quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Soul Eater vol.19 - Atsushi Ohkubo

   "In his madness, Death the Kid has embraced a new notion of "order": Only in nothingness can there be true balance and equilibrium. But for Black*Star, being on equal footing with anyone is not his style. Black*Star has always wanted to "transcend the gods"-now his only chance may be to overpower his shinigami friend and take Death down if he wants to save him...!"

   Hey readers!
   A contagem decrescente continua, agora apenas 6 volumes faltam para acabarmos esta saga. E falando em acabar, este volume acabou finalmente o arco gigantesco que estávamos a ler nos últimos tempos.
   Este volume tem cinco capítulos, o que foi uma festa, e provavelmente aconteceu para que o arco pudesse acabar aqui e não ficar com apenas o final no volume seguinte. E ainda bem que tomaram essa decisão. Assim quando o próximo volume começar será como começar de novo, nova história e novos arcos.
   Qual a minha opinião sobre o final do arco? Um pouco anti-climático para ser sincero. Esperava uma batalha mais emocionante e com imensas dificuldades e no fim foi quase um abraçar a ti mesmo e usar a tua força para derrotar o mal duma só vez. Talvez por ser um arco tão grande a expectativa tenha aumentado, e como não foi realizada, foi um pouco desolador. Mesmo que Kid seja filho de um Shinigami, esperava que a grande luta fosse um pouco mais longa, visto que o inimigo era realmente poderoso ao ponto de ter apanhado todas as personagens, mais nem isso.
   E nem as personagens foram desenvolvidas para além do volume anterior, o que não foi muito, considerando que no anterior não tinha havido grande coisa também. O que é estranho, visto que estes dois volumes abrangem 9 capítulos longos de um longo arco. O único protagonista que teve desenvolvimento foi Kid, e faz sentido ele ser desenvolvido em termos psicológicos, visto que é nele que se centra esta última parte do arco. No entanto, esperava um pouco mais dos outros protagonistas, que ficaram só a olhar quase.
   Foi um volume que deixou muito a desejar, mesmo considerando as desculpas que poderia ter. Caso queiram saber mais sobre esta saga, basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater vol.18
   Boas Leituras... ;)
5/10

André

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Escondida - P.C. Cast + Kristin Cast

   "Finalmente Zoey conseguiu o que queria. A verdade sobre Neferet é revelada e o mal é exposto, mas a vampyra está longe de se dar por derrotada e inicia uma série de ataques devastadores.
   Ao serem lançadas as sementes da discórdia e caos na Casa da Noite, todos terão que se unir para enfrentar o mal, uma tarefa que se revela mais difícil do que o planeado. E para dificultar as coisas, Zoey receia estar a perder a sanidade pois suspeita que Heath poderá estar de volta… Ela sabe que deve seguir os seus instintos para derrotar o mal, mas se estiver errada, as consequências serão desastrosas para todos.
   Com a tensão a chegar a um ponto culminante e as amizades a serem testadas, conseguirá o grupo de amigos enfrentar em conjunto o mal que alastra e impedi-lo antes que seja tarde demais?"

   Boas Leitores!
   Mais uma semana, mais uma obra. E continuamos com a saga Casa da Noite, volume dez de doze, ou seja, só mais dois e esta saga acaba! E já não era sem tempo.
   Comparando com o volume anterior, onde dizia que o enredo não parecia avançar nada em direcção ao final da história, este avançou um pouco. Mas de uma maneira completamente desagradável e previsível. Mas comecemos do início.
    Não há muito a acontecer no início, para além da protagonista estar a ruminar nos seus pensamentos sobre o quão desgraçada/sortuda é ao mesmo tempo, como acontece em vários volumes para trás. Não temos uma grande variação desse ponto.
   À medida que avançamos, o enredo não se desenvolve rapidamente, pelo contrário fica como melaço, viscoso e nada fluído. Por vezes é como se estivéssemos a ler uma versão vampírica (e às vezes nem isso) dos livros "Os Cinco" ou "Uma Aventura". Sabemos qual é o início e o fim do livro e sabemos que o meio vai ser só eles a andarem dum lado para o outro.
   Nem as personagens foram desenvolvidas como deve de ser neste volume. O truque das várias perspectivas não teve o mesmo efeito que no livro anterior, e a única personagem que teve algum desenvolvimento foi a personagem em que grande parte do enredo se centrava. Faz sentido ele ser desenvolvido, mas não faz assim tanto sentido todo o resto das personagens estagnarem ou congelarem como se nada se passasse.
   Foi uma obra que pensei que pudesse continuar a aumentar a pontuação para a saga, mas parece que voltou aos valores habituais. Caso queiram saber mais sobre o volume anterior basta seguirem o link: Crítica - Destinada
   Boas Leituras... ;)
3/10

André

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Destinada - P.C. Cast + Kristin Cast

   "As forças da Luz e das Trevas colidem numa luta épica que se desenrola na Casa da Noite. Zoey está finalmente na casa onde pertence, protegida por Stark, o seu Guerreiro Guardião, e preparada para enfrentar Neferet de uma vez por todas. Kalona libertou o seu domínio sobre Refaim e, através do dom da Deusa, ele e Stevie Rae poderão finalmente estar juntos - mas apenas se Refaim se mantiver no caminho da Deusa e se afastar da sombra do seu pai. 
   Mas estará Zoey verdadeiramente em segurança? Conhecerá mesmo todos os seus amigos? E conseguirá o amor triunfar ao ser testado pela própria alma da Escuridão? Venham descobrir em mais um volume da Saga da Casa da Noite o destino que aguarda Zoey…"

   Boas Leitores!
   Passou-se um ano e meio desde que o último volume desta saga foi lido, eu sei. Para compensar, em menos de um mês, aliás, em menos de meio mês, são dois livros da mesma saga a serem lidos, de seguida! (Não que tenha sido feito de propósito, mas isso é outra história)
   Este é o nono volume da saga, que é constituída por doze volumes no total. E de alguma forma, isso poderia significar que o enredo estaria a dar os passos finais para que o último volume fosse o grande final da saga. Porque é que digo isto? Bem, em obras como Wheel of Time não esperaríamos um desenvolvimento rápido nos últimos 3 volumes, mas isso também porque cada volume dessa saga tem mais de 500 páginas. Já a saga Casa da Noite ronda as 200 ou 300 páginas, logo cada volume tem menos para contar e, portanto, menos espaço para longos desenvolvimentos.
   Por outro lado, o enredo desta obra não se compara com fantasias épicas. Até porque não tem assim tão grande enredo. Passamos sempre pelos mesmos dilemas dos outros volumes, mudando só a fonte do problema. Mas, sejamos justos, em romances de fantasia cujo público-alvo sejam os jovens adultos, este livro pode até ser bom (quando comecei esta saga, era um deles, já lá vão uns muitos bons anos), por isso em termos jovens o enredo pode nem ter muitas falhas.
   As autoras fazem uma coisa certa, criar várias perspectivas, sendo livros pequenos é difícil desenvolver personagens, mas mudando as perspectivas ao longo do livro e entre livros vai libertando um laço que se fortalece com o leitor (a não ser que ele só leia um volume por ano, como é o meu caso).
   Quanto ao feeling geral desta obra: não é uma das melhores, e tirando a referência ÓBVIA a outras sagas de outras autoras e publicidade descarada, podia ser bem melhor. Mesmo assim continua a ser um pouco melhor do que o oitavo volume. Caso queiram saber mais sobre esse volume, basta seguirem o link: Crítica - Despertada
   Boas Leituras... ;)
4.5/10

André
   

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Booking Through Thursday - Novas Coisas

   Todas as pessoas precisam de uma mudança de vez em quando, portanto quais são os novos tópicos ou autores em que estás interessado nestes dias? Ou quais são os novos tipos de livros que gostarias de ter mais tempo para ler?

   André: O meu tempo diminuiu, e com isso a seleção de livros tornou-se mais criteriosa. Um dos critérios que foi aparecendo ao longo do tempo foi a existência dos prémios Hugo e Nébula, estou muito mais inclinado a ler livros que ganharam ou estiveram nomeados para estes prémios para poder apreciar grandes obras. Gostava de ter muito mais tempo para ler estes, sem qualquer dúvida.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Crossroads of Twilight - Robert Jordan

   "Rand al'Thor, the Dragon Reborn, must fight on against the Dark One in a struggle that has drawn an entire world into its vortex - claiming the souls of friends and enemies alike.
   He has cleansed the taint of madness from the male half of the True Source, so may now draw on its power as a weapon of awesome potential. This could tip the balance in a perilous battle against evil as Rand must gamble with himself at stake. He cannot be sure which of his allies are really enemies - even among lifelong companions."

   Boas Leitores!
   Quatro meses atrás foi lido o nono volume desta saga. Agora chegou o décimo! (Estamos a seguir com um bom ritmo, hein?) Só mais quatro volumes e esta saga estará terminada, para grande desgosto do meu coração de leitor.
   Como início desta opinião tenho de dizer que a minha opinião quanto ao volume anterior mudou, melhorou um pouco. Se não se lembram, critiquei um pouco o facto da acção final ter sido descrita muito rapidamente e sem saber muito sobre o que estava a acontecer no resto do mundo ao mesmo tempo. Pois é, o primeiro terço deste livro decorre durante esse acontecimento, por isso sabemos as reacções das pessoas que não estão no centro da acção, mas sentem-na.
   Desta vez houve também uma maior diversidade nos capítulos, tivemos capítulos de todos os protagonistas e não foi apenas uma vez, quanto a isso não tenho nada a reclamar. Foi bom rever todos os pontos e saber onde é que cada um estava.
   Mas nem tudo é um mar de rosas. O primeiro terço foi interessante, já o segundo tive a mesma sensação de "engonhanço" que tive no volume anterior. O enredo avançou, mas muito pouco. E claro que depois no terço final foi só criar expectativas de todos os lados para saber mais no próximo volume.
   Este é o penúltimo livro escrito completamente por Robert Jordan, após o décimo primeiro volume, Knife of Dreams, as obras foram completadas por Brandon Sanderson, o que me desperta ainda mais a curiosidade para saber se o autor manteve o nível da saga, confio que sim.
   Melhorou um pouco relativamente ao último volume, vamos ver se a subida se mantém estável ou, ainda melhor, se atinge a qualidade dos primeiros volumes da saga. Caso queiram saber mais sobre a opinião aos livros anteriores, basta seguir o link: Crítica - Winter's Heart
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Bakuman vol.19 - Decision and Delight - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world? 
   With their new series, Moritaka and Akito start beating Eiji Nizuma in the Shonen Jump rankings for the first time. But in the actual book sales, Eiji is somehow still on top. The duo is as determined as ever to achieve their dreams, but a new scandal threatens to destroy everything!"

   Boas Leitores!
   Estamos na recta final de Bakuman! Este foi o penúltimo volume! Só mais um e finito com esta saga! Um total de vinte volumes e este é o décimo nono.
   E que tal? Relativamente bom. O enredo está a avançar a um bom ritmo, com um último twist que até faz sentido para o leitor poder ter um pouco da sensação não só do artista de mangá, mas também dos actores que fazem as vozes das personagens dos animes. Se não soubesse de antemão que o próximo volume seria o último, diria que poderia haver até algum suspanse acerca do desfecho final deste arco, mas sendo o final, todos sabemos que acabará bem.
   Finalmente vemos também algum romance, que parecendo que não, acho que é um ponto fulcral nesta história e que, infelizmente, pouco aparece. Mas neste volume não tenho nada a reclamar, muito maior quantidade de interação ou mesmo ação à volta do romance.
   E se pensam que este volume é só romance, então estão enganados. Sim, há essa vertente, mas ao mesmo tempo temos a grande competição entre os rivais de sempre. E essa rivalidade não perde o folgo! Os autores deste mangá fazem isso de forma brilhante, quer na arte quer nos diálogos, é sempre uma tensão imensa que faz querer saber mais e saber como irá acabar.
   Está melhor que o volume anterior, e pelo menos a história não está a acabar à pressa como temia que fosse acontecer, está a tomar o seu tempo, e ainda bem. Caso queiram saber mais sobre esta saga, sigam o link: Crítica - Bakuman vol.18 - Margins and Hell
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Os Filhos de Húrin - J. R. R. Tolkien

   "Num tempo muito remoto, muito, muito antes dos tempos de "O Senhor dos Anéis", um grande país estendia-se para além dos Portos Cinzentos a Ocidente: terras por onde outrora caminhou Barba de Árvore mas que foram inundadas no grande cataclismo com que findou a Primeira Era do Mundo.
   Nesse tempo remoto, Morgoth habitava a vasta fortaleza de Angband, o Inferno de Ferro, no Norte; e a tragédia de Túrin e a sua irmã Niënor desenrola-se sob a sombra do medo de Angband e a guerra forjada por Morgoth contra as terras e cidades secretas dos Elfos.
   As suas breves e apaixonadas vidas foram dominadas pelo ódio que Morgoth lhes devotou como filhos de Húrin, o homem que ousou desafiá-lo e zombá-lo na sua própria face. Contra eles, enviou o seu mais formidável servidor, Glaurung, um poderoso espírito na forma de um tremendo dragão de fogo. Nesta história de conquista brutal e evasão, de esconderijos em florestas e perseguição, de resistência apesar do desespero, o Senhor Negro e o Dragão revelam-se de forma sombriamente articulada. Sardónico e trocista, Glaurung manipulou os destinos de Túrin e Niënor com mentiras e astúcia e perfídia diabólica — e a maldição de Morgoth foi cumprida."

   Boas Leitores!
   E para recordar um dos grandes escritores de fantasia do mundo, temos uma opinião de uma das suas side-stores. Os Filhos de Húrin é um livro isolado, um standalone, que ocorre no mundo de O Senhor dos Anéis, conhecido por todos.
   Como acontece sempre que se lê Tolkien, o início é bastante difícil, temos de remar a fundo para conseguir ultrapassar os mares atribulados de descrições, nomes e terras que o autor manda para cima. Mas assim que passamos essa tempestade e nos habituamos ao ritmo (e já não aparecem tantos nomes) o mundo é incrível. Tolkien não pára de surpreender o leitor com a imensidão do mundo que criou e os enredos que estão envolvidos nesse mesmo mundo.
   A história de Húrin e dos seus filhos é outro desses enredos. No início foi um pouco confuso e nem muito apelativo. Mas antes que me apercebesse estava apegado ao protagonista e a querer saber mais sobre a sua história e os passos que tomou. A mestria de um escritor de criar esse laço emocional entre leitor e personagem sem que o leitor se aperceba é excelente. E não foi só com uma personagem, várias delas foram ganhando um pouco de espaço na minha cabeça de forma a que quisesse seguir a sua história.
   Esta obra teve também a sua vantagem (do meu lado) de ter mais história sobre elfos, ou pelo menos estes entrarem mais no campo de acção. Sempre gostei de saber mais (mesmo após o Silmarillion) sobre esta raça e esta foi uma obra que deu alguns vislumbres.
   O final foi também digno de nota. O seu quê de Romeu e Julieta, mas apresentado de forma inteligente e com todos os mitos após os acontecimentos teve o meu apreço.
   É uma obra ao nível de Tolkien, como sempre. Para os fãns de O Senhor dos Anéis que ainda sentem saudades desse mundo, que tal darem uma vista de olhos a esta obra?
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André