como muitos conhecem, True Blood. Este é o décimo de treze volumes, o que significa que a contagem final começou! Será que a autora vai começar a atar as pontas soltas a partir de agora, ou será que vai deixar tudo para o último volume para depois ser uma catrefada de coisas a acontecer ao mesmo tempo?
   Se tivesse de adivinhar, diria que seria a primeira hipótese. Mas posso estar completamente errado. A única coisa que sei que estou certo é que este volume foi muito melhor que o anterior. Os dilemas amorosos desapareceram, a acção explosiva a toda a hora ficou mais moderada e com uma melhor explicação e até o mistério ficou mais interessante! Mas vamos por partes:
   O romance da história. Ainda existe, claro, a nossa querida protagonista Sookie não poderia viver sem essa parte na sua vida. No entanto essa relação parece que se tornou mais real, com mais consequências e não tão leviana como era antes, em que qualquer homem que lhe aparecesse à frente era considerado como um  exemplar masculino perfeito e possível parceiro para ela. Acho que só pelo facto desta parte ter ficado mais real aumentou a qualidade da obra por si só em muito.
   E, mesmo assim, ainda continuou a aumentar quando percebi que desta vez havia mais do que tinha pedido no volume anterior, consequências e dilemas sobre vir ao público a presença de metamorfos ou fechar os portões do mundo dos Fay. A autora decidiu focar-se ligeiramente nisso, sem que esse fosse o foco principal e acho que fez bastante bem. Claro que temos ainda os ocasionais momentos de acção, mas a quantidade diminuiu e os que existem podem ser considerados fazerem parte da lógica que é o enredo.
   E agora que tive esta prova, fiquei bem mais curioso para ler o resto da saga, ainda por cima agora que está a chegar o final. Partes deste volume que ficaram por responder ou ainda algumas que pareciam ser pontas soltas a atarem-se podem vir a ser respondidas no próximo volume! Caso queiram saber mais sobre o volume anterior (que não foi assim tão bom), basta clicarem no seguinte link: Crítica - Sangue Mortífero
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Red Mars - Kim Stanley Robinson

   "In his most ambitious project to date, award-winning author Kim Stanley Robinson utilizes years of research & cutting-edge science in the 1st of a trilogy chronicling the colonization of Mars: For eons, sandstorms have swept the desolate landscape. For centuries, Mars has beckoned humans to conquer its hostile climate. Now, in 2026, a group of 100 colonists is about to fulfill that destiny. John Boone, Maya Toitavna, Frank Chalmers & Arkady Bogdanov lead a terraforming mission. 
   For some, Mars will become a passion driving them to daring acts of courage & madness. For others it offers an opportunity to strip the planet of its riches. For the genetic alchemists, it presents a chance to create a biomedical miracle, a breakthrough that could change all we know about life & death. 
   The colonists orbit giant satellite mirrors to reflect light to the surface. Black dust sprinkled on the polar caps will capture warmth. Massive tunnels, kilometers deep, will be drilled into the mantle to create stupendous vents of hot gases. Against this backdrop of epic upheaval, rivalries, loves & friendships will form & fall to pieces--for there are those who will fight to the death to prevent Mars from ever being changed.
   Brilliantly imagined, breathtaking in scope & ingenuity, Red Mars is an epic scientific saga, chronicling the next step in evolution, creating a world in its entirety. It shows a future, with both glory & tarnish, that awes with complexity & inspires with vision."

   Hey Readers!
   Lá estamos nós a começar uma nova trilogia, desta feita, na língua inglesa. A Mars Trilogy é, como o nome diz, composta por três volumes, sendo que este é o primeiro. E deixem que vos diga só assim um sneak peek que as capas são muito reveladoras do nome da obra, ora vejamos, Red Mars tem uma capa vermelha (ou próxima do vermelho), o que virá a seguir?
   Não pensemos nisso por agora, e foquemos os nossos cérebros nesta obra. A viagem para colonizar Marte. E a história de como a civilização em Marte é desenvolvida e evolui. É uma boa premissa e ao ler esta obra qualquer pessoa nota que a pesquisa envolvida na criação deste livro foi tremenda e profunda. Qualquer que seja o pormenor científico, parece realmente aceitável e provável de acontecer. Isto em parte só cria expectativa no leitor, que pensa "se é preciso apenas isto, então porque não somos nós, nesta geração, e não só no ano 2026 a colonizar Marte?".
   É fantástico ler sobre o dilema entre terraformar um planeta ou não, e como as cem pessoas que foram encarregadas de colonizar o planeta se dividem perante este problema. Claro que aprendemos muito mais, sistemas sociais e um possível futuro da nossa humanidade são algumas delas.
   No entanto há coisas que não combinam muito bem nesta história. As personagens foram algumas delas. Cada capítulo é encarregue a uma nova personagem, e como tal haverá sempre personagens que preferimos a outras, mas neste caso o que aconteceu não foi não gostar de alguma personagem. O problema foi algumas das personagens parecerem superficiais, não terem qualquer vontade única, profundidade psicológica, se é que isso existe. Houve um ou dois capítulos que lia a pensar "por favor, que isto acabe que já não posso mais" porque a personagem parecia só andar pelo mundo para cumprir o objectivo do escritor e não para ter a sua própria "voz".
   No final, os positivos varreram por completo os negativos e fiquei extremamente curioso para ler já o segundo volume, mas por agora virarei para outros géneros. Caso hard sci-fi seja a vossa onda, então esta de certeza que é uma boa escolha!
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A Lenda de Sigurd e Gúdrun - J. R. R. Tolkien

   "Há muitos anos, J. R. R. Tolkien compôs a sua própria versão, agora publicada pela primeira vez, da grande lenda da antiguidade nórdica, em dois poemas intimamente relacionados, a que deu os títulos de «O Lai dos Volsungos» e «O Lai de Gudrún».
   Em «O Lai dos Volsungos» conta-se a história do grande herói Sigurd, o assassino de Fáfnir, o mais famoso dos dragões, de cujo tesouro se apoderou, o despertar da valquíria Brynhild, que dormia rodeada por uma muralha de chamas, e o noivado dos dois. Após a chegada de Sigurd à corte dos grandes príncipes niflungos (ou nibelungos), o herói desperta o amor mas também o ódio da feiticeira dos Niflungos, versada nas artes mágicas.
   Em cenas de grande intensidade dramática, troca de identidade, paixões frustradas, ciúmes e disputas amargas, as tragédias de Sigurd e Brynhild, de Gunnar, o Niflungo, e Gudrún, sua irmã, atingem o auge com a morte de Sigurd às mãos dos seus irmãos de sangue, o suicídio de Brynhild e o desespero de Gudrún.
   Em «O Lai de Gudrún» é contado o seu destino depois da morte de Sigurd, o casamento, contra a sua vontade, com Atli (ou Átila), governante dos Hunos, o assassinato dos seus irmãos, os senhores niflungos, e a sua vingança hedionda.
   Sendo a sua versão inspirada, principalmente, no estudo atento das antigas poesias norueguesas e islandesas conhecidas como Edda Poética (e no posterior trabalho em prosa, a Völsunga Saga), J. R. R. Tolkien utilizou estâncias curtas cujos versos conservam em inglês os exigentes ritmos aliterativos e a intensa energia dos poemas da Edda."

   Boas Leitores!

   J. R. R. Tolkien volta ao blogue com uma das obras menos conhecidas dele. Como categorizar esta obra depende um pouco de cada um. Ficção, não-ficção, análise de uma obra antiga? Está ao gosto de cada um, talvez considere uma mistura entre ficção e não-ficção, o certo é que é muito diferente do que estamos acostumados para quem leu O Senhor dos Anéis.
   Esta obra é muito mais densa do que a famosa trilogia do autor. É uma análise detalhada de poemas épicos antigos, feitas por J.R.R. Tolkien e editadas pelo seu filho, e a complexidade desta obra lembrou-me de quando li A Divina Comédia. Não é aborrecida, mas que demora o seu tempo a ser lida, isso demora. É preciso ler com calma e compreender o que realmente significam cada estrofe ou verso, e mesmo com a ajuda das notas do autor por vezes vemo-nos a debater sobre qual é a mensagem que querem transmitir.
   Por outro lado foi muito interessante saber deste tipo de literatura vinda de países europeus nórdicos. Normalmente ouvimos falar de Os Lusíadas, Ilíada e muitos outros, tudo escrito por autores dos países europeus do sul, quase como se o tipo de escrita não tivesse existido nos países nórdicos (o que ficamos a saber como mentira e também algumas das razões por não ouvirmos tão constantemente).
   Outro pormenor engraçado é o facto de começarmos a ver semelhanças entre estas lendas nórdicas e a famosa trilogia de O Senhor dos Anéis. Podemos perceber de onde alguma inspiração veio. Não que seja importante de todo para o livro, mas são pequenas surpresas para aqueles fãs de worldbuilding.
   De resto não há muito mais a dizer, não podemos analisar personagens que por si só estão a ser analisadas no livro, nem o enredo de uma análise. A única mensagem que passa é: isto é uma análise a uma obra e não uma obra de ficção em si. Atenção para aqueles que vão comprar este livro a pensar que é uma história de fantasia escrita por J.R.R.Tolkien.
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Soul Eater vol.22 - The Desire and Flames Named Insanity - Atsushi Ohkubo

   "The remaining Death Weapons, along with Kid, gather to stage their assault on the moon. As they approach the Kishin's hideout, Stein and Justin clash in a violent, madness-fueled battle. Stein struggles to maintain his grip on sanity while Justin draws power from the Kishin's inexhaustible aura of madness. Everyone knows there will be casualties on the road to restoring "order"--but will Stein become the first?"

   Boas Leitores!
   Vigésimo segundo volume lido! Só faltam mais três volumes e a saga estará terminada! Este volume conta também com cinco volumes, o que é um bónus em si.
   E tem tanta coisa a acontecer! Este volume contém apenas a continuação do arco que já tinha sido iniciado antes, ou seja, os cinco capítulos estão baseados na guerra que está a acontecer na lua e no grupo Spartoi atrás de Crona. Mas não há nada de errado com isso, antes pelo contrário.
   Estas duas partes da guerra estão presentes nos cinco capítulos, mas nem sempre nas mesmas "concentrações", há capítulos mais focados num ou noutro ponto. No entanto é sempre bom estarmos a ser actualizados quanto ao que está realmente a acontecer em todas as partes da guerra.
   Não existe nenhum desenvolvimento de personagens em todo o volume. Ou talvez haja. Ainda não me decidi bem quanto a isso, o certo é que nenhum dos protagonistas é protagonista no desenvolvimento, quem tem esse papel na história é uma das personagens secundárias.
   O que há bastante são lutas e acção. Em todos os capítulos temos disso. E enquanto as lutas ocorrem temos personagens em todo o lado a fazer outras mil coisas, procurar o Kishin, fazer pactos, salvar pessoas, procurar pessoas, etc. E no meio desta confusão toda temos o leitor, que, surpreendentemente, não se sente perdido e sim ansioso para saber mais.
   A luta principal é com Stein, uma das personagens secundárias mais interessantes, e no meio da luta, a lição que o leitor aprende é algo valioso também, o que acrescenta alguns pontos positivos a este volume.
   Os outros pontos negativos (que são pequenos) reflectem-se mais no fanservice que foi um pouco exagerado neste volume e na arte que está a conter cada vez mais esquizofrenia (e que, em si, faz completo sentido quanto ao que deveria ser, afinal quanto mais perto do Kishin, mais insanidade existe).
   Claramente o paço está a aumentar com o final desta saga, esperamos ansiosamente pelo próximo volume! Caso queiram saber mais sobre o volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater Vol.21
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André